Resenha: Ordem (Saga Silo), Hugh Howey

ORDEM

Autor: Hugh Howey          Editora: Intrínseca Páginas: 512            Ano: 2015

Classificação 4/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

E se a sobrevivência dos seres humanos dependesse do deslocamento de milhares de cidadãos para uma enorme cidade subterrânea, com gigantescas telas de TV transmitindo imagens desoladoras do mundo do lado de fora e ninguém fosse autorizado a sair?

A narrativa de Ordem, que alterna passado e presente, começa em um período anterior ao descrito em Silo, explicando como o mundo de Juliette foi transformado. São apresentados ao leitor um portador do século XXIII; um senador da Geórgia num futuro próximo; um garoto abandonado, cuja história termina quando a de Juliette começa, e Troy, que acorda em 2110 sem saber quem é.
Em Ordem, os personagens escapam da morte ao serem congelados em cápsulas criogênicas, sendo acordados de tempos em tempos para tomar remédios, realizarem alguns trabalhos alienantes e depois dormir outra vez. O livro volta no tempo, ao ano de 2049, revelando as decisões tomadas por alguns poucos poderosos, responsáveis por bilhões de mortes que deixarão a humanidade em vias de extinção. A narrativa torna-se claustrofóbica e contrita à medida que a humanidade é forçada a viver no silo e a tomar medicamentos que a fazem esquecer a destruição infligida aos amigos e parentes. 

Com uma sinopse dessa, o que sobra para falar?rs

” Preveja o inevitável – disse ela- e um dia você estará certo”.
***Atenção, se você não leu Silo, então não leia a resenha. Ou leia, você que sabe.***

No segundo livro da saga nós voltamos no tempo, em 2049(!), para entender o que aconteceu com o mundo e como fomos parar embaixo da terra. De imediato conhecemos o deputado estadual Donald Keene  que está numa sala de reunião com o  Senador Thurman lhe pedindo que construa uma abrigo subterrâneo, mas sem falar para que finalidade, apenas que se algo der errado a população terá onde se esconder.

” – Espere, não entendi – ele estudou o desenho – por que as luzes de cultivo?
– Por que Donny o prédio que eu quero que projete para mim…ele será subterrâneo.”

No primeiro livro nós vimos que existiam vários silos além do 18 onde mora a Juliette. A vida no silo 1 é completamente diferente dos demais, eles são os ‘capitães do navio’, eles conseguem falar com todos os silos, desativar silos, observar os silos por câmeras, enviar misseis… e o mais desesperador é que eles trabalham em turnos, após esse período são colocados para dormir em câmeras criogênicas, e acordados depois de alguns meses ou anos para voltarem ao trabalho. Algumas pessoas do silo 1 tem mais de duzentos anos e são mais saudáveis que eu. E eles não lembram das suas vidas antes do silo, as memórias foram apagadas ( mas é claro que sempre tem um encapetado para lembrar né).

” Será que fica mais fácil com o passar das gerações, a medida que as pessoas esquecessem, e os sussurros dos primeiros sobreviventes desaparecessem?”

Algumas partes ficaram confusas para mim, como exemplo essas paradinhas criogênicas e o significado de terem construído os silos. Na verdade não vi sentido, até eu faria uma rebelião com a Juliette, minha amiga.

A história é intercalada em anos e em silos diferentes: o mundo como nós conhecemos, o fim do mundo, o começo da vida nos silos, os silos que ‘ caíram’…mas não espere encontrar Juliette. Em compensação nós conhecemos toda a história do Solo, lembra dele? É aquele senhor doidinho barbudo que vivia sozinho no silo 17, sabe?

“- Acho que o estamos perdendo senhor.
– O que? Perdendo contato? Não está conseguindo falar com eles?
-Não senhor. Perdendo o 12, senhor. O silo. A coisa toda.”

O livro continua com aquele regime opressor, com aquela falta de ar e claustrofobia.  É uma história triste, em nenhum momento me senti feliz com os personagens, em nenhum momento eu vi os personagens felizes.

Apesar dele ser muito revelador e não ser previsível, achei cansativo,não sei se isso faz sentido rs. Também não acho que vai atrapalhar a leitura se você pular do primeiro para o terceiro, mas não me arrependo de ter lido, ter conhecido o Solo fez valer a pena.

” Mesmo que houvesse sobreviventes ao seu redor, a única companhia encontrada era do tipo que perseguia ou matava você.” – Solo.

E vocês já leram? Vão ler? Vem bater um papo aqui!

Até a próxima!

Beijo, outro, tchau!

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