Resenha: A Psicanálise do Fogo

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Autor: Gaston Bachelard         Editora: Martins Fontes

Páginas: 176        Ano:  1994 (1ª reimpressão: 2012)

O homem é a criação do desejo, não uma criação da necessidade.”

Hoje vou falar um pouco deste pequeno livro. Sabe aqueles livros que você lê e viaja junto com as ideias do autor? A psicanálise do fogo faz parte desse grupo. Eu sempre gostei muito de filosofia e ciências sociais, mas não sabia da existência desse filósofo que foi tão importante para o mundo contemporâneo.

Creio eu que foi algum professor do cursinho que o indicou para leitura porque eu achei o título da obra escrito em uma folha de matemática (???), mas não lembro ao certo quem foi. A única certeza que eu tenho é que não foi um professor de matemática que indicou. Enfim…vamos ao que interessa.

Gaston Bachelard foi um filósofo e poeta francês que realizou reflexões sobre as ciência, lógica, psicologia e a poesia. Bachelard tem como ponto de partida de suas idéias uma filosofia das ciências naturais, especialmente da física. Originam-se nesse campo suas contribuições à epistemologia e à poética, para cuja interpretação também se vale dos recursos metodológicos da psicanálise.

Vamos estudar um problema em que a atitude objetiva jamais pôde se realizar, em que a sedução primeira é tão definitiva que deforma inclusive os espíritos mais retos e os conduz sempre ao aprisco poético onde os devaneios substituem o pensamento, onde os poemas ocultam os teoremas. É o problema psicológico colocado por nossas convicções sobre o fogo. Problema que nos parece tão diretamente psicológico, que não hesitamos em falar de uma psicanálise do fogo.”

Primeiramente, não é um livro fácil de ser lido. Vai ter muita coisa que vai, literalmente, dar um nó na cabeça. Reconheço que eu preciso o ler novamente para realmente conseguir absorver o conteúdo e salientar algumas dúvidas.
Bachelard discorre acerca das interpretações que o fogo pode assumir. Dividido em sete capítulos, fica claro como a evidência primeira não é uma verdade fundamental. Ora, um objeto ou sensação pode assumir um significado em uma determinada cultura. No entanto, em outra pode assumir um significado totalmente oposto.

O simbolismo do fogo é a peça chave para a criação da psicanálise do mesmo. Antes da então descoberta do fogo, o homem viva semelhantemente aos animais e com uma pequena organização social. Após o domínio do objeto de análise do autor, o fogo tomou forma, tornou-se um princípio ativo, transmutador e transformado. Com isso, a epistemologia retratada pelo autor vai ganhando forma e sentido ao decorrer da obra.

Paciência e boa leitura!

assinatura Barbara

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