Resenha: Terra Morta #1 – Fuga, Tiago Toy

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               Autor: Tiago Toy – Editora: Draco           Ano: 2011 – Páginas: 248

Classificação 3/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Romance de estréia de Tiago Toy, “Terra Morta – Fuga” imagina o apocalipse zumbi ambientado em São Paulo.

Em ‘Terra Morta: Fuga’, o leitor acompanhará uma saga de sobrevivência ao terrível mal que assolou o interior de São Paulo e agora se dirige à capital.

Tiago é um rapaz introspectivo que sempre sonhou em viver na megalópole de São Paulo e buscar novos desafios. Só não imaginava que sua chance chegaria da pior maneira possível. Jaboticabal, sua cidade natal, é o cenário de um terrível apocalipse zumbi, uma tragédia que parece saída de um videogame ou filme de terror.

De repente, o jovem acostumado a treinos de parkour e muito trabalho precisa lutar para sobreviver. Nenhum local é seguro, ninguém mais é confiável, água e comida não são mais garantidas no dia a dia. Mesmo que a mente custe a acreditar, não há tempo para duvidar da realidade. A única opção é fugir.

A cada pessoa que Tiago encontra, uma surpresa. Aliado ou inimigo? Nunca uma certeza.

Tiago e seus companheiros deverão enfrentar o passado e seus medos, e em meio a um mar de zumbis canibais, descobrirão que o maior inimigo ainda são os humanos.

Descubra a origem da infecção enquanto corre sem parar, uma aventura dramática que é sucesso na internet e agora se torna uma série de livros. Pegue apenas o necessário e corra sem olhar para trás.

“Sabemos que somos mais sortudos que espertos por continuarmos vivos”

Uma cidade no interior de São Paulo foi atingida por um mal que transformava as pessoas em mortos vivos com uma tremenda fome de carne humana. Tiago (Sim, o personagem principal e o autor têm o mesmo nome hsuahs), um dos sobreviventes, estava sozinho. Seu plano era fugir para a capital em busca de socorro.

No meio de sua fuga, ele cruzou com dezenas de “zombies”, mas também com pessoas que apenas estavam tentando sobreviver, como ele. Uma que merece destaque é a Daniela. Os dois acabaram se tornando cúmplices. Tiago, de início, relutou em aceitar caminhar junto com ela. Ele parecia muito grosseiro e ignorante, mas era compreensível pois, como tudo estava em jogo, bons modos era a última coisa a se pensar.

“A vontade de sobreviver é maior do que qualquer desconforto” 

Os garotos também perceberam que o perigo não estava somente nos corpos sedentos de carne fresca que andavam sem rumo pelas ruas, mas também estava nos não infectados. Houve lutas por comida e abrigo, e todos queriam a mesma coisa. Infelizmente, os recursos estavam se acabando aos poucos, por isso só quem chegasse primeiro conseguiria não passar fome.

“Não é fácil destruir a esperança de alguém que está em total desespero”

Em razão do destino, muitos chegaram ao “topo”, mas logicamente não houve lugar para todos. Por esse motivo, Tiago teve que enfrentá-los para garantir o seu. 

“Não sou eu quem devia ditar seu destino. Não sou eu que devia cravar um facão no meio de suas cabeças para evitar ser um deles”

Já queria ter começado a ler livros com esse tema há tempos, mas nenhum me chamou a atenção justamente por eu não achar que valeria a pena. Afinal, nunca tinha lido livros do gênero antes, mas já tinha assistido a muitos filmes, então pensei que Terra Morta seria apenas mais um livro de zombie. E, meus queridinhos, não era nada disso que eu estava pensando. Eu, sinceramente, esqueci da vida lendo o e-book. 

Enquanto lia, me perdi um pouco nas cenas de luta corporal, parece que elas foram rápidas demais. Acredito serem as mais difíceis de descrever. Algo que me chamou muito a atenção foi a forma que os zombies eram descritos. Eu consegui imaginar a figura. Dava medo (Não é brincadeira gente kkkk Tanto que evitava ler antes de dormir kkkkkk). 

O autor demonstrou, na minha humilde opinião, muito talento! Ele tinha tanto controle sobre as situações descritas que foi capaz de me prender com correntes e cadeados (kkkkkkk) Não queria largar até descobrir o final de tudo aquilo. 

Terra Morta: Fuga tem uma continuação chamada Terra Morta: Infecção. Espero ansiosamente a oportunidade de lê-lo em breve!

assinatura nova luiza

Resenha e frases: O pequeno príncipe, Antoine de Saint-Exupéry

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                  Autor: Antoine de Saint-Exupéry                 Ano: 1943 – Páginas: 128

Classificação 4/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Um piloto cai com seu avião no deserto e ali encontra uma criança loura e frágil. Ela diz ter vindo de um pequeno planeta distante. E ali, na convivência com o piloto perdido, os dois repensam os seus valores e encontram o sentido da vida. Com essa história mágica, sensível, comovente, às vezes triste, e só aparentemente infantil, o escritor francês Antoine de Saint-Exupéry criou há 70 anos um dos maiores clássicos da literatura universal. Não há adulto que não se comova ao se lembrar de quando o leu quando criança. Trata-se da maior obra existencialista do século XX, segundo Martin Heidegger. Livro mais traduzido da história, depois do Alcorão e da Bíblia, ele agora chega ao Brasil em nova edição, completa, com a tradução de Frei Betto e enriquecida com um caderno ilustrado sobre a obra e a curta e trágica vida do autor.

” Eles não estavam contentes, lá onde eles estavam?
– Nunca estamos contentes onde estamos.”

