Resenha: Ecce Homo, Friedrich Nietzsche

ECCE_HOMO_

Autor: Friedrich Nietzsche         Editora: Saraiva de Bolso Páginas: 114        Ano:  2011

Classificação 5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Alusão à frase de Pilatos ao exibir o Cristo martirizado – é um escrito autobiográfico de 1888 em que Nietzsche, no período final de lucidez intermitente, examina as suas obras e, através delas, apresenta um novo ideal humano. Não só isso, mas, ao escolher títulos de capítulos como “Por que sou tão sábio”, “Por que sou tão sagaz”, “Por que escrevo bons livros”, apresenta a si mesmo como protótipo de um novo homem.

“Quem cala falha sempre em finura e gentileza de ânimo; o calar é um pretexto; guardar consigo a injúria é formar necessariamente um péssimo caráter, […] Todos aqueles que silenciam sofrem […]”

Hey! Estou voltando com uma resenha de pegada filosófica, e o livro escolhido foi o Ecce Homo do tio Nietzsche.

Você queria um livro pequeno e difícil para ler? Pois, então, você acabou de encontra-lo!

Bom, o que falar desse alemão que eu mal conheço e considero pacas? Deixei para a editora Nova Fronteira a cargo disso…

Nietzche (1844 – 1900) nasceu no seio de uma família protestante, mas na adolescência entra em contato com os escritos de Schiller, Hölderlin e Byron, leituras que o afastaram do cristianismo, além dos clássicos Platão e Ésquilo, também decisivos na sua formação filosófica e no distanciamento da teologia. Aos 24 anos, torna-se professor de filologia naUniversidade da Basileia. Com a saúde debilitada, abandona a universidade quase dez anos depois e passa a se dedicar a escrever obras com Assim falava Zaratustra (1883), Ecce Homo(1888) e O anticristo (1888). Em 1890, Nietzsche tem um surto de loucura de origem incerta, que o acompanhou até a sua morte, em 25 de agosto de 1900, na cidade alemã de Weimar.

Ok, agora é a minha vez de falar um pouco sobre Nietzsche e a minha experiência de leitura de suas obras.
Um dos meus primeiros contatos com o filósofo foi quando eu estava no ensino médio nas aulas de filosofia e com alguns livros que meu pai tinha. Portanto, gostaria de deixar bem claro algumas visões que eu tenho de seus pensamentos e eu acho que vai ser útil para o entendimento para quem, futuramente, for ler as obras do Nietzsche.

Primeiramente, gostaria de desmistificar a frase mais conhecida e polêmica do moço: “Deus está morto.”

Para muitos, um choque ao ler essa frase, não? Para outros, uma verdade. Outros, então, indiferença. Para mim, uma interpretação na qual considero plausível e sólida para o seu significado. Há uns 3 anos li Assim falava Zaratustra. Grande e enigmática obra. Incrível, ao meu ver. Uma das minhas favoritas do autor. E sim, lá encontramos pensamentos que nos fazem refletir sobre temas de cunho religioso e, na minha opinião, é de suma importância para o desenvolvimento do ser humano. Enfim, eu gostaria muito, mas muito mesmo que esse preconceito e ideais acerca de suas obras fossem quebrados. Diante disso, o que eu tenho como justificativa para Deus está morto? Simplificadamente, pois pretendo resenhar o Zaratustra futuramente e quero deixar esse debate no post dedicado a isto, Deus não está morto. Quem matou Deus foi o homem. Reflexão do dia: paremos para pensar o que é Deus e o que pregam sobre. Ok, bem resumidamente temos que Deus é um ser, força, energia, etc., onipotente, onisciente e onipresente. Portanto, ele sabe tudo sobre nós, mortais. Certo. O que pregam sobre Deus? Justiça, amor, respeito e todo aquele blá blá blá básico. Pois, então, observe o nosso redor. Veja o que acontece no seu dia-a-dia e compare com os ensinamentos divinos. Creio eu que você, um ser humano que tenha empatia e um mínimo de bom senso, tenha encontrado problemas com o que Deus ensinou e o que nós praticamos aqui na terra. Não quero entrar no assunto religião, – mesmo ter, indiretamente, entrado – só queria deixar essa questão em aberto e mostrar que a sua doutrina religiosa não vai interferir em nada durante a leitura de Nietzsche e Sartre, por exemplo, desde que você leia com a cabeça aberta para novas informações e não tenha preguiça de pensar o por que do autor acreditar sobre uma coisa x, escrever uma coisa z e etc.

Acho que é isso…vamos falar da sinopse do livro em questão antes que eu comece a escrever coisas aleatórias aqui.

Já deu para perceber pelos títulos que o egocentrismo chegou para ficar na obra. Errado. – ou não…pelo menos eu acho um pouco vulgar essa interpretação.

Como temos em mãos uma autobiografia, os capítulos discorrem acerca da vida e obra, como era a sua família, seu cotidiano e como se considerava um sábio. O prefácio deixa bem claro o eixo temático do livro.

Sem ser, por exemplo, uma espécie de monstrengo, uma sentina de imoralidade, sou o contrário (por temperamento) dessa classe de indivíduos que até agora continua sendo venerada como modelo de virtude. Orgulho-me de seguir as doutrinas do filósofo Dionísios e preferiria mil vezes mais ser considerado como um sátiro do que como um santo. Por isso, quero que todo mundo o leia este livro;

Sobre a linguagem. Difícil, sim. Não se esqueçam que Nietzsche era filólogo. Portanto, vamos encontrar joguinhos de palavras, metáforas e coisas do gênero. Sobre a tradução. Bom, não tenho muito o que reclamar sobre a que eu possuo, pois não tive a oportunidade de ler Ecce Homo em outras traduções ou original. Não tenha medo de o ler. Vai ser trabalhoso, mas vale muito a pena.

Até a próxima!

assinatura Barbara

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