Resenha: O Oceano No Fim Do Caminho, Niel Gaiman

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Autor: Niel Gaiman            Editora: Seguinte  Páginas:  368               Ano:  2012

Classificação 3 ⭐️ 🚍

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Sinopse

Foi há quarenta anos, agora ele lembra muito bem. Quando os tempos ficaram difíceis e os pais decidiram que o quarto do alto da escada, que antes era dele, passaria a receber hóspedes. Ele só tinha sete anos. Um dos inquilinos foi o minerador de opala. O homem que certa noite roubou o carro da família e, ali dentro, parado num caminho deserto, cometeu suicídio. O homem cujo ato desesperado despertou forças que jamais deveriam ter sido perturbadas. Forças que não são deste mundo. Um horror primordial, sem controle, que foi libertado e passou a tomar os sonhos e a realidade das pessoas, inclusive os do menino.

Ele sabia que os adultos não conseguiriam — e não deveriam — compreender os eventos que se desdobravam tão perto de casa. Sua família, ingenuamente envolvida e usada na batalha, estava em perigo, e somente o menino era capaz de perceber isso. A responsabilidade inescapável de defender seus entes queridos fez com que ele recorresse à única salvação possível: as três mulheres que moravam no fim do caminho. O lugar onde ele viu seu primeiro oceano.

“Eu crio arte. Às vezes, arte verdadeira. E, às vezes, isso preenche os espaços vazios na minha vida. Alguns deles. Não todos.” 

Podem me chamar de herege, pois esse foi o primeiro livro do Neil Gaiman que eu li na minha vida. Mas assim, conheço o maravilhoso trabalho do autor, em específico, Sandman. E vou ser sincera com uma coisa, esperava muito mais do livro. Muito mais mesmo. Sempre via todo mundo falando bem do enredo e, então, acabei criando uma grande expectativa para o ler.

Sabe aquela sensação de já ter lido a história antes? Então…

Não sei por que, mas o enredo trouxe a tona outro livro escrito em 1948: No Caminho de Swann,Marcel Proust. Creio eu que isso deve-se ao fato de ambas histórias retratarem de lembranças da infância de ambos protagonistas, sendo que em O Oceano no Fim do Caminho essa nostalgia é retratada de tom fantástico, típico das obras de Neil Gaiman.

O nosso protagonista, que não possui o nome, retorna a sua cidade natal para um enterro. No entanto, durante o caminho resolve procurar a sua antiga residência mas falha ao reparar o quanto as coisas mudaram nos últimos 20 a 35 anos. Ao olhar ao redores do lugar onde passou a a maior parte de sua infância, encontra uma antiga casa conhecida de seu eu, a antiga fazenda Hempstock, lugar o qual protagonizou ótimos e desesperadores momentos aos seus 7 anos de idade. Suas lembranças até então esquecidas voltam com toda força ao reencontrar uma espécie de lago, o oceano.

Aqui que entra as semelhanças com No Caminho de Swann. Não, não estou viajando no meu oceano, vulgo mente barulhenta, ao comparar os dois livros. A maneira que Gaiman e Proust tratam o tema são muito semelhantes mesmo, até mesmo na composição das personagens principais eu achei parecidas. Ambos falam de lembranças do período da infância de um garoto introspectivo que possui o seu mundinho e as suas angústias características de sua idade. Enquanto em Proust o estopim para isso ocorre durante um devaneio da madruga, em Gaiman temos o derramamento de fragmentos, até então esquecidos, diante do oceano sem fim.

A sacada de Neil Gaiman está em sua maneira de narrar a história do nosso quarentão. Pelo fato do protagonista e sua família não possuírem nome, ao contrários das outras personagens secundárias, temos uma imersão total na vida dessa personagem. O leitor se agarra aos temores da criança, entra em desespero junto com ela, quer ajuda-la. Isso é um ponto que o autor explora de forma fantástica, sendo esse o motivo de eu ter lido até o final o livro.

“Deito-me na cama e me perco em histórias. Gosto disso. Os livros são mais seguros do que as outras pessoas mesmo.”

Ok, então por que não me agradei com a obra? Simples, não sou fã de fantasia. Já tive a minha fase de gostar desse tipo de enredo, mas passou. Porém tenho certeza que ela vai voltar, porque tem horas que eu estou amando uma determinada coisa e depois estou odiando. Minha vida se resumi nisso, mas enfim…

É apaixonado por fantasia e suspense? Vai fundo, meu amigo e minha amiga, no O Oceano no Fim do Caminho. Não curte muito essas coisas? Leia também, a histórinha é muito interessante e o autor fantástico, vale a pena tentar. Tenho certeza que você não vai largar o livro por tão cedo quando iniciar essa viagem no mundo mágico de Gaiman.

E, então, concordam com o meu paralelo com No Caminho de Swann? Acham que eu viajei?  Não leram um dos livros? Ou nenhum? Está esperando o que? Corre que está perdendo.

3 beijos,

assinatura Barbara

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