Resenha: A vida sabe o que faz, Zibia Gasparetto

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Autor: Zíbia Gasparetto – Editora: Vida e Consciencia – Ano: 2011 – Páginas: 310

Classificação 4/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Isabel já pretendia se casar com Gilberto quando foi surpreendida: Carlos, seu ex-noivo, que foi lutar na Itália e dado como morto, voltou depois de cinco anos, cheio de amor cobrando o compromisso. Mas Isabel não quis. Carlos sofreu e se revoltou, contudo não desistiu. Inconformado com a nova realidade, utilizou a raiva para recuperar todos os anos que a guerra havia roubado de sua juventude. No decorrer desta história apaixonante, passada entre Brasil e Itália, logo após a segunda guerra mundial, descobrimos que, dependendo das atitudes de cada um tudo pode mudar, mas sempre, em todos os casos, a sabedoria da vida prevalece, sempre nos trazendo o melhor.

“- …Cada um tem seu próprio processo de seguir adiante e não temos como apressá-los. Vamos confiar na vida, que sabe melhor do que nós conduzir as pessoas para onde devem ir. A conquista da felicidade é de responsabilidade pessoal e intransferível.”

O livro se passa em São Paulo no período pós 2ª Guerra Mundial. Conta a história de Isabel e Carlos. Isabel é uma mulher alta, corpo benfeito, cabelos castanho-claros, ondulados e na altura dos ombros. Há 5 anos seu amor Carlos havia partido para a guerra e não retornara. Acreditando que ele havia morrido, ela decide seguir em frente ao conhecer o médico de olhos cor de mel Gilberto.

Mas como diz a música cuidado com o destino, ele brinca com as pessoas. Carlos reaparece depois de tanto tempo e acredita que Isabel o espera com o mesmo amor e os mesmos planos. Contudo, ela não corresponde aos sonhos dele.

No tempo em que esteve longe, Carlos havia sido prisioneiro do exército russo, após ser livre e ter perdido seus documentos, começou a trabalhar e juntou dinheiro para comprar sua passagem de volta. Ao saber sobre Gilberto, ele acredita que Isabel o havia traído, julgava-se vítima das circunstâncias e merece ser feliz.

Isabel sente-se a pior das pessoas por acabar com todas as esperanças de Carlos, mas o que podia fazer se amava Gilberto? E como foi difícil contar a verdade à Carlos, ainda mais com toda a família dele ao redor, achando que eles iriam era se casar.

“- Esse é um assunto delicado. A vida é muito difícil de entender. Eu, que no consultório luto para restabelecer a saúde das pessoas sem às vezes conseguir vencer a morte, tenho me perguntado o porquê de tanto sofrimento. Comecei a notar que as pessoas que têm fé enfrentam as doenças, a dor e a morte com mais coragem.”

Carlos decide que irá usar todo o conhecimento que adquiriu e irá trabalhar, fazer fortuna e provar para Isabel que é melhor que Gilberto. Ele recebe dinheiro do exército e compra roupas elegantes, vai até uma joalheria oferecendo seu trabalho como representante, deseja vender os produtos no exterior. Consegue o emprego após impressionar o dono ao falar em russo, contando suas experiências.

Nesse meio tempo, Gilberto pede Isabel em casamento. E resolve levá-la à Pouso Alegre – MG, para finalmente conhecer sua família, seus pais Glória e Alberto, e seu irmão Nivaldo. Ela vai com ele e sua prima Dalva.

Em Pouso Alegre, são recebidos muito bem, mas logo Isabel percebe que há um clima desagradável entre os pais de Gilberto. Ao longo de sua estadia lá, ela descobre que há muito tempo seus sogros vivem em um casamento de fachada e Alberto mantém um relacionamento extra conjugal com Alda.

Após trabalhar durante algum tempo na joalheria, Carlos vai para Paris conseguir novos clientes. E assim inicia seu trabalho no exterior, seguindo com seu plano de tornar-se rico para depois reconquistar Isabel. Quando segue para Milão, algo vindo de vidas passadas acontece que prova que não era para Carlos ficar com Isabel.

“- As atitudes das pessoas revelam como elas veem a vida. Ao nos interessarmos por alguém, é bom prestar atenção à forma como essa pessoa pensa e avaliar se nos convém manter um relacionamento. É ilusão pensar que mais tarde ela possa mudar. Essa forma de pensar sempre custa muito caro. As pessoas só mudam quando elas querem.”

Eu gostei muito de ler esse livro, é curioso ver como era antigamente, o romance regado a galanteios, coisas como a moça não poder viajar sozinha com o namorado, o preconceito contra mulheres divorciadas. O livro também mostra o quanto o destino interfere em nossas vidas e que às vezes é melhor deixar a vida tomar seu rumo sem ir contra.

A vida sabe o que faz é um romance leve, com uma pequena dose de espiritualidade, e realmente uma lição de vida. Beijocas!

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Resenha: Nem tudo será esquecido, Wendy Walker

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     Autor: Wendy Walker – Editora: Planeta                 Ano: 2016 – Páginas: 288

Classificação 3.5/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Um dos suspenses psicológicos mais elogiados nos Estados Unidos Tudo parece perfeito na pequena Fairview, em Connecticut, até a noite em que a adolescente Jenny Kramer é violentada durante uma festa. Nas horas posteriores, ela é medicada com uma droga controversa para que as memórias da violência sejam apagadas. Mas, nas semanas que se seguem, enquanto se cura das dores físicas, Jenny percebe que guardou nuances daquela noite. O pai, obcecado por sua incapacidade de descobrir quem abusou de sua filha, busca  justiça, enquanto a mãe tenta fazer de conta de que o crime não abalou seu mundo cuidadosamente construído. Segredos da família e do círculo próximo começam a vir à tona durante a busca incessante pelo monstro que invadiu a comunidade – ou que talvez sempre tenha estado lá –, guiando este thriller psicológico para um fim chocante e inesperado.

“A música tocava muito alto, e ela a teria ouvido da cena do ataque. A playlist estava cheia de mega hits pop, aqueles que ela disse que conhecia bem, com letras do tipo que grudam na cabeça. Mesmo com a música e as risadas que escapavam pelas janelas abertas, ela teria ouvido os outros sons mais próximos, os suspiros sórdidos de seu agressor, suas próprias súplicas guturais”

Jenny é uma garota de 16 anos, tem cabelo loiro comprido, olhos azuis, é esbelta e atlética, ela tem sardas e uma pequena covinha do lado direito da boca. Mora com os pais, Tom e Charlotte, e com o irmão mais novo, Lucas. Em uma noite, que prometia ser melhor que qualquer outro momento de sua vida, ela vai à uma festa.

Havia sido convidada por Doug, mas quando chega lá, encontra ele com outra garota. Desiludiada, Jenny começa a beber sem controle. Depois de passar mal, fica com vergonha de sua atitude e chorando corre para fora da festa, direto para o meio da mata.

Então, o pior acontece: Jenny é estuprada. Após uma hora de violência, tinha sido encontrada por um casal de namorados largada com o corpo esgotado no chão sujo, ela foi salva. Seus pais decidem que o melhor a fazer é autorizar um tratamento para induzir a amnésia anterógrada limitada de acontecimentos traumáticos.

“Não havia emoções ligadas à voz dele nem emoções positivas de ser salva. Eu tinha o poder de dar essa explicação e, ainda assim, não podia, porque eu precisava que ela ficasse com essa teoria, com a falsa memória, mesmo que eu fingisse convencê-la do contrário. Fechei a boca e engoli as palavras. A verdade.”

Quando acorda, Jenny não lembra-se de nada, fica apenas um vazio, além das cicatrizes físicas, incluindo um entalhe nas costas, um machucado feito com um graveto pelo agressor. O detetive Parsons assume o caso sem muito sucesso, o estuprador usou camisinha, havia se depilado e usado luvas, não havia nenhum rastro para seguir.

Num ato de desespero, Jenny resolve por fim à vida e corta os pulsos. Ela é socorrida por sua mãe e seu amante. Após esse incidente, Charlotte, Jenny e Tom começam a fazer tratamento individualmente com o psiquiatra Alan. Nas sessões, Jenny tenta relembrar o que aconteceu naquela noite. Segredos são revelados, como o caso de Charlotte com Bob, dono da concessionária e chefe de seu marido Tom.

