Resenha: Não Sou Uma Dessas, Lena Dunham

não sou uma dessas

Autor: Lena Dunham      Editora: Intrínseca  Páginas: 304                      Ano:  2014

Classificação 3/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Lena Dunham , a premiada criadora, produtora e estrela da série Girls, da HBO, apresenta uma coleção de relatos pessoais hilários, sábios e dolorosamente sinceros que a revelam como um dos jovens talentos mais originais da atualidade. Em Não sou uma dessas, Lena conta a história de sua vida e faz um balanço das escolhas e experiências que a conduziram à vida adulta. Comparada a Salinger e a Woody Allen pelo New York Times como a voz de sua geração, Lena é conhecida pela polêmica que desperta e por sua forma única e excêntrica de se expressar e encarar a vida. Engajada, a autora revela suas opiniões sobre sexo, amor, solidão, carreira, dietas malucas e a luta para se impor num ambiente dominado por homens com o dobro da sua idade.

” Coisas que aprendi com minha mãe: Família em primeiro lugar. Trabalho em segundo. Vingança em terceiro.”

Como já disse Stephen King ‘ quando se fala do passado todo mundo escreve ficção’.  E não é possível que a Lena não tem romantizado a história! Mas independente disso, a coragem que ela teve de expor sua vida pessoal ao mundo e principalmente lembrar de coisas que muitas vezes o melhor é esquecer, a torna uma mulher corajosa.

O livro intercala passado e presente. Todas as páginas tem desenhos que casam perfeitamente com a história e alguns fazem você ter vergonha de estar lendo em público. As histórias em sua maioria são engraçadas. Na verdade ou é engraçada ou é perturbador e ponto final. 

Me identifiquei muito com a Lena durante a leitura, os pensamentos e questionamentos são muito parecidos com os meus e isso me confortou. Vocês não fazem ideia do que é escutar o tempo inteiro coisas como ‘ nossa, só você pra pensar isso’, ‘ da onde você tira essas coisas’, ‘ nossa Ana que imaginação’,  e a pior, a que me castiga mais ‘ não, eu nunca pensei nisso’ seguido de uma feição assustada.

E encontrar alguém que passa por isso foi reconfortante.

É claro que a Lena me supera, ela pira muito mais do que eu, e acabei ficando com dó, por que eu fico com a mente cansada, imagina ela?!

É um livro divertido sem dúvidas mas também é um livro cansativo, quase terminando eu já estava de saco cheio da Lena, vontade de gritar:  ‘Para de ser louca mulher! Se controla!’ Mas com certeza toda essa loucura a ajudou a criar esse sucesso que ela se tornou.

Não é um livro para qualquer um e não é um livro de auto ajuda. Não espere encontrar dicas ou conselhos. Longe disso. O livro é um relato das experiências de vida dela, e a partir disso você tira suas conclusões sobre o que é a melhor coisa a se fazer ou simplesmente morre de rir e segue com a vida.

Alguns pontos interessantes sobre ela:

  • Os pais são muito conectados a arte e cultura. Desde criança ela visitava museus, escrevia muito, estava envolvida com peças de artes, artistas…
  • Na faculdade ela fez o curso de ‘ escrita criativa’. A autora da saga Divergente, Veronica Roth, também fez ele.
  • Os pais dela incentivavam ela a expor os sentimentos, e ela tinha um psicologo pra chamar de seu.
  • Todos os relacionamento amorosos foram desastrosos.
  • A vida sexual é um pesadelo.
  • Ela toma remédios para ansiedade e para dormir desde criança.
  • Ela é como toda mulher normal, se acha feia, gorda, incapaz…

E separei alguns trechos para aguçar a curiosidade e divertir vocês!

” Historias sobre a minha mãe, minha avó, sobre o primeiro cara que amei e virou semigay e sobre a primeira garota que amei e que virou minha inimiga. E, se eu puder lançar mão do que aprendi e tornar qualquer tarefa mais fácil para você ou evitar que você faça o tipo de sexo em que ache melhor nem tirar o tênis para o caso de querer sair correndo durante o ato, então cada passo em falso que dei terá valido a pena.”

” Eu era trabalhadora. Merecia beijos. Merecia ser tratada como um pedaço de carne, mas também ser respeitada pela minha inteligencia.”

” Para mim dormir era como morrer. Qual a diferença entre fechar os olhos e perder a consciência e morrer? O que separava a perda de consciência da obliteração permanente?”

” Não era feia demais a ponto de ser repulsiva e não era bonita demais a ponto de ser sedutora. Minha cama era uma parada de descanso para os solitários, e eu era a solteirona dona da estalagem.”

” E ele veio e ficou, mesmo depois de todos os meus convidados já terem ido embora. Foi quando soube que, no minimo, ele passaria a mão no meu peito.”

” Coisas que eu disse durante um flerte: Só tenho cecê em uma das axilas. Juro. A minha mãe é igual.”

” Danço feito louca, rio feito louca de minhas próprias piadasfaço referências superficiais à minha vagina, como se ela fosse um carro ou uma cômoda”.

“Para mim, evitar totalmente os homens casados quando se está solteira seria  como recusar atendimento em um hospital de Tijuana quando se está sangrando até a morte porque prefere um hospital americano imaculado, bem distante e do outro lado da fronteira”.

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E vocês já leram? Vão ler? Conta aqui!

Até a próxima!

Beijo, outro, tchau!

assinatura nova ana

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2 comentários sobre “Resenha: Não Sou Uma Dessas, Lena Dunham

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