Resenha: A garota perfeita, Mary Kubica

A Garota Perfeita

Autor: Mary Kubica     Editora: Planeta         Páginas: 336    Ano: 2016

Classificação 4/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Mia, uma professora de arte de 25 anos, é filha do proeminente juiz James Dennett de Chicago. Quando ela resolve passar a noite com o desconhecido Colin Thatcher, após levar mais um bolo do seu namorado, uma sucessão de fatos transformam completamente sua vida.
Colin, o homem que conhece num bar, a sequestra e a confina numa isolada cabana, em meio a uma gelada fazenda em Minnesota. Mas, curiosamente, não manda nenhum pedido de resgate à familia da garota. O obstinado detetive Gabe Hoffman é convocado para tocar as investigações sobre o paradeiro de Mia. Encontrá-la vira a sua obsessão e ele não mede esforços para isso.
Quando a encontra, porém, a professora esté em choque e não consegue se lembrar de nada, nem como foi parar no seu gélido cativeiro, nem porque foi sequestrada ou mesmo quem foi o mandante. Conseguirá ela recobrar a memória e denunciar o verdadeiro vilão desta história?

” – Você está bêbada. Não pode sair assim.
Ela sorri e diz que minha atitude é meiga. Pensa que estou preocupado com ela. Pobre coitada. Eu não me importava nem um pouco com ela.”

Eu comecei a leitura um pouco chateada, porque a história não estava me prendendo. Mas lá pela página 30 as coisas começaram a mudar e deslanchei na leitura! #Saudades

A história central é sobre o sequestro de Mia, uma jovem de 25 anos e filha de um famoso Juiz. O livro é narrado em primeira pessoa por três personagens: Eve, a mãe de Mia, o detetive do caso Gabe Hoffman e o sequestrador Colin Thatcher. Cada capitulo é dedicado a um personagem e alternam em durante o sequestro e depois. Eu gosto muito de livros assim, principalmente porque você conhece cada personagem “pessoalmente”.  Um ponto importante é que a própria Mia não tem voz no livro, o único capitulo dedicado a ela é o último. Pensem agora na agonia que senti e a vontade de pular para o final haha

E bom, a sinopse já diz que encontram Mia mas ela está sem memória certo? Eu vou mais além e digo a vocês que ela está tão desorientada que jura de pé junto que seu nome é Chloe. 

“- Como isso funciona? Você se lembra de que eu sou seu pai, essa é sua mãe, mas pensa que seu nome é Chloe…Sabe quantos anos tem e que tem uma irmã, mas não tem ideia de quem é Colin Thatcher. Sendo franca, você não sabe mesmo onde esteve nos últimos três meses?”

Obviamente vocês descobrem o que aconteceu para deixar Mia tão abalada, mas até lá vocês sofrem com ela. É um bom livro para estudantes de psicologia que precisam estudar sobre mudança de personalidade e a tal da síndrome de Estocolmo. Mas além disso, conhecemos pelo ponto de vista da Eve como foi a criação de Mia, com a família está desmoronando e como foi difícil a relação da filha com o pai. Pontos de interrogação começam a surgir…

Outro ponto interessante é como as pessoas sem comportam durante a trama. Eve  se afunda em culpa e a cada dia se martiriza por ter sido uma mãe relapsa. Temos o pai de Mia que é um grosso e acredita que Mia fugiu. Já o detetive passa seus dias decidido a encontrar Mia e encerrar esse caso. Temos o sequestrador Colin, que NÃO.DÁ.PRA.ENTENDER.O.QUE.TÁ.QUERENDO.DA.VIDA. E por fim temos Mia, você não sabe se tudo é encenação, tristeza, realidade…

“E se…? E se ela não estiver bem? E se estiver bem e nunca a encontrarmos? E se estiver morta e nunca descobrirmos? E se estiver morta e ficarmos sabendo quando o detetive nos pedir para identificarmos seus restos mortais?”

Não quero entrar em detalhes para não estragar as teorias antes da leitura. Eu mesma montei várias e no fim fiquei de boca aberta soltando um lindo ” oxeeeeeeee” .

Oxeeeeeee!!!!!???

A autora está de parabéns por criar uma história e conseguir manter o suspense sendo que os leitores já sabem do sequestro e que a vitima foi encontrada. É um ótimo thriller psicológico.

Recomendo a leitura e tenho certeza que poucas pessoas vão descobrir o que realmente aconteceu com Mia antes do final.

E me contem a opinião de vocês!

Até a próxima!

Beijo, outro, tchau!

assinatura nova ana marys

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5 comentários sobre “Resenha: A garota perfeita, Mary Kubica

  1. Cíntia Bená disse:

    Ana, fiquei curiosa agora…mais um que já vai para a lista…acho que vou ter que estender minhas idas ao banheiro para dar conta de ler tudo o que eu quero…kkkkkkk
    Beijos!!!

    Curtir

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