Leitura a dois: A história de nós dois, Dani Atkins

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         Autor: Dani Atkins – Editora: Arqueiro                  Ano: 2016 – Páginas: 352

Classificação 4/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Emma tem 27 anos, é linda e inteligente e vive cercada de pessoas que ama. Prestes a se casar com Richard, seu namorado desde a época de escola, ela não poderia estar mais empolgada.

Mas o que deveria ser o momento mais feliz de sua vida de repente vira uma tragédia. Emma sofre um acidente e é salva por um estranho minutos antes que o carro em que ela viajava explodisse.

Abalada, ela decide adiar o casamento. E nesse meio-tempo descobre segredos que a fazem questionar as pessoas nas quais sempre confiara a ponto de duvidar se deve se casar afinal.
Para complicar, ela se sente cada vez mais ligada a Jack, o homem que a salvou e que não sai da sua cabeça. Jack é lindo, gentil e divertido, de um jeito diferente de todos que ela já conheceu. Por outro lado, é Richard quem ela sempre amou…

Uma mulher, dois homens, tantos destinos possíveis. Como essa história vai terminar?

” A sensação era de que nada nem nenhum de nós jamais ficaria bem de novo, ambos sabíamos disso. E eu tinha a forte suspeita de que no momento em que deixássemos os limites do hospital, a situação ainda a pioraria.”

Hoje a resenha é um pouco diferente. Nós fomos convidados a fazer uma leitura à dois com o o blog Maravilhosas Descobertas. Eu e a Dara lemos o mesmo livro durante o mesmo período e além de ser super legal, porque eu tive com quem compartilhar as alegrias e tristezas, nós agora vamos responder cinco perguntas sobre ele e de quebra vocês conhecem a história em um formato diferente.

Bora lá!


Para começo de conversa, do que se trata a história?

O livro conta a história de Emma, uma londrina de 27 anos que está prestes a se casar com Richard, seu namorado da época da escola. Tudo muito lindo até que na volta para casa da despedida de solteira com suas duas amigas, elas sofrem um acidente horrível e Emma fica presa nas ferragens… Quando tudo parece perdido, um estranho aparece e ajuda Emma a sair do carro segundos antes dele explodir. Jack, o estranho alto, forte e moreno sensual, salva a vida de Emma e fica ao seu lado por horas até que Richard chegue no hospital. O que ninguém imaginava é que a relação de Emma e Jack se tornaria muito íntima. Seria porque Jack é lindo e bancou o super héroi? Ou porque Emma não estava satisfeita com suas escolhas e o acidente abriu seus olhos?

Bom, mas outras coisas acontecem para fazer o mundo de Emma virar de ponta cabeça. Após o acidente, alguns segredos são revelados e o casamento de Emma é cancelado. Surge um triângulo amoroso, mas nada clichê.  A história intercala o passado e o futuro e descobrir o que Emma estava fazendo enquanto relembrava essa história me deixou doidinha.

O que você achou da escrita da autora no decorrer do livro, e como ela soube usar isso à seu favor? 

Quem leu ” Uma curva no tempo” sabe como Dani Atckins pode ser destruidora de corações e eu li com medo.  Mas ao contrário de ‘ uma curva no tempo’, esse livro não me pegou de surpresa. Claro, eu fiquei vidrada na história, porque a trama não envolve só um triângulo amoroso, ela vai além.  A mãe com alzheimer vai ficar bem? Emma vai perdoar as melhores amigas depois dos segredos que descobriu?  E voltando para o triângulo amoroso, apesar de Jack ter todo aquele frescor de um novo amor, Emma se esforça para pensar com clareza e analisar seus setimentos por Richard.

Que mensagem você crê que a autora quis passar com sua história?

Sem dúvidas é uma história de amadurecimento e descobrir o que realmente quer para a vida. ( E também  que os livros dela são tristes e vão te deixar mal de qualquer jeito hahahah…)

E com essa mensagem, que aprendizado você agregou em sua vida?

Que nem sempre o fácil ou o confortável é o que devemos escolher para nossa vida.

Para finalizar, qual trecho do livro lhe chamou mais atenção, e por quê?

” Não sou aquilo que você precisa na sua vida agora, Emma. Mas, que Deus me ajude, eu estou usando cada grama de força que tenho para não puxá-la em meu braços e apagar a lembrança de qualquer homem que um dia você possa ter beijado”

Que que isso heim meu senhor! Como falar não para um homem que te diz isso? * me beija*  ❤  Mas falando sério, teve outra frase que impactou, porque é muito real e em algum momento da vida nós nos deparamos com uma situação assim:

” Mas as vezes o inconcebível, por mais deplorável que seja, vem ser a verdade.”

