Resenha: Tá todo mundo mal: O livro das crises, Jout Jout

jout jout

Autor: Jout Jout – Editora: Companhia das Letras   Ano: 2016 -Páginas: 200

Classificação 4/5 ⭐️ 🚍

Compre aqui l Submarino l Americanas

Sinopse:

Do alto de seus 25 anos, Julia Tolezano, mais conhecida como Jout Jout, já passou por todo tipo de crise. De achar que seus peitos eram pequenos demais a não saber que carreira seguir. Em tá todo mundo mal, ela reuniu as suas “melhores” angústias em textos tão divertidos e inspirados quanto os vídeos de seu canal no YouTube, “Jout Jout, Prazer”.
Família, aparência, inseguranças, relacionamentos amorosos, trabalho, onde morar e o que fazer com os sushis que sobraram no prato são algumas das questões que ela levanta. Além de nos identificarmos, Jout Jout sabe como nos fazer sentir melhor, pois nada como ouvir sobre crises alheias para aliviar as nossas próprias!

” Todo e qualquer momento revolucionário que tenho na vida acontece nos lugares menos poéticos. Jamais numa cachoeira, numa caminhada por uma montanha irlandesa, em um chalé…Nunca. É sempre em um elevador lotado, em pé no ônibus, quase dormindo na aula…”

Se você faz parte do time que odeia youtubers então clica em outra resenha! Não perca seu tempo alimentando seu ódio!

A Jout Jout é a única youtuber que eu assisto de vez em quando rs…eu não sou fã de vídeos, na verdade eu não tenho paciência pra vídeo hahaha…mas vez ou outra eu acabo assistindo e dou muita risada! É sério, se você não assistiu tá perdendo tempo! O que eu mais gosto nela é que ela não se esforça. Não se esforça para ser engraçada, nem ser linda, nem força ser uma pessoa que não é. E o livro não poderia ser diferente! 

Eu ri muito!

E bom, do que fala o livro? Fala de crises. Nada de história motivacional ou uma autobiografia. Inclusive no livro ela mesma fala que é muito nova para escrever uma. O livro é uma coletânea de crises que ela já viveu. São 200 páginas impressas de crise, ou se preferir encurtar o drama, 123 páginas em PDF.

” Nada mais reconfortante para quem está numa crise do que saber das crises dos outros e ficar medindo em silêncio sobre se a deles é pior ou mais branda do que a nossa própria. Então aqui estou eu, enumerando gentilmente meus piores momentos. Para você avaliar se os seus foram um pouquinho melhores e ter um sono mais tranquilo.”

Gente, eu ri tanto! Eu já falei isso né? Mas eu ri demás! E me senti muito melhor em descobrir que minhas crises são normais! Todo mundo tem as mesmas hahaha..Ah eu também descobri que preciso de terapia. Ela fala sobre a fase estranha da adolescência, sobre cobranças que fazemos a nós mesmos, sobre aceitar que os pais não são perfeitos, relacionamentos, amizades…tudo!

” Eu fiquei meio ranzinza com pessoas vaidosas depois que a puberdade chegou destruindo tudo. Era um pensamento que começava com ” eu não sou bonita” e terminava com ” ninguém mais pode ser.”

” Quando nasci minha mãe me pegou nos braços e falou:
– Você é a pessoa mais especial que já existiu no planeta.
Depois ela repetiu essa mesma frase inúmeras vezes ao longo da minha vida. Nunca diga isso para os seus filhos. Se eles acreditam dá uma merda sem tamanho. Eu acreditei. Por vários anos. Até chegar a puberdade e destruir toda a autoestima que eu tentei construir.”

Falando sobre os vídeos, tem um muito bom que a Jout Jout entra no Tinder e quem grava é o namorado dela! E ela toda empolgadinha falando dos caras e o namorado dela lá ” não fica animadinha não Júlia” hahahaha

E tem esse vídeo ” Não tira o batom vermelho” que fez a Jout Jout estourar. Vale a pena assistir!

Eu recomendo a leitura! E deixem aqui suas opiniões!

Até a próxima!

