Resenha: Cidades de Papel, John Green

CidadesDePapel

Autor: John Grenn         Editora: Intrínseca         Páginas: 368      Ano: 2013

Classificação 3 ⭐️ 🚍

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Sinopse: 

Quentin Jacobsen tem uma paixão platônica pela magnífica vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman. Até que em um cinco de maio que poderia ter sido outro dia qualquer, ela invade sua vida pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita.
Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola e então descobre que o paradeiro da sempre enigmática Margo é agora um mistério. No entanto, ele logo encontra pistas e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele achava que conhecia.

“Soquei a terra com os punhos e fiquei ali, batendo e esmurrando sem parar, a areia se espalhando pelas mãos até que eu cheguei às raízes da árvore, e ainda assim continuei, a dor vibrando por minhas palmas e pulsos. Até então eu não havia chorado por Margo, mas enfim chorei, golpeando o chão e gritando porque não havia ninguém para me ouvir: eu sentia saudades dela, eu sentia saudades dela, eu sentia saudades dela, eu sinto saudades dela.”

É o último ano de escola de Quentin, um garoto que mora em Orlando, inteligente, filho exemplar, que anda com a turma da banda, mesmo que não saiba tocar nenhum instrumento. Ele é apaixonado por sua vizinha de olhos azuis Margo. Eles eram amigos aos 09 anos de idade, mas, após encontrarem um homem morto no parque em que brincavam, nunca mais foram próximos.

Em uma noite Margo aparece na janela de Quentin e pede sua ajuda para colocar em prática um plano de vingança, e nessa noite eles também invadem um parque temático.

No dia seguinte, Quentin está ansioso para ver como Margo iria se comportar perto dele. Só que ela não aparece na escola, e nem em lugar nenhum, nem nos próximos dias, pois havia desaparecido.

Margo sumia com frequência, mesmo assim ele começa a buscar pistas de onde ela possa estar, na realidade, Quentin fica obcecado com isso.

Seus amigos Ben e Radar o ajudam nessa busca por Margo. As pistas que acham os levam à uma loja de suvenires abandonada, último lugar em que ela esteve antes de desaparecer. Eles encontram uma pichação na parede feita por ela: você vai para as cidades de papel e nunca mais voltará.

No dia de sua colação de grau, Quentin continua a investigar e acredita que ela está em uma cidade chamada Agloe, em Nova York. Ele convence seus amigos, Ben e Radar, e Lacey, a melhor amiga de Margo, a irem até essa cidade, uma viagem de carro de 21 horas.

“Eis o que não é bonito em tudo isso: daqui não se vê a poeira ou a tinta rachando ou sei lá o quê, mas dá para ver o que este lugar é de verdade. Dá para ver o quanto é falso. Não é nem consistente o suficiente para ser feito de plástico. É uma cidade de papel… Todas aquelas pessoas de papel vivendo suas vidas em casas de papel, queimando o futuro para se manterem aquecidas. Todas as crianças de papel bebendo a cerveja que algum vagabundo comprou para elas na loja de papel da esquina. Todos idiotizados com a obsessão por possuir coisas. Todas as coisas finas e frágeis como papel e todas as pessoas também. Vivi aqui durante dezoito anos e nunca encontrei ninguém que se importasse realmente com qualquer coisa.”

O livro é dividido em três partes. A parte um intitulada “Os fios” é a apresentação dos personagens e descreve a melhor noite da vida de Quentin em sua aventura com Margo. Essa parte começa meio clichê, mas no fim é bem interessante.

A parte dois “A relva” é quando Margo some e deixa pistas que Quentin segue na intenção de achá-la. Eu achei entediante, e queria chegar logo na parte três.

Enfim, a parte três “O navio” é separado pelo autor em horas – ao todo são 21 – a viagem de carro em busca de Margo. Essa parte é bem legal, são quatro amigos na estrada, com partes que me lembraram de filmes com o Jim Carrey, quando Ben urina em garrafas (Debi e Lóide) e quando encontram uma vaca no meio da estrada (Eu, Eu mesmo e Irene).

Eu indico o livro só se você não tiver nada melhor para ler.

Beijocas!

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6 comentários sobre “Resenha: Cidades de Papel, John Green

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