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Espero que vocês tenham gostado e claro, visitem o blog Maravilhas Descobertas, é um blog super antenado com assuntos variados.

Até a próxima!

Beijo, outro, tchau!

assinatura nova ana marys

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Resenha: Quantum Break, Cam Rodgers

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 Autor: Cam Rodgers – Editora: Outro Planeta                  Ano: 2016 – Páginas: 384

Classificação 3/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Jack Joyce passou seis anos tentando escapar. Escapar da vida, do tempo, da loucura de seu irmão, Will. Mas quando ele finalmente volta para casa, descobre que seu irmão não era louco como ele imaginava. Will criou uma máquina do tempo, com o potencial de salvar a humanidade. Guerras? Agora podem ser previstas. Desastres naturais? Podem ser evitados.
Só há um pequeno problema… sua máquina também vai causar o final do tempo, tal como o conhecemos. Agora Jack te apenas uma chance de voltar ao passado, de consertar o que está errado e de salvar o mundo.
‘Quantum Break: estado zero’ é o romance oficial do game de mesmo nome, dos mesmos criadores de Max Payne e Alan
Wake, conhecidos por transformar suas produções em verdadeiros filmes de ação, com atores conhecidos e efeitos especiais de última geração.

[…] eu queria o máximo de tempo possível para construir algo que nos ajudaria a desafiar o fim do mundo, o fim do tempo, sobreviver a ele (P. 91).

Seis anos haviam se passado. Seis. E agora Jack Joyce voltou para sua cidade natal a fim de encontrar Paul Serene, um velho amigo, e escutar o que ele tem a lhe dizer. Paul enviara um e-mail a Jack alegando que Willam Joyce, irmão de Jack e um grande físico, parecia estar enlouquecendo. Aproveitou e disse que precisava mostrar algo que mudaria sua vida. 

  Os pais dos garotos faleceram quando eram ainda bem jovens, caindo sobre Will toda responsabilidade sobre o irmão mais novo. O fato desencadeou algumas discórdias entre os dois e uma delas envolvia o motivo pelo qual Jack se mantivera afastado por tanto tempo: o projeto que seu irmão estava ajudando a desenvolver.

Projeto Passarela era uma máquina investido por Paul Serene através da Monarch Solutions, um centro de pesquisa, com a possibilidade de viajar no tempo. A intenção do projeto era prever e evitar todo tipo de destruição que a humanidade possivelmente enfrentaria. Antes de Will, outro físico trabalhava no projeto, mas este morrera de maneira misteriosa. Sem saber o porquê, o Will se voltou contra a pesquisa pela qual trabalhou a vida inteira e Paul então o via como uma ameaça que precisava ser eliminada o mais rápido possível. Jack fica dividido entre seu melhor amigo e seu irmão, passado e presente, vingança e amor.

   A Monarch não existe para mudar o futuro… existe para nos ajudar a sobreviver a ele (P. 154).

  Em Quantum Break a focalização da narrativa é externa, ou seja, em terceira pessoa. A linha dos eventos traçam uma trajetória recheada de ação, tanto que praticamente tudo transcorre durante um dia inteiro, começando pelas 4 da manhã! Os poucos momentos em que conseguimos respirar são para nos aprofundarmos melhor no enredo. Conhecemos melhor Paul Serene e Sofia Amaral, seu par romântico e também brasileira, também Zed, September e Beth. 

  Confesso que achei que odiaria o livro quando comecei a ler. Pensei comigo mesma que a leitura poderia ser muito complicada e cansativa, ainda mais tratando de ficção científica (Ainda mais ainda de um game!). Mas quando não, a história me envolveu tanto que assisti a games play e resenhas do jogo e senti vontade de jogar! Não tenho o jogo e não posso fazer comparações, mas é certo de que o livro trouxe muitas informações valiosas que não contém no game. Vale a pena ficar por dentro!

  Cam sugeriu  incluir algumas informações e conceitos que estavam presentes nos primeiros rascunhos da história (Sam Lake, Prefácio).

  Por fim, assistam ao trailer do jogo aqui embaixo. Dá vontade de saber mais sobre o mundo de Quantum Break? Sim ou com certeza?

