Resenha: Amigas para sempre, Kristin Hannah

amigas para sempre

Autor: Kristin Hannah    Editora: Arqueiro   Páginas: 446                Ano: 2014

Classificação 4/5 ⭐️ 🚍

Á venda l Submarino l Americanas

Sinopse:

Tully Hart tinha 14 anos, era linda, alegre, popular e invejada por todos. O que ninguém poderia imaginar era o sofrimento que ela vivia dentro de casa: nunca conhecera o pai, e a mãe, viciada em drogas costumava desaparecer por longos períodos, deixando a menina aos cuidados da avó. Mas a vida de Tully se transformou quando ela se mudou para a alameda dos Vaga-lumes e conheceu a garota mais legal do mundo. Kate Mularkey era inteligente, compreensiva e tão amorosa que logo fez Tully sentir-se parte de sua família. Ao longo de mais de trinta anos de amizade, uma se tornou o porto seguro da outra. Tully ajudou Kate a descobrir a própria beleza e a encorajou a enfrentar seus medos. Kate, por sua vez, a ensinou a enxergar além das aparências e a fez entender que certos riscos não valem a pena. As duas juraram que seriam amigas para sempre. Essa promessa resistiu ao frenesi dos anos 1970, às reviravoltas políticas das décadas de 1980 e 1990 e às promessas do novo milênio. Até que algo acontece para abalar a confiança entre elas. Será possível perdoar uma traição de sua melhor amiga? Neste livro, Kristin Hannah nos conta uma linda história sobre duas pessoas que sabem tudo a respeito uma da outra – e que por isso mesmo podem tanto ferir quanto salvar.

“Pensamentos – até mesmo medos – são coisas feitas de ar e sem forma, até que os tornamos sólidos com a nossa voz. E depois que lhes damos esse peso, eles podem nos esmagar.”

Kathleen Mularkey é romântica e inteligente, tem olhos verdes, cabelos loiros e lisos. Talullah Hart é uma garota determinada e popular, tem cabelos castanho-avermelhados compridos e cacheados, pele clara, lábios carnudos, cílios longos e olhos castanhos.

Essa é a história de Kate e Tully. Iniciada quando Tully tem 10 anos e mora com a avó, pois a mãe Dorothy, ou Nuvem, como gostava de ser chamada, tinha problemas com drogas e vadiava por aí, aparecendo de anos em anos para ver a filha. Kate mora com os pais e o irmão mais novo, após suas duas melhores amigas se distanciarem dela, se vê sozinha, conversando apenas com seu cavalo e tendo os livros como seus melhores amigos.

Em 1974, ambas tem 14 anos, Nuvem resolveu levar Tully para morar com ela, e elas mudam-se para Seattle, em uma casa em frente à casa de Kate. À primeira vista Kate ficou encantada com a nova vizinha. Já Tully não estava tão empolgada, para ela aquela não passava de uma cidade cheia de caipiras. Ela também temia que as pessoas soubessem que sua mãe era uma drogada, assim, no dia em que Kate vem até sua casa, obrigada pela sua mãe a dar as boas vindas, Tully mente dizendo que Nuvem tem câncer.

Mesmo com vidas e personalidades tão diferentes, um incidente faz com que se aproximem, Tully confia um segredo a Kate e a partir daí elas viram TullyeKate, as meninas da Alameda dos Vaga-lumes. Com a mãe desnaturada que tinha, Tully foi tornando-se parte da família de Kate, elas eram inseparáveis. A Sra. Mularkey era o exemplo que Tully tinha, e fez nascer nela a vontade de correr atrás de seus sonhos e o desejo de ser uma jornalista famosa.

“- Ela detestava aquele olhar. Mas o que importa não são as outras pessoas, isso eu aprendi. Quem a sua mãe é e como decidiu viver não são um reflexo de quem você é. Você pode fazer as suas próprias escolhas. E não tem nada do que se envergonhar. Mas você vai ter de sonhar alto, Tully.”

Então Nuvem acabou envolvendo-se em uma encrenca com a polícia, e Kate tem que se mudar para a casa da avó. Mesmo distante, as amigas trocam cartas religiosamente, jurando serem amigas para sempre.

