Resenha: A estrela que nunca vai se apagar, Esther Earl

A-Estrela-que-nunca-vai-se-apagar

Autor: Esther Earl – Editora: Intrínseca               Ano: 2014 – Páginas: 448

Classificação 5/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

A Estrela Que Nunca Vai Se Apagar conta a história de Esther Grace Earl, diagnosticada com câncer da tireoide aos 12 anos. A obra é uma espécie de diário da jovem, com ilustrações, fotos de seu arquivo pessoal, textos publicados na internet, bate-papos com os inúmeros amigos que fez on-line e reproduções de cartas escritas em datas comemorativas como aniversários. A jovem perdeu a batalha contra a doença, mas deixou um legado de otimismo e celebração ao amor. Atualmente sua mãe, Lori Earl, preside a instituição sem fins lucrativos This Star Won´t Go Out (tswgo.org), que apoia pacientes e famílias que lutam contra o câncer.

” Apenas seja feliz, e, se não conseguir ficar feliz, faça coisas que te deixem feliz.”

Quando eu comecei a ler esse livro eu já sabia que a Esther não tinha sobrevivido mas mesmo assim eu fiquei com esperança. E eu chorei heim! Ô sofrimento!

Esse é um livro lindo, uma história real e principalmente uma lição de vida! Eu fiquei surpresa em ver como uma adolescente pode falar tantas coisas inteligentes, como se já tivesse vivido muito. O livro é composto por trechos do diário de Esther, fotos pessoais, postagens da família no blog e declarações de amigos e médicos.

É muito amor em 448 páginas. São muitos sentimentos…De verdade, leia! 

trecho a estrela que nunca vai se apagar

Esse trecho destruiu meu coração 😦

Ah uma curiosidade, muitas pessoas pensam que o livro ‘ A culpa é das estrelas’ foi baseado na vida de Esther. Mas não é. Esther serviu de inspiração para a história mas não tem nenhuma relação com a vida dela. Não existiu nenhum Gus, viagem para conhecer um escritor, visitar a casa de Anne Frank…Mas mesmo assim é uma linda homenagem de John Green para Esther. Ah e eles se conheceram mesmo! Foram amigos e tudo mais! Legal né 🙂 

É isso! Leiam e comentem, comentem se já leram, comentem sobre o tempo, sobre as olimpíadas..hahaha…brincadeira!

” Lembrem-se que vocês tem sorte, mesmo se acharem que não tem. Porque sempre tem alguma coisa pela qual ficar agradecido.”

Até a próxima!

Beijo, outro, tchau!

assinatura nova ana marys

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Resenha: Sejamos todos feministas, Chimamanda Ngozi Adichie

sejamos todos feministas

              Autor: Chimamanda Ngozi Adichie –                            Editora: Companhia das Letras                     Páginas: 46 – Ano: 2014

Classificação 2,5/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:
O que significa ser feminista no século XXI? Por que o feminismo é essencial para libertar homens e mulheres? Eis as questões que estão no cerne de Sejamos todos feministas, ensaio da premiada autora de Americanah e Meio sol amarelo.”A questão de gênero é importante em qualquer canto do mundo. É importante que comecemos a planejar e sonhar um mundo diferente. Um mundo mais justo. Um mundo de homens mais felizes e mulheres mais felizes, mais autênticos consigo mesmos. E é assim que devemos começar: precisamos criar nossas filhas de uma maneira diferente. Também precisamos criar nossos filhos de uma maneira diferente.”Chimamanda Ngozi Adichie ainda se lembra exatamente da primeira vez em que a chamaram de feminista. Foi durante uma discussão com seu amigo de infância Okoloma. Não era um elogio. Percebi pelo tom da voz dele; era como se dissesse: Você apoia o terrorismo!. Apesar do tom de desaprovação de Okoloma, Adichie abraçou o termo e em resposta àqueles que lhe diziam que feministas são infelizes porque nunca se casaram, que são anti-africanas, que odeiam homens e maquiagem começou a se intitular uma feminista feliz e africana que não odeia homens, e que gosta de usar batom e salto alto para si mesma, e não para os homens.Neste ensaio agudo, sagaz e revelador, Adichie parte de sua experiência pessoal de mulher e nigeriana para pensar o que ainda precisa ser feito de modo que as meninas não anulem mais sua personalidade para ser como esperam que sejam, e os meninos se sintam livres para crescer sem ter que se enquadrar nos estereótipos de masculinidade. Sejamos todos feministas é uma adaptação do discurso feito pela autora no TEDx Euston, que conta com mais de 1 milhão de visualizações e foi musicado por Beyoncé.

