Resenha: Toda Luz que não Podemos Ver, Anthony Doerr

toda luz que não podemos ver

Autor: Antony Doerr          Editora: Intrínseca Páginas: 528                Ano: 2015

Classificação 4/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Marie-Laure vive em Paris, perto do Museu de História Natural, onde seu pai é o chaveiro responsável por cuidar de milhares de fechaduras. Quando a menina fica cega, aos seis anos, o pai constrói uma maquete em miniatura do bairro onde moram para que ela seja capaz de memorizar os caminhos. Na ocupação nazista em Paris, pai e filha fogem para a cidade de Saint-Malo e levam consigo o que talvez seja o mais valioso tesouro do museu. Em uma região de minas na Alemanha, o órfão Werner cresce com a irmã mais nova, encantado pelo rádio que certo dia encontram em uma pilha de lixo. Com a prática, acaba se tornando especialista no aparelho, talento que lhe vale uma vaga em uma escola nazista e, logo depois, uma missão especial: descobrir a fonte das transmissões de rádio responsáveis pela chegada dos Aliados na Normandia. Cada vez mais consciente dos custos humanos de seu trabalho, o rapaz é enviado então para Saint-Malo, onde seu caminho cruza o de Marie-Laure, enquanto ambos tentam sobreviver à Segunda Guerra Mundial.Uma história arrebatadora contada de forma fascinante. Com incrível habilidade para combinar lirismo e uma observação atenta dos horrores da guerra, o premiado autor Anthony Doerr constrói, em Toda luz que não podemos ver, um tocante romance sobre o que há além do mundo visível.

” Abram os olhos e vejam tudo o que conseguirem ver antes que se fechem para sempre. “

“Toda Luz que não Podemos Ver” começa em agosto de 1944 em Saint-Malo, França, final da Segunda Guerra Mundial, e nos são apresentados os personagens Marie-Laure, uma garota cega de dezesseis anos, francesa de rosto sardento; e Werner, um recruta alemão de dezoito anos e cabelos brancos.

saint malo

Saint-Malo, França

A história gira em torno desses dois personagens, os capítulos não seguem uma cronologia, em cada momento o leitor é levado a um lugar e tempo diferentes.

Marie-Laure quando criança mora com o pai em Paris. Ele trabalha como chaveiro no Museu Nacional de História Natural. Um homem inteligente e dedicado a sua filha, constrói para ela uma maquete detalhando de forma realista o que a filha irá encontrar nas ruas, e desperta em Marie-Laure o amor pela leitura presenteando-a com livros de aventura em braile.

Werner mora com a irmã mais nova Jutta, na Casa das Crianças, um orfanato em Essen, Alemanha, comandado por Frau Elena. Ele é um garoto muito inteligente e curioso, e consegue consertar um rádio velho, onde ele e a irmã gostam de ouvir um programa de ciências para crianças.

“Transmissões de Paris. Eles diziam o oposto de tudo o que a Deustschlandsender diz. Diziam que somos demônios. Que estamos cometendo atrocidades. Sabe o que significa a palavra, atrocidades

– Por favor, Jutta.

– É certo – pergunta Jutta – fazer algo apenas porque todas as outras pessoas estão fazendo?”

Então como diz o autor “A guerra lança seu ponto de interrogação”. E tudo muda na vida de todos. Marie-Laure sonhava em morar em Paris com o pai pelo resto de sua vida, mas tem que deixar a cidade. Werner sonha em ser engenheiro e não deseja abandonar a irmã, mas segue para um colégio militar. Lá ele conhece Frederick, único amigo em meio a todos os garotos, que tinha como sonho estudar pássaros, e tenho que deixar registrado que esse garoto sofre muito, e só de lembrar já quer escorrer uma lágrima no canto do olho. Tantos sonhos deixados para trás. Então temos dois lados da guerra. Será que vão se encontrar? Será?

No meio disso tudo há um diamante chamado Mar em Chamas, antes guardado no cofre do museu, e quando a guerra chega existem quatro diamantes, três falsificados pelo próprio museu e um verdadeiro. O pai de Marie-Laure leva um deles consigo. E inicia-se a busca desenfreada do comandante alemão Von Rumpel, especialista em pedras.

No começo do livro eu quase o abandonei, por ser uma leitura difícil, começa em 1944, no capítulo seguinte vai para 1934, e assim a história vai e volta e o leitor só descobre cada detalhe de cada parte aos poucos. Os capítulos são divididos em partes cada uma com um título, que não passam de 5 páginas, cada parte referente a um personagem. Mas, como sou persistente, continuei a leitura, e dou graças por isso. A história é brilhante, rica em detalhes, apesar de ser ficção, é tecida através de um momento triste que realmente existiu. Eu nunca tinha lido um livro com um personagem cego, e a descrição feita através de toque e cheiros é fascinante.

“O que é a cegueira? Onde deveria haver uma parede, as mãos nada encontram. Onde não deveria haver nada, uma perna de mesa arranha sua canela. Roncos de carros nas ruas; murmúrio de folhas no céu; sussurro de sangue em seus ouvidos. Na escada, na cozinha, mesmo ao lado da sua cama, vozes de adultos falam sobre desespero.”

Só quero deixar a minha indignação com o autor, porque ele salva um dos personagens para depois matá-lo. Isso não é justo!

Fora isso, é um livro para ter na estante e reler de tempos em tempos. Até agora estou extasiada e os acontecimentos passam pela minha cabeça. Se ficou curioso, leia, se já leu, me conte, que tô louca para falar com alguém sobre ele.

Beijocas!

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3 comentários sobre “Resenha: Toda Luz que não Podemos Ver, Anthony Doerr

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