Leitura a dois: A história de nós dois, Dani Atkins

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         Autor: Dani Atkins – Editora: Arqueiro                  Ano: 2016 – Páginas: 352

Classificação 4/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Emma tem 27 anos, é linda e inteligente e vive cercada de pessoas que ama. Prestes a se casar com Richard, seu namorado desde a época de escola, ela não poderia estar mais empolgada.

Mas o que deveria ser o momento mais feliz de sua vida de repente vira uma tragédia. Emma sofre um acidente e é salva por um estranho minutos antes que o carro em que ela viajava explodisse.

Abalada, ela decide adiar o casamento. E nesse meio-tempo descobre segredos que a fazem questionar as pessoas nas quais sempre confiara a ponto de duvidar se deve se casar afinal.
Para complicar, ela se sente cada vez mais ligada a Jack, o homem que a salvou e que não sai da sua cabeça. Jack é lindo, gentil e divertido, de um jeito diferente de todos que ela já conheceu. Por outro lado, é Richard quem ela sempre amou…

Uma mulher, dois homens, tantos destinos possíveis. Como essa história vai terminar?

” A sensação era de que nada nem nenhum de nós jamais ficaria bem de novo, ambos sabíamos disso. E eu tinha a forte suspeita de que no momento em que deixássemos os limites do hospital, a situação ainda a pioraria.”

Hoje a resenha é um pouco diferente. Nós fomos convidados a fazer uma leitura à dois com o o blog Maravilhosas Descobertas. Eu e a Dara lemos o mesmo livro durante o mesmo período e além de ser super legal, porque eu tive com quem compartilhar as alegrias e tristezas, nós agora vamos responder cinco perguntas sobre ele e de quebra vocês conhecem a história em um formato diferente.

Bora lá!


Para começo de conversa, do que se trata a história?

O livro conta a história de Emma, uma londrina de 27 anos que está prestes a se casar com Richard, seu namorado da época da escola. Tudo muito lindo até que na volta para casa da despedida de solteira com suas duas amigas, elas sofrem um acidente horrível e Emma fica presa nas ferragens… Quando tudo parece perdido, um estranho aparece e ajuda Emma a sair do carro segundos antes dele explodir. Jack, o estranho alto, forte e moreno sensual, salva a vida de Emma e fica ao seu lado por horas até que Richard chegue no hospital. O que ninguém imaginava é que a relação de Emma e Jack se tornaria muito íntima. Seria porque Jack é lindo e bancou o super héroi? Ou porque Emma não estava satisfeita com suas escolhas e o acidente abriu seus olhos?

Bom, mas outras coisas acontecem para fazer o mundo de Emma virar de ponta cabeça. Após o acidente, alguns segredos são revelados e o casamento de Emma é cancelado. Surge um triângulo amoroso, mas nada clichê.  A história intercala o passado e o futuro e descobrir o que Emma estava fazendo enquanto relembrava essa história me deixou doidinha.

O que você achou da escrita da autora no decorrer do livro, e como ela soube usar isso à seu favor? 

Quem leu ” Uma curva no tempo” sabe como Dani Atckins pode ser destruidora de corações e eu li com medo.  Mas ao contrário de ‘ uma curva no tempo’, esse livro não me pegou de surpresa. Claro, eu fiquei vidrada na história, porque a trama não envolve só um triângulo amoroso, ela vai além.  A mãe com alzheimer vai ficar bem? Emma vai perdoar as melhores amigas depois dos segredos que descobriu?  E voltando para o triângulo amoroso, apesar de Jack ter todo aquele frescor de um novo amor, Emma se esforça para pensar com clareza e analisar seus setimentos por Richard.

Que mensagem você crê que a autora quis passar com sua história?

Sem dúvidas é uma história de amadurecimento e descobrir o que realmente quer para a vida. ( E também  que os livros dela são tristes e vão te deixar mal de qualquer jeito hahahah…)

E com essa mensagem, que aprendizado você agregou em sua vida?

Que nem sempre o fácil ou o confortável é o que devemos escolher para nossa vida.

Para finalizar, qual trecho do livro lhe chamou mais atenção, e por quê?

” Não sou aquilo que você precisa na sua vida agora, Emma. Mas, que Deus me ajude, eu estou usando cada grama de força que tenho para não puxá-la em meu braços e apagar a lembrança de qualquer homem que um dia você possa ter beijado”

Que que isso heim meu senhor! Como falar não para um homem que te diz isso? * me beija*  ❤  Mas falando sério, teve outra frase que impactou, porque é muito real e em algum momento da vida nós nos deparamos com uma situação assim:

” Mas as vezes o inconcebível, por mais deplorável que seja, vem ser a verdade.”

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Espero que vocês tenham gostado e claro, visitem o blog Maravilhas Descobertas, é um blog super antenado com assuntos variados.

Até a próxima!

Beijo, outro, tchau!

assinatura nova ana marys

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Resenha: Cilada, Harlan Coben

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           Autor: Harlan Coben – Editora: Arqueiro                Ano: 2010 – Páginas: 272

Classificação 3.5/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Haley McWaid tem 17 anos. É aluna exemplar, disciplinada, ama esportes e sonha entrar para uma boa faculdade. Por isso, quando certa noite ela não volta para casa e três meses transcorrem sem que se tenha nenhuma notícia dela, todos na cidade começam a imaginar o pior.
O assistente social Dan Mercer recebe um estranho telefonema de uma adolescente e vai a seu encontro. Ao chegar ao local, ele é surpreendido pela equipe de um programa de televisão, que o exibe em rede nacional como pedófilo. Inocentado por falta de provas, Dan é morto logo em seguida.
Na junção dessas duas histórias está Wendy Tynes, a repórter que armou a cilada para Dan e que se torna a única testemunha de seu assassinato. Wendy sempre confiou apenas nos fatos, mas seu instinto lhe diz que Mercer talvez não fosse culpado. Agora ela precisa descobrir se desmascarou um criminoso ou causou a morte de um inocente.
Nas investigações da morte de Dan e do desaparecimento de Haley, verdades inimagináveis são reveladas e a fragilidade de vidas aparentemente normais é posta à prova. Todos têm algo a esconder e os segredos se interligam e se completam em um elaborado mosaico de mistérios.
Harlan Coben mais uma vez deixa o leitor sem ar. Cilada fala de culpa, luto e perdão em uma trama repleta de reviravoltas surpreendentes. Nada é o que parece e tudo pode ser desfeito até a última página.

” Era impossível afastar a sensação de perigo iminente. Cada passo me custava certo esforço, como se eu estivesse pisando em cimento fresco. O corpo dava todos os avisos:frio na espinha, pelos eriçados nos braços, arrepio na nunca e no couro cabeludo”

Eu li esse livros duas vezes. DUAS VEZES! A primeira foi em 2011 e lembro que não gostei do livro, daí anos depois, exatamente dois meses atrás, eu estava olhando minha estante a procura de livros não lidos e encontrei ele. Eu sabia que já tinha lido mas não lembrava do final. O pior é que quando vim escrever a resenha, eu percebi que esqueci o final de novo! Gente como pode? hahaha

Mas já lembrei, calma, calma!rs E o lado bom é que dessa vez eu gostei do livro. Sou bem instável mesmo, me deixa hahah

Esse livro é interessante porque além de ter aquele suspense de ” quem matou?”, nós vemos várias histórias que parecem não ter conexão, mas que no fim tudo se encaixa. Gosto muito de livros assim. #AdoroSuspense 

Na história conhecemos Dan, um assistente social e treinador do ensino médio que cai numa ” cilada” e é acusado de pedofilia. Ao mesmo tempo temos o desaparecimento de Haley, uma adolescente da mesma escola que Dan trabalha. No meio disso, conhecemos a repórter sem escrúpulos Wendy Tynes, ela tem um programa sensacionalista que desmascara pedófilos, ela cria situações para que eles sejam pegos no flagra.

” A realidade, Marcia agora sabia, era que os bandidos mais idiotas conseguiam escapar ilesos depois de cometerem crimes hediondos. A realidade era: ninguém estava seguro”

Dan é liberado das acusações mas sua carreira e sua vida vão para a sarjeta. Ele passa a viver sem endereço, se escondendo e sofrendo ameaças…até o dia que ele é assassinado. Durante as investigações novas provas surgem, segredos são  revelados de pessoas que até então eram inocentes, a própria Wendy tem a reputação posta a prova ( bem feito!) e o quebra cabeça do desaparecimento de Haley e a acusação de Dan tem um desfecho inimaginável ( nossa que palavra difícil de escrever e falar rs).

