Resenha: Qualquer outro lugar, A.G Howard

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    Autor: A.G Howard – Editora: Novo Conceito Ano: 2016 – Páginas: 416

Classificação 3/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Alyssa está tentando entrar novamente no País das Maravilhas. Os portais para o reino se fecharam, não sem antes levarem sua mãe. Jeb e Morfeu estão presos em Qualquer Outro Lugar, reino em que intraterrenos expulsos do País das Maravilhas estão vivendo.
Para resgatá-los, ela precisa recorrer à ajuda de seu pai. Juntos, eles iniciam uma missão quase impossível para tentar resgatar entes queridos, restaurar o equilíbrio dos reinos e o lugar dela como Rainha.
Alyssa precisa lutar não só com a Rainha Vermelha, um espírito malicioso que tem a intenção de refazer o País das Maravilhas à própria imagem, mas também reconstruir seu relacionamento com Jeb, o mortal que ela ama, e Morfeu, o ser fantástico que também reivindica seu coração.
E, se todos tiverem sucesso e saírem vivos, eles poderão finalmente ter o felizes para sempre .

” A toca do coelho, o portal para o reino interior, foi destruída por mim. E agora Qualquer outro lugar é a única porta de entrada.”

E finalmente a novo conceito liberou o último livro da saga! Todos ansiosos? Todos muito ansiosos! Morfeu ou Jeb? Quem a Alyssa vai escolher?

” – Eu amo você – eu sussuro, porque ele tem o direito de saber a verdade antes que eu o mate.”

O último livro começa como terminou o segundo, com a Alyssa e o pai indo para o País das Maravilhas. Muitas questões são esclarecidas e é tanta informação que eu fiquei confusa. Juro, não consegui entender muita coisa não hahah…mas isso é um problema meu mesmo, porque desde o primeiro livro eu tive dificuldade de imaginar o cenário, as roupas…O problema é que dessa vez eu não entendi a trama, eu só li e me deixei levar, sem pensar ou raciocinar.

Bom, como lembramos a Alyssa fechou a toca do coelho e agora ninguém consegue entrar ou sair do País das Maravilhas. A mãe de Alyssa, Jeb e Morfeu estão presos lá e o País das Maravilhas está correndo perigo porque a Rainha Vermelha e a Rainha de Copas estão com planos maléficos para repaginar o País e possuir o corpo de Alyssa. Novos parentes entram na trama, pessoas comuns ficam com poderes incríveis, até Lewis Carrol aparece na história! Ah e claro, temos romance, muito romance! Tanto com Jeb quanto com Morfeu, porque a Alyssa não perde tempo hahaha

” A metade intraterrena de meu coração se expande para se libertar das emoções humanas nele enredadas. Não haverá trégua até eu encontrar meus amados e consertar as coisas no País das Maravilhas”

” Quando eu encontrar a Rainha Vermelha, ela vai implorar para que eu só corte sua cabeça.”

Eu nunca gostei do Morfeu e nesse último livro não seria diferente. Cara arrogante, mentiroso, manipulador…sério, não consigo entender como tem leitor que defende ele. Eu fiquei ansiosa pelo momento em que a Alyssa daria uma surra nele ou mandasse ele embora de vez…Não gostei do desfecho com o Jeb também. E a Alyssa..ai, ai..eu sempre impliquei com ela porque a achava muito fraquinha, não tem personalidade ou opinião própria. E nesse livro ela continuou assim, só foi tomar as rédeas no final do livro. Mulher, você é a RAINHA do País das Maravilhas, põe ordem, mostra quem manda!

” – Finalmente eu tenho um segredo só meu. Não é tão divertido ficar do outro lado, heim?
– Pelo contrário minha Rainha. Não consigo imaginar nada mais delicioso do que despi-la de suas defesas, camada por camada, e desnudar seu precioso…segredo.”

Mas mesmo reclamando eu gostei da saga. Essa história sempre foi a minha preferida e ler outras versões é sempre divertido! Só um tipo de leitor vai gostar do final e tudo depende pra quem você torce: Morfeu ou Jeb.

Contem aqui a opinião de vocês. 

