Os conselhos de Scott Fitzgerald para sua filha

Scott Fitzgerald

 

 

 

 

 

 

Em 1933,  F. Scott Fitzgerald já era um autor renomado. Nessa época, ele já havia publicado seu maior sucesso, O Grande Gatsby, e mais dois romances (The Beautiful and Damned e This Side of Paradise), além de três coletâneas de contos que incluíam os clássicos The Diamond as Big as the Ritz (1922), The Freshest Boy(1928) e The Bridal Party (1930).

Mas seu maior orgulho, sem dúvida, era a filha Scottie. Na época a menina tinha apenas 11 anos, mas era a razão de viver do seu pai. Naquele ano, Fitzgerald escreveu uma pequena lista em uma carta para a menina, onde listava o que deveria preocupar a vida de sua filha, com o que ela não deveria se importar e em que assuntos ela devia pensar. Uma lista de preciosos conselhos, diga-se de passagem. 

A Life in Letters

Essa carta foi publicada no livro A Life in Letters (“Uma Vida em Cartas”, em tradução
livre), lançado em 1995 e que ganhou uma nova edição no final do mês de dezembro (ainda não disponível no Brasil). Para nossa sorte, o pessoal do blog Lists of Note reproduziu a íntegra do texto e relembrou todo o amor do autor por sua primogênita. Logo abaixo você lê a carta de Fitzgerald para sua filha e pode tornar seus os conselhos dados por ele à então muito jovem Frances Scottie.

” Coisas com as quais se preocupar:

Preocupe-se com coragem
Preocupe-se com limpeza
Preocupe-se com eficiência
Preocupe-se com equitação

Coisas com quais não se preocupar:

Não se preocupe com a opinião alheia
Não se preocupe com bonecas
Não se preocupe com o passado
Não se preocupe com o futuro
Não se preocupe em crescer
Não se preocupe com quem fica à sua frente
Não se preocupe com triunfo
Não se preocupe com o fracasso, a menos que ele aconteça por sua própria culpa
Não se preocupe com mosquitos
Não se preocupe com moscas
Não se preocupe com insetos em geral
Não se preocupe com os pais
Não se preocupe com os meninos
Não se preocupe com decepções
Não se preocupe com prazeres
Não se preocupe com satisfações

Coisas para pensar:

Qual é realmente o meu objetivo?

Quão boa eu sou em comparação aos meus contemporâneos com relação a:

(a) Escolaridade
(b) Eu realmente entendo as pessoas e sou capaz de me relacionar com elas?
(c) Estou tentando transformar meu corpo num instrumento útil ou estou negligenciando isso?

Com o amor mais sincero,
Papai.”

separador-lápiz-3

Mas o senhor é lacrador heim Scott Fitz!

Vi a matéria no Revista Trip.

Até a próxima!

Beijo, outro, tchau!

assinatura ana

 

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