” – Seja lá o que você estiver pensando, seja lá qual for a verdade para você, uma coisa é certa.
– O quê?
– Você causou a morte dele”

Como fala na sinopse, nesse livro nada é o que parece. Eu fiquei surpresa com o final. Harlan Coben sendo Harlan Coben né gente. 

” Eu sabia. Todos nós escondemos, não é? Ninguém conhece tudo sobre outra pessoa. Sei que é um grande clichê, mas a verdade é que nunca conhecemos o outro de verdade”

Uma observação pessoal:

No livro é discutido o consumo de álcool & adolescentes. A escola é contra o consumo, seja no baile de fim de ano ou em casa, já que alguns pais compram bebidas para os filhos darem festas em casa. Na cabeça desses pais o pensamento é: nós sabemos que eles vão beber, então já que vão beber, que seja dentro de casa sob nossa supervisão.

Isso é um assunto que não fica apenas na ficção, nós vivemos isso todos os dias. Por algum motivo os jovens acham que ficar bêbado é uma coisa SUPER legal. Não é. Mesmo que alguns parem de beber, muitos outros se tornam dependentes do álcool ou pior, sofrem acidentes. E infelizmente não dá pra saber o rumo que cada um vai tomar. Eu nunca vi uma história com final feliz de pessoas que se tornarem dependentes de álcool. Famílias são destruídas por causa disso.

Mas peraí, eu tanto bebo viu! Adoro tomar um vinho e uma caipirinha. Mas o importante é não perder o controle, perder a memória ou precisar disso todos os dias.  E os pais tem um papel importante na fase em que os adolescentes descobrem o que é o álcool. Essa conversa de ” já que vai beber, bebe aqui em casa” é besteira. Eu posso rezar um terço aqui sobre esse assunto, mas não quero ser mais chata do que já fui até agora rs. Só repito o que eu disse: Famílias são destruídas por causa disso, não espere acontecer um acidente para tomar consciência disso.

E voltando ao livro, recomendo ele sim! Quem é fã de suspense e livros policias vai adorar!

E fico aqui aguardando o comentário de vocês!

Beijo, outro, tchau!

assinatura nova ana marys

Resenha: O Mensageiro, saga O Doador, livro 03 , Lois Lowry

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           Autor: Lois Lowry – Editora: Arqueiro              Ano: 2016 – Páginas: 160

Classificação 2/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Há seis anos, Matty chegou ao pacato Vilarejo. Sob os cuidados de Vidente, um cego que tem uma visão especial, ele amadureceu e se adaptou à nova vida. Agora, espera receber seu nome verdadeiro, que determinará seu valor ali, como ocorre com todos os habitantes.

Contudo, algo nefasto está se infiltrando no Vilarejo, e os moradores, antes orgulhosos de receber forasteiros, passam a exigir que as fronteiras sejam fechadas para se protegerem.

Por ser um hábil mensageiro, Matty é encarregado de avisar os outros povoados sobre o bloqueio. Sua missão também tem outro grande objetivo: buscar Kira, a filha de Vidente, antes que seja tarde demais.

Ele é o único capaz de viajar pela Floresta, que já provocou algumas mortes. O problema é que ela também está se tornando um lugar perigoso para o garoto. Mas muitos dependem de Matty. Então, armado apenas de um poder recém-descoberto, ainda incompreensível e incontrolável, ele se arriscará a fazer o que talvez seja sua última viagem.

” Mas agora sabia que em toda parte, espalhadas pelos quatro cantos do mundo conhecido, existiam comunidades onde as pessoas sofriam. Nem sempre de surras ou à fome, como havia acontecido com ele, mas por causa da ignorância. Por não saberem. Porque eram privadas do conhecimento.”

Mas que diacho aconteceu com a autora que ela pirou de vez nessa história?

Gente eu sou super fã dessa saga, os dois primeiros livros ( O doador e A Escolhida) me conquistaram rapidamente! Mas esse terceiro livro, sei lá, me incomodou viu. Não entendi.

Nessa continuação conhecemos melhor Matty. Quem leu o segundo livro sabe quem é! Lembra que a Kira tinha um amigo, um menininho sujo que morava na rua e vivia seguindo ela com um cachorro, o pitoco? Então, é o mesmo Matty 🙂 Ele conseguiu fugir dessa comunidade e ir para o Vilarejo.

Esse livro é legal porque tem referências e personagens dos dois primeiros livros e bate aquela nostalgia sabe? Mas então, nesse livro Matty deve ter por volta de 15 anos e ele é o encarregado de levar as mensagens de uma cidade a outra. Tipo um carteiro & correios. Esse Vilarejo é interessante porque ele fica rodeado por uma floresta com vida própria. Se você tenta ir embora ela te ataca, muitas vezes só de entrar na floresta ela já começa a te machucar. E Matty é o único que consegue atravessá-la sem ser atingido.

“- Não entendo exatamente o que é – continuou Líder – Mas consigo ver que a Floresta está ficando mais densa, como um…- Ele hesitou – Eu ia dizer ” como um coagulo de sangue”. Como algo que vai ficando mais vagaroso e doente.”

Mas devido a alguns acontecimentos, digamos sobrenaturais no Vilarejo, a floresta e as pessoas começam a mudar e Matty tem uma missão. Gente, uma loucura, sério. Eu estou até com vontade de ler todo o livro novamente para ver se entendo a história. Espero que o próximo livro, o último da saga, seja melhor. Que feche com chave de ouro! Os livros da saga são todos curtos então não dá para falar muito sobre a história. Mas esse é bem diferente dos dois primeiros.

Ahhh e deixa eu falar uma coisa! Não deveria mas vou falar! Se você não quer ler um spoiler então para aqui! A resenha acabou. Agora se você quer saber, continua de-de-descendo:.
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. Você vai ler?
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.Certeza? Eu vou contar!
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.A Kira e o Jonas se encontram! E surge uma faísca de amor. Ownnnn ❤

Espero que vocês tenham gostado e comentem aqui, vamos falar desse livro intrigante!

Até a próxima!

Beijo, outro, tchau!

assinatura nova ana marys

Resenha: A maldição do tigre, Colleen Houck

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Autor: Colleen Houck – Editora: Arqueiro             Ano: 2011 – Páginas: 311

Classificação 4/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Kelsey Hayes perdeu os pais recentemente e precisa arranjar um emprego para custear a faculdade. Contratada por um circo, ela é arrebatada pela principal atração: um lindo tigre branco. Kelsey sente uma forte conexão com o misterioso animal de olhos azuis e, tocada por sua solidão, passa a maior parte do seu tempo livre ao lado dele. O que a jovem órfã ainda não sabe é que seu tigre Ren é na verdade Alagan Dhiren Rajaram, um príncipe indiano que foi amaldiçoado por um mago há mais de 300 anos, e que ela pode ser a única pessoa capaz de ajudá-lo a quebrar esse feitiço.

Determinada a devolver a Ren sua humanidade, Kelsey embarca em uma perigosa jornada pela Índia, onde enfrenta forças sombrias, criaturas imortais e mundos místicos, tentando decifrar uma antiga profecia. Ao mesmo tempo, se apaixona perdidamente tanto pelo tigre quanto pelo homem. A maldição do tigre é o primeiro volume de uma saga fantástica e épica, que apresenta mitos hindus, lugares exóticos e personagens sedutores. Lançado originalmente como e-book, o livro de estreia de Colleen Houck ficou sete semanas no primeiro lugar da lista de mais vendidos da Amazon, entrando depois na do The New York Times.

“ Se os tigres tem alma, e acredito que tenham, imagino que a dele seja triste e solitária. Olhei dentro daqueles grandes olhos azuis e sussurrei: – Queria que você fosse livre.

Esse livro estava na minha lista de leitura já fazia uns dois anos e eu sempre passando outras leituras na frente…isso se chama medo de se decepcionar rs. Mas tudo correu bem.

Esse é o primeiro livro da saga “ a maldição do tigre”, toda a saga é composta por cinco livros, olha ai fotinha aqui:

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E o primeiro livro será adaptado para o cinema! Mas está um confusão de informações que eu não sei quando estreia. Parece que adiaram para 2017.