Beijo, outro, tchau!

assinatura nova ana marys

 

Resenha: Sejamos todos feministas, Chimamanda Ngozi Adichie

sejamos todos feministas

              Autor: Chimamanda Ngozi Adichie –                            Editora: Companhia das Letras                     Páginas: 46 – Ano: 2014

Classificação 2,5/5 ⭐️ 🚍

Á venda l Submarino l Americanas

 

Sinopse:
O que significa ser feminista no século XXI? Por que o feminismo é essencial para libertar homens e mulheres? Eis as questões que estão no cerne de Sejamos todos feministas, ensaio da premiada autora de Americanah e Meio sol amarelo.”A questão de gênero é importante em qualquer canto do mundo. É importante que comecemos a planejar e sonhar um mundo diferente. Um mundo mais justo. Um mundo de homens mais felizes e mulheres mais felizes, mais autênticos consigo mesmos. E é assim que devemos começar: precisamos criar nossas filhas de uma maneira diferente. Também precisamos criar nossos filhos de uma maneira diferente.”Chimamanda Ngozi Adichie ainda se lembra exatamente da primeira vez em que a chamaram de feminista. Foi durante uma discussão com seu amigo de infância Okoloma. Não era um elogio. Percebi pelo tom da voz dele; era como se dissesse: Você apoia o terrorismo!. Apesar do tom de desaprovação de Okoloma, Adichie abraçou o termo e em resposta àqueles que lhe diziam que feministas são infelizes porque nunca se casaram, que são anti-africanas, que odeiam homens e maquiagem começou a se intitular uma feminista feliz e africana que não odeia homens, e que gosta de usar batom e salto alto para si mesma, e não para os homens.Neste ensaio agudo, sagaz e revelador, Adichie parte de sua experiência pessoal de mulher e nigeriana para pensar o que ainda precisa ser feito de modo que as meninas não anulem mais sua personalidade para ser como esperam que sejam, e os meninos se sintam livres para crescer sem ter que se enquadrar nos estereótipos de masculinidade. Sejamos todos feministas é uma adaptação do discurso feito pela autora no TEDx Euston, que conta com mais de 1 milhão de visualizações e foi musicado por Beyoncé.

 

“A pessoa mais qualificada para liderar não é a pessoa fisicamente mais forte. É a mais inteligente, a mais culta, a mais criativa, a mais inovadora. E não existem hormônios para esses atributos” (p. 21).

Perdi a conta de tanto que já agradeci a dona desse blog (Viu que chique? Haha) e quero agradecer mais uma vez. Obrigada pelo presentinho, Ana!

De início, é conveniente que saibamos sobre as origens da autora. Chimamanda Ngozi Adichie nasceu em Enugu, na Nigéria em 1977. Tudo que ela externou nesse livro se justifica por eventos que a própria vivenciara. Ela conta alguns. Todos eles ocorreram no país em que nasceu.

Ao entrar desacompanhada em um hotel, era comparada com prostitutas, pois se uma mulher está desacompanhada, ela só poderia ser isso; sempre quando ia a restaurantes, os garçons a ignoravam; uma vez quando dera uma gorjeta ao manobrista, o homem agradeceu ao amigo que a estava acompanhando, pois concluem que se uma mulher tiver dinheiro, este só poderia ter saído do bolso de um homem. Ou seja, durante toda sua vida, Chimamanda sofrera preconceito por ser mulher.

“Toda vez que eles me ignoram, eu me sinto invisível. Fico chateada. Quero dizer a ele que sou tão humana quanto um homem, e digna de ser cumprimentada. Sei que são detalhes, mas às vezes são os detalhes que mais incomodam” (p. 23).

A autora é feminista. O que ela quer mostrar com o livro é afastar a ideia de que feministas sejam sujas, mal cuidadas, metidas a serem masculinas e situá-las como mulheres que buscam tanto respeito quanto um homem e também o mesmo direito de serem ouvidas e admiradas.

Em suma, gostaria de ressaltar que não estou julgando, muito menos apoiando lados. Creio que, como o título feminista hoje tem peso digamos que ruim, ele poderia ser trocado, pois achei interessante alguns pontos que o livro traz, outros nem tanto, e seria uma leitura curiosa e informativa.

Esse é o clip da Beyonce onde aparece parte do discurso:

Com uma tradução livre o que ela diz é:

” Ensinamos as meninas a se encolherem,
Para se tornarem ainda mais pequenas.
Dizemos para meninas:
‘Você pode ter ambição,
Mas não muita.
Você deve ansiar para ser bem sucedida,
Mas não muito bem sucedida.
Caso contrário, você vai ameaçar o homem’
Porque sou do sexo feminino,
Esperam que eu almeje o casamento,
Esperam que eu faça as escolhas da minha vida,
Sempre tenha em mente que
O casamento é o mais importante.
Agora, o casamento pode ser uma fonte de
Alegria, amor e apoio mútuo,
Mas por que ensinamos a ansiar ao casamento
E não ensinamos a mesma coisa para os meninos?
Criamos as meninas para serem concorrentes,
Não para empregos ou para conquistas,
Que eu acho que podem ser uma coisa boa,
Mas, para a atenção dos homens.
Ensinamos as meninas que não podem ser seres sexuais
Da mesma forma que os meninos são.
Feminista – a pessoa que acredita na vida social
Igualdade política e econômica entre os sexos”

 

Ressalvo que este é meu ponto de vista, assim, abro um caminho para que vocês sintam-se a vontade e comentem quando e o que quiserem, pois a opinião de todos é valida!

