Resenha: A menina que não sabia ler, John Harding

A-Menina-Que-Nao-Sabia-Ler-

              Autor: John Harding   Editora: Leya                      Ano: 2010  Páginas: 288

Classificação 2.5/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

1891. Nova Inglaterra. Em uma distante e escura mansão, onde nada é o que parece, a pequena Florence é negligenciada pelo seu tutor e tio. Guardada como um brinquedo, a menina passa seus dias perambulando pelos corredores e inventando histórias que conta a si mesma, em uma rotina tediosa e desinteressante. Até que um dia Florence encontra a biblioteca proibida da mansão. E passa a devorar os livros em segredo. Mas existem mistérios naquela casa que jamais deveriam ser revelados. Quem eram seus pais? Por que Florence sonha sempre com uma misteriosa mulher ameaçando Giles, seu irmão caçula? O que esconde a Srta. Taylor? E por que o tio a proibiu de ler? Florence precisa reunir todas as pistas possíveis e encontrar respostas que ajudem a defender seu irmão e preservar sua paixão secreta pelos livros – únicos companheiros e confidentes – antes que alguém descubra quem ousou abrir as portas do mundo literário. Ou será que tudo isso não seria somente delírios de uma jovem com muita imaginação?

“Eu me sinto em casa com todos esses livros em torno de mim. É como estar entre amigos. São tantas histórias que posso imaginar me baseando nas imagens. Quem tem imaginação, nunca será prisioneiro.”

Esse é um livro que realmente me surpreendeu! É um livro cheio de mistérios, segredos e traições. É o típico livro onde você se frustra por não ter a maioria das suas perguntas respondidas, ou seja, ou você ama o livro, ou você odeia o livro! (Aqui em casa eu e minha mãe lemos e uma gostou e outra odiou. Uma dica: Eu fui a que gostou).

O livro conta a história de dois irmãos, Florence, de 12 anos, e Giles, de aproximadamente 8. Os dois são filhos de mães diferentes e acabaram ficando órfãos muito cedo e sob os cuidados do seu tio, um homem preconceituoso que é contra a educação das mulheres. Florence, a narradora do livro é uma menina um pouco estranha que tem como missão cuidar de seu irmãozinho.

No começo o livro é super chato, com uma narrativa repetitiva, muito detalhista e que deixa qualquer leitor com sono. Frases como “Pela primeira vez compreendi que não havia nada inteiramente bom e nada inteiramente ruim, que cada página tem uma mancha e, por essa mesma razão, eu esperava todas as noites sombrias por uma pequena luz brilhante. Isso me deu esperança…” são facilmente encontradas no livro e por isso a leitura fica cansativa. Isso na minha humilde opinião, é claro. Basicamente essa parte conta como a Flor vivia na casa do tio. Conta como ela fazia para ler escondido e tentar se esconder do seu vizinho, Theo. Até aí o mais interessante é o fato de Flor acreditar que seu irmão pode estar sofrendo na escola por ser muito lento nos estudos, então ela fica muito feliz toda vez que ele retorna para casa ou toda vez que o seu tio contrata alguém para ensiná-lo em casa.

O livro começa a ficar interessante após a morte da primeira pessoa que é contratada para cuidar do menino, em um acidente no lago perto da propriedade. É quando chega a Srta. Taylor para cuidar das crianças. Com a antipatia óbvia da Srta. Taylor por Flor e com Flor achando que ela é um tipo de ser sobrenatural que veio do além para machucar seu irmão, o livro  fica cada vez mais surpreendente. O que mais puxa esse lance sobrenatural é o fato de só a Flor conseguir ver a senhora Taylor em sua forma mais sombria.

“- Não está vendo? Você não a vê?

– Quem Flor? Quem?”

Esse foi um dos diálogos que Flor teve com seu irmão enquanto estava na frente da criatura. Isso nos leva a pensar que talvez seja tudo fruto da imaginação de uma menina que escondia que sabia ler e que todas as noites saia escondido e ia até a biblioteca.

“No final, decidi fazer o que sempre fazia nessas horas, descer até a biblioteca e ler durante horas, até ficar cansada o bastante para ir dormir” (Essa é das minhas rsrs).

A narrativa do autor nos faz criar várias teorias sobre o que é verdade e o que não é. Confesso que no final do livro eu estava com o coração na mão e com varais teorias na cabeça. O livro é intrigante porque no final, o leitor conclui o que quiser. De um lado, havia muitas evidências de que a Srta. Taylor desejava algo em relação a Giles, do outro temos Florence, que sempre foi muito convicta de sua razão e certezas.

Minha nota para o livro é 2,5 de 5. O livro é bom e o autor conseguiu manter o clima de mistério durante todo o livro, mas o final… Acho que poderia ter esclarecido o livro, mesmo que estivesse esmagando todas as nossas teorias.

Até a próxima.

assinatura leticia