O livro 5 “A promessa do tigre ” não é bem uma continuação, na verdade ele conta a história de como os príncipes sofreram a maldição, ou seja, acontece antes da Maldição do tigre. Vai sair mais um livro “O sonho do tigre ” que vai ser contado por Kishan.” – Observação feita pela leitora Thay. ( obrigada!)

Nesse primeiro livro conhecemos Ren e Kelsey, os protagonistas. Kelsey é uma adolescente americana de dezoito anos que consegue um emprego de verão no circo. Suas obrigações envolvem cuidar do tigre e ficar na bilheteria. Quando Kelsey vê o tigre ela se sente atraída por ele e passa todo seu tempo livre conversando com ele, e o tigre lá super bonzinho, deixa até ela fazer carinho…depois de uma semana aparece um homem no circo, Sr. Kadam, para comprar o tigre e levar para uma reserva na India. Ele faz uma proposta para Kelsey: acompanhar o tigre durante a viagem, já que ele se adaptou tão bem a ela e assim ela saberá que ele estará em segurança.

Ela foi né. Viagem com tudo pago até eu ia.

“ Peguei o lápis e olhei para o tigre. Ele me encarava – mas não como se quisesse me devorar. Era mais como se estivesse tentando me dizer alguma coisa.”

E com certeza essa é a viagem mais louca de todos os tempos. Kelsey descobre que o tigre é na verdade o principe Ren, que foi almaldiçoado a viver como tigre e isso já faz mais de trezentos anos, mas Kelsey pode quebrar esse feitiço já que ela é a protegida da deusa Durga. * Tá vendo, eu disse que era uma viagem louca*.

“ Seus olhos eram o que mais me chavama a atenção. Aqueles eram os olhos do meu tigre, o mesmo tom cobalto profundo. Estendendo a mão ele disse: – Oi Kelsey, sou eu, Ren.”

O livro tem ação tipo Indiana Jones, e é legal porque a escritora descreve muito bem a India, um país exótico com lendas e costumes completamente diferentes do nosso. Ela fala muito sobre mitoligia, templos, maldições…isso me instiga muito! Também tem muito romance! Kelsey e Ren trocam momentos intimos e ela sempre fala sobre o corpo dele rs…

“ Por um minutos me perdi nessa imagem de Ren praticando artes marciais. Lutando sem camisa. A pele bronzeada, os musculos retesados. Sacudi a cabeça e me repreendi. Pare com isso garota.

Gente, eu mesma estava ficando apaixonada pelo Ren, imaginando ele forte, moreno, todo musculoso e tals…Daí em uma parte quando o Ren se transforma em homem a Kelsey diz que ele está muito lindo de calça jeans escura, camisa social com os primeiros botões abertos mostrando a pela dourada e o cabelo penteado para trás, todo liso com as pontinhas enroladas.

Eu broxei legal nessa parte, porque imaginei ele com uma mistura de Agostinho Carrara com aqueles caras safados que usam camisa aberta e mastigam palito de dente, sabe? Agora não consigo afastar essa imagem hahahaha

Para quem se interessou na história, todos os livros já foram lançados, só aconselho a ler com calma sem emendar para não dar ressaca literária J

E vocês o que acharam? Tô aqui esperando o comentário de vocês!

Beijo, outro, tchau!

assinatura nova ana marys

Resenha: Uma história incomum sobre livros e magia, Lisa Papademetriou

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Autor: Lisa Papademetriou – Editora: Arqueiro Páginas: 196 – Ano: 2016

Classificação 3/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:
Kai chega ao Texas para visitar sua tia-avó Lavinia – uma senhora extravagante, durona e fã de hip-hop. Do outro lado do mundo, no Paquistão, Leila deseja ser tratada como uma princesa pela família de seu pai e viver fortes emoções.

Elas só não fazem ideia de que seus mundos completamente diferentes estão prestes a se chocar graças a um enigmático livro em branco.

Quando Kai escreve no livro, suas palavras magicamente aparecem no exemplar de Leila. As meninas então percebem que O cadáver excêntrico reage a cada frase acrescentada – não importa se foi inspirada pelo ataque de um chihuahua ou por um mal-entendido com uma cabra – com um trecho da história de amor vivida por Ralph Flabbergast e Edwina Pickle mais de cinquenta anos antes.

Uma história incomum sobre livros e magia entrelaça essas três perspectivas – de Kai, Leila e Ralph – de uma forma divertida e emocionante. É uma narrativa mágica sobre o destino e os laços invisíveis que nos ligam uns aos outros.

Você está tentando me dizer alguma coisa? , escreveu ela. Fechou o livro. Contou até cinquenta. Então voltou a abri-lo e soltou um gemido. Uma nova frase havia aparecido: Eu pensei que você é que estava tentando me dizer alguma coisa“.

Quando esse livro diz que é mágico você pode acreditar que é. E é muito fofo, mas isso ele não diz 😍

Na história temos três personagens principais, Leila ( que está de férias no Paquistão), Kai ( que está de férias no Texas) e o livro ( que está nos dois lugares). E como eles três se encontram? Aí que está a magia e você só vai descobrir quando ler!😏

As duas meninas tem a mesma idade, por volta dos 12 anos e passam por problemas típicos da idade: garotos, amigas, aquele sentimento de não pertencer a nenhum lugar…e as férias se mostram muito melhor que o esperado. Kai encontra um livro dentro do armário da casa da tia-avó, O cadáver excêntrico,  com uma capa maravilhosa e uma dedicatória assinada por Ralph Flabbergast. Mas porque está em branco? Kai então escreve ” que livro idiota”. E bom, o livro reage….

Do outro lado do mundo temos Leila, uma americana com pais Paquistaneses e para se aproximar da cultura é enviada de férias ao Paquistão na casa dos tios. É um choque cultural para ela. As roupas, a língua, o calor infernal…E então do nada, ela encontra um livro na biblioteca do tio , O cadáver excêntrico. Ela leva o livro para o quarto e tem a mesma surpresa que Kai, o livro está escrevendo sozinho sua história! E pior, o livro fica seguindo Leila, não importa onde ela esconda, ele sempre aparece na sua cama.

” Não importa, disse Leila a si mesma. Vou devolver o livro a biblioteca amanhã de manhã. Aí vou esquecer tudo.’ Isso prova que as pessoas não tem ideia do que vão acontecer com elas”.

Bom, já que nenhuma das duas consegue fugir do livro e ele se mostra cada vez mais interessante bora lá se envolver na história e descobrir o que o livro quer delas. Não dá pra falar muito mais, se não perde o encanto, mas vocês vão descobrir como tudo se encaixa, mesmo que não pareça possível.

” Sabia agora que toda história, até mesmo a dela, tinha uma própria magia, e tudo o que devia fazer era continuar virando as páginas até o verdadeiro final feliz”.

Esse é um livro para o público juvenil, é uma ótima indicação para crianças, tem uma história leve, curiosa, com lições sobre relacionamentos com pais e amigos  e com um final feliz. Sim, é um livro fofo, eu disse!

 

” O livro mágico lhe ensinara uma coisa: ela nem sempre precisava compreender o que estava acontecendo para continuar avançando”.

Ficaram curiosos? Espero que sim! E fica a dica para presentear aquela criança que gosta de ler ou que você quer incentivar!

Até a próxima!

Beijo, outro, tchau!

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Resenha: Amigas para sempre, Kristin Hannah

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Autor: Kristin Hannah    Editora: Arqueiro   Páginas: 446                Ano: 2014

Classificação 4/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Tully Hart tinha 14 anos, era linda, alegre, popular e invejada por todos. O que ninguém poderia imaginar era o sofrimento que ela vivia dentro de casa: nunca conhecera o pai, e a mãe, viciada em drogas costumava desaparecer por longos períodos, deixando a menina aos cuidados da avó. Mas a vida de Tully se transformou quando ela se mudou para a alameda dos Vaga-lumes e conheceu a garota mais legal do mundo. Kate Mularkey era inteligente, compreensiva e tão amorosa que logo fez Tully sentir-se parte de sua família. Ao longo de mais de trinta anos de amizade, uma se tornou o porto seguro da outra. Tully ajudou Kate a descobrir a própria beleza e a encorajou a enfrentar seus medos. Kate, por sua vez, a ensinou a enxergar além das aparências e a fez entender que certos riscos não valem a pena. As duas juraram que seriam amigas para sempre. Essa promessa resistiu ao frenesi dos anos 1970, às reviravoltas políticas das décadas de 1980 e 1990 e às promessas do novo milênio. Até que algo acontece para abalar a confiança entre elas. Será possível perdoar uma traição de sua melhor amiga? Neste livro, Kristin Hannah nos conta uma linda história sobre duas pessoas que sabem tudo a respeito uma da outra – e que por isso mesmo podem tanto ferir quanto salvar.

