Resenha: O Diário de Anne Frank, Anne Frank

diario de anefrank (1)

Autor: Anne Frank            Editora: Record      Páginas:  226                Ano:  1985

Sinopse:

12 de junho de 1942 – 1° de agosto de 1944. Ao longo deste período, a jovem Anne Frank escreveu em seu diário toda a tensão que a família Frank sofreu durante a Segunda Guerra Mundial. Ao fim de muitos dias de silêncio e medo aterrorizante, eles foram descobertos pelos nazistas e deportados para campos de concentração. Anne inicialmente seguiu para Auschwitz e mais tarde para Bergen-Belsen.

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” Um membro do parlamento disse no rádio que depois da guerra deviam ser feitas coletas de cartas e diários, logo todos olharam para mim. Seria até engraçado se 10 anos depois da guerra terminada, nós judeus contássemos a nossa vida aqui, o que comíamos e o que falávamos. Apesar de te contar muita coisa você não sabe muito pouco sobre nossas vidas. “

Vocês acreditam que esse livro estava numa caixa destinada ao lixo!?!!!!! Minha sogra, pessoa iluminada, resolveu dar uma olhada na caixa e achou ele! Ufa! Agora bateu uma dúvida aqui, será que ela me deu ou me emprestou?

Alguns pontos me chamaram muito a atenção durante a leitura, primeiro  o quão bem Anne escrevia, segundo a sua inteligência e por último a esperança que ela teve de que tudo ia ficar bem.  Confesso que em alguns momentos a história fica cansativa, dá vontade de pular umas páginas rs…Mas é interessante num geral.

Na história conhecemos a vida de Anne a partir do seu aniversário de 13 anos, quando ganha o diário de presente. Passa pelos anos em que viveu escondida com sua família nos fundos do escritório de seu pai e termina com a policia alemã fazendo uma batida no local e obrigando os sócios da empresa a revelar onde estavam escondidos o grupo de judeus. Ao total foram dois anos e meio de escrita no diário.

O livro é escrito em formato de diário, separado por datas o que torna a leitura super fácil e interessante. E o diário de Anne tem um apelido! O nome dele é Kitty.

Anne morava com os pais e a irmã e era uma menina como outra qualquer em sua idade, tinha suas paqueras, estudava e era vaidosa. Seu pai era empresário e tinha dois sócios holandeses e não judeus ( eles que ajudaram a família se esconder no Anexo Secreto durante os meses de ” caça aos judeus “).

Antes da guerra estourar o governo havia proibido os judeus a andar de bicicletas, de bondes ou sair a noite, ele deveriam ainda usar uma estrela dourada para serem identificados facilmente. Já dá pra perceber que alguma coisa ia mal né.

” Meu argumento foi que falar muito é um comportamento tipicamente feminino e que eu faria o possível para controlar-me mas jamais ficaria completamente curada, visto que minha mãe falava ainda mais do que eu, como poderia lutar contra as leis da hereditariedade? “

Como eu disse no começo, é incrível como Anne tinha esperanças!  Talvez essa tenha sido a maneira que encontrou de superar todo o sofrimento ou quem sabe ela realmente acreditava que tudo acabaria bem. Não sei. Mas de uma forma ou de outra é uma lição. É claro que ela não se mantinha positiva em todos os momentos, por que imagine viver dos 13 aos 15 anos trancada, com medo de ser descoberta. Há momentos em que ela se pergunta se está ficando louca, em outros ela diz que esqueceu como é o céu e a natureza, em outros ela suspira apaixonada por Peter, em outros ela vê um futuro depois da guerra. 

Eu poderia passar horas escrevendo sobre essa história e minhas suposições, mas acho interessante que vocês leiam e tirem as próprias conclusões.

E você deve se perguntar quem pegou o diário e resolveu publica-lo né? Ah, não se perguntou é? Tudo bem eu conto mesmo assim! 😀

Após a morte de Anne seu diário foi encontrado no escritório e entregue aos dois amigos de seu pai ( os mesmos que ajudaram durante o período que viveram escondidos), eles entregaram ao pai de Anne que após ler percebeu como seria importante o mundo conhecer essa história, visto com os olhos de uma criança e também preservar a memória de sua família. E aqui estamos nós, 70 anos depois, resenhado ela.

Curiosidade curiosa:

O diário de Anne Frank possuí três versões: A primeira (1) é o diário completo, onde temos acesso a informações mais intimas de Anne, como exemplo a descoberta de sua sexualidade. A segunda (2) é uma edição onde retiraram esses detalhes íntimos, acredito que por respeito a família e a comunidade. E o terceiro (3) é uma mistura dos livros 1 e 2, um pouco de cada um. A segunda edição é muito usada em escolas e é essa que eu tenho.

Indiferente da edição que você leia, com certeza se emocionará.

Isso é tudo pessoal! 🙂

Se já leram me contem o que acharam! E se não leram, comente também 😀

Beijo, outro, tchau!

assinatura nova ana

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5 comentários sobre “Resenha: O Diário de Anne Frank, Anne Frank

  1. danielavieira89 disse:

    Muuuito legal Ana! Confesso que ainda fico com um pé atrás com este livro por causa das partes cansativas kkkkkk Demorei muito tempo para terminá-lo. Mas no final é um livro bem legal e emocionante mesmo. Gostei (não amei, mas gostei rsrs).
    Gostei muito da curiosidade. Nunca tinha me perguntado isso, mas quando vc perguntou, já veio a pergunta na minha cabeça kkkkkk Originalidade zero pra perguntas.
    Não lembro se foi com vc que comentei, ou se falei no blog sobre um minissérie que (se não me engano) a BBC fez sobre o Diário de Anne Frank. Muito legal! Vale a pena assistir.
    Beijos

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  2. Cíntia Bená disse:

    Adorei sua resenha, Ana…eu sempre tive vontade de ler esse livro e não comprava por acha-lo sempre com preços absurdamente altos…até que um dia encontrei uma edição de bolso, com preço digno, e finalmente comprei….mas que disse que li?????…kkkkkk….vai entender!!!…rs…já coloquei ele como prioridade acho que umas cinco vezes, e mesmo assim, nada…rsrsrsrs
    Agora que você falou das partes cansativas, e como ando numa fase de sono extremo, acho que vou adiar ainda mais a leitura dele…kkkkkkkkkkkk
    Beijos

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