Quando está com 17 anos, a avó de Tully falece e ela vai morar com a família de Kate. Elas vão para a faculdade de Wasshington juntas, e Tully está determinada a ser uma jornalista de sucesso. Já Kate não sabe ao certo o que quer, mas, para não decepcionar a amiga e a mãe, permanece na faculdade. Elas terminam o curso e Tully arruma um emprego para as duas em uma produtora de jornalismo.

Johnny era o homem mais bonito que Kate vira na vida, tinha cabelos pretos compridos e espessos, com cachos suaves nas pontas, e era o chefe delas. Kate acaba apaixonando-se, mas ele só tem olhos para Tully.

Em 1985, Tully recebe uma proposta de emprego de uma produtora maior. E assim as amigas seguem por destinos diferentes, Tully cada dia torna-se mais reconhecida profissionalmente, dedicando-se exclusivamente à carreira e Kate resolve parar de trabalhar para ter uma família, se dedicar ao marido e aos filhos.

“Era ridículo, constrangedor e inevitável, porque não importava que a maternidade estivesse lhe dando uma surra e acabando com sua autoconfiança, a maternidade também a havia inundado de amor, de tal forma que de alguma maneira era apenas metade de si mesma sem a filha.”

Gente, juro que não contei nem 50% do que acontece. É uma história muito linda, que poderia muito bem ser real. São mulheres com histórias de vida diferentes, que mantém uma amizade de muitos anos. O livro é em terceira pessoa, e a autora conseguiu me passar a emoção das personagens. Eu me identifiquei várias vezes com a Kate.

A Parte Um “Os anos 1970” e a Parte Dois “Os anos 1980” parecem aquelas novelas/séries adolescentes, tipo Pretty Little Liars, apesar de ser clichê, foi uma leitura leve e divertida, com aventuras e romance. Uma coisa legal nessas partes é que temos a descrição das músicas que estão tocando e dos figurinos que as personagens estão usando, e é tudo característico da época.

Na Parte Três “Os anos 1990” e Parte Quatro “O novo milênio” elas já são adultas, tendo que lidar com cobranças e responsabilidades, nessa parte as personagens vivem se colocando uma no lugar da outra, se perguntando como seria se tivessem feito escolhas diferentes. Eu achei a história mais interessante a partir da segunda parte.

“- Sabe, Marah, a vida é cheia de…

Kate parou de falar no meio da frase e quase deu risada. Estava prestes a dar um sermão igual aos de sua mãe.

– O que?

– Concessões. Você pode pensar no que conseguiu ou focar no que não conseguiu. A escolha que você fizer vai acabar determinando o tipo de mulher que você vai se tornar.”

Eu tenho uma amiga assim do tempo de escola, mas com a correria do dia-a-dia fica difícil nos mantermos próximas, lembrei dela ao ler. Tá aí, é um ótimo presente para dar à um amigo. Eu indico a leitura! Beijocas!

assinatura nova tábata

Anúncios

4 comentários sobre “Resenha: Amigas para sempre, Kristin Hannah

  1. Ana Buranello disse:

    Oi Tábata, adorei a resenha!
    E parece que vc leu meus pensamentos, eu pensei ” nossa qt coisa acontece” e logo em seguida você escreveu ” juro que não contei nem 50% do que acontece.”…hahaha legal né.

    Eu nunca li nenhum dessa autora mas sempre adoro as resenhas dos livros dela. Tem um que estou querendo ler, chama ” Jardim de Inverno”.

    Ah e vc percebeu que as capas dela seguem o mesmo padrão? É tipo Nicholas Sparks. Acho muito legal isso, cria uma identidade.

    Beijos!

    Curtido por 1 pessoa

  2. Tábata Mendes disse:

    Oi Ana! O primeiro livro dela q li, “Quando você voltar”, eu achei quando dava uma olhada na parte de Literatura Estrangeira da livraria.
    As capas dela são delicadas, mas não chamam muita atenção, o q me faz querer ler os livros dela são as sinopses.
    “Jardim de Inverno” tb está na minha lista de desejos rs. Bj

    Curtir

Conte o que você achou!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s