 

“A pessoa mais qualificada para liderar não é a pessoa fisicamente mais forte. É a mais inteligente, a mais culta, a mais criativa, a mais inovadora. E não existem hormônios para esses atributos” (p. 21).

Perdi a conta de tanto que já agradeci a dona desse blog (Viu que chique? Haha) e quero agradecer mais uma vez. Obrigada pelo presentinho, Ana!

De início, é conveniente que saibamos sobre as origens da autora. Chimamanda Ngozi Adichie nasceu em Enugu, na Nigéria em 1977. Tudo que ela externou nesse livro se justifica por eventos que a própria vivenciara. Ela conta alguns. Todos eles ocorreram no país em que nasceu.

Ao entrar desacompanhada em um hotel, era comparada com prostitutas, pois se uma mulher está desacompanhada, ela só poderia ser isso; sempre quando ia a restaurantes, os garçons a ignoravam; uma vez quando dera uma gorjeta ao manobrista, o homem agradeceu ao amigo que a estava acompanhando, pois concluem que se uma mulher tiver dinheiro, este só poderia ter saído do bolso de um homem. Ou seja, durante toda sua vida, Chimamanda sofrera preconceito por ser mulher.

“Toda vez que eles me ignoram, eu me sinto invisível. Fico chateada. Quero dizer a ele que sou tão humana quanto um homem, e digna de ser cumprimentada. Sei que são detalhes, mas às vezes são os detalhes que mais incomodam” (p. 23).

A autora é feminista. O que ela quer mostrar com o livro é afastar a ideia de que feministas sejam sujas, mal cuidadas, metidas a serem masculinas e situá-las como mulheres que buscam tanto respeito quanto um homem e também o mesmo direito de serem ouvidas e admiradas.

Em suma, gostaria de ressaltar que não estou julgando, muito menos apoiando lados. Creio que, como o título feminista hoje tem peso digamos que ruim, ele poderia ser trocado, pois achei interessante alguns pontos que o livro traz, outros nem tanto, e seria uma leitura curiosa e informativa.

Esse é o clip da Beyonce onde aparece parte do discurso:

Com uma tradução livre o que ela diz é:

” Ensinamos as meninas a se encolherem,
Para se tornarem ainda mais pequenas.
Dizemos para meninas:
‘Você pode ter ambição,
Mas não muita.
Você deve ansiar para ser bem sucedida,
Mas não muito bem sucedida.
Caso contrário, você vai ameaçar o homem’
Porque sou do sexo feminino,
Esperam que eu almeje o casamento,
Esperam que eu faça as escolhas da minha vida,
Sempre tenha em mente que
O casamento é o mais importante.
Agora, o casamento pode ser uma fonte de
Alegria, amor e apoio mútuo,
Mas por que ensinamos a ansiar ao casamento
E não ensinamos a mesma coisa para os meninos?
Criamos as meninas para serem concorrentes,
Não para empregos ou para conquistas,
Que eu acho que podem ser uma coisa boa,
Mas, para a atenção dos homens.
Ensinamos as meninas que não podem ser seres sexuais
Da mesma forma que os meninos são.
Feminista – a pessoa que acredita na vida social
Igualdade política e econômica entre os sexos”

 

Ressalvo que este é meu ponto de vista, assim, abro um caminho para que vocês sintam-se a vontade e comentem quando e o que quiserem, pois a opinião de todos é valida!

Obrigada pela leitura!

assinatura nova luiza