” – Minha preciosa Alyssa, compartilhe a realidade comigo. Dê-me a eternidade. Juntos causaremos os mais belos estragos.”

” – Justo? Todo esse tempo ele esteve com você nas horas em que estava acordada. Eu só a tinha durante seus sonhos. Quero você na realidade. Já esperei pelo que parecem ser mil anos. É hora da nossa eternidade começar.”

Ah e não acabou não! Ainda tem um quarto livro! Simmmmm! É aquele com a Alyssa vestida de noiva e com o título em inglês ‘ Untamed”. Sem previsão de lançamento aqui viu gente.  Mas ele é bem parecido com o livro ‘ A mariposa no espelho”, não é uma continuação, é uma versão estendida sobre o futuro da Alyssa. E pra terminar, fiquem com essas fan art que são lindas e merecem aplausos…os fãs são ótimos né! Só acho que faltou ilustração do Jeb 😦 

Até a próxima!

Beijo, outro, tchau!

assinatura nova ana marys

 

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Resenha: A Escolha, Nicholas Sparks

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Autor: Nicholas Sparks –  Editora: Novo Conceito Ano: 2012 -Páginas: 308

Classificação 3/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Travis Parker possui tudo o que um homem poderia ter: a profissão que desejava, amigos leais, e uma linda casa beira-mar na pequena cidade de Beaufort, Carolina do Norte. Com uma vida boa, seus relacionamentos amorosos são apenas passageiros e para ele, isso é o suficiente. Até o dia em que sua nova vizinha, Gabby, aparece na porta.
Apesar de suas tentativas de ser gentil, a ruiva atraente parece ter raiva dele. Ainda sim, Travis não consegue evitar se engraçar com Gabby e seus esforços persistentes o levam a uma jornada que ninguém poderia prever.
Abrangendo os anos agitados do primeiro amor, casamento e família, A Escolha nos faz confrontar a questão mais cruel de todas: Até onde você iria manter o amor de sua vida?

” Com relação a Travis, aquele homem definitivamente fazia com que ela se sentisse desconfortável. Bem, pelo menos quando ele estava sem camiseta.”

Eu amo os filmes do Nicholas Sparks. Já chorei mil vezes com ” Diário de uma paixão”, ” Noites de tormenta” e até com ” Um amor para recordar”. Daí a espertinha aqui pensou: se eu amo os filmes é claro que eu vou amar os livros! 

Só que não.

Por ter me emocionado tanto com os filmes eu esperei essa emoção toda no livro e me decepcionei. A história inteira não teve nada de mais, foi super tranquila sem emoções. Confesso que fiquei com os olhos marejados no final, mas foi só. 

A história é sobre o casal Travis e Gabby e conta desde quando eles se conheceram até depois do casamento, que é o ponto alto do livro onde Travis precisa fazer ” a escolha”. O livro começa nos dias atuais com Travis chegando no hospital onde Gabby trabalhou nos últimos anos e ele começa a recordar como começou a história deles. Gabby mudou para a casa ao lado de Travis e o amor  por animais acabou aproximando os dois. Gabby era muito implicante com Travis e não queria fazer amizade, até porque ela tinha um namorado e Travis estava muito saidinho com ela rs.

” Ter amizade com um vizinho era uma coisa, mas fazer amizade com um cara que gostava de flertar era algo completamente diferente.”

” Gostava da natureza espirituosa que ela tinha, seu controle e sua autoconfiança, e ele especialmente gostava do fato de que ela parecia não ter consciência de que tinha essas qualidades.”

Mais da metade do livro é sobre como começou o relacionamento deles. E a Gabby é muito chata, peloamordedeus hahaha…Tava lá louquinha pra dar uns pegas nele e ficou fazendo charme.

Como eu disse, a história é bem parada mas é claro que Nicholas Sparks não deixaria você terminar o livro sem chorar né! E você vai chorar sim, vai sim! 

Mas de coração eu não recomendo esse livro, acho que tem livros melhores dele. Ok, eu só li esse, mas eu acho que tem. Ah e esse livro também foi adaptado para os cinemas! Olha aí o trailler ( Gente mudaram a história toda no filme! Já me irritei aqui heim rs)

Só uma coisa aqui, a Gabby é ruiva, não se deixem enganar por essa loira. 