Em meio ao tratamento da família, o psiquiatra Alan também cuida do paciente Sean, um ex-fuzileiro naval, que também havia sido submetido ao tratamento para induzir a amnésia, após ter perdido um companheiro de trabalho e o próprio braço durante um ataque com bomba. Jenny e Sean começam a frequentar um grupo de terapia de vítimas de trauma, e ficam mais próximos.

“Um paciente senta diante de você. Ele perdeu o braço em combate. Ele perdeu a memória do combate. Ou, mais precisamente, ela foi tirada dele. Agora ele perdeu a si mesmo para sua própria mente. Esse homem não é merecedor de seu tempo?”

Surgem duas pistas, um Honda Civic azul foi visto parado perto da mata na hora do atentado, e um rapaz usando um casaco azul estampado com um pássaro vermelho foi visto entrando na mata. Ao mesmo tempo, Jenny começa a ficar cada vez mais próxima do que realmente aconteceu, surgem como suspeitos o chefe de seu pai Bob e o filho do psiquiatra Jason. Ela segue na ânsia por justiça, tentando achar em sua memória o motivo da sua dor.

Nem tudo será esquecido é uma narrativa do psiquiatra Alan do que se passa em seu consultório, na vida dos personagens e em sua vida desde o atentado, o que nos dá a sensação de como é o tratamento de pessoas que passam por traumas.

Toca de forma delicada no assunto estupro, e em como não só a vítima, mas toda sua família sofrem com o ocorrido. Mostra também que apagar da memória o trauma não é a melhor coisa a se fazer, que o melhor é enfrentar os monstros em nossa cabeça e superar os problemas, mesmo sendo difícil vencer um trauma.

“Só quero que isso acabe.

Ela repetiu isso entre fungadas e lágrimas.”

Noventa por cento do livro acontece dentro do consultório de Alan, e através do tratamento, cada personagem vai enfrentando seus monstros e descobrindo seu verdadeiro eu. A história segue com o objetivo de encontrar o estuprador, e eu tive meus palpites, mas no final é alguém que nem imaginamos, e o leitor descobre que o psiquiatra e a paciente Jenny tem monstros iguais.

Plus: O livro será adaptado para o cinema e a diretora será a talentosa Reese Witherspoon em parceria com a Warner Brothers. Vale lembrar que Reese foi uma das responsáveis pelo sucesso da adaptação de “Garota Exemplar”.

É um livro interessante, eu indico a leitura! Beijocas!

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Resenha: Cilada, Harlan Coben

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           Autor: Harlan Coben – Editora: Arqueiro                Ano: 2010 – Páginas: 272

Classificação 3.5/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Haley McWaid tem 17 anos. É aluna exemplar, disciplinada, ama esportes e sonha entrar para uma boa faculdade. Por isso, quando certa noite ela não volta para casa e três meses transcorrem sem que se tenha nenhuma notícia dela, todos na cidade começam a imaginar o pior.
O assistente social Dan Mercer recebe um estranho telefonema de uma adolescente e vai a seu encontro. Ao chegar ao local, ele é surpreendido pela equipe de um programa de televisão, que o exibe em rede nacional como pedófilo. Inocentado por falta de provas, Dan é morto logo em seguida.
Na junção dessas duas histórias está Wendy Tynes, a repórter que armou a cilada para Dan e que se torna a única testemunha de seu assassinato. Wendy sempre confiou apenas nos fatos, mas seu instinto lhe diz que Mercer talvez não fosse culpado. Agora ela precisa descobrir se desmascarou um criminoso ou causou a morte de um inocente.
Nas investigações da morte de Dan e do desaparecimento de Haley, verdades inimagináveis são reveladas e a fragilidade de vidas aparentemente normais é posta à prova. Todos têm algo a esconder e os segredos se interligam e se completam em um elaborado mosaico de mistérios.
Harlan Coben mais uma vez deixa o leitor sem ar. Cilada fala de culpa, luto e perdão em uma trama repleta de reviravoltas surpreendentes. Nada é o que parece e tudo pode ser desfeito até a última página.

” Era impossível afastar a sensação de perigo iminente. Cada passo me custava certo esforço, como se eu estivesse pisando em cimento fresco. O corpo dava todos os avisos:frio na espinha, pelos eriçados nos braços, arrepio na nunca e no couro cabeludo”

Eu li esse livros duas vezes. DUAS VEZES! A primeira foi em 2011 e lembro que não gostei do livro, daí anos depois, exatamente dois meses atrás, eu estava olhando minha estante a procura de livros não lidos e encontrei ele. Eu sabia que já tinha lido mas não lembrava do final. O pior é que quando vim escrever a resenha, eu percebi que esqueci o final de novo! Gente como pode? hahaha

Mas já lembrei, calma, calma!rs E o lado bom é que dessa vez eu gostei do livro. Sou bem instável mesmo, me deixa hahah

Esse livro é interessante porque além de ter aquele suspense de ” quem matou?”, nós vemos várias histórias que parecem não ter conexão, mas que no fim tudo se encaixa. Gosto muito de livros assim. #AdoroSuspense 

Na história conhecemos Dan, um assistente social e treinador do ensino médio que cai numa ” cilada” e é acusado de pedofilia. Ao mesmo tempo temos o desaparecimento de Haley, uma adolescente da mesma escola que Dan trabalha. No meio disso, conhecemos a repórter sem escrúpulos Wendy Tynes, ela tem um programa sensacionalista que desmascara pedófilos, ela cria situações para que eles sejam pegos no flagra.

” A realidade, Marcia agora sabia, era que os bandidos mais idiotas conseguiam escapar ilesos depois de cometerem crimes hediondos. A realidade era: ninguém estava seguro”

Dan é liberado das acusações mas sua carreira e sua vida vão para a sarjeta. Ele passa a viver sem endereço, se escondendo e sofrendo ameaças…até o dia que ele é assassinado. Durante as investigações novas provas surgem, segredos são  revelados de pessoas que até então eram inocentes, a própria Wendy tem a reputação posta a prova ( bem feito!) e o quebra cabeça do desaparecimento de Haley e a acusação de Dan tem um desfecho inimaginável ( nossa que palavra difícil de escrever e falar rs).

” – Seja lá o que você estiver pensando, seja lá qual for a verdade para você, uma coisa é certa.
– O quê?
– Você causou a morte dele”

Como fala na sinopse, nesse livro nada é o que parece. Eu fiquei surpresa com o final. Harlan Coben sendo Harlan Coben né gente. 

” Eu sabia. Todos nós escondemos, não é? Ninguém conhece tudo sobre outra pessoa. Sei que é um grande clichê, mas a verdade é que nunca conhecemos o outro de verdade”

Uma observação pessoal:

No livro é discutido o consumo de álcool & adolescentes. A escola é contra o consumo, seja no baile de fim de ano ou em casa, já que alguns pais compram bebidas para os filhos darem festas em casa. Na cabeça desses pais o pensamento é: nós sabemos que eles vão beber, então já que vão beber, que seja dentro de casa sob nossa supervisão.

Isso é um assunto que não fica apenas na ficção, nós vivemos isso todos os dias. Por algum motivo os jovens acham que ficar bêbado é uma coisa SUPER legal. Não é. Mesmo que alguns parem de beber, muitos outros se tornam dependentes do álcool ou pior, sofrem acidentes. E infelizmente não dá pra saber o rumo que cada um vai tomar. Eu nunca vi uma história com final feliz de pessoas que se tornarem dependentes de álcool. Famílias são destruídas por causa disso.

Mas peraí, eu tanto bebo viu! Adoro tomar um vinho e uma caipirinha. Mas o importante é não perder o controle, perder a memória ou precisar disso todos os dias.  E os pais tem um papel importante na fase em que os adolescentes descobrem o que é o álcool. Essa conversa de ” já que vai beber, bebe aqui em casa” é besteira. Eu posso rezar um terço aqui sobre esse assunto, mas não quero ser mais chata do que já fui até agora rs. Só repito o que eu disse: Famílias são destruídas por causa disso, não espere acontecer um acidente para tomar consciência disso.

E voltando ao livro, recomendo ele sim! Quem é fã de suspense e livros policias vai adorar!

E fico aqui aguardando o comentário de vocês!

Beijo, outro, tchau!

