Resenha: Férias, Marian Keyes

ferias!-(edicao-de-bolso)

Autor: Marian Keyes         Editora: BestBolso Páginas:  544                       Ano:  2009

Classificação 5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Rachel Walsh tem 27 anos e a grande mágoa de calçar 40. Ela namora Luke Costello, um homem que usa calças de couro justas. E é amiga – pode-se mesmo dizer muy amiga – de drogas. Até que a sua vida vai para o Claustro – a versão irlandesa da Clínica Betty Ford. Ela fica uma fera. Afinal, não é magra o bastante para ser uma toxicômana, certo? Mas, olhando para o lado positivo das coisas, esses centros de reabilitação são cheios de banheiras de hidromassagem, academia e artistas semifissurados (ao menos ela assim ouviu dizer). De mais a mais, bem que já está mesmo na hora de tirar umas feriazinhas. Rachel encontra mais homens de meia-idade usando suéteres marrons e sessões de terapia em grupo do que poderia supor a sua vã filosofia. E o pior é que parecem esperar que ela entre no esquema! Mas quem quer abrir as janelas da alma, quando a vista está longe de ser espetacular? Cheia de dor-de-cotovelo (o nome do cotovelo é Luke), ela busca salvação em Chris, um Homem com um Passado. Um homem que pode dar mais trabalho do que vale… Rachel é levada da dependência química para o terreno desconhecido da maturidade, passando por uma ou duas histórias de amor, neste romance que é, a um tempo, comovente, forte e muito, muito engraçado.

 ” Sempre me descreviam como forte, grande. Isso me deixava simplesmente puta da vida. “

Tirando a parte das drogas a autora poderia mudar o nome da Rachel pelo meu e ninguém notaria a diferença! Na época que li achei incrível o quanto nós eramos parecidas. Ela tem muito senso de humor e por muitas vezes é irônica. Adorooooo!!!

Amei o livro do inicio ao fim, amei todos os detalhes, amei a forma com que a história desenrolou, amei a familia da Rachel, amei o Luke…Então, acho que já deu né? Eu gostei!

A história é sobre Rachel Walsh, a irmã do meio da enorme família Walsh. Ela é Irlandesa mas está morando em Nova Iorque a oito anos e quer se encaixar nos padrões e rótulos dos nova iorquinos. Ela faz tudo o que ” um nova iorquino faz” mesmo sem gostar, ela tem uma necessidade enorme de ser aceita, ela se acha gorda porque não tem um corpo mignon e calça 40 ( Qualé Rachel, eu também calço e sou feliz!) é uma lista interminável de insatisfações com si própria, ela tem uma visão muito distorcida de si mesma e das coisas que acontecem. Ela usa drogas, mas só porque “todo mundo de Nova Iorque usa” e jura ter controle sobre isso. E como se não bastasse ela adora tirar sarro de outras pessoas. Uma dessas pessoas é Luke Costello, outro irlandês que também mora em Nova Iorque.

Pela descrição Luke deve ser um cara muito gato, alto e forte – É difícil encontrar irlandês feio né? Deve ser a água de lá – eu imagino ele como o lobisomem Alcide da série True Blood. Gatinho né? Então, Luke sempre teve uma queda por Rachel mas ela por preconceito não cedia aos charmes dele…até que finalmente eles ficam e começam a namorar! Mas nem tudo são flores na vida de Rachel, o vicio pela cocaína aumenta e num passe de mágica ela se vê solteira, sem emprego e indo em direção ao Claustro, um centro de reabilitação para viciados.

” — Portanto, não há nada que impeça você de voltar para casa e entrar nos eixos — disse papai.
— Mas eu tenho um gato — menti. — Pode arranjar outro — disse ele.
— Mas eu tenho um namorado — protestei. — Pode arranjar outro, também — disse papai. Falar é fácil, velho.”

Ela aceita ir só para satisfazer sua família e também porque no Claustro terá massagens, banhos relaxantes, exercícios leves…Ahhhh Rachel, queria ver sua cara quando descobriu a verdade! 😀

No Claustro ela mesma precisa preparar a comida e limpar seu quarto, fora a quantidade de terapias que é obrigada a participar. Nessa fase você percebe o quanto a Rachel distorcia os acontecimentos da sua vida. Durante a terapia algumas pessoas do seu circulo social e familiar são convidadas a participar de reuniões contando como ela se comportava quando usava drogas e bebia. Nesses momentos o leitor vai se sentir enganado pela Rachel. Vai ficar com aquela cara de “ué, mas não foi isso que ela contou!”, ” mas ela estava nesse nível?”. É essa é a grande sacada livro! Os viciados raramente assumem seus erros, para eles “não é nada de mais”, “não estou desse jeito”, “eu posso parar quando quiser”. E no começo da leitura você realmente vai acreditar nisso e então durante “sua” reabilitação você perceberá o quanto estava mal, precisando de ajuda.

Mesmo durante o período do Claustro a Rachel é engraçada, usando a ironia e sarcasmo a seu favor. Ah e vocês sabiam que o livro foi inspirado durante a estadia da autora numa clinica de reabilitação? *Pausa para reflexão*

” — Me deixa em paz — gritei por trás da porta trancada —, ou eu vou começar a me picar só pra irritar você!”
” — Você quase morreu, sua burra — soltou ele. — Pensa na preocupação em que todos nós ficamos!”

Fiquei muito chateada com a forma que Rachel tratou Luke. Ele ficou arrasado quando percebeu que não conseguia ajudá-la e principalmente quando precisou ir a clinica contar sobre o comportamento dela durante as bebedeiras e uso das drogas – posso falar “dar um tapa no bode” aqui?

A família dela também é ótima! Imagina uma família com seis mulheres e um homem. Uma loucura! E as conversas entre eles são muito engraçadas, tem uma passagem que a mãe da Rachel está desesperada porque o papel alumínio esta sumindo de casa e ela não consegue entender o que a filha caçula Anna faz com eles, então uma outra irmã diz que a Anna esconde a maconha neles para vender :D..e é verdade 😀 😀 Ah as irmãs…sempre dispostas a nos entregar né ❤

É um livro que eu recomendo a leitura com toda a certeza. Ele trata de um assunto sério mas não de uma forma pesada, você se diverte e se identifica com a personagem.

“— E você sai por aí dizendo que é uma dependente? — perguntou ela, um tanto cautelosa.
— Bom, eu não paro os estranhos na rua. Mas, quando é importante, digo, sim.”
“— Sabe — disse ele, em tom casual —, eu estou sem namorada desde que você foi embora.
Naquele momento, acreditei em Deus.”

Alguém aqui já leu? Gostaram? Vão ler?

Conta aqui!

Beijo, outro, tchau!

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