Resenha: A Escolhida, Lois Lowry

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                                  A capa não ficou legal                                   Autor: Lois Lowry         Editora: Arqueiro       Páginas: 190                   Ano:  2014

Classificação 5/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Órfã e portadora de uma deficiência, Kira precisa enfrentar um futuro assustadoramente incerto. Vivendo em uma civilização que descarta os mais fracos, ela sofre hostilidade dos vizinhos, que a acusam de ser inútil para a comunidade.
Quando é chamada a julgamento pelo Conselho dos Guardiões, Kira se prepara para lutar pela vida. Mas, para sua surpresa, os autoritários chefes já têm outros planos e a encarregam de uma tarefa grandiosa: restaurar os bordados de uma túnica centenária que contam a história do mundo.  Escolhida por seu talento quase mágico para bordar, a jovem fica radiante com a honraria. Quando dá início ao minucioso serviço de investigação do passado, ela depara com uma série de mistérios nas profundezas do universo que achava conhecer tão bem. Confrontada com uma verdade chocante, Kira precisará tomar decisões que mudarão sua vida e toda a comunidade.
Em ‘A escolhida’, Lois Lowry traz ao leitor personagens e cenários distintos de O doador de memórias, mas que complementam a sensacional distopia e abrem um novo horizonte de reflexão para a tetralogia.

“Algo acontece quando trabalho com linhas. Elas parecem saber o que fazer sozinhas e meus dedos apenas as acompanham.”

A Escolhida é a continuação do livro ” O Doador de Memórias “, mas não espere encontrar a mesma comunidade ou o Jonas. Agora a história é sobre Kira, uma menina que tem uma deficiência física e mora em uma comunidade hostil, onde as pessoas não se respeitam e muitas passam fome. Tanto que quando alguém da comunidade se torna deficiente, seja de nascença ou durante a vida ele é enviado ao campo – o campo é o cemitério – porque não vai ter utilidade na comunidade. E ela tem uma deficiência séria na perna que a obriga a arrastá-la e andar com a ajuda de um cajado.  Kira tem muita garra e vontade de viver, tanto que ela diz várias vezes ” a dor me deixa forte“.

Quando sua mãe morre, Kira se vê sem futuro. Como ela vai conseguir sobreviver sozinha se não consegue carregar peso, ficar em pé muito tempo, agachar…ela sabe que a comunidade irá mandá-la ao campo para morrer, afinal ela é inútil, seu único dom é bordar e ela ainda não é uma bordadeira oficial, apenas uma ajudante e nossa como Kira gostar de bordar! Suas mãos chegam a tremer quando ficam muito tempo longe de linhas e agulhas. Mas algo surge dentro do coração de Kira e ela decide que vai lutar por sua vida. 

” Ela lançou um último olhar para o corpo sem vida que um dia abrigara sua mãe e perguntou-se onde poderia ir”

Durante o julgamento um membro do conselho defende Kira e fica decidido que ela irá morar no prédio do conselho onde será encarregada de restaurar o manto sagrado da comunidade. Nesse manto está bordado toda a história deles e é de grande valia. Durante a restauração ela conhece outros jovens com dons parecidos ao dela, descobre segredos, mentiras e personagens novos surgem trazendo felicidade e revelações sérias a vida dela.

Gostei muito da Kira, ela é forte, decidida e tem um bom coração. E pelo jeito vai colocar os pingos nos is.

É uma leitura rápida e fácil. Gostei muito! A história se desenrola muito bem, mas o final…não sei. Não gostei. Ficou faltando um desfecho, por mais que eu saiba que o livro terá continuação, para mim ficou muito vago. E o próximo livro não será sobre Kira então eu espero que no último livro a autora nos conte o que aconteceu com ela e com Jonas. 

Curiosidades sobre o livro:

Durante a leitura um personagem aparece e conta que mora em uma comunidade onde aceitam pessoas com deficiências. Eu acho que o Jonas está lá, quase deixei a Kira e fui lá dar uma espiada.

A autora deve ter algum problema com cores. Será que ela é daltônica? 😀 Nesse livro as cores são muito valorizadas e quem sabe extrair cor das plantas é de grande importância ao conselho dos guardiões.

Enquanto a comunidade do Jonas é extremamente controlada, a comunidade de Kira é extremamente mal organizada. Muitas pessoas passam fome, são sujas, falam errado. Ah! E as mulheres são proibidas de ler e escrever.

Na comunidade as pessoas recebem o nome conforme vão envelhecendo. Quando Kira nasceu seu nome era apenas Kir, quando atingiu uma certa idade recebeu uma vogal ficando Kira, quando atingir outra idade receberá outra silaba. Eu acho incrível esses detalhes da autora em suas histórias. Com isso ela consegue tornar seus contos únicos, pessoais.

” Ela tem quatro silabas, Thomas. Os que vivem até as quatro sílabas sabem tudo que há para saber.”

Será que eu falei demais? Bom, espero ter deixado você curioso pelo menos.

E se você já leu, comenta aqui! E se não leu comenta também! 😀 

Beijo, outro, tchau!

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