Resenha: Cuco, Julia Crouch

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Autor: Julia Crouch  Editora: Novo Conceito Páginas: 464                Ano: 2012

Classificação 5/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Polly é a mais antiga amiga de Rose. Então quando ela liga para dar a notícia que seu marido morreu, Rose não pensa duas vezes ao convidá-la para ficar em sua casa. Ela faria qualquer coisa pela amiga; sempre foi assim. Polly sempre foi singular — uma das qualidades que Rose mais admirava nela — e desde o momento em que ela e seus dois filhos chegaram na porta de Rose, fica óbvio que ela não é uma típica viúva. Mas quanto mais Polly fica na casa, mais Rose pensa o quanto a conhece. Ela não consegue parar de pensar, também, se sua presença tem algo a ver com o fato de Rose estar perdendo o controle de sua família e sua casa. Enquanto o mundo de Rose é meticulosamente destruído, uma coisa fica clara: tirar Polly da casa está cada vez mais difícil.

“Quando Rose soube que Christos havia sido morto, não pensou duas vezes: Polly e os meninos deveriam vir e ficar. Agora ela e Gareth tinham espaço, e Polly era sua melhor amiga desde a escola primária. Não havia dúvidas: eles deviam ficar e deixar que Rose cuidasse deles.”

Rose é centrada e resoluta, uma dona de casa casada com o artista plástico Gareth. Ela tem duas filhas, Anna de 9 anos e a bebê Flossie e mora em Londres com a família e se seu gato Manky.

A amizade entre Rose e Polly começou ainda na escola. No primeiro dia de aula de Polly, Rose aparece encharcada e Polly oferece uma troca de roupa para ela. Com a carência de amor dos pais e sem amigos, Rose agarra-se a essa amizade e elas vivem juntas desde o final da adolescência até os seus vinte e muitos anos. Nesse período Rose conheceu o também artista plástico Christos e os dois tiveram apenas uma noite de amor. Ao encontrar Polly pela primeira vez ele se apaixonou.

Polly agora era ex-drogada, ex-estrela do rock, uma mulher magra, que provocava essa paixão nos homens. Mudou para a Grécia após ter se casado com Christos. Quando sua melhor amiga fica viúva, Rose abre as portas de sua casa e oferece a edícula para Polly e seus filhos Nico e Yan, de 9 e 5 anos.

Aos poucos os visitantes vão se inserindo na rotina da família, embora Polly fique reclusa o tempo todo na edícula. Gareth trabalha em um estúdio na própria casa. Ambos só se unem aos outros para jantar. É Rose quem tem que cuidar das crianças, da casa e ir matricular os meninos na escola. Tendo que cuidar de tudo e de todos, ela acha melhor trazer Nico e Yan para ficar no quarto de hóspedes do casarão. Assim Polly poderia recuperar-se de seu perda. E ela teve uma ajuda do amigo e vizinho de Rose, Simon, em uma noite que somente os maiores de 18 podem saber.

“- Rose, eu sinto muito. Fui um tolo. Gareth é um idiota. Há uma coisa conosco, homens, e é que temos sangue demais em nossos pintos. Nossos cérebros ficam secos.”

Tudo lindo até então, família perfeita, amizade forte. Até que, durante um passeio que faziam juntos, um acidente acontece. E a partir de então, vários “acidentes” começam a perturbar a vida de Rose.

“Rose permaneceu ali por alguns minutos, sentindo-se arrasada. Em seguida, ergueu um braço pesado em direção ao criado-mudo, tateando até achar a receita. Abriu-a e a segurou em frente ao rosto até que a vista se focasse. Ali, com a caligrafia enérgica de clara de Kate, havia cinco palavras:

Mande-a embora de sua casa.”

O livro é dividido em 46 capítulos, e em cada um deles o leitor descobre um pouco do passado de Rose e vai montando um quebra-cabeça. Mas senti falta de mais detalhes da morte de Christos e de como era o relacionamento dele com Polly.

No começo do livro já da pra perceber que não foi uma boa ideia de Rose trazer sua amiga para casa. Ela demonstra ter inveja da aparência e talento de Polly e Gareth se opõe à vinda dela. E mesmo depois do primeiro acidente acontecer, quando Gareth mais uma vez insiste que Polly saia, ela mantém-se firme em sua decisão, mesmo porque Polly guarda um segredo do passado de Rose.

A cada acontecimento da história pensava “é agora! Rose vai descobrir tudo” e nada. A história da voltas demais até chegar ao clímax. Comecei a ficar com raiva, dava vontade de segurar o rosto dela entre as mãos e gritar “acorda pra vida, minha filha!!!”. Só que o final do livro valeu por cada vez que eu passei raiva, pois não foi nada previsível. Sabe aquela coisa de tentar atropelar as palavras, ler quase pulando as frases, por curiosidade de saber o desfecho?!

“Sentou-se e olhou para Polly, esta mulher que tinha sido sua amiga. Perguntou-se se as coisas sempre foram difíceis entre elas, sob a veneração de sua história compartilhada e do mantra repetido uma à outra de melhores amigas. Ou teria sido como um longo casamento, dissolvido por ressentimentos mudos, em que sem dúvida uma vez já houve amor?”

Quando a história termina, a autora nos presenteia com um breve relato do que acontece dois anos depois, o que abriu precedente para outro livro.

Cuco é um pássaro que rouba outros ninhos. Eu não sabia, acho que faltei nessa aula. Me fez pensar em como, às vezes, as coisas fogem ao nosso controle e quando vemos estamos tão afundados que não conseguimos nos reerguer. Foi uma leitura proveitosa! E depois dela eu aviso que não receberei mais visitas em minha casa (tô brincando!). Ficaram curiosos? Beijocas!

assinatura nova tábata

 

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2 comentários sobre “Resenha: Cuco, Julia Crouch

  1. Ana Buranello disse:

    Gente que resenha fantástica! Senti o suspense do livro nela.

    Acho que faltei nessa aula do cuco tbm hahaha, mas pelo jeito o título é perfeito para a história. Eu confesso que estou com preguiça de ler livros com mais de 300 páginas, porque eu sinto que tem muita enrolação, gosto de histórias mais práticas rs…Mas sabe que esse livro não é de se dispensar, vou colocar ele na pequena lista de desejados…Você percebeu que suas últimas resenhas eu sempre falo isso? ” Vou colocar na lista de desejados” hahaha…ai Tábata, para com isso hahahah

    Curtido por 1 pessoa

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