Resenha: Nu, de botas, Antonio Prata

nu de botas

Autor: Antonio Prata         Editora: Companhia das Letras      Páginas: 140           Ano:  2013

Classificação 5 ⭐️ 🚍

Á venda l Submarino l Americanas

Sinopse

Em Nu, de botas, Antonio Prata revisita as passagens mais marcantes de sua infância. As memórias são iluminações sobre os primeiros anos de vida do autor, narradas com a precisão e o humor a que seus milhares de leitores já se habituaram na Folha de S.Paulo, jornal em que Prata escreve semanalmente desde 2010.

As primeiras lembranças no quintal de casa, os amigos da vila, as férias na praia, o divórcio dos pais, o cometa Halley, Bozo e os desenhos animados da tevê, a primeira paixão, o sexo descoberto nas revistas pornográficas – toda a educação sentimental de um paulistano de classe média nascido nos anos 1970 aparece em Nu, de botas. O que chama a atenção, contudo, é a peculiaridade do olhar. Os textos não são memórias do adulto que olha para trás e revê sua trajetória com nostalgia ou distanciamento. Ao contrário, o autor retrocede ao ponto de vista da criança, que se espanta com o mundo e a ele confere um sentido muito particular – cômico, misterioso, lírico, encantado.

” Minha mãe não gostava que nos referíssemos a Vanda como ‘empregada’, preferia ‘a moça que trabalha lá em casa’. Eu estranhava: por que dizer ‘a moça que trabalha lá em casa’, se a todas as moças que trabalhavam nas casas dos outros, os vizinhos chamavam ‘empregadas’?”

Acho que eu nunca dei tanta risada dentro do ônibus por causa de um livro. Sabe aquele momento em que você está lendo e, de repente, você começa a rir loucamente? Daí as pessoas que estão ao seu redor acham que você tem problemas e ligam para o hospital psiquiátrico pelo simples fato de te acharem um ser extraterrestre por estar rindo de um livro? Então, essa foi a sensação que eu tive ao ler Nu, de botas.
Muitas de vocês devem se recordar do nome Antonio Prata. Digo muitas porque ele foi cronista da revista Capricho durante alguns anos. E sim, ele é filho do grande escritor e dramaturgo Mario Prata.

Gente, que capa sensacional! Sério, eu compre este livro por causa da capa! Sempre gostei muito das crônicas do Prata no site da Folha, mas o que me ganhou mesmo foi a capa. – sem contar a textura e o cheiro do papel. Eu tenho dessas coisas, podem me julgar…

Recordo-me de alguns momentos da minha infância. Banho de chuva e, em seguida, ficar correndo que nem uma louca desvairada na lama, passar a tarde com os coleguinhas fazendo arte, – tipo ficar jogando “pertences” na rua e subir no escorregador para gritar clemência sob o objeto – passar a tarde no parque brincando naqueles brinquedos de madeira, enfim, coisas de infância que foram se perdendo com o passar do anos.

Antonio Prata retrata de maneira muito divertida as suas peripécias praticadas quando era apenas um menino que gostava de usar apenas moletom, camiseta e botas. As suas recordações são escritas de uma forma tão gostosa de se ler que você se sente inserido no contexto, às vezes parece que está sendo retratada as suas memórias nestas folhas de papel pólen bold. Quem viveu a infância nos anos 80 irá, com toda a certeza do mundo, se deliciar com as histórias deste homem! Se você acha que aprontou muita, ainda não viu nada…

Simples, bonito, divertido e genial! Foi essa a minha conclusão no fim da leitura. Deu até dó de ter terminado o livro tão rapidamente! Você se apega com o autor e suas histórias. Ri com ele, sente as mesmas dúvidas que ele sentira e tudo mais! Um misto de emoções e risos é marca deste livro!

Gostaram? Me conta o que achou!

E se sentirem saudades me façam uma visita no Fragmento Literário!

assinatura Barbara

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4 comentários sobre “Resenha: Nu, de botas, Antonio Prata

  1. danielavieira89 disse:

    Eita que delícia de resenha Barbara! Já entrou para minha lista dos desejados lá no skoob!
    Sabe que quando vc falou sobre coleguinhas fazendo arte, lembrei de uma coisa que aconteceu comigo. Um dia, quando criança, estava em ubatuba (litoral de SP) com meus pais, irmão e primo. Meus pais foram dormir depois do almoço. Eu, meu irmão e meu primo, super fofinhos, escrevemos várias frases assim: “Jesus te ama!” “Deus não desiste de você”, e por aí vai…. Estávamos num apartamento, no terceiro andar. Resolvemos fazer aviõezinhos com esses papeis, e jogar pela janela, para que cada pessoa que achasse, ficasse feliz.
    Fizemos isso! Até que veio o zelador bater na porta do apartamento. Todos nos escondemos, e ele falou com meus pais (até que com jeitinho rs): “Eu sei que as mensagens são bonitas, e eu fiquei bem feliz com isso…. Mas as suas crianças não podem jogar papeizinhos porque suja todo o prédio” hahahahaha
    Que vergoooonha

    Curtido por 2 pessoas

    • Barbara disse:

      Nossa, eu já fiz isso uma fez! Mas não terminou muito bem… HAHAHA
      Dá uma saudade dessas coisas! E esse livro foi extremamente nostálgico em relação a isso, relembrei inúmeras coisas da minha infância que, hoje em dia, infelizmente, não existem mais.

      Curtido por 2 pessoas

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