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Resenha: A última dança de Chaplin, Fábio Stassi

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Autor: Fabio Stassi – Editora: Intrinseca              Ano: 2015 – Páginas: 224

Classificação 2.5/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Combinando elementos reais com ficção, A última dança de Chaplin conta os últimos anos de um dos maiores ícones do cinema americano. Na noite de Natal de 1971, Charlie Chaplin recebe a visita da Morte. O famoso ator está com oitenta e dois anos, mas ainda não se sente preparado para ver as cortinas se fecharem uma última vez. Desesperado por acompanhar o crescimento do filho mais novo, o ator propõe à Morte um acordo: se conseguir fazê-la rir, ganhará mais um ano de vida.

Enquanto espera o encontro fatídico, Chaplin escreve uma carta para o filho, contando a ele seu passado: da infância pobre na Inglaterra, com o pai alcoólatra e a mãe louca, ao auge do sucesso nas telas de cinema dos Estados Unidos, passando pelo circo, pelo vaudeville e por empregos estranhos, como tipógrafo, boxeador e embalsamador.

” Quando eu contar a minha história, eu dizia a mim mesmo, começarei daí. Do momento em que a manivela do projetor começa a girar”

O que eu conheço do Chaplin é a fama, até porque nunca assisti seus filmes ou biografia, e para minha surpresa, olha eu lendo um livro sobre a vida dele! Ok, é uma ficção, mas algumas passagens são reais.

Minha relação com o Chaplin é um pouco confusa, porque eu sempre fiquei boquiaberta com sua inteligencia e criatividade, mas quando descobri que ele foi acusado de estupro, hum, sei lá, sabe?

” Com as mulheres nunca fui tímido. Cresci na promiscuidade dos teatros, no meio de centenas de corpos de atrizes e cantoras que se despiam juntas entre um número e outro”

Mas vamos falar da obra, não do homem.

” Nunca contei isso a ninguém. Ouça bem.”

O livro é uma carta de Charlie para seu filho adolescente. É noite de Natal e Charlie sabe que dessa vez não conseguirá fazer a morte rir. Como ele não poderá ver seu filho crescer, ele decide escrever uma carta contando sua vida e talvez com isso seu filho possa conhecer melhor o pai.

A carta começa do nascimento até a noite em questão. Pouco fala sobre os filmes, o foco é na vida pessoal, infância, a ida para os Estados Unidos, a relação com os pais e o irmão, sua vida no circo e os encontros com a Morte no fim da vida.

” A morte desaparece da poltrona. O homem se apoia com dificuldade na escrivaninha e solta um grande suspiro de alívio”

” Sim, quantas vezes nascemos na vida? Tantas que precisamos logo aprender a nos criarmos sozinhos, a não parar de nascer.”

Chaplin sempre foi um espirito livre, não conseguia ficar no mesmo lugar e no mesmo emprego por muito tempo, por esse motivo ele já passou por vários estados e países e por todas as profissões possíveis, de palhaço de circo a embalsamador. Mas ele sempre voltava para o teatro, sua grande paixão. Chaplin era desapegado até do seu irmão, seu único vínculo familiar, já que seu pai morreu e sua mãe estava internada com alzheimer. Ele abandou o irmão e caiu no mundo sem nenhum ressentimento.

E como todo ator na década de 50 e 60, ele era pobre de maré de si. Pobre de não ter o que comer e usar a mesma roupa por semanas…de alugar quartinhos em hotéis precários. Mas ele nunca perdeu a vontade de viver ou amaldiçoou sua condição. Ele parecia estar satisfeito com a vida que tinha.

” A vida me fez baixo suficiente para que eu não precise me ajoelhar diante de ninguém”

O livro tem passagens muito interessantes, fala sobre a época que o cinema foi inventado e como isso abalou o teatro e o circo e fala também como os filmes eram produzidos.

A leitura desse livro foi um pouco estranha, eu tinha preguiça de ler mas quando retomava ia longe…eu parava e no dia seguinte enrolava para ler, e essa situação durou três semanas. Sei lá, nunca senti isso antes, por isso fica na dúvida se recomendo ou não.

Comentem a opinião de vocês! Alguém aqui é fã do Chaplin? 

Até a próxima.

Beijo, outro, tchau!

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Resenha: A estrela que nunca vai se apagar, Esther Earl

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Autor: Esther Earl – Editora: Intrínseca               Ano: 2014 – Páginas: 448

Classificação 5/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

A Estrela Que Nunca Vai Se Apagar conta a história de Esther Grace Earl, diagnosticada com câncer da tireoide aos 12 anos. A obra é uma espécie de diário da jovem, com ilustrações, fotos de seu arquivo pessoal, textos publicados na internet, bate-papos com os inúmeros amigos que fez on-line e reproduções de cartas escritas em datas comemorativas como aniversários. A jovem perdeu a batalha contra a doença, mas deixou um legado de otimismo e celebração ao amor. Atualmente sua mãe, Lori Earl, preside a instituição sem fins lucrativos This Star Won´t Go Out (tswgo.org), que apoia pacientes e famílias que lutam contra o câncer.

” Apenas seja feliz, e, se não conseguir ficar feliz, faça coisas que te deixem feliz.”

Quando eu comecei a ler esse livro eu já sabia que a Esther não tinha sobrevivido mas mesmo assim eu fiquei com esperança. E eu chorei heim! Ô sofrimento!

Esse é um livro lindo, uma história real e principalmente uma lição de vida! Eu fiquei surpresa em ver como uma adolescente pode falar tantas coisas inteligentes, como se já tivesse vivido muito. O livro é composto por trechos do diário de Esther, fotos pessoais, postagens da família no blog e declarações de amigos e médicos.

É muito amor em 448 páginas. São muitos sentimentos…De verdade, leia! 

trecho a estrela que nunca vai se apagar

Esse trecho destruiu meu coração 😦

Ah uma curiosidade, muitas pessoas pensam que o livro ‘ A culpa é das estrelas’ foi baseado na vida de Esther. Mas não é. Esther serviu de inspiração para a história mas não tem nenhuma relação com a vida dela. Não existiu nenhum Gus, viagem para conhecer um escritor, visitar a casa de Anne Frank…Mas mesmo assim é uma linda homenagem de John Green para Esther. Ah e eles se conheceram mesmo! Foram amigos e tudo mais! Legal né 🙂 

É isso! Leiam e comentem, comentem se já leram, comentem sobre o tempo, sobre as olimpíadas..hahaha…brincadeira!

” Lembrem-se que vocês tem sorte, mesmo se acharem que não tem. Porque sempre tem alguma coisa pela qual ficar agradecido.”

Até a próxima!

Beijo, outro, tchau!

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Resenha: Tony e Susan, Austin Wright

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Autor: Austin Wright    Editora: Intrínseca  Páginas: 344               Ano: 2011

Classificação 4/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Há vinte e cinco anos, Susan Morrow deixou Edward Sheffield, seu primeiro marido. Certo dia, instalada confortavelmente na casa em que mora, com os filhos e o segundo marido, inesperadamente ela recebe, pelo correio, um embrulho que contém o manuscrito do primeiro romance escrito por Edward. Ele lhe pede que leia seu livro: Susan sempre foi sua melhor crítica, justifica. Tony e Susan, de Austin Wright, publicado originalmente nos Estados Unidos em 1993, ganha nova edição, dezoito anos depois de seu lançamento, por se tratar, segundo seus editores, da “mais impressionante obra de arte da ficção americana desde Revolutionary Road, de Richard Yeats”, publicado no Brasil como Foi apenas um sonho.
Ao iniciar a leitura, Susan é arrastada para dentro da vida do personagem Tony Hastings, um professor de matemática que leva a família de carro para a casa de veraneio no Maine. Quando a vida comum e civilizada dos Hastings é desviada de seu curso de forma violenta e desastrosa, Susan se vê novamente às voltas com seu passado, obrigada a encarar a própria escuridão e a dar um nome para o medo que corrói seu futuro e que vai mudar sua vida.

“A gente escreve porque todo o resto morre, é para preservar aquilo que morre. A gente escreve porque o mundo é uma confusão desconexa, que não se consegue entender, a menos que se faça um mapa com as palavras. (…) a gente escreve porque lê, escreve a fim de refazer para uso próprio as histórias da nossa vida”.

Antes de começar, o livro é cruel. Pode esquecer quem achou que o autor introduziria algum tipo de narrativa romântica entre sexos opostos. É um perigo para os leitores que se envolvem com facilidade. Como disse Robert Thomson (jornalista australiano): “Um thriller com a pegada de um pit bull”.

