Resenha: Comprometida, Elizabeth Gilbert

comprometido

Autor: Elisabeth Gilbert    Editora: Objetiva Páginas: 240       Ano: 2010

Classificação 4 ⭐️ 🚍

Á venda l Submarino l Americanas

Sinopse:

A história de Comprometida começa 18 meses depois do fim do livro anterior, crônica sobre o ano em que a autora enfrentou um divórcio, uma depressão debilitante e outro amor fracassado até que se livrou de todos os bens materiais, demitiu-se do emprego e partiu para uma viagem de um ano pelo mundo, sozinha. Nos últimos capítulos de Comer, Rezar, Amar, Liz Gilbert conhece o brasileiro Felipe. Naturalizado australiano e divorciado, ele vivia na Indonésia quando conheceu Liz, 17 anos mais nova – é ele o “coroa” da dedicatória do novo livro escrita em português até na edição de língua inglesa. “Perto do fim da viagem, encontrei Felipe, que havia anos morava sozinho e tranquilo em Bali. O que veio em seguida foi atração, depois uma lenta corte e, finalmente, para nosso espanto mútuo, amor”.

“Por que preciso desse homem? Só preciso dele porque, por acaso, o adoro, porque a sua companhia me traz alegria e consolo e porque, como me disse o avô de um amigo, às vezes a vida é dura demais para ficar sozinho, e às vezes a vida é boa demais para ficar sozinho”

Esse livro é a continuação de “Comer, rezar, amar”, que pra quem não leu e nem viu o filme, conta a história da americana Liz, ela conhece um brasileiro chamado Felipe em Bali e os dois começam um caso de amor.

Em “Comprometida” Liz e Felipe ainda estão juntos, mas não estão casados, pois ambos são divorciados que não acreditam mais em casamento. Liz mora nos Estados Unidos e Felipe viaja pelo mundo trabalhando como mercador de pedras preciosas, ele vem à Filadélfia para encontrá-la algumas vezes por ano e fica no máximo três meses, período permitido pela imigração para o visto de turista.

“Depois da infidelidade e da violência deslavada, nada corrói um relacionamento com mais rapidez do que a pobreza, a falência e as dívidas”

Só que como nada é perfeito, numa dessas vezes em que Felipe tenta entrar nos Estados Unidos, é barrado pelo Departamento de Segurança Interna, preso e impedido de entrar no país, sendo deportado para a Austrália. Nesse momento, Liz e Felipe não tem outra alternativa a não ser se casarem para que ele consiga a cidadania norte-americana e possa entrar e sair do país quando quiser, simples assim.

Mas não é nada simples, o Consulado exige uma papelada e a aprovação para que o casamento seja realizado é demorada. Como Felipe não pode ficar em solo americano, eles começam uma viagem sem destino certo, perambulando pelo sudeste da Ásia.

Então Liz começa uma pesquisa sobre casamento, lê muitos livros sobre o tema e entrevista mulheres de todos os lugares onde passa, como Hanói, no Vietnã,  e Luang Prabang, no Laos. Ela viu nisso uma forma de descobrir o que é o casamento afinal, e fazer as pazes com o matrimônio.

Acredito que esse livro serve para quem é casado ou pretende se casar. Ele está repleto de informações e histórias curiosas e interessantíssimas sobre o casamento. A autora conta sua história real ao mesmo tempo em que aborda o assunto.

As duas partes que amei foram quando ela conhece um casal muito simpático, Keo, um rapaz de 21 anos, e sua esposa Noi. A outra foi quando Felipe compara Liz a um pacote fechado de pedras preciosas, ele diz que quando você compra um pacote de pedras, tem pedras boas e ruins, você deve se concentrar nas ruins e ver se consegue fazer negócio com elas, assim ele fez com Liz, se concentrou nos defeitos e disse que consegue viver com eles, que a aceitava com o pacote completo.

“Enchente, aquele ponto em que estamos tão cansados ou exasperados que a cabeça é inundada (e iludida) pela raiva. Um sinal seguro de que a enchente está próxima é que a gente começa a usar as palavras ‘sempre’ ou ‘nunca’ na discussão… (como em Você sempre me deixa na mão ou Nunca posso contar com você).

Eu gostei muito e achei o livro repleto de diferentes tipos de cultura, o que faz da leitura, além de um passatempo, uma forma de aumentar nosso conhecimento. Então é isso, me contem o que acharam e qual curiosidade gostaram mais. A que mais gostei foi que na China, a definição de casamento já incluiu a união sagrada entre uma mulher viva e um homem morto, da pra acreditar?

Beijocas!

assinatura nova tábata

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2 comentários sobre “Resenha: Comprometida, Elizabeth Gilbert

  1. Ana Buranello disse:

    Eu nem sabia que tinha continuação, foi uma surpresa!

    Não li o outro, mas vi o filme e amei! E parece que esse é muito bom também. Como disse a Tábata, quem está casado ou numa união estável é interessante de ler.

    Já está na minha lista de desejados! Adorei a resenha!

    Curtido por 1 pessoa

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