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Resenha: Nem tudo será esquecido, Wendy Walker

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     Autor: Wendy Walker – Editora: Planeta                 Ano: 2016 – Páginas: 288

Classificação 3.5/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Um dos suspenses psicológicos mais elogiados nos Estados Unidos Tudo parece perfeito na pequena Fairview, em Connecticut, até a noite em que a adolescente Jenny Kramer é violentada durante uma festa. Nas horas posteriores, ela é medicada com uma droga controversa para que as memórias da violência sejam apagadas. Mas, nas semanas que se seguem, enquanto se cura das dores físicas, Jenny percebe que guardou nuances daquela noite. O pai, obcecado por sua incapacidade de descobrir quem abusou de sua filha, busca  justiça, enquanto a mãe tenta fazer de conta de que o crime não abalou seu mundo cuidadosamente construído. Segredos da família e do círculo próximo começam a vir à tona durante a busca incessante pelo monstro que invadiu a comunidade – ou que talvez sempre tenha estado lá –, guiando este thriller psicológico para um fim chocante e inesperado.

“A música tocava muito alto, e ela a teria ouvido da cena do ataque. A playlist estava cheia de mega hits pop, aqueles que ela disse que conhecia bem, com letras do tipo que grudam na cabeça. Mesmo com a música e as risadas que escapavam pelas janelas abertas, ela teria ouvido os outros sons mais próximos, os suspiros sórdidos de seu agressor, suas próprias súplicas guturais”

Jenny é uma garota de 16 anos, tem cabelo loiro comprido, olhos azuis, é esbelta e atlética, ela tem sardas e uma pequena covinha do lado direito da boca. Mora com os pais, Tom e Charlotte, e com o irmão mais novo, Lucas. Em uma noite, que prometia ser melhor que qualquer outro momento de sua vida, ela vai à uma festa.

Havia sido convidada por Doug, mas quando chega lá, encontra ele com outra garota. Desiludiada, Jenny começa a beber sem controle. Depois de passar mal, fica com vergonha de sua atitude e chorando corre para fora da festa, direto para o meio da mata.

Então, o pior acontece: Jenny é estuprada. Após uma hora de violência, tinha sido encontrada por um casal de namorados largada com o corpo esgotado no chão sujo, ela foi salva. Seus pais decidem que o melhor a fazer é autorizar um tratamento para induzir a amnésia anterógrada limitada de acontecimentos traumáticos.

“Não havia emoções ligadas à voz dele nem emoções positivas de ser salva. Eu tinha o poder de dar essa explicação e, ainda assim, não podia, porque eu precisava que ela ficasse com essa teoria, com a falsa memória, mesmo que eu fingisse convencê-la do contrário. Fechei a boca e engoli as palavras. A verdade.”

Quando acorda, Jenny não lembra-se de nada, fica apenas um vazio, além das cicatrizes físicas, incluindo um entalhe nas costas, um machucado feito com um graveto pelo agressor. O detetive Parsons assume o caso sem muito sucesso, o estuprador usou camisinha, havia se depilado e usado luvas, não havia nenhum rastro para seguir.

Num ato de desespero, Jenny resolve por fim à vida e corta os pulsos. Ela é socorrida por sua mãe e seu amante. Após esse incidente, Charlotte, Jenny e Tom começam a fazer tratamento individualmente com o psiquiatra Alan. Nas sessões, Jenny tenta relembrar o que aconteceu naquela noite. Segredos são revelados, como o caso de Charlotte com Bob, dono da concessionária e chefe de seu marido Tom.

Em meio ao tratamento da família, o psiquiatra Alan também cuida do paciente Sean, um ex-fuzileiro naval, que também havia sido submetido ao tratamento para induzir a amnésia, após ter perdido um companheiro de trabalho e o próprio braço durante um ataque com bomba. Jenny e Sean começam a frequentar um grupo de terapia de vítimas de trauma, e ficam mais próximos.

“Um paciente senta diante de você. Ele perdeu o braço em combate. Ele perdeu a memória do combate. Ou, mais precisamente, ela foi tirada dele. Agora ele perdeu a si mesmo para sua própria mente. Esse homem não é merecedor de seu tempo?”

Surgem duas pistas, um Honda Civic azul foi visto parado perto da mata na hora do atentado, e um rapaz usando um casaco azul estampado com um pássaro vermelho foi visto entrando na mata. Ao mesmo tempo, Jenny começa a ficar cada vez mais próxima do que realmente aconteceu, surgem como suspeitos o chefe de seu pai Bob e o filho do psiquiatra Jason. Ela segue na ânsia por justiça, tentando achar em sua memória o motivo da sua dor.

Nem tudo será esquecido é uma narrativa do psiquiatra Alan do que se passa em seu consultório, na vida dos personagens e em sua vida desde o atentado, o que nos dá a sensação de como é o tratamento de pessoas que passam por traumas.

