Resenha: O menino que desenhava monstros, Keith Donohue

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Autor: Keith Donohue – Editora: DarkSide           Ano: 2016 – Páginas: 256

Classificação 3/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Um livro para fazer você fechar as cortinas e conferir se não há nada embaixo da cama antes de dormir. O Menino que Desenhava Monstros ganhará uma adaptação para os cinemas, dirigida por ninguém menos que James Wan, o diretor de Jogos Mortais e Invocação do Mal.

Jack Peter é um garoto de 10 anos com síndrome de Asperger que quase se afogou no mar três anos antes. Desde então, ele só sai de casa para ir ao médico. Jack está convencido de que há de monstros embaixo de sua cama e à espreita em cada canto. Certo dia, acaba agredindo a mãe sem querer, ao achar que ela era um dos monstros que habitavam seus sonhos. Ela, por sua vez, sente cada vez mais medo do filho e tenta buscar ajuda, mas o marido acha que é só uma fase e que isso tudo vai passar.

Não demora muito até que o pai de Jack também comece a ver coisas estranhas. Uma aparição que surge onde quer que ele olhe. Sua esposa passa a ouvir sons que vêm do oceano e parecem forçar a entrada de sua casa. Enquanto as pessoas ao redor de Jack são assombradas pelo que acham que estão vendo, os monstros que Jack desenha em seu caderno começam a se tornar reais e podem estar relacionados a grandes tragédias que ocorreram na região. Padres são chamados, histórias são contadas, janelas batem. E os monstros parecem se aproximar cada vez mais.

Na superfície, O Menino que Desenhava Monstros é uma história sobre pais fazendo o melhor para criar um filho com certo grau de autismo, mas é também uma história sobre fantasmas, monstros, mistérios e um passado ainda mais assustador. O romance de Keith Donohue é um thriller psicológico que mistura fantasia e realidade para surpreender o leitor do início ao fim ao evocar o clima das histórias de terror japonesas.

” Ultimamente, os monstros vinham persegui-lo dentro dos sonhos. Eles pousavam a mão em seus ombros. Sussurravam em seus ouvidos enquanto ele dormia…”

Eu pensei muito se faria uma resenha desse livro, porque sabia que ia ser difícil. Um coisa é certa, a capa e a sinopse promete mais que a história.  O problema maior é a expectativa que a gente cria ao ler e ver coisas que não condizem com o livro…

O menino que desenhava monstros é realmente um thriller psicológico que mistura realidade e fantasia. Você passa a leitura tenso, sem entender se tudo é imaginação ou se realmente tem um monstro, ou melhor, monstros rondando a família de Jack. Outros elementos integram na história para confundir mais o leitor, como a história trágica do naufrágio de Porthleven e uma senhora japonesa que acredita em espíritos.

Jack Peter, o protagonista da história é um menino de dez anos com síndrome de asperger, um tipo de autismo, e agorafobia, medo de lugares abertos. Sempre que a família precisa sair de casa com ele, e isso acontece apenas em ocasiões realmente necessários, como a ida ao médico, o momento se transforma em um inferno. Precisam usar a força e enrolar ele no cobertor.. Mesmo sabendo que ele tem problemas de saúde que dificultam sua socialização, eu não simpatizei com ele desdo o inicio da leitura. Praticamente em todos os momentos eu fiquei com raiva dele…e terminei o livro com raiva dele também.

O pais de Jack , Tim e Holly , recentemente vem discordando muito na criação de Jack. Tim cuida do filho em tempo integral e a mãe trabalha fora como advogada. Ela começa a perceber que o comportamento do filho está mais estranho que o normal e mesmo alertando Tim, ele demora a acreditar. 

” – Podíamos acender a luz – disse Tim
– Ficou maluco? E deixar que o que quer que esteja lá fora nos veja?
– Não há nada lá fora. É um vendaval. Uma frente fria se deslocando.
– Como poderia ser o vento? O vento por acaso mexe em maçanetas? O vento dá batidinhas nas janelas da cozinha? Alguma coisa está tentando entrar, Tim. Eu escuto isso o tempo todo.”

” – Desculpe…achei que estava vindo para me pegar.
–  Eu estava indo pegar você, para acordar você.
– Não. Pensei que tinha um monstro embaixo da minha cama.”

A história conta com muitos problemas de relacionamentos. De Jack com a mãe, dos pais, da amizade de Jack com Nick…e como cereja do bolo: com monstros rondando a casa. Ah e a história enrola também viu. Acho que o autor quis criar um clima de suspense forte e isso acabou se estendendo mais que o necessário. E não senti medo nenhum.

” – Porque está tão frio aqui?, perguntou.
Jip parou de murmurar e se inclinou para frente, batendo com o dedo no vidro. ” É ele. Está tentando entrar.”
– Ele quem?
– O homem, o monstro. – ele falava de maneira tranquila, o olhar fixo no rosto do pai- Você não entende?”

Essa resenha é como a de caixa de pássaros, não tem como falar muito se não o suspense vai pro ralo. E dá vontade de falar sobre ele porque tem muitas particularidades interessantes.

E a DarkSide mais uma vez está de parabéns, a capa dura com relevo me deixou apaixonada. Ah e olha que legal, no fim do livro tem umas páginas em branco para o leitor desenhar seus monstros. Eu desenhei os meus, olha só:

o menino que desenhava monstros

hahahhaha

E fico aqui aguardando o comentário de vocês.

Até a próxima.

Beijo, outro, tchau!

assinatura nova ana marys

 

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2 comentários sobre “Resenha: O menino que desenhava monstros, Keith Donohue

  1. Cíntia Bená disse:

    Ana, fiquei com mais medo dos seus monstros do que com os da história…rsrsrs…
    Eu incluiria na lista também “Frete com o mesmo valor ou até mais alto que o produto”!!!
    Beijos!

    Curtir

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