Obrigada pela leitura!

assinatura nova luiza

Resenha: A Casa Assombrada, John Boyne

a casa assombrada

Autor: John Boyne    Editora: Companhia das Letras Páginas: 296                Ano:  2015

Classificação 3.5 ⭐️ 🚍

Á venda l Submarino l Americanas 

Sinopse:

Eliza Caine tem 21 anos e acaba de perder o pai. Totalmente sozinha e sem dinheiro suficiente para pagar o aluguel na cidade, ela se depara com o anúncio de um tal H. Bennet. Ele busca uma governanta para se dedicar aos cuidados e à educação das crianças de Gaudlin Hall, uma propriedade no condado de Norfolk – sem, no entanto, mencionar quantas são, quantos anos têm ou dar quaisquer outras explicações. Assim, ela larga o emprego de professora numa escola para meninas e ruma para o interior.  Chegando a Gaudlin Hall, Eliza se surpreende ao encontrar apenas Isabella, uma menina que parece inteligente demais para sua idade, e Eustace, seu adorável irmão de oito anos. Os pais das crianças não estão lá. Não se veem criados. Ela logo constata que não há nenhum outro adulto na propriedade, e a identidade de H. Bennet permanece um mistério. A governanta recém-contratada busca informações com as pessoas do vilarejo, mas todos a evitam. Nesse meio tempo, fica intrigada com janelas que se fecham sem explicação, cortinas que se movem sozinhas e ventos desproporcionais soprando pela
propriedade. E então coisas realmente assustadoras começam a acontecer…

 “Não tinha sido minha imaginação. Duas mãos tinham agarrado meus tornozelos e me puxado — eu ainda podia senti-las.”

Sim eu senti medo! 😱👻 Mas agora que a leitura acabou percebi que não foi assim tão aterrorizante e isso é ótimo, sabe por que? Isso mostra o quão envolvida eu estava na história!

A história é boa sim apesar de ter achada ela clichê. Quase no meio do livro eu já tinha acertado o que estava acontecendo com a coitada da protagonista e imaginei o que viria. Achei também que o autor deu uma enrolada chegando no final do livro. Mas eu li do mesmo jeito e com o mesmo entusiasmo, por que apesar de ser manjada a história, ela tem o que muitas outras não tem: ação por parte da assombração!

” Havia uma presença naquela casa, alguma coisa profana; uma noção que eu antes desprezara como fantasia tomou conta de mim e me disse que aquela era a verdade.”

 

“Com quem você estava falando?”, perguntei, caminhando em sua direção, segurando-o pelos ombros e levantando a voz.
“Com o velho”, Eustace disse.
“Aqui não tem nenhum velho”, berrei, soltando-o e dando uma volta completa para verificar o quarto antes de olhar para ele outra vez. “Não tem mais ninguém aqui.”
“Agora ele saiu”, disse Eustace, baixinho, afundando sob as cobertas. “Mas ainda está na casa. Diz que não vai embora, por mais que ela queira. Ele não vai para onde deveria ir, não enquanto você ainda estiver aqui.”

 

” Conforme lia, comecei a temer que não conseguisse dormir naquela noite, tamanha minha certeza de que estava cercada pelos espíritos daqueles que deixaram suas formas corpóreas para trás, mas que ainda não tinham feito a passagem pelos portões do céu.”

Desde o primeiro dia que Eliza Caine chega na mansão ela já é atacada pela assombração, isso mesmo, sem rodeios, o fantasma foi lá e agarrou os tornozelos da mocinha enquanto ela dormia. Que simpatia né? E durante a história os ataques vão piorando! É água que ferve do nada, é ventania que só atinge Eliza e a levanta do chão, é mãos em seus pescoço…uma loucura.

Para ajudar  no clima de mistério, a história se passa em Londres durante a era vitoriana, o que me lembra muito as famosas e polêmicas fotos com defuntos e Jack o estripador. E para dar o tchan, temos neblina, muitaaa neblina!

Ah! No livro temos muitas citações do famoso escritor Charles Dickens, são citadas diversas obras e atá um sarau com o próprio!