Toca de forma delicada no assunto estupro, e em como não só a vítima, mas toda sua família sofrem com o ocorrido. Mostra também que apagar da memória o trauma não é a melhor coisa a se fazer, que o melhor é enfrentar os monstros em nossa cabeça e superar os problemas, mesmo sendo difícil vencer um trauma.

“Só quero que isso acabe.

Ela repetiu isso entre fungadas e lágrimas.”

Noventa por cento do livro acontece dentro do consultório de Alan, e através do tratamento, cada personagem vai enfrentando seus monstros e descobrindo seu verdadeiro eu. A história segue com o objetivo de encontrar o estuprador, e eu tive meus palpites, mas no final é alguém que nem imaginamos, e o leitor descobre que o psiquiatra e a paciente Jenny tem monstros iguais.

Plus: O livro será adaptado para o cinema e a diretora será a talentosa Reese Witherspoon em parceria com a Warner Brothers. Vale lembrar que Reese foi uma das responsáveis pelo sucesso da adaptação de “Garota Exemplar”.

É um livro interessante, eu indico a leitura! Beijocas!

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C.L #34 – Livros com maternidade

No dia das mães a Tábata fez uma postagem super legal de livros com diferentes tipos de mães. A ideia foi tão boa que resolvi trazer mais livros com mães na história, e olha que são boas indicações heim!

Confere nossa lista:

Um mais um – Jojo Moyes

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5 ⭐️ “A leitura de Um mais um foi uma grata surpresa. Mesmo que a trama não tenha me surpreendido completamente, o alto teor emocional do livro me pegou desprevenida; não esperava que a obra, de aparência leve e superficial, fosse tão emocionante – e não uma emoção melodramática, mas uma chuva de sentimentos especiais e verdadeiros. Assim, o que realmente me encantou foi que através da leitura eu ri, chorei, suspirei e aprendi valiosas lições. Além disso, também me espantei com a capacidade da autora em descrever um cenário comum a milhares de mulheres: mulheres que precisam fazer o papel de mãe e pai, mulheres batalhadoras que lutam diariamente para pagar as contas e colocar comida na mesa, e mulheres que, mesmo constantemente pisoteadas pelas dificuldades do dia a dia, mantêm a esperança de uma vida melhor e de um futuro brilhante para os seus filhos.” Resenha completa no blog Livros & Fuxicos

Pequenas grandes mentiras- Liane Moriarty

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4 ⭐️ ” Mistério e suspense são o foco da história. Ele é narrado em terceira pessoa, contando o ponto de vista de três mulheres. Amigas, moradoras do mesmo bairro e com filhos pequenos que estudavam na mesma escola. As três protagonistas contam suas histórias e mostra o dia-a-dia de cada uma. Porém o livro é sobre um assassinato que ocorreu na escola em uma noite de evento apenas para os pais e a investigação policial que acontece. Ele é retroativo. Inicia a trama três meses antes do episódio e existem muitos coadjuvantes, o que torna a história mais interessante, mostrando outros pontos de vista.” Resenha completa no blog Uma paixão chamada livros 

Primatas da Park Avenue – Wednesday Martin

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4 ⭐️ “Entrar em um mundo desconhecido. Foi essa a sensação experimentada por Wednesday Martin ao se mudar com o marido e o filho bebê para o Upper East Side, em Manhattan. E é dessa mesma sensação que nós, leitores, provamos grandes bocados ao acompanhar a verdadeira jornada épica urbana vivida e descrita pela autora em Primatas da Park Avenue.
Após deixar Downtown para se instalar no bairro nobre localizado entre o Central Park (5th Avenue) e o East River, e uma das regiões mais caras dos Estados Unidos, Wednesday inicia uma árdua fase de adaptação, que inclui a tentativa – necessária – de se integrar ao seleto grupo de mães da região. Em paralelo, estuda e analisa os hábitos, rituais e valores de uma tribo que se veste de Chanel e se equilibra em saltos altíssimos.” Resenha completa no blog Livro Lab

A filha perdida- Elena Ferrante

untitled4 ⭐️ ” Gostei de como a autora demonstrou como as mães, muitas vezes, não são vistas como “pessoas” – com desejos, sonhos e vontades; mas como uma função: a função mãe. Muitas vezes, nós filhos, não pensamos no quanto os nossos pais abdicaram em nossa causa; ou mesmo os sonhos e vontades que eles possam ter abandonado por nós. 
Através de personagens imperfeitos, Elena Ferrante sutilmente traduz em as palavras os desafios da maternidade e as perguntas que provavelmente vão atormentar os espíritos de todos nós, pelo menos uma vez – a busca por quem somos. Apreciei a leitura; é um bom livro para se ler em uma tarde de domingo. Não é exatamente o que eu esperava, mas ainda assim apreciei a escrita da autora.” Skoob 

