Resenha: Silo, Hugh Howey

SILO

Autor: Hugh Howey      Editora: Intrínseca    Páginas: 449                   Ano:  2014

Classificação 5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

O que você faria se o mundo lá fora fosse fatal, se o ar que respira pudesse matá-lo? E se vivesse confinado em um lugar em que cada nascimento precisa ser precedido por uma morte, e uma escolha errada pode significar o fim de toda a humanidade?Essa é a história de Juliette. Esse é o mundo do Silo.Em uma paisagem destruída e hostil, em um futuro ao qual poucos tiveram o azar de sobreviver, uma comunidade resiste, confinada em um gigantesco silo subterrâneo. Lá dentro, mulheres e homens vivem enclausurados, sob regulamentos estritos, cercados por segredos e mentiras.Para continuar ali, eles precisam seguir as regras, mas há quem se recuse a fazer isso. Essas pessoas são as que ousam sonhar e ter esperança, e que contagiam os outros com seu otimismo.Um crime cuja punição é simples e mortal.Elas são levadas para o lado de fora. Juliette é uma dessas pessoas.E talvez seja a última.

” Não havia problema admitir não saber alguma coisa. Se não conseguisse fazer isso, nunca iria saber nada de verdade”

Silo é o primeiro livro da trilogia de Hugh Howey e logo de cara posso te dizer que eu não vou ler o segundo livro, vou pular direto para o terceiro rs. Explicando melhor: o primeiro livro conta sobre a vida dos sobreviventes dentro do Silo. O segundo conta como foi a ideia, o porque de criarem um silo. O terceiro irá contar como o Silo “caiu”. Sim, eu sou curiosa e quero saber como termina essa história rs.

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Infelizmente os últimos dois não foram lançados no Brasil, então gente bonita, teremos que esperar pacientemente ou não.

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Centenas de anos atrás o mundo foi destruído: o ar não é mais respirável, as toxinas são mortais. O solo é árido e os ventos fortes. Não há mais cor ou vida. Apenas um silo encravado na terra, onde uma comunidade gigantesca vive controlada por um poder totalitário. Os cidadãos desta comunidade vivem divididos em camadas, onde cada um exerce uma função que visa manter o silo em pleno funcionamento.

O Silo é um abrigo com 144 andares, onde em cada andar é realizada uma atividade, existe o andar da delegacia, dos apartamentos, do refeitório, da estufa de alimentos… e o andar principal, onde é possível ter uma visão do mundo lá fora ou o que sobrou dele. Para ter essa visão do mundo externo é necessário que um morador seja enviado para a limpeza, o problema é que o morador não pode voltar e acaba morrendo já que o mundo não está mais habitável.  E como eles escolhem esses moradores para a limpeza? Bom, no Silo tudo é motivo para ser preso e enviado para a limpeza, você pode ser enviado pelo fato de dizer: Será que nós vamos sair daqui um dia?/ Como era o mundo antes disso? #Tenso

“E os livros com páginas de cores esmaecidas? Apenas produto da imaginação fantasiosa de autores, uma classe eliminada pelo problemas que costumava causar”

Na história percebe-se que as autoridades do Silo fazem de tudo para que os moradores se comuniquem o minimo possível.

Papel custa uma fortuna, os emails são cobrados por palavras (sim, eles tem internet, gente ninguém vive sem internet rs), não existem livros, apenas os de imagens com animais e até a distancia de um andar para o outro já é um obstaculo para a comunicação. Tudo isso é feito porque siloconversas, informação e troca de ideias são uma poderosa arma, podem criar rebeliões e fazer as pessoas pensarem. E eles não querem isso. Me senti agradecida por ter liberdade de expressão e tanto meios de comunicação ao meu redor.

A história do livro foca na vida Juliette, uma moradora das profundezas do Silo que trabalha na mecânica, o que pra mim é uma das funções mais importantes e na leitura vocês entendem o porque. O livro começa com o xerife do Silo, Holston pedindo para sair, sua mulher Allison foi enviada para a limpeza três anos atrás e nunca mais retornou, ao ler alguns arquivos deixados por ela, ele começa a acreditar que sua mulher não estava louca. Surge então uma mistura de culpa e depressão e o resultado é um pedido para sair do Silo.