Bom, vamos a história! No livro conhecemos Eliza Caine, uma jovem de 21 anos que após a morte do pai, se torna orfã e acaba aceitando um emprego como governanta numa cidade do interior de Londres. O que ela não imaginava é que seria a única adulta de toda a mansão e que as últimas quatro governantas morreram de formas brutais. Ela tenta, e como tenta obter informações sobre seus patrões, já que eles não a receberam e até o momento não apareceram, mas todos mudam de assunto e não esclarecem nada. Naquele tempo as pessoas era muito cordias e polidas então acredito que esse foi o motivo de Eliza ter demorado tanto para conseguir informações sobre a mansão. Se fosse hoje era só gritar ou bater que o pessoal já abre o bico hahaha

As crianças que ela cuida são Isabella de 12 anos e Eustace, 8 anos. Até mesmo eles dois não dizem onde estão seus os pais e Isabella é uma criança terrivelmente assustadora, parece até estar possuída.

E bom, durante os 45 dias que Eliza fica na casa como governanta e tentando descobrir o que está acontecendo com a mansão, com os habitantes e as crianças, muito ataque fantasmagórico acontece na vida dela.

“Você não permitiria, não é?”, ela perguntou. “Se tivesse filhos. Não permitiria que outra mulher os criasse.”
“Não”, eu disse. “Seria função minha.”
“Então você entende”, ela respondeu,
“Entendo o quê?”, perguntei, sem a menor ideia do que ela estava querendo dizer.
“Tudo”, Isabella disse, com um suspiro profundo, desviando o rosto e olhando pela janela.

É um livro bacana, recomendo!

Depois me conta o que acharam!

Beijo, outro, tchau!

assinatura nova ana

Resenha: Nu, de botas, Antonio Prata

nu de botas

Autor: Antonio Prata         Editora: Companhia das Letras      Páginas: 140           Ano:  2013

Classificação 5 ⭐️ 🚍

Á venda l Submarino l Americanas

Sinopse

Em Nu, de botas, Antonio Prata revisita as passagens mais marcantes de sua infância. As memórias são iluminações sobre os primeiros anos de vida do autor, narradas com a precisão e o humor a que seus milhares de leitores já se habituaram na Folha de S.Paulo, jornal em que Prata escreve semanalmente desde 2010.

As primeiras lembranças no quintal de casa, os amigos da vila, as férias na praia, o divórcio dos pais, o cometa Halley, Bozo e os desenhos animados da tevê, a primeira paixão, o sexo descoberto nas revistas pornográficas – toda a educação sentimental de um paulistano de classe média nascido nos anos 1970 aparece em Nu, de botas. O que chama a atenção, contudo, é a peculiaridade do olhar. Os textos não são memórias do adulto que olha para trás e revê sua trajetória com nostalgia ou distanciamento. Ao contrário, o autor retrocede ao ponto de vista da criança, que se espanta com o mundo e a ele confere um sentido muito particular – cômico, misterioso, lírico, encantado.

” Minha mãe não gostava que nos referíssemos a Vanda como ‘empregada’, preferia ‘a moça que trabalha lá em casa’. Eu estranhava: por que dizer ‘a moça que trabalha lá em casa’, se a todas as moças que trabalhavam nas casas dos outros, os vizinhos chamavam ‘empregadas’?”

Acho que eu nunca dei tanta risada dentro do ônibus por causa de um livro. Sabe aquele momento em que você está lendo e, de repente, você começa a rir loucamente? Daí as pessoas que estão ao seu redor acham que você tem problemas e ligam para o hospital psiquiátrico pelo simples fato de te acharem um ser extraterrestre por estar rindo de um livro? Então, essa foi a sensação que eu tive ao ler Nu, de botas.
Muitas de vocês devem se recordar do nome Antonio Prata. Digo muitas porque ele foi cronista da revista Capricho durante alguns anos. E sim, ele é filho do grande escritor e dramaturgo Mario Prata.

Gente, que capa sensacional! Sério, eu compre este livro por causa da capa! Sempre gostei muito das crônicas do Prata no site da Folha, mas o que me ganhou mesmo foi a capa. – sem contar a textura e o cheiro do papel. Eu tenho dessas coisas, podem me julgar…

Recordo-me de alguns momentos da minha infância. Banho de chuva e, em seguida, ficar correndo que nem uma louca desvairada na lama, passar a tarde com os coleguinhas fazendo arte, – tipo ficar jogando “pertences” na rua e subir no escorregador para gritar clemência sob o objeto – passar a tarde no parque brincando naqueles brinquedos de madeira, enfim, coisas de infância que foram se perdendo com o passar do anos.