E vocês já leram esse livro? Tem outro que vocês amaram e desidrataram? Me conta! Eu quero dar uma segunda para o Nicholas!

Até a próxima,

Beijo, outro, tchau!

assinatura nova ana marys

Resenha: Apenas Um Dia, Gayle Forman

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Autor: Gayle Forman – Editora: Novo Conceito Páginas: 378 – Ano: 2014

Classificação 5/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

A vida de Allyson Healey é exatamente igual a sua mala de viagem: organizada, planejada, sistematizada. Então, no último dia do seu curso de extensão na Europa, depois de três semanas de dedicação integral, ela conhece Willem. De espírito livre, o ator sem destino certo é tudo o que Allyson não é. Willem a convida para adiar seus próximos compromissos e ir com ele para Paris. E Allyson aceita. Essa decisão inesperada a impulsiona para um dia de riscos, de romance, de liberdade, de intimidade: 24 horas que irão transformar a sua vida.
Apenas um Dia fala de amor, mágoa, viagem, identidade e sobre os acidentes provocados pelo destino, mostrando que, às vezes, para nos encontrarmos, precisamos nos perder primeiro… Muito do que procuramos está bem mais perto do que pensamos.

Série “Apenas um Dia” (3 volumes), em sequência, “Apenas um ano” (versão de Willem), e “Apenas uma noite”, final da trilogia.

“Nascemos em um dia. Morremos em um dia. Podemos mudar em um dia. E podemos nos apaixonar em um dia. Qualquer coisa pode acontecer em apenas um dia.”

Essa é a história de Allyson Healey, uma garota de cabelo escuro, olhos escuros e traços mais fortes e começa na Inglaterra quando ela está fazendo uma viagem com a melhor amiga Melanie, que é totalmente diferente dela, loira e de olhos verdes. Um tour pela Europa, o Teen Tour, quem não sonha com isso? Eu sonho! Mas esse não era o sonho dela, os pais tinham planejado essa viagem pós formatura.

Até que Willem, um holândes de 20 anos, um metro e noventa, cabelo loiro e olhos negros, de lábios macios e vermelhos, a convida para assistir “Noite de Reis”, de Shakespeare, a peça em que vai atuar. Um dos roteiros do Teen Tour é assistir a peça “Hamlet” em um anfiteatro, mas ela e Melanie fogem para assistir a peça de Will Guerrilheiro ao ar livre.

“- Acho que você é o tipo de pessoa que acha dinheiro no chão, balança a nota no ar e pergunta se alguém a perdeu. Acho que chora nos filmes que nem são tristes porque tem um coração mole, apesar de não demonstrar. Acho que faz coisas que a assustam, e isso a faz mais corajosa do que aqueles malucos por adrenalina que saltam de bungee-jump das pontes.”

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Louise Brooks

No dia seguinte, ao pegar o trem em direção a Londres, quem Allyson encontra? Will! Eles ficam a viagem toda conversando e ele a acha parecida com a atriz Louise Brooks. E a partir de então, para Will, ela é Lulu. Ao chegar ao seu destino, por um impulso, Allyson e Will resolvem que vão passar um dia em Paris, antes dela voltar para Boston. É uma loucura largar a excursão e viajar sozinha com um cara que acabou de conhecer sem avisar os pais, somente Melanie sabe seu destino.

Quando chegam a Paris, Allyson logo vê o primeiro problema: o que fazer com as bagagens? Mas Will tem uma solução: deixar as malas na boate de sua amiga Cèline. Eles passam o dia juntos em Paris, acontece de tudo, ida a parte dos cabarés da cidade, mesmo que durante o dia, passeio de bicicleta e ataque de skinheads. Mas o dia chega ao fim e já é hora de Lulu voltar para sua vida real, de responsabilidades: uma faculdade de medicina à espera.

“Eu o encaro por um momento, boquiaberta. Ele me olha de volta, e então sua boca se abre num sorrisinho mínimo. Então percebo que o que eu disse antes estava certo: Ninguém é quem parece ser.”

