Resenha: Crianças francesas não fazem manha, Pamela Druckerman

crianças francesas não fazem manha

Autor: Pamela Druckerman    Editora: Objetiva Páginas: 272                               Ano: 2013

Classificação 4 ⭐️ 🚍

Á venda l Submarino l Americanas

Sinopse: 

Exaustão com o choro e a manha das crianças pequenas, falta de tempo para suas próprias necessidades e para um convívio romântico em casal, sofrimento com insegurança, preocupação excessiva, dependência e culpa. Tudo isso faz realmente “parte do pacote” de ter filhos? Pamela Druckerman começou a perceber que, na França, a resposta é um enfático não. A jornalista americana se muda para Paris logo após se casar. Lá, além das diferenças culturais mais conhecidas, começa a observar que as crianças se comportam de forma muito mais educada do que jamais viu. Estarrecida, ela percebe que os jantares nas casas dos franceses não são eventos caóticos em que crianças interrompem os adultos, brigam com os irmãos ou reclamam dos legumes. Esse é apenas um dos exemplos que a fazem querer descobrir qual é a mistura de autoridade e relaxamento dos pais que faz com que as crianças francesas sejam tão comportadas, sem ficarem reprimidas ou sem personalidade. Afinal, qual é o segredo para que durmam a noite toda? Para que não tenham ataques de birra em público? Para que sentem-se de maneira educada à mesa e experimentem muito mais do que nuggets e batatas? Para que desenvolvam a autoestima e se tornem articuladas? Os pais que ela observou em Paris parecem ter encontrado o equilíbrio perfeito entre ouvir os filhos e deixar claro que são os adultos que mandam. Dentro de um limite conhecido como cadre, essas crianças têm total liberdade e autonomia, mas fora dele, quem exerce autoridade são os pais. Pamela nota que os franceses conseguem balancear admiravelmente suas necessidades e as das crianças, não se acorrentam a um falso conceito de pais perfeitos e, ainda assim, são atentos, carinhosos e criam filhos educados e felizes. A autora empreende uma surpreendente jornada pela cultura francesa e passa a rever alguns conceitos da criação de filhos. Por anos, ela investiga as respostas a essas e outras questões, além de viver muitas experiências no próprio cotidiano, já que se torna mãe em Paris. O resultado é um relato inteligente, bem-humorado e ao mesmo tempo bem-fundamentado dos segredos dos franceses para ter filhos criativos e educados – e também um manual para os pais não se tornarem escravos de pequenos tiranos.

 “A mãe perfeita não existe. Ninguém precisa se culpar por não viver a serviço constante dos filhos”

Já estou vendo algumas pessoas me batendo na rua com o que vou dizer…

Mas vamos lá…

O livro conta a história da própria autora, Pamela Druckerman uma americana, ex-repórter do The Wall Street, que muda para a França com seu marido e lá acaba constituindo uma família completa: mãe + pai + 2 filhos.

Na França ela começa a notar que as crianças obedecem os pais de uma forma nunca antes vista, não fazem drama nas refeições, não interrompem os adultos em uma conversa e o principal: as mães continuam sendo esposas, mulheres, elas não largam toda sua vida para viver em função dos filhos e não sentem culpa por isso. E o mais interessante(!!!) as crianças não se tornam adultos frustrados sem sentimentos ou deprimidos, as mães dão carinho, atenção, brincam, ajudam na lição de casa, mas quando precisam dizer não, dizem sem culpa sabendo que isso é essencial para a educação deles.

Teve uma passagem que eu achei mega interessante, ela diz que crianças até os 5 anos não entendem grandes explicações, então a melhor maneira é dizer apenas não. Os pais de hoje tendem a explicar o porque e as crianças não entendem, quando se tornam adolescentes, os pais estão tão cansados de tentar explicar que acabam não conversando com os filhos, e essa é a fase que eles precisam das explicações e porquês.

Eu achei super interessante, mesmo não tendo filhos, algumas lições dadas no livro eu já havia pensado em fazer quando meus catarrentinhos chegassem, e por sorte elas funcionam.

No livro há comparações com o Brasil, coloquei uma citação logo abaixo. Olha, não estou com a intenção de falar mal do nosso País nem generalizar, mas é raro encontrar uma criança educada que respeite os pais hoje em dia, eu vejo todo dia crianças gritando com pais, dando ordens, batendo…e os pais não fazem nada!

“Não” é uma palavra respeitada pelos pequenos franceses, segundo a autora. “O que mais me impressiona nos pais é a autoridade, exercida com uma calma que só posso invejar”, diz Pamela. Por uma razão simples: eles deixam claro o que é possível e o que não é possível para a criança – e não negociam. Enquanto no Brasil muitos pais passam horas em longas conversas explicativas com filhos pequenos, para justificar por que não podem isso ou aquilo, a autora recomenda apenas lembrá-los de “quem é o chefe”. “Sou eu quem decide”, sugere ela, como resposta para as réplicas e tréplicas dos pequenos. O silêncio também é uma boa resposta. “Quando eles se comportarem mal, não diga nada. Use a tática dos `olhos grandes, um olhar severo de repreensão”, ensina. A técnica parece funcionar como um botão “off”. “Não vejo crianças francesas elétricas ou respondendo às ordens dos pais de igual para igual. Elas entendem que são crianças e que são subordinadas a eles”, atesta a autora. Até porque, segundo os especialistas, crianças pequenas, até os 5 anos, não têm repertório emocional para entender grandes explicações. A palavra de ordem, para as francesas, é “moldura”. O segredo é criar uma moldura de limites em algumas situações, dando liberdade em outras. Educar sem se tornar refém dos pequenos.

Eu sinceramente gostei do livro e das dicas, principalmente porque não é um manual de como criar seus filhos, é um relato do que ela viveu. É claro que não tem como evitar as birras e comidas jogadas no chão, mas não custa nada seguir algumas dicas.

O livro tem leitura fácil e engraçada e quem se interessa pelo assunto eu recomendo. Provavelmente mulheres mais velhas não vão concordar, mas se dá certo esse tipo de criação, porque não tentar?

Já leu o livro? Me conte o que achou.

Não leu? Comente também! 

Beijo, outro, tchau!

 assinatura ana

Anúncios

Um comentário sobre “Resenha: Crianças francesas não fazem manha, Pamela Druckerman

Conte o que você achou!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s