Susan Morrow é uma mulher casada e mora com seus três filhos e seu segundo marido. Antes deste casamento, ela se relacionou com Edward Sheffield; este tinha o sonho de se tornar escritor, mas desistiu dele para trabalhar com corretagem de imóveis. Inusitadamente, recebe uma carta de Edward perguntando se ela queria ler o seu manuscrito: Animais Noturnos. Chocou-se, pois faziam vinte anos que não recebia notícias dele. O homem dizia que ela sempre lhe dava as melhores críticas, por isso fazia questão de que ela o lesse.

Arnold, seu segundo marido, estaria fora por três dias a trabalho. Com a ideia de não aparentar inconveniente, esperou que ele viajasse para iniciar sua leitura de Animais Noturnos.

A história que se passa induz a submetermos inteiramente a ela, sendo exatamente assim o sentimento provocado em Susan. Criou uma relação de envolvimento tamanha em relação ao romance, suscitando vasto ceticismo sobre o rumo de sua vida. Várias lembranças jorraram de sua memória a cada página que virava. Descobrimos uma Susan do passado. A Susan que ainda era de Edward.

“Casta e platônica, essa foi a situação enganosa que levou Edward a seduzir Susan, ou Susan a seduzir Edward, tanto faz, cujo resultado final foi o casamento que tornou necessário o divórcio. Ter o coração partido significa ter uma história, e a história de ambos os uniu”.

Tony e Susan é dividido em sessões de leitura, que são feitas por Susan, e seus interlúdios, o presente da vida dela. Nos interlúdios, Susan demonstra conecção com Tony, o personagem principal de Animais Noturnos, chegando a sentir medo com ele. Já as sessões de leitura são as partes que Susan lê o livro. Incrível é Austin apresentar uma situação na qual mostra um leitor e suas emoções, assim também a história que está lendo.

Em Animais Noturnos, o universo é tenebroso, levando um homem a beira da loucura. Mal sabia o quão grave seria o resultado do momento em que decidiu passar uns dias com sua família em uma casa de veraneio era.

“O dinheiro compensaria os sonhos perdidos”.

Será mesmo?

Espero que essa resenha tenha aguçado a curiosidade de vocês.

Ressalvo que este é meu ponto de vista, assim, abro um caminho para que vocês sintam-se a vontade e comentem quando e o que quiserem, pois a opinião de todos é valida!

Obrigada pela leitura!

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Resenha: Eu, você e a garota que vai morrer, Jesse Andrews

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Autor: Jesse Andrews        Editora: Fábrica 231        Ano: 2015     Páginas: 288

Classificação 2.5/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Livro que deu origem ao filme vencedor do Festival Sundance 2015, nas categorias Público e Crítica, com estreia marcada para 12 de junho nos EUA, Eu, você e a garota que vai morrer é uma mistura perfeita entre drama e humor e um retrato preciso da adolescência em face do amadurecimento. Na trama, Greg tem apenas um amigo, Earl, com quem passa o tempo livre jogando videogame e (re)criando versões bastante pessoais de clássicos do cinema, até a sua mãe decidir que ele deve se aproximar de Raquel, colega de turma que sofre de leucemia. Contrariando todas as expectativas, os três se tornam amigos e vivem experiências ao mesmo tempo tocantes e hilárias, narradas com incrível talento e sensibilidade. Crossover com enorme potencial no segmento young adult, o romance é perfeito para fãs de livros e filmes como A culpa é das estrelas e As vantagens de ser invisível.

“Eu realmente queria que Rachel acordasse. Em restospecto, isso era estúpido e sem sentido, porque eu não tinha nada para dizer à ela, só queria poder falar com ela outra vez”.

Foi durante minha viagem à Orlando que comprei esse livro. Não queria voltar sem ter comprado algum. A escolha foi um pouco aleatória, pois tinha tantos, mas tantos livros que foi difícil escolher. Agora posso dizer finalmente que o resultado dessa minha escolha não foi nem um pouco lamentável, a não ser pela garota que está morrendo.

Nosso autor e narrador, Greg Gaines, relata com detalhes sasrcásticos a trajetória e o impacto causado em sua vida durante e após a chegada de uma ex namorada, agora com câncer. Parece óbvio. Clichê. Provável. Claro. Evidente. Só que não.

Essa história não tem nada a ver com um romance típico adolescente. Ela é sobre um garoto mesquinho (Greg) as vezes beirando o desprezível, um garoto estranho (Earl) que pensa muito em peitos e uma garota que está morrendo (Rachel) que vai morrer.

Rachel está doente e a cada dia mais deprimida. Como a mãe de Greg é amiga da mãe de Rachel, ela o obriga a se aproximar da garota e pelo menos tentar animá-la um pouco. Contra sua vontade, ele o fez. É totalmente notável a falta de vontade e o esforço medíocre que Greg faz.

“Eu sou um burro que não sente emoções apropriadas e não consigo viver de verdade uma vida humana normal”.

Greg é um personagem que me irritou por diversas vezes. Claro que o entendo. Sempre foi o esquisitão, sozinho e sem amigos, com exceção de Earl, que desde pequenos se entendiam por terem gostos distintos da maioria. Enquanto uns gostavam de futebol, eles curtiam fazer filmes. Mas não se enganem. São os mais ridículos possíveis.

Voltando ao Greg, todas as vezes que ele fala com a Rachel seja para animá-la, dar força, apoio ou fazê-la rir, é mentira. Da boca dele não sai quase nada, e quando sai é fingimento. Não há nada que seja espontâneo, e isso me deixava aflita. Ele tem reações muito vagas com sentimentos. É indirefente. Porém, em sua cabeça, o que podemos perceber durante a narração, acontece um turbilhão de palavras mais irônicas que as outras. E isso foi um dos porquês que Eu, Você e a Garota Que Vai Morrer me impressionou tanto.

O livro é tão cômico de um jeito seco. São piadas brutais e diminutas. A maioria das vezes Greg critica a ele mesmo do como é possível sentir nada e não encontrar palavras certas.

Por fim, o livro está longe de ser uma leitura descartável. Tenho certeza que você vai se pegar rindo em vários momentos. Incrível foi ver que a amizade entre Greg e Rachel era apenas um disfarce para que Greg poderia fazer a diferença na vida dela, mas quem acaba sendo transformado é ele.

“Na verdade eu estava chorando o tempo inteiro, porque por alguma razão não tinha caido a ficha que ela estava morrendo, e agora eu estava literalmente a assistindo morrer, e isso era diferente de alguma forma”.

Aos mais sensíveis, este livro é altamente não recomendável, você vai receber muitos xingamentos do autor. Que dó!

Espero que essa resenha tenha aguçado a curiosidade de vocês. Ressalvo que este é meu ponto de vista, assim, abro um caminho para que vocês sintam-se a vontade e comentem quando e o que quiserem, pois a opinião de todos é valida!

Obrigada pela leitura!

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Resenha: Amigas para sempre, Kristin Hannah

amigas para sempre

Autor: Kristin Hannah    Editora: Arqueiro   Páginas: 446                Ano: 2014

Classificação 4/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Tully Hart tinha 14 anos, era linda, alegre, popular e invejada por todos. O que ninguém poderia imaginar era o sofrimento que ela vivia dentro de casa: nunca conhecera o pai, e a mãe, viciada em drogas costumava desaparecer por longos períodos, deixando a menina aos cuidados da avó. Mas a vida de Tully se transformou quando ela se mudou para a alameda dos Vaga-lumes e conheceu a garota mais legal do mundo. Kate Mularkey era inteligente, compreensiva e tão amorosa que logo fez Tully sentir-se parte de sua família. Ao longo de mais de trinta anos de amizade, uma se tornou o porto seguro da outra. Tully ajudou Kate a descobrir a própria beleza e a encorajou a enfrentar seus medos. Kate, por sua vez, a ensinou a enxergar além das aparências e a fez entender que certos riscos não valem a pena. As duas juraram que seriam amigas para sempre. Essa promessa resistiu ao frenesi dos anos 1970, às reviravoltas políticas das décadas de 1980 e 1990 e às promessas do novo milênio. Até que algo acontece para abalar a confiança entre elas. Será possível perdoar uma traição de sua melhor amiga? Neste livro, Kristin Hannah nos conta uma linda história sobre duas pessoas que sabem tudo a respeito uma da outra – e que por isso mesmo podem tanto ferir quanto salvar.