Mas Allyson não quer voltar e decide ficar mais uma noite. Os momentos com Willem foram mágicos e ela quer ficar mais tempo com ele. Quando acorda no dia seguinte, ela não vê Will, nem seu relógio que ganhou da sua mãe.

Vida que segue, ela vai à faculdade, e tem que estudar muito, mas não deseja mais ter essa vida que os pais escolheram para ela. Quer ser autêntica como sua amiga Melanie, quer tomar cerveja, quer ir ao restaurante com as amigas e não usar a reserva feita pelos pais, nem a coleção de despertadores que a mãe também escolheu. Chegou o momento de se libertar! De saber quem é Allyson de verdade!

“Eu abaixo os olhos, cutuco a unha.

– Isso apenas faz de mim uma mentirosa.

– Não, não faz. Está apenas testando identidades diferentes, como todos aqueles nas peças de Shakespeare. E as pessoas que fingimos ser já estão dentro de nós. É por isso que fingimos ser essas pessoas, para começar.”

Esse livro é maravilhoso e duas partes me afetaram profundamente. Meu lado mãe diz que ela é uma ingrata, porque quem pode viajar pela Europa, almoçar em restaurantes chiques, passar férias em Cancun. Mas a história não é sobre os pais da Allyson, é sobre descobrir quem é seu eu verdadeiro. Vocês já pararam pra pensar se essa vida que levam foram a que escolheram? Além de ter o romance com o holândes Willem, e eu amo romances!

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Trilogia completa. Apenas o último não foi lançado no Brasil.

Beijocas!

assinatura nova tábata

Resenha: Beijada por um anjo, Vol. 1- Elizabeth Chandler

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Autor: Elizabeth Chandler Editora: Novo Conceito Páginas: 264                Ano: 2010

Classificação 2.5/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Beijada por um anjo é o primeiro volume da série, escrita por Elizabeth Chandler.
Ivy sempre acreditou em anjos… Quando ela conhece Tristan, descobre que ele é o amor da sua vida. Quando ele morre, seu coração está quebrado e sua crença em anjos desaparece. E sem essa crença, ela é incapaz de sentir a presença de Tristan, quando ele retorna – como um anjo.Agora, Ivy está correndo um terrível perigo, e Tristan está lutando para salvá-la. Como ele conseguirá protegê-la se ela perdeu a fé em anjos? E se ele conseguir salvá-la, ele terá terminado sua missão aqui na terra e terá que partir para sempre deixando-a para trás. Afinal, Salvar Ivy seria o mesmo que perdê-la justamente quando consegue reencontrá-la?

” – Você não precisa mais correr – disse Ivy. – Não estou mais com fome.

– Eu matei sua fome?

Ela balançou a cabeça negativamente. – Acho que me alimentei de felicidade – respondeu suavemente.

Sabe aquele livro que você não sabe se ama ou odeia? Então.

O livro merece pontos positivos porque a proposta da história é realmente boa: Ivy, uma garota super fofa que acredita em anjos que conhece Tristan, o amor da sua vida e boymagia. Logo no inicio do relacionamento eles sofrem um acidente de carro que causa a morte dele.

Mas a história não acaba aí! Ele se torna um anjo e volta para descobrir quem causou o acidente e proteger a garota. Só que agora Ivy não acredita mais em anjos e Tristan precisa se esforçar para que a fé de Ivy volte. Coloque aí uma pitada de jogo de poder, inveja, desejo e personagens sensitivos…Parece bom não é mesmo? Só que a escrita é muito açucarada, muito romantizada. E tudo acontece muito rápido sem se aprofundar nos personagens. 

” – Não existem anjos de verdade, Philip! Você não entende? Se existissem, eles teriam salvo Tristan!”

Pontos negativos: A diagramação do livro é péssima e prejudicou muito a história. Tem redundâncias, tem passagens de tempo que continuam na mesma linha do presente,  algumas falas não tem pontuação e você só descobre que é uma fala depois hahahah….Eu sou super de boa com erros  mas esse livro se esforçou demais para ser mal feito. Me surpreende que a editora Novo Conceito tenha aprovado essa impressão. se fosse a DarkSide isso nunca ia acontecer hahahahha

” – Nunca imaginei que o banco de trás de um carro pudesse ser romântico – disse Ivy, reclinando-se, sorrindo para Tristan. Em seguida, olhou para a bagunça que estava no chão do carro. – Talvez fosse melhor você tirar a sua gravata de dentro do copo do Burger King.”

