Resenha: A Passagem, Justin Cronin

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Autor: Justin Cronin     Editora: Arqueiro Ano: 2013                        Páginas: 816

Classificação 4 ⭐️ 🚍

Á venda l Submarino l Americanas 

Sinopse

“Leia este livro e o mundo como você o conhece desaparecerá.” – Stephen King 

Primeiro, o imprevisível: a quebra de segurança em uma instalação secreta do governo norte-americano põe à solta um grupo de condenados à morte usados em um experimento militar. Infectados com um vírus modificado em laboratório que lhes dá incrível força, extraordinária capacidade de regeneração e hipersensibilidade à luz, tiveram os últimos vestígios de humanidade substituídos por um comportamento animalesco e uma insaciável sede de sangue. Depois, o inimaginável: ao escurecer, o caos e a carnificina se instalam, e o nascer do dia seguinte revela um país – talvez um planeta – que nunca mais será o mesmo. A cada noite a população humana se reduz e cresce o número de pessoas contaminadas pelo vírus assustador. Tudo o que resta aos poucos sobreviventes é uma longa luta em uma paisagem marcada pelo medo da escuridão, da morte e de algo ainda pior. Enquanto a humanidade se torna presa do predador criado por ela mesma, o agente Brad Wolgast, do FBI, tenta proteger Amy, uma órfã de 6 anos e a única criança usada no malfadado experimento que deu início ao apocalipse. Mas, para Amy, esse é apenas o começo de uma longa jornada – através de décadas e milhares de quilômetros – até o lugar e o tempo em que deverá pôr fim ao que jamais deveria ter começado. A passagem é um suspense implacável, uma alegoria da luta humana diante de uma catástrofe sem precedentes. Da destruição da sociedade que conhecemos aos esforços de reconstruí-la na nova ordem que se instaura, do confronto entre o bem e o mal ao questionamento interno de cada personagem, pessoas comuns são levadas a feitos extraordinários, enfrentando seus maiores medos em um mundo que recende a morte.

“Antes de se tornar a Garota de lugar nenhum – Aquela que surgiu, A Primeira, Última e Única, a que viveu mil anos – ela era apenas uma menininha de Iowa chamada Amy…” 

Em meados de 2012, estava eu em uma livraria vendo alguns livros da seção de Terror quando me deparei com uma capa brilhante, escura, bem bonita mesmo e com um título interessante, “A Passagem”. No primeiro momento que li a sinopse, pensei: “ah, é só mais uma daquelas histórias de vampiro. Não vou perder o meu tempo com isso.” Só que eu não tinha lido a primeira frase com atenção: Leia este livro e o mundo como você o conhece desaparecerá…OMG! Stephen King!
Como uma fã assídua de terror e suspense, acabei confiando nas palavras do senhor King. No entanto, só coloquei em prática o plano de comprar o livro em 2014. Fiquei sem a edição que vi na primeira vez e acabei comprando a de 2013 lançada pela editora arqueiro.

Levava aquele bloco de 816 páginas por todos os lados de São Paulo. Não queria saber, o enrendo me amarrou, segurou-me de tal maneira que o li em, aproximadamente, uma semana. Parava sempre uma hora antes de começar a me arrumar para ir ao cursinho e lia a estória da menina Amy sem parar.

A criação de Cronin gira em torno de um vírus no qual transforma seres humanos em criaturas tenebrosas, e essa foi a parte que eu adorei do livro. O autor foge completamente do estilo “Edward” que estava em alta daquela época. Estava diante de seres cruéis, extremamente fortes e ágeis, com sede de sangue. O livro ganhou muitos pontos com essa caracterização feita pelo autor. Para aqueles que já leram o Drácula de Bram Stoker, creio eu, irão gostar da caracterização vampiresca feita pelo o autor de A Passagem.

Dividido em duas partes, temos inicialmente a exposição aos leitores de um ambiente entrando em apocalipse devido a disseminação do vírus em questão. Amy, a Garota de Lugar nenhum, aparentemente, é o único ser da raça humana que é capaz de fazer o vírus funcionar corretamente. – Sabem aquele clichê “queremos criar um super-humano“? Pois é, a “doença” surge daí…
Temos, também, um agente do FBI, Wolgast, um homem cheio de falhas e super “apegável” ao leitor. Eu mesma me apeguei demais com o personagem e acabei ficando bem sentida com algumas passagens do livro. O apego de Amy, orfã, com Wolgast é extremamente emocionante. Lindo mesmo. Com a evolução do enredo, a relação entre os dois protagonistas da primeira para vai evoluindo, a ponto de Wolgast se tornar um pai para a garotinha.

“Aconteceu depressa. Trinta e dois minutos para um mundo morrer e outro começar a nascer” 

Noventa e sete anos se passaram, daí entramos na segunda parte do livro na qual apenas uma pequena parcela da população sobreviveu aos ataques constantes dos vampiros. Em uma espécie de isolamento, temos um povo sobrevivendo protegidos dentro de uma grande muralha, dividindo afazeres e a administração dessa espécie de cidade. Sem contar que a partir de agora vamos ter mais ação e é ai que você vai ficar preso ao livro. É de tirar o folego de qualquer um!

Segue o conselho da tia, leia a trilogia! No Brasil ainda foram lançados apenas o primeiro e o segundo volume, Os Doze, – olha, eu não gostei muito da continuação. Achei que deixou muito a desejar em relação ao primeiro volume. Irei o ler novamente para tirar novas conclusões para a sua resenha – e, previsto para 2015, A Cidade dos Espelhos.

assinatura BarbaraGostou? No blog da Barbara tem mais, vai lá: Fragmento Literário

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