“Pensamentos – até mesmo medos – são coisas feitas de ar e sem forma, até que os tornamos sólidos com a nossa voz. E depois que lhes damos esse peso, eles podem nos esmagar.”

Kathleen Mularkey é romântica e inteligente, tem olhos verdes, cabelos loiros e lisos. Talullah Hart é uma garota determinada e popular, tem cabelos castanho-avermelhados compridos e cacheados, pele clara, lábios carnudos, cílios longos e olhos castanhos.

Essa é a história de Kate e Tully. Iniciada quando Tully tem 10 anos e mora com a avó, pois a mãe Dorothy, ou Nuvem, como gostava de ser chamada, tinha problemas com drogas e vadiava por aí, aparecendo de anos em anos para ver a filha. Kate mora com os pais e o irmão mais novo, após suas duas melhores amigas se distanciarem dela, se vê sozinha, conversando apenas com seu cavalo e tendo os livros como seus melhores amigos.

Em 1974, ambas tem 14 anos, Nuvem resolveu levar Tully para morar com ela, e elas mudam-se para Seattle, em uma casa em frente à casa de Kate. À primeira vista Kate ficou encantada com a nova vizinha. Já Tully não estava tão empolgada, para ela aquela não passava de uma cidade cheia de caipiras. Ela também temia que as pessoas soubessem que sua mãe era uma drogada, assim, no dia em que Kate vem até sua casa, obrigada pela sua mãe a dar as boas vindas, Tully mente dizendo que Nuvem tem câncer.

Mesmo com vidas e personalidades tão diferentes, um incidente faz com que se aproximem, Tully confia um segredo a Kate e a partir daí elas viram TullyeKate, as meninas da Alameda dos Vaga-lumes. Com a mãe desnaturada que tinha, Tully foi tornando-se parte da família de Kate, elas eram inseparáveis. A Sra. Mularkey era o exemplo que Tully tinha, e fez nascer nela a vontade de correr atrás de seus sonhos e o desejo de ser uma jornalista famosa.

“- Ela detestava aquele olhar. Mas o que importa não são as outras pessoas, isso eu aprendi. Quem a sua mãe é e como decidiu viver não são um reflexo de quem você é. Você pode fazer as suas próprias escolhas. E não tem nada do que se envergonhar. Mas você vai ter de sonhar alto, Tully.”

Então Nuvem acabou envolvendo-se em uma encrenca com a polícia, e Kate tem que se mudar para a casa da avó. Mesmo distante, as amigas trocam cartas religiosamente, jurando serem amigas para sempre.

Quando está com 17 anos, a avó de Tully falece e ela vai morar com a família de Kate. Elas vão para a faculdade de Wasshington juntas, e Tully está determinada a ser uma jornalista de sucesso. Já Kate não sabe ao certo o que quer, mas, para não decepcionar a amiga e a mãe, permanece na faculdade. Elas terminam o curso e Tully arruma um emprego para as duas em uma produtora de jornalismo.

Johnny era o homem mais bonito que Kate vira na vida, tinha cabelos pretos compridos e espessos, com cachos suaves nas pontas, e era o chefe delas. Kate acaba apaixonando-se, mas ele só tem olhos para Tully.

Em 1985, Tully recebe uma proposta de emprego de uma produtora maior. E assim as amigas seguem por destinos diferentes, Tully cada dia torna-se mais reconhecida profissionalmente, dedicando-se exclusivamente à carreira e Kate resolve parar de trabalhar para ter uma família, se dedicar ao marido e aos filhos.

“Era ridículo, constrangedor e inevitável, porque não importava que a maternidade estivesse lhe dando uma surra e acabando com sua autoconfiança, a maternidade também a havia inundado de amor, de tal forma que de alguma maneira era apenas metade de si mesma sem a filha.”

Gente, juro que não contei nem 50% do que acontece. É uma história muito linda, que poderia muito bem ser real. São mulheres com histórias de vida diferentes, que mantém uma amizade de muitos anos. O livro é em terceira pessoa, e a autora conseguiu me passar a emoção das personagens. Eu me identifiquei várias vezes com a Kate.

A Parte Um “Os anos 1970” e a Parte Dois “Os anos 1980” parecem aquelas novelas/séries adolescentes, tipo Pretty Little Liars, apesar de ser clichê, foi uma leitura leve e divertida, com aventuras e romance. Uma coisa legal nessas partes é que temos a descrição das músicas que estão tocando e dos figurinos que as personagens estão usando, e é tudo característico da época.

Na Parte Três “Os anos 1990” e Parte Quatro “O novo milênio” elas já são adultas, tendo que lidar com cobranças e responsabilidades, nessa parte as personagens vivem se colocando uma no lugar da outra, se perguntando como seria se tivessem feito escolhas diferentes. Eu achei a história mais interessante a partir da segunda parte.

“- Sabe, Marah, a vida é cheia de…

Kate parou de falar no meio da frase e quase deu risada. Estava prestes a dar um sermão igual aos de sua mãe.

– O que?

– Concessões. Você pode pensar no que conseguiu ou focar no que não conseguiu. A escolha que você fizer vai acabar determinando o tipo de mulher que você vai se tornar.”

Eu tenho uma amiga assim do tempo de escola, mas com a correria do dia-a-dia fica difícil nos mantermos próximas, lembrei dela ao ler. Tá aí, é um ótimo presente para dar à um amigo. Eu indico a leitura! Beijocas!

assinatura nova tábata

Resenha: Quando você voltar, Kristin Hannah

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Autor: Kristin Hannah    Editora :Arqueiro        Ano: 2013        Páginas: 338

Classificação 5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Como tantos casais, Michael e Jolene não resistiram às pressões do dia a dia e agora estão vendo seu relacionamento de doze anos desmoronar. Alheio à vida familiar, Michael está sempre mergulhado no trabalho, não dá atenção às duas filhas e não faz a mínima questão de apoiar a carreira militar da esposa. Então Jolene é convocada para a guerra.  Ela sabe que tem um dever a cumprir e, mesmo angustiada por se afastar de casa, deixa para o marido a missão de cuidar das meninas e segue para o Iraque. Essa experiência mudará para sempre a vida de toda a família, de uma forma que ninguém poderia prever.  No front, Jolene depara com a dura realidade e precisa, mais do que nunca, recorrer à sua força e inteligência para se tornar uma heroína em meio ao caos. Em suas mensagens para casa, ela retrata um mundo cor-de-rosa, minimizando os horrores que vivencia com o objetivo de proteger todos do sofrimento. Mas toda guerra tem um preço, e ela acaba se vendo protagonista de uma tragédia. Agora Michael precisa encarar seus medos mais profundos e travar uma batalha em nome da família.

“Jolene permaneceu parada até que alguém buzinasse. Sentia a dor da filha com intensidade. Se havia algo de que entendia era rejeição. Não passava a vida esperando que seus pais a amassem? Ela tinha que ensinar Betsy a ser forte, a escolher a felicidade. Ninguém consegue nos magoar se não permitimos. A melhor defesa é o ataque.”

Jolene é uma mulher que possui várias identidades, amiga, esposa, mãe e piloto de helicóptero. Uma mulher que teve uma infância difícil e aos 41 anos faz de tudo para ter uma família feliz e tem sempre uma atitude positiva na vida.

Vida essa que gira em torno de cuidar das duas filhas – Lulu, de 4 anos e Betsy, de 12 anos – e ser tenente do exército dos EUA. Jolene é casada com Michael, um advogado que não apoia seu trabalho como militar. Após a morte do pai de Michael, o casamento começa a enfrentar uma crise.

Então acontece algo que irá mudar a vida de todos: Jolene é convocada para a guerra, e terá que partir para o Iraque por uma ano junto com sua melhor amiga, e também piloto de helicóptero, Tami.