“Pensamentos – até mesmo medos – são coisas feitas de ar e sem forma, até que os tornamos sólidos com a nossa voz. E depois que lhes damos esse peso, eles podem nos esmagar.”

Kathleen Mularkey é romântica e inteligente, tem olhos verdes, cabelos loiros e lisos. Talullah Hart é uma garota determinada e popular, tem cabelos castanho-avermelhados compridos e cacheados, pele clara, lábios carnudos, cílios longos e olhos castanhos.

Essa é a história de Kate e Tully. Iniciada quando Tully tem 10 anos e mora com a avó, pois a mãe Dorothy, ou Nuvem, como gostava de ser chamada, tinha problemas com drogas e vadiava por aí, aparecendo de anos em anos para ver a filha. Kate mora com os pais e o irmão mais novo, após suas duas melhores amigas se distanciarem dela, se vê sozinha, conversando apenas com seu cavalo e tendo os livros como seus melhores amigos.

Em 1974, ambas tem 14 anos, Nuvem resolveu levar Tully para morar com ela, e elas mudam-se para Seattle, em uma casa em frente à casa de Kate. À primeira vista Kate ficou encantada com a nova vizinha. Já Tully não estava tão empolgada, para ela aquela não passava de uma cidade cheia de caipiras. Ela também temia que as pessoas soubessem que sua mãe era uma drogada, assim, no dia em que Kate vem até sua casa, obrigada pela sua mãe a dar as boas vindas, Tully mente dizendo que Nuvem tem câncer.

Mesmo com vidas e personalidades tão diferentes, um incidente faz com que se aproximem, Tully confia um segredo a Kate e a partir daí elas viram TullyeKate, as meninas da Alameda dos Vaga-lumes. Com a mãe desnaturada que tinha, Tully foi tornando-se parte da família de Kate, elas eram inseparáveis. A Sra. Mularkey era o exemplo que Tully tinha, e fez nascer nela a vontade de correr atrás de seus sonhos e o desejo de ser uma jornalista famosa.

“- Ela detestava aquele olhar. Mas o que importa não são as outras pessoas, isso eu aprendi. Quem a sua mãe é e como decidiu viver não são um reflexo de quem você é. Você pode fazer as suas próprias escolhas. E não tem nada do que se envergonhar. Mas você vai ter de sonhar alto, Tully.”

Então Nuvem acabou envolvendo-se em uma encrenca com a polícia, e Kate tem que se mudar para a casa da avó. Mesmo distante, as amigas trocam cartas religiosamente, jurando serem amigas para sempre.

Quando está com 17 anos, a avó de Tully falece e ela vai morar com a família de Kate. Elas vão para a faculdade de Wasshington juntas, e Tully está determinada a ser uma jornalista de sucesso. Já Kate não sabe ao certo o que quer, mas, para não decepcionar a amiga e a mãe, permanece na faculdade. Elas terminam o curso e Tully arruma um emprego para as duas em uma produtora de jornalismo.

Johnny era o homem mais bonito que Kate vira na vida, tinha cabelos pretos compridos e espessos, com cachos suaves nas pontas, e era o chefe delas. Kate acaba apaixonando-se, mas ele só tem olhos para Tully.

Em 1985, Tully recebe uma proposta de emprego de uma produtora maior. E assim as amigas seguem por destinos diferentes, Tully cada dia torna-se mais reconhecida profissionalmente, dedicando-se exclusivamente à carreira e Kate resolve parar de trabalhar para ter uma família, se dedicar ao marido e aos filhos.

“Era ridículo, constrangedor e inevitável, porque não importava que a maternidade estivesse lhe dando uma surra e acabando com sua autoconfiança, a maternidade também a havia inundado de amor, de tal forma que de alguma maneira era apenas metade de si mesma sem a filha.”

Gente, juro que não contei nem 50% do que acontece. É uma história muito linda, que poderia muito bem ser real. São mulheres com histórias de vida diferentes, que mantém uma amizade de muitos anos. O livro é em terceira pessoa, e a autora conseguiu me passar a emoção das personagens. Eu me identifiquei várias vezes com a Kate.

A Parte Um “Os anos 1970” e a Parte Dois “Os anos 1980” parecem aquelas novelas/séries adolescentes, tipo Pretty Little Liars, apesar de ser clichê, foi uma leitura leve e divertida, com aventuras e romance. Uma coisa legal nessas partes é que temos a descrição das músicas que estão tocando e dos figurinos que as personagens estão usando, e é tudo característico da época.

Na Parte Três “Os anos 1990” e Parte Quatro “O novo milênio” elas já são adultas, tendo que lidar com cobranças e responsabilidades, nessa parte as personagens vivem se colocando uma no lugar da outra, se perguntando como seria se tivessem feito escolhas diferentes. Eu achei a história mais interessante a partir da segunda parte.

“- Sabe, Marah, a vida é cheia de…

Kate parou de falar no meio da frase e quase deu risada. Estava prestes a dar um sermão igual aos de sua mãe.

– O que?

– Concessões. Você pode pensar no que conseguiu ou focar no que não conseguiu. A escolha que você fizer vai acabar determinando o tipo de mulher que você vai se tornar.”

Eu tenho uma amiga assim do tempo de escola, mas com a correria do dia-a-dia fica difícil nos mantermos próximas, lembrei dela ao ler. Tá aí, é um ótimo presente para dar à um amigo. Eu indico a leitura! Beijocas!

assinatura nova tábata

Resenha: Eu, Christiane F., 13 anos drogada e prostituída

Eu, Christiane F., 13 anos drogada e prostituída

Autor: Kai Hermann e Horst Rieck                    Editora: Bertrand Brasil    Páginas: 320               Ano: 2014

Classificação 5/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

A obra em questão originou-se do próprio interesse de Christiane F, em romper o silêncio e relatar seu depoimento aos jornalistas Kai Hermann e Horst Rieck sobre a questão dos tóxicos entre os adolescentes. O livro tem início com o texto do processo (Berlim, 1978) em que Christiane, colegial, menor de idade, é acusada de consumir, de maneira contínua, substâncias e misturas químicas proibidas por lei. Foi acusada também de ter-se entregado à prostituição, com o propósito de juntar dinheiro suficiente para comprar drogas. Após tudo isso, sua família se desestruturou; o pai ficou desempregado, a mãe pediu o divórcio, e o inferno instalou-se no seio da família. Christiane era surrada sempre e o lar, por ter-se transformado num ambiente hostil, fez com que ela procurasse as ruas. O livro intercala o depoimento de Christiane com o de sua mãe, de policiais que tiveram contato com a menina, e de psicólogos. De Christiane F. sabe-se que ela esteve longe das drogas por cinco anos, depois de o livro ser publicado, e que vivia com um músico alemão famoso. Atualmente, tem uma filha de três anos.

“Um pouco antes de dormir disse a mim mesma:
-Christiane, estas coisas não são pra você. Você está no mau caminho…”

Alguns livros e filmes deveriam se obrigatórios na adolescência, porque tem uma mensagem tão forte e real que sem dúvidas terá um efeito positivo em quem assiste. Esse livro de hoje é um exemplo. Quando eu li devia ter uns 13 anos e fiquei tão chocada que nunca quis me envolver com drogas ou qualquer outra porcaria.

 Se você já leu, sabe que é uma história que vale a pena ser lida e é uma lição de vida. Se você não leu, vai agora comprar/baixar seu exemplar!

O livro é um relato de Christiane durante seu julgamento  aos 14 anos, quando foi presa por prostituição, tráfico e consumo de drogas. Dois jornalistas ficaram fascinados com sua história e escreveram o livro que se tornou mundialmente famoso.

Christiane se tornou usuária de drogas aos 12 anos quando se mudou para o subúrbio de Berlim, lá começou a frequentar um grupo de jovens criado pela igreja do bairro e foi aí que tudo desandou, ela começou a fumar maconha e tomar LSD. Com 13 anos começou a frequentar baladas e além de iniciar um namoro com outro viciado, ela começou a usar heroína, a droga do momento. A prostituição veio com a necessidade de ter dinheiro para comprar mais heroína.