Eu classifico esse livro como os filmes da sessão da tarde e da Disney Channel: é ruim mas é legal de assistir. Tanto que eu li até o terceiro livro. A saga completa é composta por seis livros, então quem gostar vai se deliciar.

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Aguardo a opinião de vocês porque sei que esse livro é polêmico hahaha

Beijo, outro, tchau!

assinatura nova ana marys

Resenha: Cuco, Julia Crouch

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Autor: Julia Crouch  Editora: Novo Conceito Páginas: 464                Ano: 2012

Classificação 5/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Polly é a mais antiga amiga de Rose. Então quando ela liga para dar a notícia que seu marido morreu, Rose não pensa duas vezes ao convidá-la para ficar em sua casa. Ela faria qualquer coisa pela amiga; sempre foi assim. Polly sempre foi singular — uma das qualidades que Rose mais admirava nela — e desde o momento em que ela e seus dois filhos chegaram na porta de Rose, fica óbvio que ela não é uma típica viúva. Mas quanto mais Polly fica na casa, mais Rose pensa o quanto a conhece. Ela não consegue parar de pensar, também, se sua presença tem algo a ver com o fato de Rose estar perdendo o controle de sua família e sua casa. Enquanto o mundo de Rose é meticulosamente destruído, uma coisa fica clara: tirar Polly da casa está cada vez mais difícil.

“Quando Rose soube que Christos havia sido morto, não pensou duas vezes: Polly e os meninos deveriam vir e ficar. Agora ela e Gareth tinham espaço, e Polly era sua melhor amiga desde a escola primária. Não havia dúvidas: eles deviam ficar e deixar que Rose cuidasse deles.”

Rose é centrada e resoluta, uma dona de casa casada com o artista plástico Gareth. Ela tem duas filhas, Anna de 9 anos e a bebê Flossie e mora em Londres com a família e se seu gato Manky.

A amizade entre Rose e Polly começou ainda na escola. No primeiro dia de aula de Polly, Rose aparece encharcada e Polly oferece uma troca de roupa para ela. Com a carência de amor dos pais e sem amigos, Rose agarra-se a essa amizade e elas vivem juntas desde o final da adolescência até os seus vinte e muitos anos. Nesse período Rose conheceu o também artista plástico Christos e os dois tiveram apenas uma noite de amor. Ao encontrar Polly pela primeira vez ele se apaixonou.

Polly agora era ex-drogada, ex-estrela do rock, uma mulher magra, que provocava essa paixão nos homens. Mudou para a Grécia após ter se casado com Christos. Quando sua melhor amiga fica viúva, Rose abre as portas de sua casa e oferece a edícula para Polly e seus filhos Nico e Yan, de 9 e 5 anos.

Aos poucos os visitantes vão se inserindo na rotina da família, embora Polly fique reclusa o tempo todo na edícula. Gareth trabalha em um estúdio na própria casa. Ambos só se unem aos outros para jantar. É Rose quem tem que cuidar das crianças, da casa e ir matricular os meninos na escola. Tendo que cuidar de tudo e de todos, ela acha melhor trazer Nico e Yan para ficar no quarto de hóspedes do casarão. Assim Polly poderia recuperar-se de seu perda. E ela teve uma ajuda do amigo e vizinho de Rose, Simon, em uma noite que somente os maiores de 18 podem saber.

“- Rose, eu sinto muito. Fui um tolo. Gareth é um idiota. Há uma coisa conosco, homens, e é que temos sangue demais em nossos pintos. Nossos cérebros ficam secos.”

Tudo lindo até então, família perfeita, amizade forte. Até que, durante um passeio que faziam juntos, um acidente acontece. E a partir de então, vários “acidentes” começam a perturbar a vida de Rose.

“Rose permaneceu ali por alguns minutos, sentindo-se arrasada. Em seguida, ergueu um braço pesado em direção ao criado-mudo, tateando até achar a receita. Abriu-a e a segurou em frente ao rosto até que a vista se focasse. Ali, com a caligrafia enérgica de clara de Kate, havia cinco palavras:

Mande-a embora de sua casa.”