No Iraque, dia após dia, Jolene segue trabalhando naquela realidade horrível, se perguntando se irá ver sua família novamente. Michael cuida das filhas em Seattle, ao mesmo tempo em que defende um fuzileiro naval acusado de matar a esposa após retornar da guerra. Essa experiência de Michael o faz enxergar o quanto estar no front da guerra, em meio à violência, perda e tristeza, pode mudar alguém. Será que Jolene voltaria? E se voltasse, o que poderia ter mudado nela?

“… foi combater o terrorismo no Iraque, onde viu alguns dos piores episódios da guerra. Todo dia via amigos serem mortos ou mutilados; todo dia se perguntava se o próximo passo que daria seria o último. Viu crianças e mulheres sorrirem para ele e, em seguida, explodirem. Recolheu partes do corpo de seu melhor amigo depois que uma bomba na beira da estrada despedaçou o jovem… Até pouco tempo atrás eu não sabia o que isso significava, mas deveria, pois a minha mulher também é militar. Eu a vi partir para a guerra sem ter a menor noção da dimensão de tudo aquilo.”

Escolhi “Quando você voltar” em meio a tantos outros porque nunca havia lido um livro com um personagem militar, e o fato de ser a história de uma soldado me despertou interesse.

É uma delícia de leitura, uma história de amor entre companheiros de vida, entre mãe e filhas, amor entre amigas e amor pela profissão.

“-Eu amo você. Até a lua, ida e volta.”

Depois de metade do livro não conseguia mais parar de ler. Quando pensava “ah, agora acabou, esse vai ser o fim” era surpreendida com um evento novo.

É lógico que não vou contar o fim, e para os curiosos eu super indico a leitura!

Beijocas!

assinatura nova tábata

Resenha: Uma Curva No Tempo, Dani Atkins

Uma Curva no Tempo

Autor: Dani Atkins    Editora: Arqueiro           Páginas: 235            Ano: 2015

Classificação 5/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

A noite do acidente mudou tudo… Agora, cinco anos depois, a vida de Rachel está desmoronando. Ela mora sozinha em Londres, num apartamento minúsculo, tem um emprego sem nenhuma perspectiva e vive culpada pela morte de seu melhor amigo. Ela daria tudo para voltar no tempo. Mas a vida não funciona assim… Ou funciona?

A noite do acidente foi uma grande sorte… Agora, cinco anos depois, a vida de Rachel é perfeita. Ela tem um noivo maravilhoso, pai e amigos adoráveis e a carreira com que sempre sonhou. Mas por que será que ela não consegue afastar as lembranças de uma vida muito diferente?

” Aquilo era tudo que eu conseguia ver dele, apenas o antebraço. O mesmo que encontrara força para me puxar para longe do perigo. Só que agora ele não estava se mexendo. Muito antes das ambulâncias chegarem até nós, eu me dei conta de que ele jamais voltaria a se mexer.”

Estou arrasada. Destruída. Apaixonada. Com saudades. Ai, ai ❤️

Resolvi ler um romance por que estava muito fissurada em distopias, ficava traçando rotas de fuga, pensando em como sobreviver…Isso não faz bem não gente. Daí fui procurar um romance, mas sem aquele drama do Nicholas Sparks e sem o chororo de Como eu era antes de você. Nossa! Não podia ter escolhido um livro melhor!

Chorei no final? Sim. Mas foi uma lágrima solitária por que estava no metrô e não pega bem né rs.

O livro conta a história de Rachel, uma garota londrina de 23 anos que vive amargurada, carregando a culpa e uma cicatriz de um acidente anos atrás, que mudou a vida de todos seus amigos: Aos 18 anos, no último dia da escola, enquanto todos comemoravam o começo de uma nova fase na vida, um acidente trágico muda a vida deles e mata seu melhor amigo Jimmy.

“- Então é assim que você pretende pagar essa dívida? Isolando-se como uma solteirona velha e murcha para o resto da vida? Meu Deus Rachel, você só tem 23 anos!”
” – Você acha que Jimmy ia querer isso pra você? Vê-la sozinha? Pelo amor de Deus, Rachel! Ele estava tão apaixonado por você que sacrificou a própria vida para salvar a sua!”

Cinco anos depois do acidente, sua melhor amiga Sarah vai se casar e todos se reúnem novamente. Rachel desmaia após o jantar de comemoração, e ao acordar descobre que tudo mudou. Jimmy está vivo, ela tem o emprego dos sonhos e a cereja do bolo: está noiva! O acidente daquela noite realmente aconteceu, mas não houve mortes! Completamente confusa, sem entender o que está acontecendo e percebendo que  perdeu a memória dos últimos cinco anos, Rachel começa a investigar sua nova vida a procura de respostas.

A leitura flui tão rapidamente, harmoniosa, com uma mistura de suspense e romance que é impossível parar! E o final…fiquei abalada, fiquei triste, fiquei em choque. Até voltei várias páginas para ler novamente. Eu já suspeitava, mas não queria acreditar, sabe? Terminei de ler tem quatro dias e ainda sinto saudades dos personagens.

Indico sim, sem dúvidas! É uma daquelas histórias que fica na memória e no coração mesmo depois de anos.

Até a próxima!

Beijo, outro, tchau!

assinatura nova ana

Resenha: A Passagem, Justin Cronin

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Autor: Justin Cronin     Editora: Arqueiro Ano: 2013                        Páginas: 816

Classificação 4 ⭐️ 🚍

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Sinopse

“Leia este livro e o mundo como você o conhece desaparecerá.” – Stephen King 

Primeiro, o imprevisível: a quebra de segurança em uma instalação secreta do governo norte-americano põe à solta um grupo de condenados à morte usados em um experimento militar. Infectados com um vírus modificado em laboratório que lhes dá incrível força, extraordinária capacidade de regeneração e hipersensibilidade à luz, tiveram os últimos vestígios de humanidade substituídos por um comportamento animalesco e uma insaciável sede de sangue. Depois, o inimaginável: ao escurecer, o caos e a carnificina se instalam, e o nascer do dia seguinte revela um país – talvez um planeta – que nunca mais será o mesmo. A cada noite a população humana se reduz e cresce o número de pessoas contaminadas pelo vírus assustador. Tudo o que resta aos poucos sobreviventes é uma longa luta em uma paisagem marcada pelo medo da escuridão, da morte e de algo ainda pior. Enquanto a humanidade se torna presa do predador criado por ela mesma, o agente Brad Wolgast, do FBI, tenta proteger Amy, uma órfã de 6 anos e a única criança usada no malfadado experimento que deu início ao apocalipse. Mas, para Amy, esse é apenas o começo de uma longa jornada – através de décadas e milhares de quilômetros – até o lugar e o tempo em que deverá pôr fim ao que jamais deveria ter começado. A passagem é um suspense implacável, uma alegoria da luta humana diante de uma catástrofe sem precedentes. Da destruição da sociedade que conhecemos aos esforços de reconstruí-la na nova ordem que se instaura, do confronto entre o bem e o mal ao questionamento interno de cada personagem, pessoas comuns são levadas a feitos extraordinários, enfrentando seus maiores medos em um mundo que recende a morte.

“Antes de se tornar a Garota de lugar nenhum – Aquela que surgiu, A Primeira, Última e Única, a que viveu mil anos – ela era apenas uma menininha de Iowa chamada Amy…” 

Em meados de 2012, estava eu em uma livraria vendo alguns livros da seção de Terror quando me deparei com uma capa brilhante, escura, bem bonita mesmo e com um título interessante, “A Passagem”. No primeiro momento que li a sinopse, pensei: “ah, é só mais uma daquelas histórias de vampiro. Não vou perder o meu tempo com isso.” Só que eu não tinha lido a primeira frase com atenção: Leia este livro e o mundo como você o conhece desaparecerá…OMG! Stephen King!
Como uma fã assídua de terror e suspense, acabei confiando nas palavras do senhor King. No entanto, só coloquei em prática o plano de comprar o livro em 2014. Fiquei sem a edição que vi na primeira vez e acabei comprando a de 2013 lançada pela editora arqueiro.

Levava aquele bloco de 816 páginas por todos os lados de São Paulo. Não queria saber, o enrendo me amarrou, segurou-me de tal maneira que o li em, aproximadamente, uma semana. Parava sempre uma hora antes de começar a me arrumar para ir ao cursinho e lia a estória da menina Amy sem parar.

