Resenha: Cilada, Harlan Coben

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           Autor: Harlan Coben – Editora: Arqueiro                Ano: 2010 – Páginas: 272

Classificação 3.5/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Haley McWaid tem 17 anos. É aluna exemplar, disciplinada, ama esportes e sonha entrar para uma boa faculdade. Por isso, quando certa noite ela não volta para casa e três meses transcorrem sem que se tenha nenhuma notícia dela, todos na cidade começam a imaginar o pior.
O assistente social Dan Mercer recebe um estranho telefonema de uma adolescente e vai a seu encontro. Ao chegar ao local, ele é surpreendido pela equipe de um programa de televisão, que o exibe em rede nacional como pedófilo. Inocentado por falta de provas, Dan é morto logo em seguida.
Na junção dessas duas histórias está Wendy Tynes, a repórter que armou a cilada para Dan e que se torna a única testemunha de seu assassinato. Wendy sempre confiou apenas nos fatos, mas seu instinto lhe diz que Mercer talvez não fosse culpado. Agora ela precisa descobrir se desmascarou um criminoso ou causou a morte de um inocente.
Nas investigações da morte de Dan e do desaparecimento de Haley, verdades inimagináveis são reveladas e a fragilidade de vidas aparentemente normais é posta à prova. Todos têm algo a esconder e os segredos se interligam e se completam em um elaborado mosaico de mistérios.
Harlan Coben mais uma vez deixa o leitor sem ar. Cilada fala de culpa, luto e perdão em uma trama repleta de reviravoltas surpreendentes. Nada é o que parece e tudo pode ser desfeito até a última página.

” Era impossível afastar a sensação de perigo iminente. Cada passo me custava certo esforço, como se eu estivesse pisando em cimento fresco. O corpo dava todos os avisos:frio na espinha, pelos eriçados nos braços, arrepio na nunca e no couro cabeludo”

Eu li esse livros duas vezes. DUAS VEZES! A primeira foi em 2011 e lembro que não gostei do livro, daí anos depois, exatamente dois meses atrás, eu estava olhando minha estante a procura de livros não lidos e encontrei ele. Eu sabia que já tinha lido mas não lembrava do final. O pior é que quando vim escrever a resenha, eu percebi que esqueci o final de novo! Gente como pode? hahaha

Mas já lembrei, calma, calma!rs E o lado bom é que dessa vez eu gostei do livro. Sou bem instável mesmo, me deixa hahah

Esse livro é interessante porque além de ter aquele suspense de ” quem matou?”, nós vemos várias histórias que parecem não ter conexão, mas que no fim tudo se encaixa. Gosto muito de livros assim. #AdoroSuspense 

Na história conhecemos Dan, um assistente social e treinador do ensino médio que cai numa ” cilada” e é acusado de pedofilia. Ao mesmo tempo temos o desaparecimento de Haley, uma adolescente da mesma escola que Dan trabalha. No meio disso, conhecemos a repórter sem escrúpulos Wendy Tynes, ela tem um programa sensacionalista que desmascara pedófilos, ela cria situações para que eles sejam pegos no flagra.

” A realidade, Marcia agora sabia, era que os bandidos mais idiotas conseguiam escapar ilesos depois de cometerem crimes hediondos. A realidade era: ninguém estava seguro”

Dan é liberado das acusações mas sua carreira e sua vida vão para a sarjeta. Ele passa a viver sem endereço, se escondendo e sofrendo ameaças…até o dia que ele é assassinado. Durante as investigações novas provas surgem, segredos são  revelados de pessoas que até então eram inocentes, a própria Wendy tem a reputação posta a prova ( bem feito!) e o quebra cabeça do desaparecimento de Haley e a acusação de Dan tem um desfecho inimaginável ( nossa que palavra difícil de escrever e falar rs).

” – Seja lá o que você estiver pensando, seja lá qual for a verdade para você, uma coisa é certa.
– O quê?
– Você causou a morte dele”

Como fala na sinopse, nesse livro nada é o que parece. Eu fiquei surpresa com o final. Harlan Coben sendo Harlan Coben né gente. 

” Eu sabia. Todos nós escondemos, não é? Ninguém conhece tudo sobre outra pessoa. Sei que é um grande clichê, mas a verdade é que nunca conhecemos o outro de verdade”

Uma observação pessoal:

No livro é discutido o consumo de álcool & adolescentes. A escola é contra o consumo, seja no baile de fim de ano ou em casa, já que alguns pais compram bebidas para os filhos darem festas em casa. Na cabeça desses pais o pensamento é: nós sabemos que eles vão beber, então já que vão beber, que seja dentro de casa sob nossa supervisão.

Isso é um assunto que não fica apenas na ficção, nós vivemos isso todos os dias. Por algum motivo os jovens acham que ficar bêbado é uma coisa SUPER legal. Não é. Mesmo que alguns parem de beber, muitos outros se tornam dependentes do álcool ou pior, sofrem acidentes. E infelizmente não dá pra saber o rumo que cada um vai tomar. Eu nunca vi uma história com final feliz de pessoas que se tornarem dependentes de álcool. Famílias são destruídas por causa disso.

Mas peraí, eu tanto bebo viu! Adoro tomar um vinho e uma caipirinha. Mas o importante é não perder o controle, perder a memória ou precisar disso todos os dias.  E os pais tem um papel importante na fase em que os adolescentes descobrem o que é o álcool. Essa conversa de ” já que vai beber, bebe aqui em casa” é besteira. Eu posso rezar um terço aqui sobre esse assunto, mas não quero ser mais chata do que já fui até agora rs. Só repito o que eu disse: Famílias são destruídas por causa disso, não espere acontecer um acidente para tomar consciência disso.

E voltando ao livro, recomendo ele sim! Quem é fã de suspense e livros policias vai adorar!

E fico aqui aguardando o comentário de vocês!

Beijo, outro, tchau!

assinatura nova ana marys

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