2 Contos de Terror, por Batuta Ribeiro

E como combinado, aqui estão os contos do escritor Batuta Ribeiro. A primeira história foi quando conheci o trabalho dele. Espero que gostem! Vocês encontram outras histórias na página Contos de Arrepiar.
Ah, e sem querer ser a tia chata, mas quase coloquei uma classificação de +18 no post. Então fica a dica ai.
💀 O Voyeur 💀 +18
 
Escutei gemidos e sussurros no meio da mata. Caminhei mais um pouco e vi uma cabana. Aproximei-me e espiei: havia um casal de jovens fazendo sexo. Deixei minhas coisas no chão e entrei na cabana.
Obviamente, os dois se assustaram e pararam de transar.
— Desculpe interromper – fui dizendo – eu estava pescando aqui perto… Por favor, continuem o que estavam fazendo.
A mocinha ficou de olhos arregalados na ponto quarenta que estava na minha mão.
— O que você quer? – perguntou o rapaz.
— Eu quero que continuem.
— Continuar o quê? – perguntou a moça.
— O que vocês estavam fazendo – tornei.
— Nos deixe em paz – pediu o rapaz.
— Só depois que vocês gozarem – falei, e dessa vez, apontei a arma para a cabeça dele.
Os dois nem se mexeram, parecia que eu estava falando grego. Grudei a moça pelo cabelo e a joguei no chão.
— Vamos, fica de quatro e empina essa bundinha!
Ela ficou de quatro, mas começou a chorar. Virei para o rapaz, e disse:
— O que está esperando, garanhão? Mete logo a piroca no rabo dela.
O rapaz ficou parado. Encostei o cano da arma na cabeça da moça, e comecei a contar:
— Cinco, quatro, três, dois…
— Espere, eu vou.
Ele ficou de pé, mas seu pinto estava murcho.
— Qual é, garotão? Pode tratar de levantar esse negócio.
— Não dá… – ele falou, e também começou a chorar. Aquilo me deixou irado, mas respirei fundo, e disse:
— Eu quero que vocês dois fiquem em pé na minha frente.
Os dois ficaram em pé, um ao lado do outro, nus.
— Só um poderá sair vivo daqui, quem vai morrer?
— Por que está fazendo isso? A gente não fez nada para você – argumentou a moça.
— Se ninguém levantar a mão, eu terei que matar os dois. Então, quem vai ser?
Depois de um breve silêncio, a moça disse:
— Eu!
— Não – precipitou o rapaz, me encarando – não faça nada com ela. Pode me matar!
Atirei na testa dele. A moça ficou em estado de choque, ajoelhou-se e pegou a cabeça estourada dele no colo.
— Você é um grande desgraçado filho da puta! – gritou para mim.
— Escute, você gosta de apostas? – perguntei – Pois eu tenho uma para você: se conseguir sair dessa cabana e chegar até a cidade, você vai até a policia e me denuncia; mas, se você não conseguir chegar até a cidade, eu fico livre e impune do que fiz. Está apostado?
— Vai para o inferno – ela respondeu.
Encostei a arma no joelho dela e atirei. Nunca vi uma moça gritar tão alto.
— Boa sorte! – falei, antes de sair da cabana.
Peguei minhas tralhas de pesca e voltei para a casa. Ao entrar na sala, gritei:
— Mãe! O que tem para o jantar?
Nesse instante, comecei a rir… Às vezes me esqueço que minha mãe já morreu.

 

 💀 Filme de verdade 💀

 

“Procuramos garotas entre 18 a 20 anos que se interessem em participar de um filme de terror. Quem for selecionada ganhará cinco mil reais de cachê e mais despesas pagas enquanto durar as gravações”.
— É minha chance! – disse Joyce ao ver o anúncio no Facebook.
Joyce se candidatou. Três dias depois, recebeu uma ligação – era o produtor do filme avisando que ela tinha sido selecionada.
Fez as malas e foi para Jacutinga. Ela foi recebida na rodoviária por Mateus, o produtor do filme.
Mateus a levou para um sitio distante da cidade. Durante o caminho, ele falou sobre o filme:
— A história é a seguinte: cinco garotas estão acampando quando chegam três homens. Eles as seqüestram e as levam para o porão de uma casa. Eles torturam as garotas, uma por uma, e mata todas.
Joyce achou a história uma bosta, mas o cachê valia a pena.
Na casa do sitio, Joyce conheceu as outras quatro garotas que participariam do filme.
Mateus reuniu as cinco garotas e explicou que as gravações durariam uma semana. E assim que cada garota fosse morta no filme, ela seria paga e poderia ir embora.
As gravações começaram na segunda-feira.
Quando chegou o sábado, só restava Joyce das cinco garotas, as outras quatro já tinham gravado suas cenas e ido embora.
Joyce achava estranho nenhuma das garotas ter vindo se despedir dela, nem mesmo o fato delas voltarem para pegar suas malas. Quem fazia isso era alguém da produção.
Na noite daquele sábado, Joyce foi levada até uma pequena casa do sitio onde eram feitas as cenas do porão.
Mateus pediu para Joyce ficar nua e deitar na cama de barriga pra baixo. A garota não gostou da ideia, mas lembrou-se dos cinco mil reais.
Joyce deitou-se na cama. Amarraram-lhe as pernas e as mãos nas cabeceiras.
— A cena vai ser assim – foi explicando Mateus – você será estuprada. Depois, o torturador vai retirar sua pele. Depois, ele cortará os seus mamilos e os enfiará na sua…
— Espera aí – falou Joyce – isso vai doer?
— Ah, tomara que sim! – disse Mateus, com um estranho sorriso.
Foi nessa hora que Joyce notou que poderia se dar mal, e disse:
— Me solta, eu quero ir embora.
— Coloque a mordaça – pediu Mateus para um rapaz da produção. Depois que Joyce foi amordaçada, Mateus falou:
— Esqueci de mencionar um pequeno detalhe: como eu não tenho dinheiro para pagar os efeitos especiais, eu decidi fazer um filme snuff. Talvez você não saiba o que é um filme snuff, mas vai ficar sabendo.
O ator aproximou-se de Mateus e perguntou:
— Já podemos começar?
O produtor respondeu:
— Ainda não, faltam os adereços.
Mateus pegou um saco preto, e de dentro do saco ele tirou as cabeças das outras garotas e as colocou perto da cama para que Joyce pudesse vê-las.
 

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E ai, o que acharam? Muito bom né! 

Até a próxima!

Beijo, outro, tchau!

assinatura ana
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2 comentários sobre “2 Contos de Terror, por Batuta Ribeiro

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