A criação de Cronin gira em torno de um vírus no qual transforma seres humanos em criaturas tenebrosas, e essa foi a parte que eu adorei do livro. O autor foge completamente do estilo “Edward” que estava em alta daquela época. Estava diante de seres cruéis, extremamente fortes e ágeis, com sede de sangue. O livro ganhou muitos pontos com essa caracterização feita pelo autor. Para aqueles que já leram o Drácula de Bram Stoker, creio eu, irão gostar da caracterização vampiresca feita pelo o autor de A Passagem.

Dividido em duas partes, temos inicialmente a exposição aos leitores de um ambiente entrando em apocalipse devido a disseminação do vírus em questão. Amy, a Garota de Lugar nenhum, aparentemente, é o único ser da raça humana que é capaz de fazer o vírus funcionar corretamente. – Sabem aquele clichê “queremos criar um super-humano“? Pois é, a “doença” surge daí…
Temos, também, um agente do FBI, Wolgast, um homem cheio de falhas e super “apegável” ao leitor. Eu mesma me apeguei demais com o personagem e acabei ficando bem sentida com algumas passagens do livro. O apego de Amy, orfã, com Wolgast é extremamente emocionante. Lindo mesmo. Com a evolução do enredo, a relação entre os dois protagonistas da primeira para vai evoluindo, a ponto de Wolgast se tornar um pai para a garotinha.

“Aconteceu depressa. Trinta e dois minutos para um mundo morrer e outro começar a nascer” 

Noventa e sete anos se passaram, daí entramos na segunda parte do livro na qual apenas uma pequena parcela da população sobreviveu aos ataques constantes dos vampiros. Em uma espécie de isolamento, temos um povo sobrevivendo protegidos dentro de uma grande muralha, dividindo afazeres e a administração dessa espécie de cidade. Sem contar que a partir de agora vamos ter mais ação e é ai que você vai ficar preso ao livro. É de tirar o folego de qualquer um!

Segue o conselho da tia, leia a trilogia! No Brasil ainda foram lançados apenas o primeiro e o segundo volume, Os Doze, – olha, eu não gostei muito da continuação. Achei que deixou muito a desejar em relação ao primeiro volume. Irei o ler novamente para tirar novas conclusões para a sua resenha – e, previsto para 2015, A Cidade dos Espelhos.

assinatura BarbaraGostou? No blog da Barbara tem mais, vai lá: Fragmento Literário

Resenha: Segredos e Mentiras, Diane Chamberlain

Segredos e mentiras

Autor:  Diane Chamberlain        Editora: Arqueiro Páginas: 288                                 Ano:  2014

Classificação 5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

 Se você gostou de O guardião de memórias, vai se emocionar com esta história comovente.

“Um mistério de cortar o coração. Uma narrativa ao mesmo tempo doce e amarga sobre arrependimento e esperança.” – Publishers Weekly

Cara Anna, Já comecei esta carta várias vezes e aqui estou, começando-a novamente, sem fazer a mínima ideia de como lhe dizer. A carta não terminada é a única pista que Tara e Emy têm para entender o que levou sua amiga Noelle ao suicídio. As três eram inseparáveis desde a faculdade e tudo a respeito de Noelle – seu trabalho de parteira, a forma como se dedicava apaixonadamente a diversas causas sociais, seu amor pelos amigos e a família – se encaixava na descrição de uma mulher que amava a própria vida. Só que havia muitas coisas que Tara e Emy desconheciam. Por exemplo, quem é Anna e por que Noelle nunca a mencionara. Com a descoberta da carta e do terrível segredo que a motivou, as duas começam a desvendar a verdade sobre essa mulher forte, independente e gentil que entrou em suas vidas trazendo amor e compaixão, mas que também pode ser a responsável por muitas tristezas e ilusões. Com delicadeza e equilíbrio, Diane Chamberlain constrói uma história sensível sobre amizade e relacionamentos e levanta a pergunta: até que ponto você seria capaz de perdoar alguém que ama?

“… de repente fui assolada pela verdade que me pegava desprevenida a todo momento – no meio de uma aula, durante a seleção de elenco para uma peça da escola, enquanto lavava roupa: Sam nunca mais voltaria.”

Andava fissurada e apegada por demais as minhas loucas ficções, que resolvi mudar um pouco.
Borá lá ver se eu choro…

Segredos e Mentiras é narrado pela perspectiva de várias pessoas, alterna-se entre presente e passado mas é tudo bem amarradinho e surpreendente, na realidade parece uma novela de tantos segredos, mistérios e mentiras, laços de família, amizades, traições…

Enfim, Tara e Emerson (Emy) se conheceram na faculdade e viraram grandes amigas.
Tara é casada com Sam , com quem namora desde a faculdade, tem uma filha adolescente chamada Grace.
Emy é casada com Ted e tem filha chamada Jenny. ( Jenny e Grace são melhores amigas, assim como suas mães).
Noelle na época era aspirante a parteira ( profissão que herdou de sua mãe, uma bondosa senhora que criou a filha sozinha após ser trocada e abandonada pelo marido), cursava enfermagem, (já era veterana na faculdade quando conheceu Tara, Sam e Emy) teve uma vida sofrida em meio a pobreza e segredos que a rondavam desde criança, cresceu e tornou-se uma mulher misteriosa, até um pouco esquisita e cheia de seus próprios mistérios que não revelou nem para suas melhores amigas.

“Era bom que tivesse isso, pensou. Sim, traíra uma das suas melhores amigas e sabia que isso a assombraria para sempre, mas precisava disso… Do contrário, passaria anos, décadas, sonhando com ele…”
“Pisou no acelerador e atravessou o cruzamento, afastando-se a toda a velocidade do homem e de seus gritos, torcendo para sumir na escuridão tão rápido que ele nem conseguisse memorizar sua placa.”

Um belo dia sem nenhum sinal, aviso ou mudança no comportamento, a bonita resolve cometer suicídio e leva consigo esses segredinhos que dá até raiva.
Tara e Emy ficam arrasadas com a atitude da amiga que em momento algum demonstrou depressão, tristeza ou qualquer outro indicio de estar “doente”. Em busca de respostas, procuram em sua casa simples e nada organizada alguma pista que possa revelar no que amiga estava pensando quando cometeu esse erro sem volta.

Em meio a seus registros de partos bem sucedidos, encontram uma carta inacabada escrita para “Anna”.

Em todos esses anos Noelle jamais havia mencionado esse nome, e o conteúdo da carta acaba iniciando uma busca implacável que pode destruir uma família.
Tara e Emerson começam simplesmente a “redescobrir” a amiga ou o que quer ela realmente fosse.

Em meio a alguns acontecimentos descobrem ainda que Noelle não executava seu oficio de parteira a muitos anos, mas essa não era a verdade que conheciam.
E que a mesma havia tido um bebê, mas ela nunca esteve grávida!
Na verdade elas acabam descobrindo que não sabiam nada sobre a grande amiga de longa data.

“Quando se tem uma amiga, ponderei uma boa amiga, uma pessoa que você ama, e se descobre que ela fez algo abominável, por acaso esse amor acaba? – Tara”
 “Eu precisava ligar para Tara. Não daria conta disso sozinha. Tara e eu saberíamos o que fazer. Juntas, descobriríamos o que havia acontecido. Juntas, nós duas sabíamos tudo o que se poderia saber sobre Noelle”

É difícil dizer mais sobre esse livro, pois uma frase, uma informação a mais seria spoiler.
Estava na metade do livro, lendo-o a quase uma semana, a história continuava interessante, com uma descoberta a cada capítulo, mas eu não queria termina-lo, já havia imaginado toda a “teia” da história em minha mente, quando BOOOM! Uma frase, uma data me fez acelerar a leitura de um jeito que eu só parei quando li a palavra “Agradecimentos”, não consegui desgrudar dele, do meio para o final, acontecem tantas coisas, tantas revelações sem contar as que acontecem antes que já te deixam com cara de: Ãhn? O que foi? Não acredito!
Mas….Voltando ao livro, algumas descobertas acabam desencadeando uma busca pelo passado, pela verdade, uma verdade que pode mudar o futuro.

Quem realmente era Noelle? Quem foi Anna nessa história toda? Porque Noelle escondeu das amigas que havia abandonado seu ofício? Porque interrompeu a própria vida dessa maneira? Onde está o bebê que ela teve?

