Resenha: Alucinadamente Feliz, Jenny Lawson

Alucinadamente-Feliz

Autor: Jenny Lawson – Editora: Intrínseca            Ano: 2016 – Páginas: 352

Classificação 4.5/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Jenny Lawson está longe de ser uma pessoa comum. Ela mesma se considera colecionadora de transtornos mentais, já que é uma depressiva altamente funcional com transtorno de ansiedade grave, depressão clínica moderada, distúrbio de automutilação brando, transtorno de personalidade esquiva e um ocasional transtorno de despersonalização, além de tricotilomania (que é a compulsão de arrancar os cabelos). Por essa perspectiva, sua vida pode parecer um fardo insustentável. Mas não é.
Após receber a notícia da morte prematura de mais um amigo, Jenny decide não se deixar levar pela depressão e revidar com intensidade, lutando para ser alucinadamente feliz. Mesmo ciente de que às vezes pode acabar uma semana inteira sem energia para levantar da cama, ela resolve que criará para si o maior número possível de experiências hilárias e ridículas a fim de encontrar o caminho de volta à sanidade.
É por meio das situações mais inusitadas que a autora consegue encarar seus transtornos de forma direta e franca, levando o leitor a refletir sobre como a sociedade lida com os distúrbios mentais e aqueles que sofrem deles, sem nunca perder o senso de humor. Jenny parte do princípio de que ninguém deveria ter vergonha de assumir uma crise de ansiedade, ninguém deveria menosprezar o sofrimento alheio por ele ser psicológico, e não físico. Ao contrário, é justamente por abraçar esse lado mais sombrio da vida que se torna possível experimentar, com igual intensidade, não só a dor, mas a alegria

” Tudo depende do seu ponto de vista ” (p.288).

Olá! Tudo bem?

Hoje trago uma história cômica sobre depressão e tenho certeza que vocês irão se divertir com ela! Mas pena que não acaba por aqui. Além dessa doença, nossa narradora tem transtorno de ansiedade, personalidade, automutilação e compulsão de arrancar os cabelos.

[…] não pode crescer sem reconhecer que todos somos feitos da esquisitice que tentamos esconder do resto do mundo (p. 15).

” Todos nós temos a nossa cota de tragédia, insanidade ou drama, o que faz toda diferença é o que fazemos com esse horror ” (p. 17).

Alucinadamente Feliz é um livro de memórias, ou seja, ele é uma narrativa não fantasiosa onde a própria escritora narra fatos que aconteceram com ela. Bom, capaz de ter algo inventado lá e cá mais dramático para dar mais emoção na história. Enfim, Jenny sofreu uma grande perda e não aguentava mais tanta tristeza. Resolveu ser alucinadamente feliz só de raiva.

” Às vezes ser louco é perfeito ” (p. 31).

Foi um post que ela escreveu em seu blog que começou o movimento Alucinadamente Feliz. Acreditem, o post é lindo! Ela desabafa muitas coisas que estavam presas dentro dela e que tinha medo de deixar as pessoas saberem, conhecerem ela, por vergonha de sua não aceitação. Aconteceu o contrário! Muitas pessoas acabaram se identificando e veio aquela enxurrada de comentários delas contando suas histórias também.

Quero que este livro ajude as pessoas que enfrentam transtornos mentais e também aqueles que têm amigos e familiares castigados por ela […] Quero transmitir esperança (p. 23).

O livro é escrito de uma pessoa que passou por tais experiências para outra. Não é um ensaio, estudo de alguém, mas sim uma troca de experiências. Às vezes, quem passa por essas enfermidades pode se sentir “em casa” e mais aberto a ajuda quando leem depoimentos de gente que passa pelas mesmas situações. Outro fato interessante é o destaque que Jenny dá aos transtornos mentais como doença que não se deve ter vergonha, pois ela é tão digna de atenção quanto o câncer, merecedora de cuidado, não julgamentos.

” Você aprende a reconhecer que o que faz você feliz é muito diferente do que as pessoas dizem que deveria fazer você feliz “(p.264).

Leiam sua definição de depressão:

É preciso descobrir como sobreviver à depressão, o que não é fácil, já  que quando se está deprimido, você se sente mais exausto do que jamais esteve na vida, e seu cérebro mente para você, que não se sente digno do tempo e da energia (que muitas vezes sequer tem) necessária para procurar ajuda. É por isso que você precisa contar com os amigos, familiares e estranhos para lhe dar uma mão quando não consegue fazer o que precisa ser feito (p. 156).

Até agora só falei da parte séria, sendo que anunciei no início que o livro se tratava de uma comédia. Então, basicamente todos os capítulos têm sua dose de humor, a maioria ácido. Eu ri demais em certas partes. Foi uma das melhores leituras de 2016 até o momento. Vocês precisam ler esse livro! Pode mudar a visão de muitos 😉

Detesto quando está quente demais para se usar o cobertor, porque tenho medo de flutuar até o teto se não usar um e aí ser triturada pelo ventilador. Isso é normal, né? (p. 239).

” – […] Cada dia é outra chance de aproveitar a vida.”

” – Também é outra chance de ser sequestrada por um assassino em série, ou de acabar no fundo de um poço “(p. 278).

Ressalvo que este é meu ponto de vista, assim, abro um caminho para que vocês sintam-se a vontade e comentem quando e o que quiserem, pois a opinião de todos é valida!

Obrigada pela leitura!

assinatura nova luiza

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