Fala sério mãe – Thalita Rebouças

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4 ⭐️ ” Angela é o tipo de mãe superprotetora e coruja, enquanto malu quer ter mais autonomia e espaço, o que não consegue sem muito esforço.  Angela não suporta o fato de sua filhinha querer espaço, é ela quem narra a primeira metade do livro que confesso, foi a parte que mais gostei, Angela é super sem noção e superagitada, ela quer dar para Malu tudo o que não conseguiu ter mas não consegue entender as vontades da filha e acaba sufocando a coitada. Tudo bem, ela é mãe, mas mesmo assim eu tive que tirar uma estrela do livro, a primeira metade do livro eu entendi a visão dela com a filha de 12 anos, mas ela continua tratando a malu como um bebê com 21 anos.” Resenha completa no blog Uma leitora voraz

Crianças francesas não fazem manha – Pamela Druckerman

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4 ⭐️ ” O livro conta a história da própria autora, Pamela Druckerman uma americana, ex-repórter do The Wall Street, que muda para a França com seu marido e lá acaba constituindo uma família completa: mãe + pai + 2 filhos. Na França ela começa a notar que as crianças obedecem os pais de uma forma nunca antes vista, não fazem drama nas refeições, não interrompem os adultos em uma conversa e o principal: as mães continuam sendo esposas, mulheres, elas não largam toda sua vida para viver em função dos filhos e não sentem culpa por isso.” Resenha completa aqui no blog

Para sempre Alice -lisa genova

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4 ⭐️ ” Parece inacreditável e cruel. Uma mulher, ainda jovem, professora com tanta influência, ávida por conhecimento – receber um diagnóstico de uma doença degenerativa e incurável assim. É difícil para Alice e para o leitor também, através de uma narrativa em terceira pessoa, observamos a evolução da doença bem como a reação da família diante disso. E por um lado, se foi triste observar por fora os acontecimentos que tomaram uma vida inteira da Alice, por outro foi bonito acompanhar o zelo e carinho da família, principalmente a compreensão da filha mais nova, com quem já teve tanta discordância com a mãe e ainda mais quando a mesma já deixou de reconhecê-la. Isso é amor.” Resenha completa no blog Um amor de livro

As próximas três indicações não são com mães protagonistas, mas são mães que fizeram grande diferença na história.

Não Pare!, FML Pepper

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4 ⭐️ ” Esse livro conta a história de Nina, uma adolescente muito azarada que muda de cidade e País como quem troca de roupa. Sua mãe nunca disse o porque, mas era só acontecer algum acidente com Nina que lá vão elas fazer as malas. Quando elas se mudam para Nova York as coisas parecem melhorar e sua mãe promete que elas não vão precisar se mudar mais! Uhul, olá vida normal! Bom, nem tão normal já que a Nina continua sofrendo acidentes e pior, sua mãe desaparece.” Resenha completa aqui no blog 

A garota perfeita, Mary Kubica

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4 ⭐️ ” A história central é sobre o sequestro de Mia, uma jovem de 25 anos e filha de um famoso Juiz. O livro é narrado em primeira pessoa por três personagens: Eve, a mãe de Mia, o detetive do caso Gabe Hoffman e o sequestrador Colin Thatcher.  Conhecemos pelo ponto de vista da Eve como foi a criação de Mia, com a família está desmoronando e como foi difícil a relação da filha com o pai. Pontos de interrogação começam a surgir…Outro ponto interessante é como as pessoas sem comportam durante a trama. Eve  se afunda em culpa e a cada dia se martiriza por ter sido uma mãe relapsa.” Resenha completa aqui no blog

A Menina da Neve, Eowyn Ivey

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3.5 ⭐️ ” A história se concentra no casal Jack e Mabel que se mudam para o Alasca para começar uma nova vida após um aborto que Mabel sofreu. Lá eles se isolam do mundo e tentam sobreviver em meio a neve e a solidão. A relação do casal está desgastada e bem no começo do livro Mabel tenta cometer suicídio. Então, durante uma nevasca, o casal constrói um boneco de neve e fingem que ela é uma menininha. Mabel veste a menina de neve com luvas e cachecol vermelhos e Jack desenha um rosto delicado. Nos dias seguintes os dois encontram pegadas infantis e acabam encontrando uma criança, uma menininha usando as roupas que eles colocaram no boneco de neve.” Resenha completa aqui no blog

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Gostaram? Tem indicações também? Conta aqui e vamos aumentar a lista de livros desejados! rs

Até a próxima!