“Comecei a compreender verdadeiramente o que era este mundo de drogados que tanto me atraía.
Só que agora estava dentro dele, ou quase dentro.
Às vezes os amigos de Detlef me diziam: Saia dessa, você é muito jovem pra isso. […]
Mandava-os à merda. Separar-me de Detlef, nem em sonhos!…”

“Depois daquele famoso domingo à noite em que “trabalhei” pela primeira vez, tudo pareceu continuar como antes. Isso durante certo tempo…”

 No meio disso tudo coloque pais irresponsáveis, uma juventude completamente perdida, amigos morrendo por overdose ou levados para prisão, noites de prostituição….E amigos cristiane ffotos, muitas fotos reais! O livro vem com fotos dos amigos de Christiane, do lugar que ela morava, da balada, do namorado, de amigos que foram encontrados mortos…É muito chocante mas vale a pena ser lido. 

Recentemente foi lançado o segundo livro onde a personagem conta como está sua vida hoje. E infelizmente esse não é um caso de superação, a Christiane continua usuária de drogas e fazendo besteira. 

É um livro que vou entregar para meus filhos lerem sem dúvidas.

Aproveitando o embalo de histórias marcantes, eu recomendo o filme ” Os garotos da minha vida” com a Drew Barrymore. Quando assisti tinha  16 anos e fiquei apavorada em engravidar na adolescência, eu nem pensava em namorar porque não queria estragar minha vida com um filho tão cedo. 

E vocês já leram? O que acharam? Recomendam a leitura? Fico esperando seus comentários!

Até a próxima.

Beijo, outro, tchau!

assinatura nova ana marys

Resenha: Cuco, Julia Crouch

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Autor: Julia Crouch  Editora: Novo Conceito Páginas: 464                Ano: 2012

Classificação 5/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Polly é a mais antiga amiga de Rose. Então quando ela liga para dar a notícia que seu marido morreu, Rose não pensa duas vezes ao convidá-la para ficar em sua casa. Ela faria qualquer coisa pela amiga; sempre foi assim. Polly sempre foi singular — uma das qualidades que Rose mais admirava nela — e desde o momento em que ela e seus dois filhos chegaram na porta de Rose, fica óbvio que ela não é uma típica viúva. Mas quanto mais Polly fica na casa, mais Rose pensa o quanto a conhece. Ela não consegue parar de pensar, também, se sua presença tem algo a ver com o fato de Rose estar perdendo o controle de sua família e sua casa. Enquanto o mundo de Rose é meticulosamente destruído, uma coisa fica clara: tirar Polly da casa está cada vez mais difícil.

“Quando Rose soube que Christos havia sido morto, não pensou duas vezes: Polly e os meninos deveriam vir e ficar. Agora ela e Gareth tinham espaço, e Polly era sua melhor amiga desde a escola primária. Não havia dúvidas: eles deviam ficar e deixar que Rose cuidasse deles.”

Rose é centrada e resoluta, uma dona de casa casada com o artista plástico Gareth. Ela tem duas filhas, Anna de 9 anos e a bebê Flossie e mora em Londres com a família e se seu gato Manky.

A amizade entre Rose e Polly começou ainda na escola. No primeiro dia de aula de Polly, Rose aparece encharcada e Polly oferece uma troca de roupa para ela. Com a carência de amor dos pais e sem amigos, Rose agarra-se a essa amizade e elas vivem juntas desde o final da adolescência até os seus vinte e muitos anos. Nesse período Rose conheceu o também artista plástico Christos e os dois tiveram apenas uma noite de amor. Ao encontrar Polly pela primeira vez ele se apaixonou.

Polly agora era ex-drogada, ex-estrela do rock, uma mulher magra, que provocava essa paixão nos homens. Mudou para a Grécia após ter se casado com Christos. Quando sua melhor amiga fica viúva, Rose abre as portas de sua casa e oferece a edícula para Polly e seus filhos Nico e Yan, de 9 e 5 anos.

Aos poucos os visitantes vão se inserindo na rotina da família, embora Polly fique reclusa o tempo todo na edícula. Gareth trabalha em um estúdio na própria casa. Ambos só se unem aos outros para jantar. É Rose quem tem que cuidar das crianças, da casa e ir matricular os meninos na escola. Tendo que cuidar de tudo e de todos, ela acha melhor trazer Nico e Yan para ficar no quarto de hóspedes do casarão. Assim Polly poderia recuperar-se de seu perda. E ela teve uma ajuda do amigo e vizinho de Rose, Simon, em uma noite que somente os maiores de 18 podem saber.

“- Rose, eu sinto muito. Fui um tolo. Gareth é um idiota. Há uma coisa conosco, homens, e é que temos sangue demais em nossos pintos. Nossos cérebros ficam secos.”

Tudo lindo até então, família perfeita, amizade forte. Até que, durante um passeio que faziam juntos, um acidente acontece. E a partir de então, vários “acidentes” começam a perturbar a vida de Rose.

“Rose permaneceu ali por alguns minutos, sentindo-se arrasada. Em seguida, ergueu um braço pesado em direção ao criado-mudo, tateando até achar a receita. Abriu-a e a segurou em frente ao rosto até que a vista se focasse. Ali, com a caligrafia enérgica de clara de Kate, havia cinco palavras:

Mande-a embora de sua casa.”

O livro é dividido em 46 capítulos, e em cada um deles o leitor descobre um pouco do passado de Rose e vai montando um quebra-cabeça. Mas senti falta de mais detalhes da morte de Christos e de como era o relacionamento dele com Polly.

No começo do livro já da pra perceber que não foi uma boa ideia de Rose trazer sua amiga para casa. Ela demonstra ter inveja da aparência e talento de Polly e Gareth se opõe à vinda dela. E mesmo depois do primeiro acidente acontecer, quando Gareth mais uma vez insiste que Polly saia, ela mantém-se firme em sua decisão, mesmo porque Polly guarda um segredo do passado de Rose.

A cada acontecimento da história pensava “é agora! Rose vai descobrir tudo” e nada. A história da voltas demais até chegar ao clímax. Comecei a ficar com raiva, dava vontade de segurar o rosto dela entre as mãos e gritar “acorda pra vida, minha filha!!!”. Só que o final do livro valeu por cada vez que eu passei raiva, pois não foi nada previsível. Sabe aquela coisa de tentar atropelar as palavras, ler quase pulando as frases, por curiosidade de saber o desfecho?!

“Sentou-se e olhou para Polly, esta mulher que tinha sido sua amiga. Perguntou-se se as coisas sempre foram difíceis entre elas, sob a veneração de sua história compartilhada e do mantra repetido uma à outra de melhores amigas. Ou teria sido como um longo casamento, dissolvido por ressentimentos mudos, em que sem dúvida uma vez já houve amor?”

Quando a história termina, a autora nos presenteia com um breve relato do que acontece dois anos depois, o que abriu precedente para outro livro.

Cuco é um pássaro que rouba outros ninhos. Eu não sabia, acho que faltei nessa aula. Me fez pensar em como, às vezes, as coisas fogem ao nosso controle e quando vemos estamos tão afundados que não conseguimos nos reerguer. Foi uma leitura proveitosa! E depois dela eu aviso que não receberei mais visitas em minha casa (tô brincando!). Ficaram curiosos? Beijocas!

assinatura nova tábata

 

Resenha: Depois de você, Jojo Moyes

depois de vocêClassificação 3/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Quando uma história termina, outra tem que começar.

Com mais de 5 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo, Como eu era antes de você conta a história do relacionamento entre Will Traynor e Louisa Clark, cujo fim trágico deixou de coração apertado os milhares de fãs da autora Jojo Moyes.
Em Depois de você, Lou ainda não superou a perda de Will. Morando em um flat em Londres, ela trabalha como garçonete em um pub no aeroporto. Certo dia, após beber muito, Lou cai do terraço. O terrível acidente a obriga voltar para a casa de sua família, mas também a permite conhecer Sam Fielding, um paramédico cujo trabalho é lidar com a vida e a morte, a única pessoa que parece capaz de compreendê-la.
Ao se recuperar, Lou sabe que precisa dar uma guinada na própria história e acaba entrando para um grupo de terapia de luto. Os membros compartilham sabedoria, risadas, frustrações e biscoitos horrorosos, além de a incentivarem a investir em Sam. Tudo parece começar a se encaixar, quando alguém do passado de Will surge e atrapalha os planos de Lou, levando-a a um futuro totalmente diferente.

” Falhei com você Will. Falhei com você de todas as maneiras possíveis.”

Já quero avisar de antemão queridos leitores, que vou soltar um spoiler aqui. Mas só um tá!

