Resenha: O livro das coisas perdidas, John Connolly

o-livro-das-coisas-perdidas

Autor: John Connolly – Editora: Bertrand Brasil Ano: 2012 – Páginas: 364

Classificação 3/5 ⭐️ 🚍

Compre aqui l Submarinol Americanas

Sinopse:

Após a morte da mãe, David, de 12 anos, passa a maior parte do tempo em seu quarto tendo com os livros como companhia. Quando eles começam a sussurrar para o menino, realidade e imaginação se misturam até que, ao brincar no jardim, entra em um reino encantado, onde encontrará heróis, monstros e um rei fracassado que guarda seus segredos em um livro misterioso. John Connolly, em O Livro das Coisas Perdidas, desconstruirá fábulas conhecidas, como A Branca de Neve e os Sete Anões e João e Maria, por meio de muita imaginação e mistério. Um livro para todas as idades que virou mania quando lançado na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos.

” Nem mesmo os rituais que repetia incessantemente haviam sido suficientes para mantê-la viva. Mais tarde, ficaria se perguntando se, por acaso, deixara de executá-los de maneira apropriada, se, por acaso, havia contado mal na manhã daquele dia ou se deixara de acrescentar alguma ação às demais e então teria podido modificar as coisas. Agora não importava mais. Ela se fora.”

Me apaixonei logo de cara pela capa, só que o livro é tenso demais. O que eu não sabia era do grau de perversidade dos vilões da história. Ficava tão vibrada que nem conseguia piscar. Apesar de sua capa parecer com um livro de contos infantis, ele não é aconselhado para crianças. O Livro das Coisas Perdidas, por inteiro, não é o que parece ser.

 Narrado em terceira pessoa, os fatos giram em torno de uma criança de 12 anos chamada David. Este perdera a mãe para o câncer, e desde então nunca superou sua morte. A criança vive em conflito com Rose, a nova mulher de seu pai, e já odiava o filho (seu meio irmão) que ela estava gerando. Isso provavelmente estimulou a cabeça dele a ouvir a voz de sua mãe já falecida. Ela o chamava em direção ao jardim, onde David não relutou em ir e acabou entrando em uma passagem que o levou a um lugar onde absolutamente tudo tinha um quê tenebroso.

“Podia ver onde o pescoço humano terminava e onde o corpo de veadinho começava, porque uma cicatriz vermelha marcava o lugar onde os dois seres haviam sido unidos (…) Quando teve coragem para olhar de novo, a cabeça da menina havia sido decepada do corpo de veado e o caçador a arrastava pelo cabelo, enquanto um rastro escuro de sangue escorria do pescoço sobre o solo da floresta”.

 A criança emergiu em um ambiente totalmente desfavorável, sujeitado ao extinto de sobrevivência. Muitas de suas escolhas oscilavam entre a viver e morrer. Nessa jornada, David descobre o adulto que habitava em si.

 O livro faz um jogo sombrio com várias criaturas das histórias que escutamos quando crianças. Sempre ficava nervosa ao iniciar minhas sessões de leitura, pois tudo o que eu esperava, John Connolly dava a volta e mostrava diferente. Se isso me questionou a desistir da leitura? Nem um pouco! Leia O Livro das Coisas Perdidas e descubra o que foi perdido. A propósito, o que você acha que foi?

 Espero que tenham gostado! Ressalvo que este é meu ponto de vista, assim, abro um caminho para que vocês sintam-se a vontade e comentem quando e o que quiserem, pois a opinião de todos é válida!

  Obrigada pela leitura!

assinatura nova luiza

 

Anúncios

Conte o que você achou!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s