O livro é dividido em 46 capítulos, e em cada um deles o leitor descobre um pouco do passado de Rose e vai montando um quebra-cabeça. Mas senti falta de mais detalhes da morte de Christos e de como era o relacionamento dele com Polly.

No começo do livro já da pra perceber que não foi uma boa ideia de Rose trazer sua amiga para casa. Ela demonstra ter inveja da aparência e talento de Polly e Gareth se opõe à vinda dela. E mesmo depois do primeiro acidente acontecer, quando Gareth mais uma vez insiste que Polly saia, ela mantém-se firme em sua decisão, mesmo porque Polly guarda um segredo do passado de Rose.

A cada acontecimento da história pensava “é agora! Rose vai descobrir tudo” e nada. A história da voltas demais até chegar ao clímax. Comecei a ficar com raiva, dava vontade de segurar o rosto dela entre as mãos e gritar “acorda pra vida, minha filha!!!”. Só que o final do livro valeu por cada vez que eu passei raiva, pois não foi nada previsível. Sabe aquela coisa de tentar atropelar as palavras, ler quase pulando as frases, por curiosidade de saber o desfecho?!

“Sentou-se e olhou para Polly, esta mulher que tinha sido sua amiga. Perguntou-se se as coisas sempre foram difíceis entre elas, sob a veneração de sua história compartilhada e do mantra repetido uma à outra de melhores amigas. Ou teria sido como um longo casamento, dissolvido por ressentimentos mudos, em que sem dúvida uma vez já houve amor?”

Quando a história termina, a autora nos presenteia com um breve relato do que acontece dois anos depois, o que abriu precedente para outro livro.

Cuco é um pássaro que rouba outros ninhos. Eu não sabia, acho que faltei nessa aula. Me fez pensar em como, às vezes, as coisas fogem ao nosso controle e quando vemos estamos tão afundados que não conseguimos nos reerguer. Foi uma leitura proveitosa! E depois dela eu aviso que não receberei mais visitas em minha casa (tô brincando!). Ficaram curiosos? Beijocas!

assinatura nova tábata

 

Resenha: A Menina da Neve, Eowyn Ivey

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Autor: Eowyn Ivey        Editora: Novo Conceito Ano: 2015        Páginas: 352

Classificação 4/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse: 

Alasca, 1920: um lugar especialmente difícil para os recém-chegados Jack e Mabel. Sem filhos, eles estão se afastando cada vez mais um do outro. Em um dos raros momentos juntos, durante a primeira nevasca da temporada, eles constroem uma criança feita de neve. Na manhã seguinte, a criança de neve some. Dias depois, eles avistam uma criança loira correndo por entre as árvores. Uma menina que parece não ser de verdade, acompanhada de uma raposa vermelha e que, de alguma formam consegue sobreviver sozinha no frio e rigoroso inverno do Alasca. Enquanto Jack e Mabel se esforçam para entender esta criança que parece saída das páginas de um conto de fadas, eles começam a amá-la como se fosse sua própria filha. No entanto, nesse lugar bonito e sombrio, as coisas raramente são como aparentam, e o que eles aprenderão sobre essa misteriosa menina irá transformar a vida de todos.

“ Eles seriam parceiros, ela e Jack. Aquela seria a nova vida deles juntos.  Agora ele se sentava rindo com estranhos, ao passo que ele não sorria para ela havia anos“

Own ti livro mais fofo! ❤

É uma leitura com muitos altos e baixos, mas ganha muitos pontos pela bela forma que foi escrita. Quase uma poesia. A escritora escolheu palavras lindas e descreveu o Alasca melhor do que quem criou o Alasca. 

A história se concentra no casal Jack e Mabel que se mudam para o Alasca para começar uma nova vida após um aborto que Mabel sofreu. Lá eles se isolam do mundo e tentam sobreviver em meio a neve e a solidão. A relação do casal está desgastada e bem no começo do livro Mabel tenta cometer suicídio. Então, durante uma nevasca, o casal constrói um boneco de neve e fingem que ela é uma menininha. Mabel veste a menina de neve com luvas e cachecol vermelhos e Jack desenha um rosto delicado. 