Esses dias eu estava indo trabalhar toda chateada porque teria que pegar trem…e quem anda de trem em São Paulo sabe como é triste rs…e o pior, eu estava sem livro. Daí por sorte eu passei na frente daquelas máquinas que vendem livro e encontrei um lá do Pequeno Príncipe por 5,00!

Comprei principalmente porque eu precisava de ajuda para superar o desafio de ficar 25 minutos no trem hahaha

E eu reli o Pequeno Príncipe e fiquei surpresa de ter percebido coisas que eu nunca tinha notado quando li a primeira vez, com 12 anos de idade. Não vou dizer que eu entendi o livro, porque eu continuo sem entender, mas ele fez mais sentido. O livro trás a ingenuidade de uma criança e a importância de valorizar os sentimentos alheios.

Para quem não conhece, o livro conta a história de um homem que cai de avião no meio do deserto e depois de alguns dias encontra o pequeno Príncipe. Eles começam a conversar e o Príncipe começa a contar como acabou chegando na Terra. Ele passou por outros planetas, conheceu pessoas com personalidades diferentes e contou sobre sua amizade com sua rosa, que ele deixou no seu planeta e agora sente-se culpado por isso.

O livro tem MUITAS ANALOGIAS. Essa história com a rosa está fazendo minha cabeça fervilhar! A rosa era uma pessoa??? Ah e também tem frases ótimas, eu não conseguia passar uma página sem grifar alguma coisa.

Quem não leu e vê aquele povo postando a foto do chapéu e perguntando ” você vê um chapéu ou um elefante dentro de uma cobra“? Eu vou explicar, porque quem posta não explica. O aviador, conta que quando criança ele desenhou uma cobra que tinha engolido um elefante. Quando ele mostrava esse desenho para os adultos, todos viam um chapéu. Daí ele desenhou o interior da cobra e os adultos pediram para ele parar de desenhar essas coisas e se dedicar a geografia, cálculo…. Ele finaliza com ” as pessoas grandes não entendem nunca as coisas sozinhas e é cansativo para as crianças sempre e sempre dar-lhe explicações”. É interessante, não é? Pegou a coisa aqui?

As pessoas que o Pequeno Príncipe encontrou na sua viagem também serve como crítica ao mundo dos adultos. Pessoas que só pensam em trabalhar, em dinheiro ou em possuir coisas. 

Eu gostei muito do livro, gostei até da dedicatória rs.

E agora para terminar, separei algumas frases do livro para vocês. E fica aí o questionamento: o pequeno príncipe realmente existiu ou foi uma alucinação do aviador no meio do deserto?

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” – O que é essa coisa?
– Não é uma coisa, é um avião, ele voa.
– Então você também vem do céu? De qual planeta você é?
– Você vem de outro planeta então?
Mas ele não me respondeu.”opequenoprincipe

” Eu sofro tanto contando essas memórias. Já faz seis anos que meu amigo partiu com seu carneiro. Se eu tento descrevê-lo é para não esquecê-lo. É triste esquecer um amigo. Nem todos tiveram um amigo.”

”  – Um dia, eu vi o sol se pôr 44 vezes!
E um pouco mais tarde ele acrescentou:
   – Sabe…Quando estamos muito tristes, gostamos dos pores do sol…
   – No dia das 44 vezes, você estava muito triste, então?
Mas o pequeno príncipe não respondeu”

pequenoprincipe” Eu não soube entender nada! Eu deveria tê-la julgado por seus atos e não por suas palavras. Ela me perfumava e me iluminava. Eu não deveria nunca ter fugido! Deveria ter adivinhado sua ternura por trás de suas pobres astúcias. As flores são tão contraditórias. Mas eu era muito jovem para saber amá-la”

” – Você julgará a si mesmo então – respondeu-lhe o rei – É o mais difícil. É muito mais difícil julgar a si mesmo que julgar outrem. Se você conseguir julgar-se bem, então você é um verdadeiro sábio”

” – Apenas conhecemos as coisas que cativamos – disse a raposa – Os homens não têm mais tempo para conhecer nada. Eles compram coisas já prontas nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se você quer ser meu amigo, cative-me!”pequeno principe

” Eis o meu segredo. Ele é muito simples: só vemos bem com o coração. O essencial
é invisível aos olhos.”

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Incrível não é? Sentiu vontade ler? Já leu e quer me contar sua opinião? Gente, comenta! Eu adoro falar sobre livros rs

Até a próxima!

Beijo, outro, tchau!

assinatura nova ana marys

Resenha: A rebelde do deserto, Alwyn Hamilton

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Autor: Alwyn Hamilton – Editora: Seguinte                   Ano: 2016 – Páginas: 288

Classificação 3.5/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

O deserto de Miraji é governado por mortais, mas criaturas míticas rondam as áreas mais selvagens e remotas, e há boatos de que, em algum lugar, os djinnis ainda praticam magia. De toda maneira, para os humanos o deserto é um lugar impiedoso, principalmente se você é pobre, órfão ou mulher.

Amani Al’Hiza é as três coisas. Apesar de ser uma atiradora talentosa, dona de uma mira perfeita, ela não consegue escapar da Vila da Poeira, uma cidadezinha isolada que lhe oferece como futuro um casamento forçado e a vida submissa que virá depois dele.

Para Amani, ir embora dali é mais do que um desejo — é uma necessidade. Mas ela nunca imaginou que fugiria galopando num cavalo mágico com o exército do sultão na sua cola, nem que um forasteiro misterioso seria responsável por lhe revelar o deserto que ela achava que conhecia e uma força que ela nem imaginava possuir.

” Aquilo doeu. Depois de quase dois meses de confiança, bastava ser uma garota para mudar tudo (p.161)”

 assinatura nova luiza