Assim como Lou, nós passamos o livro em luto. É difícil aceitar um outro homem na história. Mas é uma relação tão gostosa e bonita de acompanhar, que o leitor acaba dando uma brecha no coração.

A Clark continua a mesma. Eu achei que depois de Will ela se tornaria uma pessoa que viveria a vida, conforme as instruções dele. Mas a única mudança significativa foi que ela está se vestindo como uma pessoa comum: jeans e camiseta. Nada de meias de abelhas nem combinações bizarras e estampadas.

Depois de viajar e conhecer os lugares que Will pediu, Lou volta a Londres, compra um flat e trabalha como garçonete. Ela leva um vida bem blá e blé. Um dia, durante uma bebedeira no telhado, ela perde o equilíbrio, cai, quebra vários ossos, é socorrida por um paramédico alto e forte, fica de cama por dois meses e após  convencer a família que não pulou do telhado, seu pai deixa ela voltar a Londres desde que frequente um grupo de apoio ao luto.

E acreditem ou não, ela volta para a vidinha dela mas pelo menos começa a frequentar o grupo. Um certo dia, uma garota de 16 anos bate em sua porta e [ spoiler alert ] diz que é filha de Will Traynor. Pausa para o choque. 

No meio dessa confusão, ela se aproxima de Sam, o paramédico gato/alto/sarado/cuida do meu coração também.

Os momentos de romance são ótimos, mas as intermináveis discussões com a aborrecente encheu muito minha paciência. Não curti. Quero o Will gente, cadê o Will? Resnasce aí!

” Antes que eu pudesse pensar, me debrucei sobre a mesinha, estiquei o braço para alcançar sua nuca e o beijei. Ele hesitou apenas por um instante depois se inclinou para frente e retribuiu o beijo.”

” Não queria saber se ele era um mulherengo compulsivo ou se estava fazendo um jogo. Eu estava tão sufocada de desejo que, na verdade, não ligava se ele quebrasse o outro lado do meu quadril.”

As conversas no grupo de apoio são ótimas também. Muito engraçadas. A escrita da Jojo é engraçada e leve né.

E o final, bom, com certeza é melhor que o final do primeiro rs…e sinto que terá uma continuação. Será?

” De que adianta se aproximar de uma pessoa se vamos perdê-la? Mas outro dia comecei a pensar sobre o que realmente quero da vida e me dei conta de que quero alguém para amar.”

” Fiquei um pouco surpresa com a rapidez com que me acostumei a ter um homem nu por perto. Ainda mais um que conseguia se mexer.”

E ai curiosos para ler? Mesmo não sendo a leitura que eu esperava, indico ele. Foi muito bom reencontrar os personagens.

Me contem a opinião de vocês!

Até a próxima.

Beijo, outro, tchau!

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Resenha: O Leitor, Bernhard Schlink

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Autor: Bernhard Schlink         Editora: Record Páginas: 240                Ano: 2008

Classificação 2/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Michael tem somente 15 anos quando conhece Hanna, uma mulher 21 anos mais velha. É o início de uma delicada relação amorosa, marcada por pequenos gestos e rituais. A leitura de clássicos de Tolstói, Dickens e Goethe precede os encontros. Ao longo de meses, o casal repete essas cerimônias, interrompidas pelo súbito desaparecimento de Hanna. Sete anos depois, Michael, estudante de direito, é convidado a tomar parte em um julgamento contra criminosos do regime nazista. Ele descobre que uma das acusadas é sua antiga amante, o que o lança a um vórtice de culpa e piedade.

“Ler em voz alta, tomar uma chuveirada, amar e ficar um pouco mais juntos – este tornou-se o ritual dos nossos encontros”.

Aos 15 anos, aconteceu algo com Michael Berg que ficou guardado para sempre com ele. Algo que marcou sua vida, e que mais tarde isso que era considerado como passageiro se tornaria seu pior pesadelo.

Michael Berg era apenas um adolescente de 15 anos quando conheceu Hanna Schmitz, uma mulher muito mais velha e analfabeta. Suas vidas se cruzam de modo inesperado. Impetuosamente, Hanna fascina o garoto, o qual este pela sua ingenuidade não se esquiva da sedução da mulher.

“Na noite seguinte, me apaixonei por ela. Não dormi direito, senti sua falta, sonhei com ela, pensava senti-la até reparar que estava segurando o travesseiro ou o cobertor”.

Se torna usual na vida de Michael ir se encontrar com Hanna após a escola. Os dois mantém uma relação restrita a sessões de leitura e sexo. Subitamente, Hanna desaparece sem deixar pistas, destroçando o coração do rapaz.

A vida dá muitas voltas, e dessa vez, oito anos depois desse incidente, Michael não tinha imaginado a proporção do inconveniente. Ele, como estudante de direito, assiste a um julgamento pior que homicídio onde Hanna está no banco de réus acusada por um crime em um campo de concentração nazista. Ao se por diante desta situação, Michael percebe que há muitas coisas que a mulher omite, e que essa acusação, por alguma razão, poderia ser uma fraude.

Não apenas perplexo, mas com muita mágoa, o garoto assiste as sessões do julgamento. Ninguém naquela sala tinha a menor noção do que Michael Berg sabia sobre Hanna, pois ele guardava um segredo que poderia ser revelado, mudando o curso de toda a história. Basta saber qual decisão Michael tomaria.

“(…) Eu continuava sendo culpado. E se não fosse culpado porque a traição a uma criminosa não pode tornar uma pessoa culpada, era culpado porque tinha amado uma criminosa”.

Sobre o Filme

o-leitor-livroInterpretando Hanna Schmitz, temos a belíssima Kate Winslet, mais conhecida pelo papel de Rose no filme Titanic. Ela está incrivelmente linda e talentosa. Esta chegou a ganhar vários prêmios pela interpretação. Dentre eles está o Oscar, mais conceituado prêmio de cinema americano. Já Michael Berg foi interpretado quando adolescente por David Kross, o qual tinha apenas 17 anos quando o filme foi gravado, assentindo o diretor Stephen Daldry a lançar o filme apenas após a maioridade do menino.

Sobre a fidelidade ao livro, devo dizer que não saiu muito fora dos padrões. Assista ao trailer abaixo:

Espero que essa resenha tenha aguçado a curiosidade de vocês. Ressalvo que este é meu ponto de vista, assim, abro um caminho para que vocês sintam-se a vontade e comentem quando e o que quiserem, pois a opinião de todos é valida!

Obrigada pela leitura!

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Resenha: Dia de Eutanásia, Stephen Spignesi

dia de eutanásia

Autor: Stephen Spignesi      Editora: Landscape    Ano: 2008   Páginas: 296

Classificação 2 ⭐️ 🚍

Sinopse:

Seis pessoas foram mortas no abrigo de animais onde trabalhavam. Uma jovem é acusada dos crimes. Seu nome: Vitória Troy. Ela é a mais improvável de todos os assassinos. Adora animais, é inteligente, possui um afiado senso de humor e trabalhava no abrigo em uma função angustiante. O que poderia tê-la feito matar os seis colegas de trabalho? É o que o doutor Baraku Bexley quer descobrir. Psiquiatra bastante perspicaz, designado pelo tribunal para determinar se Tory é mentalmente capaz para ir a julgamento, Bexley deve explorar seu histórico complicado e suas convicções incomuns enquanto conduz as entrevistas no hospital psiquiátrico de Connecticut onde ela está confinada. O que Bexley conhece sobre esta jovem talentosa vem exclusivamente destas entrevistas, mas será que isto é suficiente para explicar a distância entre a pessoa que Tory parece ser e os terríveis crimes dos quais está sendo acusada? Outras pessoas também a consideram difícil de se entender, mas todos buscam um único objetivo: conhecer a verdade, não importa o quanto custe.

“Vejo eu mesma de cima… com novos olhos luminosos…”

Dizem que há mistérios inexplicáveis na vida, também dizem que nada é uma verdade absoluta. Pois digo que é uma verdade absoluta quando dizem que há mistérios inexplicáveis na vida. É sobre isso que se trata a história de Tory Troy. Uma garota totalmente imprópria de acusação está sendo indiciada por ter assassinado seis colegas de trabalho: três homens e três mulheres. E sua declaração? “Não sei”.

