Resenha: A garota no trem, Paula Hawkins

a garota no trem

Autor: Paula Hawkins     Editora: Record      Páginas: 378  Ano: 2015

Classificação 4/5 ⭐️ 🚍

Á venda l Submarino l Americanas

Sinopse: 

A trama, que gira em torno do desaparecimento de uma jovem mulher, com três narradoras femininas duvidosas, conquistou fãs como o mestre do mistério Stephen King, que publicou em sua conta do Twitter que o “excelente suspense” o manteve acordado a noite inteira: “a narradora alcoólatra é mortalmente perfeita”. O livro segue uma linha de recentes sucessos literários de uma nova geração de autoras que vem redefinindo as convenções do gênero policial, com personagens femininos complexos que fogem do estereótipo de vítimas ou megeras, e tramas que criam suspense a partir de evoluções psicológicas sutis e dinâmicas ardilosas do casamento e relacionamentos.

Em menos de um mês, o livro – que vem sendo comparado pela crítica a uma mistura de Garota exemplar e Janela indiscreta – ultrapassou a impressionante marca de 500 mil exemplares vendidos e alcançou o primeiro lugar nas listas de mais vendidos em todos os países em que foi publicado (Reino Unido, Irlanda, EUA e Canadá) desde seu lançamento em janeiro. Com os direitos vendidos para 37 países e uma adaptação para o cinema em andamento pela Dreamworks.

“Uma para tristeza, duas para alegria, três para menina. Três para menina. Fico empacada nas três. Não consigo passar disso. Minha cabeça está repleta de sons, minha boca, repleta de sangue. Três para menina. Posso ouvir as aves, as pega-rabudas – estão rindo, debochando de mim, um crocitar estridente. Um bando. Mau agouro. Posso vê-las agora, negras contra o sol. Não as aves, outra coisa. Alguém está vindo. Alguém está falando comigo. Veja só. Veja só o que você me obrigou a fazer.”

Quando você abre a primeira página do livro se depara com o final – a partir daí o leitor vai descobrir o que levou até aquele desfecho – e só então nos são apresentados os personagens.

Rachel viaja todos os dias de trem para ir e voltar do trabalho, ela é divorciada e mora com uma amiga, Cathy. Seu ex-marido, Tom, atualmente está casado com a mulher que fora sua amante, Anna. Agora eles moram na casa que já pertenceu à Rachel, por onde ela passa todos os dias de trem. Eles tem uma filha, uma linda família, para a tristeza de Rachel. Mas Anna não se importa, está feliz com sua vida, só poderia ser mais feliz se a ex-mulher parasse de infernizar a vida deles.

“Nunca entendi como as pessoas podem neglicenciar com tanta frieza os danos que causam ao seguir o que manda o coração. Quem foi que disse que fazer o que manda o coração é uma coisa boa? É puro egocentrismo, um egoísmo de querer ter tudo.”

Em suas viagens, Rachel gosta de observar a vida de um casal que mora próximo à sua antiga casa. Todo dia, de dentro do trem, vê um pedacinho da vida deles e o que não vê, preenche com a imaginação, um casal perfeito, que no passado ela formou com Tom, a quem ela nomeia de Jess e Jason.

Na realidade, eles são Megan e Scott. Megan é dona de um passado difícil, com muitas perdas, trabalhava em uma galeria de arte, mas depois que o negócio fechou as portas, ela ficou sem rumo, então permanece entediada em casa,  sai apenas para ir à aula de pilates e sua consulta com seu psicanalista Kamal.

Um dia Rachel vê pela janela do trem que Megan está na varanda com um homem, mas esse homem não é Scott, ela vê quando eles se beijam e fica indignada por o casal perfeito existir só na sua imaginação.

No dia seguinte, Rachel resolve que deve contar à Scott o que viu. E é com essa loucura e todos os seus problemas alcoólicos que ela embarca no trem. Então, vem um apagão, ela acorda em seu quarto e não se lembra de nada do que aconteceu.

“Eu me sinto assustada e confusa. Alguém está tentando me bater. Posso ver o punho vindo e me agacho, as mãos para o alto tentando proteger a cabeça. Já não estou no trem, mas na rua. Ouço gargalhadas de novo, ou gritos. Estou na escada, estou na calçada, é tudo tão confuso, meu coração bate acelerado.”

Em uma notícia da internet ela vê a foto de Megan e a manchete “Moradora de Witney Desaparecida”. Rachel fica obcecada em saber o que aconteceu, ainda mais porque foi na noite em que ela teve o apagão. Começa sua busca para tentar desvendar o mistério e ela vai a cada lembrança chegando mais perto da verdade.

“A garota no trem” é um thriller psicológico. Fui me envolvendo na história aos poucos, e ia de um suspeito a outro tentando descobrir o que aconteceu, até que, quase no final, a autora revela um detalhe que era a peça chave que faltava. Foi escrito em primeira pessoa, como se fosse um diário das três mulheres envolvidas na trama, Rachel, Megan e Anna.

É um livro para quem é curioso devorar. Mas não posso revelar mais detalhes, quem quiser saber o que acontece vai ter que ler. Me contem depois o que acharam! Ah, o filme será lançado em novembro desse ano.

Beijocas!

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12 comentários sobre “Resenha: A garota no trem, Paula Hawkins

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