“- Mas agora eu sei. E você vai saber também. Vou voltar para buscar você, juro. Dessa vez vai ser diferente. Vamos romper o ciclo, você e eu.”

 

“- Nenhum de nós pediu para estar onde estamos”

Pelo o que percebi, outros moradores também pediram para sair ou cometeram suicídio durante os séculos de existência do Silo, a maioria deles tem depressão por conta da situação que vivem e encontram na limpeza alguma liberdade, mesmo que temporário.

Com a saída de Holston, a prefeita precisa de um novo xerife e por indicação do delegado Marnes eles resolvem ir a mecânica para recrutar Juliette, uma mulher durona e inteligente. Pausa aqui: A mecânica fica no ultimo andar do Silo, vocês fazem ideia da quantidade de degraus que esse povo enfrentou? Cansei.

Senti muita dor nas pernas do tanto que eu desci e subi as escadas 😀

” Jahns segurou seu pulso e disse que o amava. Que o amava desde quando podia se lembrar”

Como tudo na vida não são flores, há pessoas que não desejam ver Juliette no comando da delegacia. Nesse momento é possível sentir o gosto podre da politica, ver quanto os interesses políticos podem ser cruéis, ficar assustada com as atitudes das pessoas quando o que elas desejam é o poder. Quando Juliette se torna xerife eu fiquei com a sensação de que tudo seria melhor mas….infelizmente ela  é enviada para a limpeza. Juro pra vocês, fiquei tão brava que fechei o livro e não queria ler mais, queria dar um soco na cara do Bernard, o cara que colocou ela nessa situação.

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Por vários momentos fiquei pensando em Holston e Alisson, fiquei com esperança do mundo estar habitável e ter alguma surpresa do lado de fora…realmente tem uma surpresa lá fora, mas não do tipo que pensei rs.

” No fim, algumas coisas distorcidas pareciam ainda piores quando consertadas.”

O livro me pegou de surpresa em vários momentos. Normalmente eu já consigo decifrar o que vai acontecer, mas nesse eu era surpreendida a cada página, a anos que isso não acontecia! Fiquei muito brava em alguns momentos e desesperada em outros, pulei algumas linhas da história porque há partes que estão ali para fazer volume e no final fiquei com gostinho de quero mais.

Senti uma dificuldade em imaginar o visor usado para ver o lado de fora e tentando entender como um lugar com 144 andares tem apenas uma escada em espiral. Fique imaginando também como devia ser a aparência física deles,  porque viver num buraco sem sol subindo e descendo escada a vida inteira deve provocar mudanças no corpo, como ter pernas/coxas enormes, musculosas, pele pálida e olhos maiores. Ah não riam, é sério rs.

A história como vocês perceberam é bem utópica, eles vivem dentro de um buraco na terra e conseguem ter internet, rádio, água potável, energia, uma plantação…e ao mesmo tempo vivem em condições precárias, escrevem com pedaços de carvão, não há elevadores, só podem ter filhos se alguém morrer (controle populacional), os relacionamentos precisam ter permissão das autoridades, usam apenas macacões com cores do setores que trabalham, comem a mesma coisa em todas as refeições, vivem com medo e num lugar cheio de mentira, onde uma palavra errada pode custar a vida.

“- Você precisa parar com isso. Encontre alguém. Sinto muito.
 -Eu achei que tivesse encontrado alguém – disse ele cheio de tristeza.
 – Vá embora – sussurou”

Juliette é uma personagem forte, inteligente e madura. Graças ao seu conhecimento em mecânica ela sobreviveu a tudo. E olha que essa mulher foi posta a prova várias vezes. É engraçado ela se envolver com um personagem tão fraco, sem personalidade e eu suspeito que irá se tornar seu inimigo no ultimo livro. Gente volúvel nunca é confiável rs.10313411_10152515540470579_4769471483903641636_n-1

Recomendo a leitura, mas para mim não é a melhor distopia dos últimos tempos.

Ah e se preparem porque esse livro também vai para as telonas 🙂

“- Cale a porra da boca e me escute Bernard, estou indo atrás de você. Estou indo para a casa e vou fazer uma limpeza.”

E você já leu? Vai ler?

Beijo, outro, tchau!

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