Resenha: A Coroa, Kiera Cass

a coroa

Autor: Kiera Cass – Editora: Seguinte            Páginas: 310 – Ano: 2016

Classificação 2/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Em A Herdeira, o universo de a Seleção entrou numa nova era. Vinte anos se passaram desde que America Singer e o príncipe Maxon se apaixonaram, e a filha do casal é a primeira princesa a passar por sua própria seleção.

Eadlyn não acreditava que encontraria um companheiro entre os trinta e cinco pretendentes do concurso, muito menos o amor verdadeiro. Mas às vezes o coração prega peças… e agora Eadlyn precisa fazer uma escolha muito mais difícil – e importante – do que esperava.

America Singer e o Príncipe Maxon se apaixonaram, e a filha do casal é a primeira princesa a passar por sua própria seleção.

Eadlyn não acreditava que encontraria um companheiro entre os trinta e cinco pretendentes do concurso, muito menos o amor verdadeiro. Mas às vezes o coração prega peças… e agora Eadlyn precisa fazer uma escolha muito mais difícil – e importante – do que esperava.

Em A Coroa, continuamos a acompanhar Eadlyn em sua Seleção. Restam poucos candidatos, mas os que ainda permaneceram no castelo cativaram algo muito especial na princesa, dificultando, assim, corte na Elite.  

Nada te deixa mais consciente da presença de uma pessoa do que a falta (p. 9).

Durante as primeiras aparições da garota em A Herdeira, suas atitudes deram a impressão de que a mesma não pensava em ninguém a não ser nela mesma e que não conhecia nada verdadeiramente além das paredes do castelo onde morava. Pois é. Embora os argumentos acima sejam verdadeiros, acredito que, como ela nasceu e cresceu usufruindo do melhor, tudo o que Eadlyn externou fora simplesmente seu jeito, moldado a partir de costumes. Por isso, particularmente, não comprei a ideia de muitos leitores que a denotavam metida e mimada, e sim, havia muita confusão em sua cabeça. Como uma princesa, não se espera que a mesma compartilhe das mesmas aquisições de pessoas de baixa renda. Porém, espera-se também que ela possa entender plenamente seu povo, aproximando-se dele e manifestando interesse e confiança, oferecendo, então, medidas cabíveis, para que assim os conquiste. Haja vista que os habitantes daquele lugar não expunham empatia por ela. Para a garota, expor sentimentos a transformava em uma pessoa fraca.

[…] mais do que qualquer outra pessoa aqui, sei que você esconde o jogo. Uma confissão como essa deve ter sido dolorosa (p. 58).

O que muitos podem não ter destacado foi o lado sensível de Eadlyn. Apesar de externar sempre sua extrema independência e controle, se abalava pela não aceitação por parte de seu público. Aos poucos ela foi percebendo que, mesmo considerando a si mesma a pessoa mais poderosa do mundo, sentia-se isolada algumas vezes, principalmente durante a Seleção. A odiou desde o início, e não a levou tão a sério quanto deveria.

Não é que eu não saiba o que estava procurando. É que não estava preparada para procurar (p. 12).

No fim das contas, a garota, com o convívio, percebeu que a definição de poder era muito mais do que achava que era. Foi percebendo, no dia a dia, que dentre aquele grupo da Elite existiam garotos tão bons, que um casamento deixou de ser sinônimo perda de tempo.

[…] enriqueceram a minha vida de maneiras que nem posso começar a descrever (p. 138).

Além de toda essa tribulação no coração da princesa, sua mãe se encontra em um estado de saúde muito grave. Então, ela divide seu tempo com visitas até a ala hospitalar e encontros. Para piorar, todos os garotos da Elite proporcionavam tantos momentos inesquecíveis, que ela se via incapaz de escolher um. Ademais, um pretendente inesperado chega em sua vida bagunçando todos os seus planos.

A Coroa pode ser considerado o livro menos interessante na série, quer dizer, não há muitas ações, apenas diálogos e mais diálogos. E também não posso deixar de falar sobre o desfecho da escolha de Eadlyn, que na minha opinião foi meio fugaz e um pouco sem sentido. A personagem fica o livro inteiro meio nem aí, e depois ela se derrete só com um olhar. Fiquei meio wtf? Deu a impressão de que não houve um desdobramento. Pareceu que do nada surgiu um cupido e lançou uma flecha e pronto. Fora isso, a leitura é tão igual quanto aos demais livros da série A Seleção. Bem fluída. Já o final da história, no âmbito geral, tenho certeza que agradará aos fãs de contos de fadas.

Espero que essa resenha tenha aguçado a curiosidade de vocês. Ressalvo que este é meu ponto de vista, assim, abro um caminho para que vocês sintam-se a vontade e comentem quando e o que quiserem, pois a opinião de todos é válida!

Obrigada pela leitura e até mais!

assinatura nova luiza

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