Nos dias seguintes os dois encontram pegadas infantis e acabam encontrando uma criança, uma menininha usando as roupas que eles colocaram no boneco de neve.

 “ Como que ela pode estar bem? Uma criança andando por aí no meio do inverno?”

“ Ela parecia ao mesmo tempo poderosa e delicada, como uma coisinha selvagem que prospera naquele lugar, mas se enfraquece quando tirada dali.”

Resenha: Bruxos e Bruxas, James Petterson e Gabrielle Charbonnet

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Autor: James Petterson e Gabrielle Charbonnet                                   Editora: Novo Conceito                      Páginas: 288           Ano: 2013

Classificação 2.5/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Em pleno século XXI, os irmãos Allgood, With e Whisty são arrancados de sua casa no meio da noite e jogados na prisão, acusados de bruxaria. Vários outros jovens como eles foram sequestrados, presos e outros desapareceram.
Tudo isso acontece porque o mundo foi comandado por um novo governo “Nova Ordem”, que acredita que todos os menores de dezoito anos são suspeitos e que praticam bruxaria. Quem comanda a N.O é O Único Que É O Único, e seu objetivo é tirar tudo que faz parte da vida de um adolescente normal, livros, música, arte, comandar o mundo e desvendar todos os segredos da magia.
Qualquer forma de protesto contra a N.O será punida com muita rigidez e tortura, até que a pessoa possa completar dezoito anos, e assim ser condenado a morte.
A missão dos irmãos Allgood é livrar o mundo desse novo regime e resgatar seus pais desaparecidos. Mas será que eles conseguirão enfrentar a Nova Ordem, salvar todos dessa tortura e encontrar seus pais?

” – Você, Wisteria Allgood, foi considerada bruxa pela Nova Ordem! E você, Whitford Allgood, foi considerado bruxo! “

Eu ainda não consegui decidir se gostei desse livro ou não…Tem muitos pontos positivos mas tem muitos outros que são péssimos! hahaha

O contexto da história é bom sim, é um livro de distopia que envolve bruxos. Quantas distopias de bruxos vocês conhecem? Uma né? rs…Por isso o livro é interessante! São raros os autores que se aventuram nesse universo. Mas ao mesmo tempo, parece que os autores estavam de brincadeira enquanto escreviam, puxaram lá um cigarrinho pra colocar comédia na história.

A forma como o mundo reage a Nova Ordem, a forma como os irmãos são presos, condenados , descobrem os poderes e lutam para salvar os pais é muito interessante. Como todo livro de distopia a mocinha é osso duro. O irmão também não fica atrás, apesar de demorar mais para desenvolver os poderes.

” Eu não ia deixar ninguém machucar minha irmã. E não ia dar uma de bonzinho e obedecer as regras idiotas deles.”

O livro faz parte de um quarteto, todos já foram lançados no Brasil, então se você quiser se arriscar, vai conseguir ler a história completa!

livros de 6 a 9

Faço das palavras da Tábata ( na resenha Cidades de Papel)  as minhas: Se você não tem nada melhor para ler, então leia esse livro!

” No lado direito do tribunal, atrás de uma parede mais baixa, um júri nos encarava com uma cara de paisagem. Eram todos adultos, homens e aparentemente não achavam que duas crianças inocentes sendo julgadas em um jaula não era nada de mais.”

Agora passo a bola para vocês. Vão ler?

E alguém ai já leu? Conta aqui!

Até a próxima seus lindos!

Beijo, outro, tchau!

assinatura nova ana

Resenha: A Playlist de Hayden, Michelle Falkoff

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Autor: Michelle Falkoff       Ano:2015               Editora: Novo Conceito       Páginas: 288              

Classificação 2/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Depois da morte de seu amigo, Sam parece um fantasma vagando pelos corredores da escola, o que não é muito diferente de antes. Ele sabe que tem que aceitar o que Hayden fez, mas se culpa pelo que aconteceu e não consegue mudar o que sente. Enquanto ouve música por música da lista deixada por Hayden, Sam tenta descobrir o que exatamente aconteceu naquela noite. E, quanto mais ele ouve e reflete sobre o passado, mais segredos descobre sobre seu amigo e sobre a vida que ele levava. A PLAYLIST DE HAYDEN é uma história inquietante sobre perda, raiva, superação e bullying. Acima de tudo, sobre encontrar esperança quando essa parte parece ser a mais difícil.

