Especial 8 de Maio – Tem mãe na história

Acho que mãe é a palavra mais gritada em todo o mundo. Como é bom poder chamar mãaaaae, manhêeee, mãezinhaaa, mainhaa e, o meu preferido, mamãe. Cada um tem um tipo único de mãe, mas todas tem algo em comum: o amor. O que seria de seus filhos sem elas?! Já dizia a pensadora contemporânea Lady Gaga “Você quer se casar com alguém que te ame, te dê carinho, e que esteja sempre do seu lado? Se case com a sua mãe.” kkkk

Brincadeiras à parte, nos livros elas também estão presentes, quer ver? Eu provo!

Mãe adotiva – a Cidade do Sol (Khaled Hosseini)

A cidade do solA meu ver Laila foi adotada por Marian. Quem vê um pouco de notícias internacionais sabe que a vida das mulheres no Oriente Médio, na região que sofre com as guerras, é muito difícil, e com essas duas personagens não foi diferente.

Ambas são esposas de Rashid, mas tem uma diferença de quase 20 anos de idade. Apesar de no começo Marian não aceitar a menina e nem querer vê-la pintada de ouro, a situação em comum, as dificuldades e sofrimentos de ambas as unem. E Marian começa a cuidar de Laila, com um amor capaz de salvá-la.

Quero representar aqui aquela mulher que não é sua mãe de sangue, mas que de alguma forma cuida de você, sempre querendo o seu bem.

“Aprenda isso de uma vez por todas, filha: assim como uma bússola precisa apontar para o norte, assim também o dedo acusador de um homem sempre encontra uma mulher a sua frente. Sempre. Nunca se esqueça disso, Mariam.”

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Mãe de rebelde – Férias (Marian Keyes)

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Coitada da mãe da Rachel. A filha é toxicômana e a mãe preocupadíssima resolve interná-la em uma clínica de reabilitação. Ao longo dos tratamentos em sessões de terapia, Rachel percebe que sempre achou que a culpa de tudo que dava errado fosse dela e que a mãe tinha mais apreço pelas irmãs.

Era tudo coisa de sua cabeça e quando Rachel precisou de apoio, quem estava lá? A mãe! Resenha aqui

“- Olha! – ordenou ela, exibindo-a contra a luz e apontando a parte da frente. – Isso não cobriria o traseiro de uma formiga. E quanto a isso? – indicou o fio que dá nome à peça. – Que serventia tem para alguém? O que me espanta é como ela foi se rasgar de uma maneira tão uniforme, deixando só esse fiozinho certinho – confidenciou.

– Você não está entendendo – disse eu, branda. Tomando o fio-dental de sua mão, expliquei: – Essa parte não é para a bunda, é para a frente. Esse fiozinho certinho sim, é que é para a bunda…

– Sua SEM-VERGONHA! Isso pode ser o tipo de coisa que se usa em Nova York, mas você não está mais em Nova York, e, enquanto viver embaixo do meu teto, vai se cobrir como uma cristã.”

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Mãe trabalhadora – Quando você voltar (Kristin Hannah)

Quando voc+¬ voltarJolene é tenente do exército e quando é convocada para a guerra, precisa deixar suas filhas aos cuidados do pai. Manda cartas e liga quando consegue, sempre sofrendo e com saudades. Sentindo-se culpada por não estar presente em todos os momentos, mas lutando pelo futuro delas. Resenha aqui

“Jolene permaneceu parada até que alguém buzinasse. Sentia a dor da filha com intensidade. Se havia algo de que entendia era rejeição. Não passava a vida esperando que seus pais a amassem? Ela tinha que ensinar Betsy a ser forte, a escolher a felicidade. Ninguém consegue nos magoar se não permitimos. A melhor defesa é o ataque.”

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Mãe super protetora e mãe relapsa – Cuco (Julia Crouch)

Cuco

Rose é dona-de-casa e teve o privilégio de cuidar das filhas bem de pertinho. Acompanha a filha até a escola, faz almoços saudáveis, compra roupas, cuida da educação proximamente, cada detalhe sempre rigorosamente bem planejado.

Polly é a mãe que quer filhos independentes, até demais! Nico e Yan se criam praticamente sozinhos, a edícula onde moram é uma bagunça e não tem rotina. Ela é cantora e trabalha em casa, se estiver compondo, os meninos podem fazer o que quiserem, desde que não a atrapalhem.