Beijo, outro, tchau!

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C.L #33 – Livros que abandonamos

Nada mais triste do que começar uma leitura cheio de expectativa e aí pá, a leitura é completamente diferente do que você imaginava. A história não desenrola, os personagens te irritam, você fica com preguiça de ler, e como último suspiro você abandona a leitura.

Não se sinta sozinho! É muito comum acontecer isso. Todo leitor já vivenciou essa situação, e para evitar futuras decepções, fizemos uma lista com os livros que abandonamos. Confere e chora com a gente!

Jasper Jones – Craig silvey

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Tentei. Tentei três vezes mas não deu. Até dei o espaço de um ano mas mesmo assim não consegui seguir com a leitura. Daí eu pulei para o final porque precisava saber o desfecho, fiquei super confusa e só piorou hahah…mas olha me surpreendi quando revelaram o assassino. Não recomendo esse livro, a leitura é muito massante, falta emoção na história. Uma pena.

Os bons suicidas – toni hill

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Eu queria tanto ler esse livro, a trama parecia ser envolvente, um romance policial que me prenderia. Só que não. Outro livro com uma história parada, sem graça e que não aguçou minha curiosidade. A capa é super legal, mas a história deixou a desejar. Não recomendo.

Cidade dos ossos

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Esse aqui vou ser bem sincera, eu já tinha visto o filme e estava assistindo a série então nem sei porque inventei de ler o livro, nem ia ter emoção, eu já sabia tudo o que ia acontecer. Ok, os detalhes são diferentes, alguns personagens que não existem no livro aparecem na TV, mas mesmo assim não teria novidades. E eu me arrependo muito, porque eu tenho certeza que teria adorado a saga se a TV não tivesse me atrapalhado.

Fiquei com seu número

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Então né. Muito água com açúcar para mim, muito menininha. Eu amo distopia e suspense, então esse livro tinha grandes chances de ser abandonado, e olha que coisa, foi o que aconteceu!

A sereia – kiera cass

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Gente, que livro estranho, mal escrito e com enredo fraco. Justo quando eu resolvo me entregar aos encantos de Kiera Cass eu pego o livro errado. Que conversa é essa das sereias não terem cauda? Que negócio é esse de surgirem vestidos no corpo quando as sereias mergulham? Que negócio é esse das sereias viverem em terra firme e cursarem a faculdade? Não deu. Ariel quase engoliu água depois dessa.

Cinquenta tons mais mais escuros – E. L. James

Por Tábata Mendes

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Eu li a saga Crepúsculo e amei, então surgiu o livro Cinquenta Tons de Cinza, que é uma fanfic da saga, e gostei! E curiosa fui pro segundo livro Cinquenta Tons Mais Escuros. A história me cansou, não sei se não estava no clima de ler esse gênero, ou se a personagem principal Anástacia me irritou, enfim, a autora não conseguiu prender a minha atenção. Ele tá lá na minha estante, quem sabe um dia eu dê uma segunda chance!

A insustentável leveza do ser, de Milan Kundera.

Blog Bibliotecária Leitora 

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Comecei a ler A insustentável leveza do ser, de Milan Kundera. É muito bom, bem melhor do que eu imaginava ser. E na verdade, bem diferente do que eu imaginava  rsrs  Abandonei porque estava me deixando um pouco pra baixo. Claro que voltarei a lê-lo mais pra frente. Afinal é um livro bem comentado e que acredito que vá me acrescentar alguma coisa.

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E vocês, tem uma lista de abandonados também? Conta aqui e vamos distilar o veneno juntos hahah

Até a próxima.

Beijo, outro, tchau!

assinatura nova ana marys

Resenha: Cilada, Harlan Coben

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           Autor: Harlan Coben – Editora: Arqueiro                Ano: 2010 – Páginas: 272

Classificação 3.5/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Haley McWaid tem 17 anos. É aluna exemplar, disciplinada, ama esportes e sonha entrar para uma boa faculdade. Por isso, quando certa noite ela não volta para casa e três meses transcorrem sem que se tenha nenhuma notícia dela, todos na cidade começam a imaginar o pior.
O assistente social Dan Mercer recebe um estranho telefonema de uma adolescente e vai a seu encontro. Ao chegar ao local, ele é surpreendido pela equipe de um programa de televisão, que o exibe em rede nacional como pedófilo. Inocentado por falta de provas, Dan é morto logo em seguida.
Na junção dessas duas histórias está Wendy Tynes, a repórter que armou a cilada para Dan e que se torna a única testemunha de seu assassinato. Wendy sempre confiou apenas nos fatos, mas seu instinto lhe diz que Mercer talvez não fosse culpado. Agora ela precisa descobrir se desmascarou um criminoso ou causou a morte de um inocente.
Nas investigações da morte de Dan e do desaparecimento de Haley, verdades inimagináveis são reveladas e a fragilidade de vidas aparentemente normais é posta à prova. Todos têm algo a esconder e os segredos se interligam e se completam em um elaborado mosaico de mistérios.
Harlan Coben mais uma vez deixa o leitor sem ar. Cilada fala de culpa, luto e perdão em uma trama repleta de reviravoltas surpreendentes. Nada é o que parece e tudo pode ser desfeito até a última página.

