Resenha: Nem tudo será esquecido, Wendy Walker

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     Autor: Wendy Walker – Editora: Planeta                 Ano: 2016 – Páginas: 288

Classificação 3.5/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Um dos suspenses psicológicos mais elogiados nos Estados Unidos Tudo parece perfeito na pequena Fairview, em Connecticut, até a noite em que a adolescente Jenny Kramer é violentada durante uma festa. Nas horas posteriores, ela é medicada com uma droga controversa para que as memórias da violência sejam apagadas. Mas, nas semanas que se seguem, enquanto se cura das dores físicas, Jenny percebe que guardou nuances daquela noite. O pai, obcecado por sua incapacidade de descobrir quem abusou de sua filha, busca  justiça, enquanto a mãe tenta fazer de conta de que o crime não abalou seu mundo cuidadosamente construído. Segredos da família e do círculo próximo começam a vir à tona durante a busca incessante pelo monstro que invadiu a comunidade – ou que talvez sempre tenha estado lá –, guiando este thriller psicológico para um fim chocante e inesperado.

“A música tocava muito alto, e ela a teria ouvido da cena do ataque. A playlist estava cheia de mega hits pop, aqueles que ela disse que conhecia bem, com letras do tipo que grudam na cabeça. Mesmo com a música e as risadas que escapavam pelas janelas abertas, ela teria ouvido os outros sons mais próximos, os suspiros sórdidos de seu agressor, suas próprias súplicas guturais”

Jenny é uma garota de 16 anos, tem cabelo loiro comprido, olhos azuis, é esbelta e atlética, ela tem sardas e uma pequena covinha do lado direito da boca. Mora com os pais, Tom e Charlotte, e com o irmão mais novo, Lucas. Em uma noite, que prometia ser melhor que qualquer outro momento de sua vida, ela vai à uma festa.

Havia sido convidada por Doug, mas quando chega lá, encontra ele com outra garota. Desiludiada, Jenny começa a beber sem controle. Depois de passar mal, fica com vergonha de sua atitude e chorando corre para fora da festa, direto para o meio da mata.

Então, o pior acontece: Jenny é estuprada. Após uma hora de violência, tinha sido encontrada por um casal de namorados largada com o corpo esgotado no chão sujo, ela foi salva. Seus pais decidem que o melhor a fazer é autorizar um tratamento para induzir a amnésia anterógrada limitada de acontecimentos traumáticos.

“Não havia emoções ligadas à voz dele nem emoções positivas de ser salva. Eu tinha o poder de dar essa explicação e, ainda assim, não podia, porque eu precisava que ela ficasse com essa teoria, com a falsa memória, mesmo que eu fingisse convencê-la do contrário. Fechei a boca e engoli as palavras. A verdade.”

Quando acorda, Jenny não lembra-se de nada, fica apenas um vazio, além das cicatrizes físicas, incluindo um entalhe nas costas, um machucado feito com um graveto pelo agressor. O detetive Parsons assume o caso sem muito sucesso, o estuprador usou camisinha, havia se depilado e usado luvas, não havia nenhum rastro para seguir.

Num ato de desespero, Jenny resolve por fim à vida e corta os pulsos. Ela é socorrida por sua mãe e seu amante. Após esse incidente, Charlotte, Jenny e Tom começam a fazer tratamento individualmente com o psiquiatra Alan. Nas sessões, Jenny tenta relembrar o que aconteceu naquela noite. Segredos são revelados, como o caso de Charlotte com Bob, dono da concessionária e chefe de seu marido Tom.

Em meio ao tratamento da família, o psiquiatra Alan também cuida do paciente Sean, um ex-fuzileiro naval, que também havia sido submetido ao tratamento para induzir a amnésia, após ter perdido um companheiro de trabalho e o próprio braço durante um ataque com bomba. Jenny e Sean começam a frequentar um grupo de terapia de vítimas de trauma, e ficam mais próximos.

“Um paciente senta diante de você. Ele perdeu o braço em combate. Ele perdeu a memória do combate. Ou, mais precisamente, ela foi tirada dele. Agora ele perdeu a si mesmo para sua própria mente. Esse homem não é merecedor de seu tempo?”

Surgem duas pistas, um Honda Civic azul foi visto parado perto da mata na hora do atentado, e um rapaz usando um casaco azul estampado com um pássaro vermelho foi visto entrando na mata. Ao mesmo tempo, Jenny começa a ficar cada vez mais próxima do que realmente aconteceu, surgem como suspeitos o chefe de seu pai Bob e o filho do psiquiatra Jason. Ela segue na ânsia por justiça, tentando achar em sua memória o motivo da sua dor.

Nem tudo será esquecido é uma narrativa do psiquiatra Alan do que se passa em seu consultório, na vida dos personagens e em sua vida desde o atentado, o que nos dá a sensação de como é o tratamento de pessoas que passam por traumas.

Toca de forma delicada no assunto estupro, e em como não só a vítima, mas toda sua família sofrem com o ocorrido. Mostra também que apagar da memória o trauma não é a melhor coisa a se fazer, que o melhor é enfrentar os monstros em nossa cabeça e superar os problemas, mesmo sendo difícil vencer um trauma.

“Só quero que isso acabe.

Ela repetiu isso entre fungadas e lágrimas.”

Noventa por cento do livro acontece dentro do consultório de Alan, e através do tratamento, cada personagem vai enfrentando seus monstros e descobrindo seu verdadeiro eu. A história segue com o objetivo de encontrar o estuprador, e eu tive meus palpites, mas no final é alguém que nem imaginamos, e o leitor descobre que o psiquiatra e a paciente Jenny tem monstros iguais.

Plus: O livro será adaptado para o cinema e a diretora será a talentosa Reese Witherspoon em parceria com a Warner Brothers. Vale lembrar que Reese foi uma das responsáveis pelo sucesso da adaptação de “Garota Exemplar”.

É um livro interessante, eu indico a leitura! Beijocas!

assinatura nova tábata

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4 comentários sobre “Resenha: Nem tudo será esquecido, Wendy Walker

  1. Cristiane disse:

    Tábata adorei a resenha! E estou surpresa que a Reese vai dirigir outro filme, adorei!
    Mas bora lá ler antes de sair no cinema, porque a gente precisa falar que o filme não foi fiel ao livre né kkkkkk

    Curtido por 1 pessoa

    • Cíntia Bená disse:

      Ana, estamos no mesmo barco…kkkkk…tanta coisa boa pra ler e o tempo cada vez menor….rs
      Adorei a resenha também…mais um que vai pra lista infinita e, se encontrar com preço bom, com certeza vai para estante também…rs
      Beijos!

      Curtir

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