Antonio Prata retrata de maneira muito divertida as suas peripécias praticadas quando era apenas um menino que gostava de usar apenas moletom, camiseta e botas. As suas recordações são escritas de uma forma tão gostosa de se ler que você se sente inserido no contexto, às vezes parece que está sendo retratada as suas memórias nestas folhas de papel pólen bold. Quem viveu a infância nos anos 80 irá, com toda a certeza do mundo, se deliciar com as histórias deste homem! Se você acha que aprontou muita, ainda não viu nada…

Simples, bonito, divertido e genial! Foi essa a minha conclusão no fim da leitura. Deu até dó de ter terminado o livro tão rapidamente! Você se apega com o autor e suas histórias. Ri com ele, sente as mesmas dúvidas que ele sentira e tudo mais! Um misto de emoções e risos é marca deste livro!

Gostaram? Me conta o que achou!

E se sentirem saudades me façam uma visita no Fragmento Literário!

assinatura Barbara

Resenha: A Revolução dos Bichos, George Orwell

a revolução dos bichos

Autor: George Orwell                   Páginas: 152         Editora: Companhia das Letras          Ano:  2007

Classificação 5 ⭐️ 🚍

Á venda l Submarino l Americanas

Sinopse:

Verdadeiro clássico moderno, concebido por um dos mais influentes escritores do século 20, “A Revolução dos Bichos” é uma fábula sobre o poder. Narra a insurreição dos animais de uma granja contra seus donos. Progressivamente, porém, a revolução degenera numa tirania ainda mais opressiva que a dos humanos
Escrita em plena Segunda Guerra Mundial e publicada em 1945 depois de ter sido rejeitada por várias editoras, essa pequena narrativa causou desconforto ao satirizar ferozmente a ditadura stalinista numa época em que os soviéticos ainda eram aliados do Ocidente na luta contra o eixo nazifascista.  De fato, são claras as referências: o despótico Napoleão seria Stálin, o banido Bola-de-Neve seria Trotsky, e os eventos políticos – expurgos, instituição de um estado policial, deturpação tendenciosa da História – mimetizam os que estavam em curso na União Soviética.
Com o acirramento da Guerra Fria, as mesmas razões que causaram constrangimento na época de sua publicação levaram A revolução dos bichos a ser amplamente usada pelo Ocidente nas décadas seguintes como arma ideológica contra o comunismo. O próprio Orwell, adepto do socialismo e inimigo de qualquer forma de manipulação política, sentiu-se incomodado com a utilização de sua fábula como panfleto.

“Quatro pernas bom, duas pernas ruim “

George Orwell, pseudônimo de Eric Arthur Blair, nasceu em 1903 na Índia. Intenso opositor do totalitarismo, Orwell discorre em suas principais obras, 1984 e A Revolução dos Bichos, as atrocidades presentes dos regimes políticos vigentes de sua época.

A novela satírica tem como cenário a “Granja do Solar”, sendo seu dono um senhor chamado Jones. Cansados da exploração sofrida no campo, os animais dessa fazendo resolvem tomar uma atitude contra seu dono: iniciar uma revolução contra a opressão humana.

Ao narrar a insurreição dos bichos, Orwell utiliza o período stalinista como referência para a construção do clássico moderno. A ditadura repressiva que assolava a época toma forma com claras referências a figuras históricas para a composição das personagens. A exemplo disso, temos o despótico Napoleão – sinceramente, fiquei com um ódio mortal dele. Acho que nunca na minha vida eu fiquei com vontade de bater numa personagem como agora – sendo uma alusão a Stalín e Bola-de-Neve, Trotsky, o “inimigo pragmático” da revolução.

O início da revolução é marcado por diversas utopias para a criação de uma “sociedade interna” livre de crueldade, livres da mão do homem. No entanto, o projeto inicial saí dos trilhos e toma outro rumo.

Marcado por um início promissor, os porcos – seres considerados no enredo “superiores” intelectualmente – começam a se tornar aquilo que o grupo repudiava, a forma “animalesca” do ser humano.

“Quatro pernas bom, duas pernas melhor “

Fica claro no decorrer da obra a facilidade de obter êxito na manipulação das personagens. Além disso, a associação que o enredo permite com a nossa realidade é preocupante. É um choque de realidade, em minha opinião. A sagacidade, crueldade e submissão representada em cada classe animal nos remete a refletir acerca da relação humana.

O que vocês acham? Contem pra mim!

E não esqueçam de me fazer uma visita! Fragmento Literário

assinatura Barbara