“Ainda assim, na minha frente jazia a prova – nossa amiga, que se fora para sempre – de que, na verdade, não sabíamos de nada.”
“Haveria tempo mais tarde para pensarmos em nosso futuro novo e incerto. Tudo o que eu sabia era que o enfrentaríamos juntos.”

Você já leu? Já sabe? Conte-me o que achou!

Ainda não leu? Comente também!

Boa leitura pessoal!
Segredos e Mentiras: Recomendação de mãe hein 😉

assinatura natalia

Resenha: A Escolhida, Lois Lowry

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                                  A capa não ficou legal                                   Autor: Lois Lowry         Editora: Arqueiro       Páginas: 190                   Ano:  2014

Classificação 5/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Órfã e portadora de uma deficiência, Kira precisa enfrentar um futuro assustadoramente incerto. Vivendo em uma civilização que descarta os mais fracos, ela sofre hostilidade dos vizinhos, que a acusam de ser inútil para a comunidade.
Quando é chamada a julgamento pelo Conselho dos Guardiões, Kira se prepara para lutar pela vida. Mas, para sua surpresa, os autoritários chefes já têm outros planos e a encarregam de uma tarefa grandiosa: restaurar os bordados de uma túnica centenária que contam a história do mundo.  Escolhida por seu talento quase mágico para bordar, a jovem fica radiante com a honraria. Quando dá início ao minucioso serviço de investigação do passado, ela depara com uma série de mistérios nas profundezas do universo que achava conhecer tão bem. Confrontada com uma verdade chocante, Kira precisará tomar decisões que mudarão sua vida e toda a comunidade.
Em ‘A escolhida’, Lois Lowry traz ao leitor personagens e cenários distintos de O doador de memórias, mas que complementam a sensacional distopia e abrem um novo horizonte de reflexão para a tetralogia.

“Algo acontece quando trabalho com linhas. Elas parecem saber o que fazer sozinhas e meus dedos apenas as acompanham.”

A Escolhida é a continuação do livro ” O Doador de Memórias “, mas não espere encontrar a mesma comunidade ou o Jonas. Agora a história é sobre Kira, uma menina que tem uma deficiência física e mora em uma comunidade hostil, onde as pessoas não se respeitam e muitas passam fome. Tanto que quando alguém da comunidade se torna deficiente, seja de nascença ou durante a vida ele é enviado ao campo – o campo é o cemitério – porque não vai ter utilidade na comunidade. E ela tem uma deficiência séria na perna que a obriga a arrastá-la e andar com a ajuda de um cajado.  Kira tem muita garra e vontade de viver, tanto que ela diz várias vezes ” a dor me deixa forte“.

Quando sua mãe morre, Kira se vê sem futuro. Como ela vai conseguir sobreviver sozinha se não consegue carregar peso, ficar em pé muito tempo, agachar…ela sabe que a comunidade irá mandá-la ao campo para morrer, afinal ela é inútil, seu único dom é bordar e ela ainda não é uma bordadeira oficial, apenas uma ajudante e nossa como Kira gostar de bordar! Suas mãos chegam a tremer quando ficam muito tempo longe de linhas e agulhas. Mas algo surge dentro do coração de Kira e ela decide que vai lutar por sua vida. 

” Ela lançou um último olhar para o corpo sem vida que um dia abrigara sua mãe e perguntou-se onde poderia ir”

Durante o julgamento um membro do conselho defende Kira e fica decidido que ela irá morar no prédio do conselho onde será encarregada de restaurar o manto sagrado da comunidade. Nesse manto está bordado toda a história deles e é de grande valia. Durante a restauração ela conhece outros jovens com dons parecidos ao dela, descobre segredos, mentiras e personagens novos surgem trazendo felicidade e revelações sérias a vida dela.

Gostei muito da Kira, ela é forte, decidida e tem um bom coração. E pelo jeito vai colocar os pingos nos is.

É uma leitura rápida e fácil. Gostei muito! A história se desenrola muito bem, mas o final…não sei. Não gostei. Ficou faltando um desfecho, por mais que eu saiba que o livro terá continuação, para mim ficou muito vago. E o próximo livro não será sobre Kira então eu espero que no último livro a autora nos conte o que aconteceu com ela e com Jonas. 

Curiosidades sobre o livro:

Durante a leitura um personagem aparece e conta que mora em uma comunidade onde aceitam pessoas com deficiências. Eu acho que o Jonas está lá, quase deixei a Kira e fui lá dar uma espiada.

A autora deve ter algum problema com cores. Será que ela é daltônica? 😀 Nesse livro as cores são muito valorizadas e quem sabe extrair cor das plantas é de grande importância ao conselho dos guardiões.

Enquanto a comunidade do Jonas é extremamente controlada, a comunidade de Kira é extremamente mal organizada. Muitas pessoas passam fome, são sujas, falam errado. Ah! E as mulheres são proibidas de ler e escrever.

Na comunidade as pessoas recebem o nome conforme vão envelhecendo. Quando Kira nasceu seu nome era apenas Kir, quando atingiu uma certa idade recebeu uma vogal ficando Kira, quando atingir outra idade receberá outra silaba. Eu acho incrível esses detalhes da autora em suas histórias. Com isso ela consegue tornar seus contos únicos, pessoais.

” Ela tem quatro silabas, Thomas. Os que vivem até as quatro sílabas sabem tudo que há para saber.”

Será que eu falei demais? Bom, espero ter deixado você curioso pelo menos.

E se você já leu, comenta aqui! E se não leu comenta também! 😀 

Beijo, outro, tchau!

assinatura nova ana

Resenha: O Doador de Memórias (O Doador), Lois Lowry

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 Autor:  Lois Lowry    Editora: Arqueiro       Páginas: 192                Ano:  2009

Classificação 4/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse: ” Em O doador de memórias, a premiada autora Lois Lowry constrói um mundo aparentemente ideal onde não existem dor, desigualdade, guerra nem qualquer tipo de conflito. Por outro lado, também não há amor, desejo ou alegria genuína. Os habitantes de uma pequena comunidade, satisfeitos com a vida ordenada, pacata e estável que levam, conhecem apenas o presente o passado e todas as lembranças do antigo mundo lhes foram apagados da mente.

Um único indivíduo é encarregado de ser o guardião dessas memórias, com o objetivo de proteger o povo do sofrimento e, ao mesmo tempo, ter a sabedoria necessária para orientar os dirigentes da sociedade em momentos difíceis. Aos 12 anos, idade em que toda criança é designada à profissão que irá seguir, Jonas recebe a honra de se tornar o próximo guardião. Ele é avisado de que precisará passar por um treinamento difícil, que exigirá coragem, disciplina e muita força, mas não faz ideia de que seu mundo nunca mais será o mesmo.

Orientado pelo velho Doador, Jonas descobre pouco a pouco o universo extraordinário que lhe fora roubado. Como uma névoa que vai se dissipando, a terrível realidade por trás daquela utopia começa a se revelar.”

” Jonas, está pronto? Já tomou sua pílula? “
doador

Filme inspirado no livro.

Eu fiquei tão empolgada com o livro! É um livro inteligente e instigante, apresenta uma realidade nunca antes vista em nenhum história. Faz você dar graças por enxergar todas as cores (daltônicos, desculpa), e faz pensar em como seria não ter sentimentos (serial killers, desculpa!).

Me peguei pensando nisso durante a leitura, eu que quase morro com as alterações de humor na TPM, como seria passar a vida sem ter sentimentos ou sequer saber o que é isso? Não sentir amor, medo, felicidade…estranho né? Outra coisa que me chamou a atenção foi o cuidado que eles precisam ter com as palavras e também a falta de palavras quando eles querem descrever algum acontecimento. Por vários momentos Jonas procura uma palavra para definir o que ele está sentindo. Em um outro momento ele conta que quando era criança, pouco antes do intervalo da escola ele soltou “Estou morrendo de fome”, nesse momento ele foi levado a diretoria e explicaram que ele não estava morrendo de fome, que nunca ele iria morrer de fome, que ninguém morre de fome na comunidade. O que ele estava sentindo era apenas fome. Tenso.

E outro detalhe, o livro deveria se chamar “O Recebedor de Memórias” rs. Quem leu vai concordar comigo ou não.

Jonas vive em uma comunidade controlada por regras rígidas e autoritárias, tudo é controlado, até suas palavras. Massssss não pensem que isso torna a comunidade rebelde, não, não. Eles só conhecem essa realidade desde o nascimento, para eles é normal viver dessa forma.