Antes de tudo, Tory sempre adorou animais. Desde criança ela tem esse lado bem sensível. O que torna a trama atroz e redundantemente perspicaz é meramente o caso da garota ter aceitado um emprego de Técnica em Eutanásia em um abrigo de animais chamado Waterbridge Animal Shelter, uma vez que sua função é de executar em uma câmara de gás, todas as sextas-feiras, os animais que não foram adotados ao decorrer da semana. Claro que tinha todo um profissionalismo envolto deste, porém o seu lado pessoal pesava mais na balança. Fora assim que a garota trucidou seus colegas de trabalho.

O fato em si não ocorre no presente, e sim no passado. O que significa que já no presente, todos decorrem sobre o acontecimento passado. Já começamos com Tory conversando com o doutor Baraku Bexley, o psiquiatra encarregado de classificá-la como capaz ou incapaz de se submeter a um tribunal, onde, por conseguinte, será julgada, e claro que ela não é nem um pouco inocente. Não tem pontada de dúvida que seu veredicto será a morte por injeção letal. O decorrer da história se dá com muitos diálogos; interrogações e conversas pessoais. Ou seja, o livro é totalmente a base de diálogos, exceto por pouquíssimas partes explicativas.

Não há muita coisa a ser dita em um livro de suspense como este. Fico por aqui com esta resenha, pois pode acabar em spoiler. Um lado bom é que quando menos se espera, você já está terminando o livro. As páginas fluem muito depressa, até porque não há muitos textos, e sim diálogos.

Dia de Eutanásia vai fazê-lo estremecer em um piscar de olhos. Lembrem-se disso: em um piscar de olhos.

Espero que essa resenha tenha aguçado a curiosidade de vocês. Ressalvo que este é meu ponto de vista, assim, abro um caminho para que vocês sintam-se a vontade e comentem quando e o que quiserem, pois a opinião de todos é valida!

Obrigada pela leitura!

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Resenha: A Menina da Neve, Eowyn Ivey

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Autor: Eowyn Ivey        Editora: Novo Conceito Ano: 2015        Páginas: 352

Classificação 4/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse: 

Alasca, 1920: um lugar especialmente difícil para os recém-chegados Jack e Mabel. Sem filhos, eles estão se afastando cada vez mais um do outro. Em um dos raros momentos juntos, durante a primeira nevasca da temporada, eles constroem uma criança feita de neve. Na manhã seguinte, a criança de neve some. Dias depois, eles avistam uma criança loira correndo por entre as árvores. Uma menina que parece não ser de verdade, acompanhada de uma raposa vermelha e que, de alguma formam consegue sobreviver sozinha no frio e rigoroso inverno do Alasca. Enquanto Jack e Mabel se esforçam para entender esta criança que parece saída das páginas de um conto de fadas, eles começam a amá-la como se fosse sua própria filha. No entanto, nesse lugar bonito e sombrio, as coisas raramente são como aparentam, e o que eles aprenderão sobre essa misteriosa menina irá transformar a vida de todos.

“ Eles seriam parceiros, ela e Jack. Aquela seria a nova vida deles juntos.  Agora ele se sentava rindo com estranhos, ao passo que ele não sorria para ela havia anos“

Own ti livro mais fofo! ❤

É uma leitura com muitos altos e baixos, mas ganha muitos pontos pela bela forma que foi escrita. Quase uma poesia. A escritora escolheu palavras lindas e descreveu o Alasca melhor do que quem criou o Alasca. 

A história se concentra no casal Jack e Mabel que se mudam para o Alasca para começar uma nova vida após um aborto que Mabel sofreu. Lá eles se isolam do mundo e tentam sobreviver em meio a neve e a solidão. A relação do casal está desgastada e bem no começo do livro Mabel tenta cometer suicídio. Então, durante uma nevasca, o casal constrói um boneco de neve e fingem que ela é uma menininha. Mabel veste a menina de neve com luvas e cachecol vermelhos e Jack desenha um rosto delicado. 

Nos dias seguintes os dois encontram pegadas infantis e acabam encontrando uma criança, uma menininha usando as roupas que eles colocaram no boneco de neve.

 “ Como que ela pode estar bem? Uma criança andando por aí no meio do inverno?”

“ Ela parecia ao mesmo tempo poderosa e delicada, como uma coisinha selvagem que prospera naquele lugar, mas se enfraquece quando tirada dali.”

Resenha: Sob o céu de Cabul, Andrea Busfield

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Autor: Andrea Busfield      Editora: Agir                 Ano: 2014              Páginas: 320

Classificação 5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

O Talibã se retirou das ruas de Cabul, mas as sombras de seu regime permaneceram. Fawad, um menino afegão esperto, charmoso e observador, conheceu a tragédia como ninguém: seu pai e irmão foram mortos e sua irmã foi seqüestrada. Sempre otimista, Fawad espera por uma vida melhor e seu sonho se realiza quando sua mãe, Mariya, consegue um emprego como governanta de Georgie, uma carismática mulher ocidental, e seus dois amigos estrangeiros.

Viver com o trio traz uma série de novidades, algumas assombrosas dentre elas, a relação de Georgie com o poderoso guerrilheiro afegão Haji Khan, que faz com que esse homem terrível seja capaz de realizar surpreendentes atos de bondade. Mas a vida, especialmente em Cabul, sempre tem seus perigos e a próxima calamidade que Fawad deverá enfrentar ameaça destruir a única coisa que ele jamais pensava que poderia perder: o amor por seu país.

“Certas vezes, quando não temos nada, a única coisa que podemos fazer é manter nossa dignidade. No entanto, quando não estamos atentos, as palavras mais simples podem nos roubar a dignidade.”

Sob o céu de Cabul é a história de Fawad, um garoto afegão que relata suas experiências vividas ao longo de seus 9 a 11 anos de idade.

O Afeganistão está sob o domínio Talibã e o povo sofre com a guerra, Fawad também foi uma vítima, ficando órfão de pai, perdendo seus dois irmãos mais velhos e tendo sua irmã mais velha sequestrada, após um ataque de talibãs à sua casa. Após essa tragédia, ele e sua mãe vão morar com a sua tia, eram sete pessoas em uma casa com quatro quartos pequenos.

Até que sua mãe Mariya arruma um emprego na casa de estrangeiros e os dois se mudam para lá. Fawad conhece Georgie, uma inglesa alta igual a um homem, que trabalha em uma ONG e tosa lã de cabra para fazer caxemira; May, uma americana, engenheira e lésbica; e James, um jornalista.

A vida de Fawad muda para melhor ao ir morar nessa casa, onde tem todo o conforto e companhia que um garoto poderia querer. Ele também arruma um emprego de meio período na loja de Pir Hederi, um homem com um passado triste e muitas histórias com os mujahidin.

Haji Khalid Khan era um homem importante que lutava contra os talibãs e tentava fazer com que os afegãos tivessem outras formas de viver além dos campos de papoulas, usados para fazer ópio. Ele também tem um relacionamento amoroso com Georgie.

“Você viu o quanto aquela estrela se aproximou da lua?, ele me perguntou certa noite. Eu sou a lua e você é aquela estrela, mas em pouco tempo a estrela começará a se afastar da lua e, lentamente, a estrela desaparecerá na escuridão, ficando fora do alcance da lua.”

O livro é repleto de personagens, como os amigos de Fawad: Spandi, Jamilla , Jahid e Mulallah. E com muitos cenários, lugares do Afeganistão, como Jalalabad e Paghman.

Sob o céu de Cabul é basicamente o caos e amor do Afeganistão aos olhos de uma criança. Tem momentos tristes, a morte de um amigo, a perda de um bebê e uma menina usada pelo pai para pagar uma dívida. Mas há muitos momentos felizes, um presente de Natal, um reencontro familiar e um casamento.

“Meu coração quase se partiu em dois nesse momento… aos tropeções, aproximava-se do filho, comecei a entender, pela primeira vez em minha vida, o peso da morte. É mais ou menos como um milhão de muros desabando em cima do nosso corpo.”

Eu me envolvi totalmente na história, e é lindo ter um ponto de vista com tanta inocência. Também há um choque cultural que foi muito divertido.

Era como se Fawad existisse e eu fiquei com vontade de conhecer esse garoto amável e inteligente. No final do livro a autora deixa um futuro mais ou menos certo pra ele, mas cabe a cada leitor imaginar o futuro que quiser.

Eu indico o livro para quem gosta de crianças e quer conhecer uma cultura diferente.

Beijocas!!!

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