” Era impossível afastar a sensação de perigo iminente. Cada passo me custava certo esforço, como se eu estivesse pisando em cimento fresco. O corpo dava todos os avisos:frio na espinha, pelos eriçados nos braços, arrepio na nunca e no couro cabeludo”

Eu li esse livros duas vezes. DUAS VEZES! A primeira foi em 2011 e lembro que não gostei do livro, daí anos depois, exatamente dois meses atrás, eu estava olhando minha estante a procura de livros não lidos e encontrei ele. Eu sabia que já tinha lido mas não lembrava do final. O pior é que quando vim escrever a resenha, eu percebi que esqueci o final de novo! Gente como pode? hahaha

Mas já lembrei, calma, calma!rs E o lado bom é que dessa vez eu gostei do livro. Sou bem instável mesmo, me deixa hahah

Esse livro é interessante porque além de ter aquele suspense de ” quem matou?”, nós vemos várias histórias que parecem não ter conexão, mas que no fim tudo se encaixa. Gosto muito de livros assim. #AdoroSuspense 

Na história conhecemos Dan, um assistente social e treinador do ensino médio que cai numa ” cilada” e é acusado de pedofilia. Ao mesmo tempo temos o desaparecimento de Haley, uma adolescente da mesma escola que Dan trabalha. No meio disso, conhecemos a repórter sem escrúpulos Wendy Tynes, ela tem um programa sensacionalista que desmascara pedófilos, ela cria situações para que eles sejam pegos no flagra.

” A realidade, Marcia agora sabia, era que os bandidos mais idiotas conseguiam escapar ilesos depois de cometerem crimes hediondos. A realidade era: ninguém estava seguro”

Dan é liberado das acusações mas sua carreira e sua vida vão para a sarjeta. Ele passa a viver sem endereço, se escondendo e sofrendo ameaças…até o dia que ele é assassinado. Durante as investigações novas provas surgem, segredos são  revelados de pessoas que até então eram inocentes, a própria Wendy tem a reputação posta a prova ( bem feito!) e o quebra cabeça do desaparecimento de Haley e a acusação de Dan tem um desfecho inimaginável ( nossa que palavra difícil de escrever e falar rs).

” – Seja lá o que você estiver pensando, seja lá qual for a verdade para você, uma coisa é certa.
– O quê?
– Você causou a morte dele”

Como fala na sinopse, nesse livro nada é o que parece. Eu fiquei surpresa com o final. Harlan Coben sendo Harlan Coben né gente. 

” Eu sabia. Todos nós escondemos, não é? Ninguém conhece tudo sobre outra pessoa. Sei que é um grande clichê, mas a verdade é que nunca conhecemos o outro de verdade”

Uma observação pessoal:

No livro é discutido o consumo de álcool & adolescentes. A escola é contra o consumo, seja no baile de fim de ano ou em casa, já que alguns pais compram bebidas para os filhos darem festas em casa. Na cabeça desses pais o pensamento é: nós sabemos que eles vão beber, então já que vão beber, que seja dentro de casa sob nossa supervisão.

Isso é um assunto que não fica apenas na ficção, nós vivemos isso todos os dias. Por algum motivo os jovens acham que ficar bêbado é uma coisa SUPER legal. Não é. Mesmo que alguns parem de beber, muitos outros se tornam dependentes do álcool ou pior, sofrem acidentes. E infelizmente não dá pra saber o rumo que cada um vai tomar. Eu nunca vi uma história com final feliz de pessoas que se tornarem dependentes de álcool. Famílias são destruídas por causa disso.

Mas peraí, eu tanto bebo viu! Adoro tomar um vinho e uma caipirinha. Mas o importante é não perder o controle, perder a memória ou precisar disso todos os dias.  E os pais tem um papel importante na fase em que os adolescentes descobrem o que é o álcool. Essa conversa de ” já que vai beber, bebe aqui em casa” é besteira. Eu posso rezar um terço aqui sobre esse assunto, mas não quero ser mais chata do que já fui até agora rs. Só repito o que eu disse: Famílias são destruídas por causa disso, não espere acontecer um acidente para tomar consciência disso.