São dois extremos, minha opinião é que o melhor é saber balancear os dois. Resenha aqui

“- Eu sei que você quer ser a mamãe de todo mundo Rose, E nós duas sabemos exatamente por quê.
Rose engasgou, chocada com o que Polly tinha acabado de dizer.
– Não se preocupe Rose – continuou. – Só não desconte isso nos meus filhos.”

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Mãe durona – A menina que roubava livros (Markus Zusak)

A menina que roubava livrosPara fugir da perseguição nazista, Liesel vai morar com sua nova mãe Rosa. A mãe adotiva mostra-se relutante, como se não gostasse da situação, ela apelida a menina de porca e é sempre grosseira.

Aos poucos Rosa vai demonstrando o quanto ama aquela menina, daria tudo o que tem para Liesel ser feliz, mas não sabe como dizer ‘eu te amo’. Resenha aqui

” — Como você chamava sua mãe de verdade?

— Auch Mama, também de mamãe — respondeu Liesel, baixinho.

— Bom, então eu sou a mamãe número dois — fez Rosa.

— Sim — concordou Liesel, prontamente. Naquela casa se apreciavam respostas rápidas.

— Sim, mamãe — corrigiu-a Rosa. — Saumensch, me chame de mamãe quando falar comigo.”

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Mãe que erra tentando acertar – Precisamos falar sobre o Kevin (Lionel Shriver)

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Quando um filho erra a culpa sempre é jogada descaradamente sobre a mãe. Sabemos que a criação é obrigação dos pais, mas cada pessoa é única, há exemplos de mães que educam seus filhos da mesma maneira, mas eles tem atitudes diferentes.

Eu confesso que não li o livro (está na minha lista de desejos), só vi o filme. Na história Eva luta para ser a mãe perfeita, ao mesmo tempo vai descobrindo aos poucos que seu filho é psicopata e ninguém lhe dá ouvidos. Ela poderia tê-lo abandonado, mas permanece firme e forte ao seu lado, sofrendo por cada erro que ele comete. Se foi culpa dela? Só Deus para julgar! 

“A maternidade (…). Isso sim é que é país estrangeiro.”

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Vamos aumentar essa lista! Sabe de alguma personagem mãe? Comente o nome da mãe, se souber, e o livro! Beijocas!

assinatura nova tábata

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8 comentários sobre “Especial 8 de Maio – Tem mãe na história

  1. Cíntia Bená disse:

    Adoro a mãe durona de Liesel, da Menina que Roubava Livros!!
    Uma personagem que adorei ver se tornar mãe foi a Bridget Jones, em Louca pelo Garoto…eu adoro a Bridget, e ela tentando cuidar dos filhos é garantia de muitas risadas!
    Beijos!!

    Curtido por 1 pessoa

      • Ana Buranello disse:

        Eu amo a mãe da familia Walsh ( Férias, Melancia…)..ela é muito engraçada mesmo sem querer ser. Ela é todo durona, fala umas coisas pras filhas que me mata de rir, tipo esse quote que você usou. Mas imagina ter esse monte de filha em casa, cada uma com uma personalidade diferente…é pra deixar a mãe maluca mesmo.

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          • Ana Buranello disse:

            É a mesma família em todos os livros! Melancia, férias, tem alguém aí, chá de sumiço, mamãe Walsh e Los Angeles. Cada livro é de uma filha e um é da mãe.
            Tanto que no livro Férias quando a Rachel volta pra casa dos pais, ela interage com as irmãs do livro Melancia e Tem alguém aí. Legal né?

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            • Cíntia Bená disse:

              Ana, eu adoro ela também…dou altas risadas com as trapalhadas dela…kkkk..quanto aos livros, O pequeno dicionário da Mamãe Walsh é o menos interessante dos que eu li…não é ruim, porque é bem engraçado também, mas achei que faltou um pouco de história…o livro ficou bem simples, tanto que emprestei ele pra minha avó e ela leu numa tarde…rsrs
              Beijos!

              Curtido por 2 pessoas

      • Cíntia Bená disse:

        Leia sim, Tábata…tirando um fato no começo da história que dá vontade de jogar o livro pela janela…kkkkk….o resto vale muito a pena a leitura!!! Você não vai se arrepender!!!!
        Beijos!

        Curtido por 1 pessoa

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