Resenha: Jogos Macabros, R.L Stine

jogos macabros

      Autor: R.L Stine – Editora: Globo Livros              Ano: 2016 – Páginas: 280

Classificação 5/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Conhecido mundialmente por seus livros de terror e suspense, com centenas de milhões de exemplares vendidos, R. L. Stine desponta no cenário da ficção juvenil pela genialidade na criação de enredos sinistros. O“Stephen King da literatura juvenil” ficou famoso na década de 1990 com a aplaudida coleção Rua do Medo. Quase duas décadas depois do último volume, Stine atende aos pedidos dos leitores e lança o livro inédito Jogos macabros, publicado no Brasil pela Globo Alt.

Tal como os outros títulos da coleção, a história se passa na velha cidade de Shadyside, nos EUA, conhecida por ser palco de acontecimentos misteriosos e aterrorizantes envolvendo os alunos da escola local. Todos na região conhecem a excêntrica e rica família Fear, e sabem também do passado terrível que os assombra. Apesar desses histórico nada promissor, Brendan Fear parece ser um garoto diferente de sua família. Gentil e simpático, o jovem vive rodeado de colegas e chama a atenção de Rachel Martin, uma garota simples, colega de classe dele.

Quando o aniversário de Brendan está prestes a chegar, ele começa a planejar uma comemoração um tanto diferente na isolada ilha do Medo, onde existe um casarão de veraneio pertencente à família Fear. Rachel é uma das convidadas para passar o final de semana no local sombrio e, contrariando os avisos dos amigos, decide ir. No caminho, coisas estranhas já começam a acontecer e, ao chegarem à mansão, Brendan dá as coordenadas para o início de um jogo que se revelará o mais mortal de todos.

Repleto de reviravoltas, Jogos macabros mantém o leitor apreensivo da primeira à última página. Como todo bom enredo de R. L. Stine, a história dá espaço a fantasmas, assassinato, traição e romance, e marca, enfim, um retorno triunfal do autor à Rua do medo.

” Só fico contente por ter descoberto o psicopata que você é ” (p. 40).

Rachel Martin trabalha em um café após o período de estudo. É durante um de seus turnos que ela é convidada para a festa de aniversário de 18 anos pelo (lindo, maravilhoso, encantador, crush eterno) Brendan Fear. Aquilo a desconcertou bastante, pois ele nunca havia se dirigido à ela. Sem nem relutar, Rachel aceita o convite e é assim que sua melhor amiga, Amy, e seu ex, Mac, enlouquecem. 

Os Fear era conhecida por ter um passado tenebroso e mistérios obscuros, o que garantia todos a distância. Ninguém era louco o suficiente para se misturar àquela família. Por esse motivo, o que não faltou foram reprovações de seus amigos. Apesar disso, Rachel já estava decidida. 

A festa, que duraria a noite toda, ocorreria na ilha do Medo na casa de Veraneio dos Fear (Essa da foto. Assustadora, não é?). Para chegar lá, um barco ficou responsável pela travessia do grupo de convidados. Já estava escuro quando chegaram. Eles são levados por uma trilha de terra em meio a mata até alcançarem a casa. Chegando lá, o grupo é surpreendido com um jogo criado pelo aniversariante: cada um, junto a sua dupla, deveria procurar objetos (take a look no que tinha na lista: pernas de corvo, tarântula viva, um dedo de múmia) escondidos pela casa descritos em um envelope que receberam ao chegar. O que eles não sabiam era que o jogo se inverteria e eles que acabariam tendo que se esconder.

” Eu não tinha como saber que o pesadelo havia apenas começado ” (p.56).

Gostei bastante do ambiente e dos personagens. Tem toda aquela turma divertida, do tipo high school. Dá uma pegada teen com suspense.

” Cada folha que soprava em meu tornozelo me assustava. Cada sombra que se movia fazia eu me encolher de medo” (p. 271).

O que mais me impressionou foi a maneira que R.L. Stine conduziu a história. Não consigo explicar o quão perfeita sua escrita é! Ele escreve cadeias que se encaixam perfeitamente nas que se sucedem. Gostei muito também do fato de não detectar aqueles tipos de parágrafos que só estão lá para encher as páginas.

Confesso que não estava esperando gostar tanto do livro. O nome parece clichê, mas podem ter certeza de que sua história não é. Pela experiência com a leitura do autor, sei que sempre tem uma surpresinha no final, mas igual a de Jogos Macabros nunca vi! Se eu já gostava do autor, depois desse livro virei fã de carteirinha!

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