Achei estranho e interessante a relação que eles são obrigados a ter como família. No jantar todos tem que descrever o que aconteceu durante o dia e dizer como se sentiu, então a situação é discutida em família, sem brigas, sem acusações, nada. E ao acordar todos tem que contar o que sonharam. E mais! Eles são proibidos de mentir. Eita xatalá rs.

Cada individuo tem seu papel na comunidade e se veste conforme as regras. É possível identificar a idade e a profissão de acordo com a roupa do cidadão. No livro conhecemos a história de Jonas que é um doze, a última classificação de acordo com a comunidade, depois disso ele é considerado um adulto e param de contar a idade. Jonas mora com seus pais e sua irmã que é uma sete. Cada família da comunidade é composta pelos pais e dois filhos. Sempre.

” Os livros de sua casa eram os únicos que ele já tinha visto. Nunca soubera que existiam outros.”
“Como seria possível alguém não se adaptar? A comunidade era tão meticulosamente organizada, as escolhas eram feitas com tanto cuidado!”
“– Jonas foi escolhido para ser o nosso próximo Recebedor de Memória. Nós lhe agradecemos por sua infância.

Na cerimonia dos Doze a criança recebe a profissão que terá para o resto da vida e é partir dessa cerimonia que Jonas vê sua vida mudar. Ele é escolhido para ser o novo Recebedor de Memórias da comunidade, uma tarefa extremamente importante e raramente alguém é escolhido para essa função, todos ficam surpresos com a nomeação.

A partir desse momento Jonas começa seu treinamento com o doador, um homem que aparenta ser mais velho do que realmente é, Jonas descobre que isso é devido as memorias que ele carrega, nem todas são boas e isso causa dores/sofrimento no ancião. O doador também carrega a culpa de ter falhado com o recebedor antigo, que não suportou receber as memórias e pediu para ser dispensado. 

“– Pode me chamar de Doador – disse o homem.”

Jonas começa a descobrir um mundo até então inimaginável e começa a se perguntar porque eles vivem  com tantas mentiras e regras…

É tudo muito rápido a partir desse ponto da história, parece que a escritora estava com pressa de terminar…se não fosse pelo final, o livro seria perfeito. Pelo o que eu conversei com quem viu o filme, o final é diferente e bem melhor que o livro. Não li resenhas desse livro ainda, então não sei o que outras pessoas acharam, mas para mim o final é péssimo.

Ah, descobri que esse livro faz parte de um quarteto e que o segundo livro será lançado em Novembro/14, em cada livro é contado a história de um personagem e as histórias se cruzam, o mais incrível é que nem todas as histórias se passam na comunidade. Hummmmmmm “fale-me mais sobre isso” rs.

E aqui está a série da Lois Lowry:

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Ansiosa para ler o próximo!

 “– Poderia haver amor – sussurrou Jonas.”

 

Curtiu? Já leu? Vai ler?

Conta pra gente! 🙂

*** Ah e a continuação do livro está aqui -> A Escolhida ***

Beijo, outro, tchau!

assinatura nova ana

Resenha: Reconstruindo Amélia, Kimberly McCreight

Reconstruindo-Amelia

Autora: Kimberly McCreight      Páginas: 352 Editora: Arqueiro       Ano:  2014

Classificação 4 ⭐️ 🚍

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 Sinopse:

“Kate Baron, uma bem-sucedida advo­gada, está no meio de uma das reuniões mais importantes de sua carreira quando recebe um telefonema. Sua filha, Amelia, foi suspensa por três dias do Grace Hall, o exclusivo colégio particular onde estuda. Como isso foi acontecer? O que sua sensata e inteligente filha de 15 anos poderia ter feito de errado para merecer a punição?Sua incredulidade, no entanto, vai aos poucos se transformando em pavor ao deparar, no caminho para o colégio, com um carro de bombeiros, uma dúzia de policiais e uma ambulância com as luzes desligadas e portas fechadas.Amelia está morta.Aparentemente incapaz de lidar com a suspensão, a garota subiu no telhado e se jogou. O atraso de Kate para chegar a Grace Hall foi tempo suficiente para o suicídio. Pelo menos essa é a versão do colégio e da polícia.Em choque, Kate tenta compreender por que Amelia decidiu pôr fim à própria vida. Por tantos anos, as duas sempre estiveram unidas para enfrentar qualquer problema. Por que aquele ato impulsivo agora?Suas convicções sobre a tragédia e a pró­pria filha estão prestes a mudar quan­do, pouco tempo depois do funeral, ela recebe uma mensagem de texto no celular:Amelia não pulou.Alternando a história de Kate com registros do blog, e-mails e posts no Fa­cebook da filha. Reconstruindo Amelia é um thriller empolgante que vai surpreender o leitor até a última página”

“É muito mais difícil perdoar alguém que não quer perdão.”

Reconstruindo Amélia foi um livro que praticamente devorei.

O suspense em volta da história e o fato de querer saber o que realmente aconteceu com Amélia não me deixavam largar o livro.

Cada segundo que tinha livre, gastava lendo-o.

Na grande maioria das vezes quando inicio uma leitura já imagino o que vai acontecer, e acerto, não sei se foi pelo fato de estar totalmente engajada em investigar a morte de Amélia que vendou meus olhos…rsrs…Na verdade o livro me surpreendeu a ponto de eu dizer em voz alta na rua: “Eu não acredito nisso!” hahaha

Sem mais delongas vamos ao que interessa:

Kate Baron é uma advogada que cria sua filha adolescente, Amélia, sozinha.

Em um dia atípico Kate recebe uma ligação da escola da filha informando que Amélia foi suspensa e que é preciso ir busca-la.

Atordoada com o fato da filha tão bondosa e estudiosa ter sofrido essa injustiça ela se dirige à escola.

Chegando lá em meio à uma aglomeração e uma ambulância com as luzes apagadas Kate recebe a pior notícia de sua vida: Sua filha está morta!

O pânico toma conta de todo o seu ser ao escutar do investigador que Amélia pulou do telhado da escola.

Imagine como essa mãe ficou! Amélia não tinha motivos para se suicidar, ou tinha?!

Era criada pela sozinha por Kate, que passava muito tempo trabalhando duro para dar o melhor à sua filha e suprir a ausência do pai (que por sinal Amélia nem sabia quem era).

Após alguns dias de desolação, uma mensagem no celular de Kate transforma sua vida: “Amélia não pulou.”

Quem mandaria essa mensagem e como sabe disso?!

A partir daí começa uma busca frenética em meio aos e-mails, mensagens de texto da filha, seu facebook.

Kate precisa redescobrir a filha morta, para tentar desvendar o que realmente aconteceu.

“Pelo visto eu só conheço um jeito de errar: magnificamente.”

 

“(…)  tinha um coração gigantesco e descontrolado que envolvia tudo o que passasse na sua frente. Era bom estar perto dele. Sobretudo porque às vezes eu mal sentia o coração bater sob o peso do meu cérebro hiperativo.”

 

“Virginia Woolf era tipo minha heroína. Não por ter entrado num rio com pedras nos bolsos – embora, em se tratando de formas de se matar, ela até que tivesse estilo -, mas porque era loucamente talentosa e fora quem quisera ser, por mais que o mundo lhe dissesse para ser diferente.”

O livro hora é contado por Kate em sua busca pela verdade e em outra por Amélia em seus últimos meses de vida.

Com datas, páginas do facebook e mensagens de celular, vamos descobrindo junto com Kate quem era Amélia e como o mundo escolar pode ser sombrio, com seus clubes secretos em que quando se é convidado a entrar, não pode mais sair.

Em certas partes achei o livro forte, pois tem palavrões pronunciados por adolescentes, mas isso é apenas a realidade..rsrs

Algumas vezes tive que voltar as páginas para olhar algumas datas, mais por curiosidade e para encaixar todas peças do que pela necessidade propriamente dita.

Enfim um livro empolgante, revelador, misterioso e acima de tudo SURPREENDENTE!!

Você pensa que sabe a história, que conhece sua filha, mas será que ela te conta  tudo?

Ás vezes existem coisas da sua própria vida, que você simplesmente desconhece.

“Tudo vai ficar mais fácil, prometo. Sempre fica.”

 

Beijos,

assinatura natalia