E voltando ao livro, recomendo ele sim! Quem é fã de suspense e livros policias vai adorar!

E fico aqui aguardando o comentário de vocês!

Beijo, outro, tchau!

assinatura nova ana marys

Resenha: A última dança de Chaplin, Fábio Stassi

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Autor: Fabio Stassi – Editora: Intrinseca              Ano: 2015 – Páginas: 224

Classificação 2.5/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Combinando elementos reais com ficção, A última dança de Chaplin conta os últimos anos de um dos maiores ícones do cinema americano. Na noite de Natal de 1971, Charlie Chaplin recebe a visita da Morte. O famoso ator está com oitenta e dois anos, mas ainda não se sente preparado para ver as cortinas se fecharem uma última vez. Desesperado por acompanhar o crescimento do filho mais novo, o ator propõe à Morte um acordo: se conseguir fazê-la rir, ganhará mais um ano de vida.

Enquanto espera o encontro fatídico, Chaplin escreve uma carta para o filho, contando a ele seu passado: da infância pobre na Inglaterra, com o pai alcoólatra e a mãe louca, ao auge do sucesso nas telas de cinema dos Estados Unidos, passando pelo circo, pelo vaudeville e por empregos estranhos, como tipógrafo, boxeador e embalsamador.

” Quando eu contar a minha história, eu dizia a mim mesmo, começarei daí. Do momento em que a manivela do projetor começa a girar”

O que eu conheço do Chaplin é a fama, até porque nunca assisti seus filmes ou biografia, e para minha surpresa, olha eu lendo um livro sobre a vida dele! Ok, é uma ficção, mas algumas passagens são reais.

Minha relação com o Chaplin é um pouco confusa, porque eu sempre fiquei boquiaberta com sua inteligencia e criatividade, mas quando descobri que ele foi acusado de estupro, hum, sei lá, sabe?

” Com as mulheres nunca fui tímido. Cresci na promiscuidade dos teatros, no meio de centenas de corpos de atrizes e cantoras que se despiam juntas entre um número e outro”

Mas vamos falar da obra, não do homem.

” Nunca contei isso a ninguém. Ouça bem.”

O livro é uma carta de Charlie para seu filho adolescente. É noite de Natal e Charlie sabe que dessa vez não conseguirá fazer a morte rir. Como ele não poderá ver seu filho crescer, ele decide escrever uma carta contando sua vida e talvez com isso seu filho possa conhecer melhor o pai.

A carta começa do nascimento até a noite em questão. Pouco fala sobre os filmes, o foco é na vida pessoal, infância, a ida para os Estados Unidos, a relação com os pais e o irmão, sua vida no circo e os encontros com a Morte no fim da vida.

” A morte desaparece da poltrona. O homem se apoia com dificuldade na escrivaninha e solta um grande suspiro de alívio”

” Sim, quantas vezes nascemos na vida? Tantas que precisamos logo aprender a nos criarmos sozinhos, a não parar de nascer.”

Chaplin sempre foi um espirito livre, não conseguia ficar no mesmo lugar e no mesmo emprego por muito tempo, por esse motivo ele já passou por vários estados e países e por todas as profissões possíveis, de palhaço de circo a embalsamador. Mas ele sempre voltava para o teatro, sua grande paixão. Chaplin era desapegado até do seu irmão, seu único vínculo familiar, já que seu pai morreu e sua mãe estava internada com alzheimer. Ele abandou o irmão e caiu no mundo sem nenhum ressentimento.

E como todo ator na década de 50 e 60, ele era pobre de maré de si. Pobre de não ter o que comer e usar a mesma roupa por semanas…de alugar quartinhos em hotéis precários. Mas ele nunca perdeu a vontade de viver ou amaldiçoou sua condição. Ele parecia estar satisfeito com a vida que tinha.

” A vida me fez baixo suficiente para que eu não precise me ajoelhar diante de ninguém”

O livro tem passagens muito interessantes, fala sobre a época que o cinema foi inventado e como isso abalou o teatro e o circo e fala também como os filmes eram produzidos.

A leitura desse livro foi um pouco estranha, eu tinha preguiça de ler mas quando retomava ia longe…eu parava e no dia seguinte enrolava para ler, e essa situação durou três semanas. Sei lá, nunca senti isso antes, por isso fica na dúvida se recomendo ou não.

Comentem a opinião de vocês! Alguém aqui é fã do Chaplin? 

Até a próxima.

Beijo, outro, tchau!

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