Resenha: A Revolução dos Bichos, George Orwell

a revolução dos bichos

Autor: George Orwell                   Páginas: 152         Editora: Companhia das Letras          Ano:  2007

Classificação 5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Verdadeiro clássico moderno, concebido por um dos mais influentes escritores do século 20, “A Revolução dos Bichos” é uma fábula sobre o poder. Narra a insurreição dos animais de uma granja contra seus donos. Progressivamente, porém, a revolução degenera numa tirania ainda mais opressiva que a dos humanos
Escrita em plena Segunda Guerra Mundial e publicada em 1945 depois de ter sido rejeitada por várias editoras, essa pequena narrativa causou desconforto ao satirizar ferozmente a ditadura stalinista numa época em que os soviéticos ainda eram aliados do Ocidente na luta contra o eixo nazifascista.  De fato, são claras as referências: o despótico Napoleão seria Stálin, o banido Bola-de-Neve seria Trotsky, e os eventos políticos – expurgos, instituição de um estado policial, deturpação tendenciosa da História – mimetizam os que estavam em curso na União Soviética.
Com o acirramento da Guerra Fria, as mesmas razões que causaram constrangimento na época de sua publicação levaram A revolução dos bichos a ser amplamente usada pelo Ocidente nas décadas seguintes como arma ideológica contra o comunismo. O próprio Orwell, adepto do socialismo e inimigo de qualquer forma de manipulação política, sentiu-se incomodado com a utilização de sua fábula como panfleto.

“Quatro pernas bom, duas pernas ruim “

George Orwell, pseudônimo de Eric Arthur Blair, nasceu em 1903 na Índia. Intenso opositor do totalitarismo, Orwell discorre em suas principais obras, 1984 e A Revolução dos Bichos, as atrocidades presentes dos regimes políticos vigentes de sua época.

A novela satírica tem como cenário a “Granja do Solar”, sendo seu dono um senhor chamado Jones. Cansados da exploração sofrida no campo, os animais dessa fazendo resolvem tomar uma atitude contra seu dono: iniciar uma revolução contra a opressão humana.

Ao narrar a insurreição dos bichos, Orwell utiliza o período stalinista como referência para a construção do clássico moderno. A ditadura repressiva que assolava a época toma forma com claras referências a figuras históricas para a composição das personagens. A exemplo disso, temos o despótico Napoleão – sinceramente, fiquei com um ódio mortal dele. Acho que nunca na minha vida eu fiquei com vontade de bater numa personagem como agora – sendo uma alusão a Stalín e Bola-de-Neve, Trotsky, o “inimigo pragmático” da revolução.

O início da revolução é marcado por diversas utopias para a criação de uma “sociedade interna” livre de crueldade, livres da mão do homem. No entanto, o projeto inicial saí dos trilhos e toma outro rumo.

Marcado por um início promissor, os porcos – seres considerados no enredo “superiores” intelectualmente – começam a se tornar aquilo que o grupo repudiava, a forma “animalesca” do ser humano.

“Quatro pernas bom, duas pernas melhor “

Fica claro no decorrer da obra a facilidade de obter êxito na manipulação das personagens. Além disso, a associação que o enredo permite com a nossa realidade é preocupante. É um choque de realidade, em minha opinião. A sagacidade, crueldade e submissão representada em cada classe animal nos remete a refletir acerca da relação humana.

O que vocês acham? Contem pra mim!

E não esqueçam de me fazer uma visita! Fragmento Literário

assinatura Barbara

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2 comentários sobre “Resenha: A Revolução dos Bichos, George Orwell

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