‘ Eles iam mesmo até o altar dizer coisas boas sobre Hayden? Falar sobre como sentem a falta dele, que grande perda ele será para todos….Será que aquelas pessoas fazem noção de como elas contribuíram para o fato de estarmos todos ali naquele dia?”

Quando vejo um livro da capa azul já deduzo que é triste e esse não foi diferente. Logo nas primeiras páginas você se depara com um suicídio e logo vem o velório…triste,  livro da capa azul né, esperar mais o que?rs

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Capa do livro nos Estados Unidos. Até o nome é outro.

Bom, o livro não é tão bom quanto o marketing que foi feito dele. A história é simples, é normal, nada de fantástico acontece. Eu nunca tinha lido uma história sobre esse tema e na minha opinião o tema bullying não foi tão explorado. A história se concentra mais na vida do Sam lidando com a morte do melhor amigo, descobrindo o amor com uma garota que tem mais problemas que ele e tentando descobrir quem está atacando os alunos do colégio e enviando mensagens para ele pela internet com o perfil do Hayden.

O que achei bem interessante foi descobrir o que aconteceu na noite que Hayden cometeu suicídio. Você descobre o que cada personagem fez naquela noite, junta as peças e percebe que tanta coisa poderia ser evitada se as pessoas tivessem coragem de conversar, de falar a verdade.

“ Pensei por um minuto sobre a crescente lista de pessoas que se sentiam responsáveis pela morte de Hayden. Todos nós estávamos certos e todos estávamos errados ao mesmo tempo. E por fim, foi Hayden quem tomou aquela decisão. ”

O livro é bem geek, assim, muito geek mesmo. Para quem gosta de bandas de rock alternativas ou antigas e curte jogos de videogame, vai se sentir em casa. Quem não conhece faça como eu: joga no google! 🙂

A editora criou um site com as músicas da playlist, ouve lá, tem umas músicas boas www.aplaylistdehayden.com.br

“ Se tem uma coisa que eu aprendi com a playlist, é que ouvir as pessoas é importante. Gosto de pensar que estou ficando melhor nisso. ”

Não vou dizer que não gostei, a história é boa mas faltou alguma coisa sabe? Se vocês lerem ou se já leram, me conta!

Até a próxima!

Beijo, outro, tchau!

assinatura nova ana

Resenha: Viva Para Contar, Lisa Gardner

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Autor: Lisa Gardner     Editora: Novo Conceito Ano: 2012       Páginas: 476

Classificação 4/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Em uma noite quente de verão, em um bairro de classe média de Boston, um crime foi cometido: quatro membros da mesma família foram brutalmente assassinados. O pai – e possível suspeito – agora está internado na UTI de um hospital, entre a vida e a morte. Seria um caso de assassinato seguido por tentativa de suicídio? Ou algo pior? D.D. Warren, investigadora veterana do departamento de polícia, tem certeza de uma coisa: há mais elementos neste caso do que indica o exame preliminar. Danielle Burton é uma sobrevivente, uma enfermeira dedicada cujo propósito na vida é ajudar crianças internadas na ala psiquiátrica de um hospital. Mas ela ainda é assombrada por uma tragédia familiar que destruiu sua vida no passado. Quase 25 anos depois do ocorrido, quando D.D. Warren e seu parceiro aparecem no hospital, Danielle imediatamente percebe: vai acontecer tudo de novo. Victoria Oliver, uma dedicada mãe de família, tem dificuldades para lembrar exatamente o que é ter uma vida normal. Mas fará qualquer coisa para garantir que seu filho consiga ter uma infância tranquila. Ela o amará, independentemente do que aconteça. Irá protege-lo e lhe dar carinho. Mesmo que a ameaça venha de dentro da sua própria casa.

“As vezes, os crimes mais devastadores são aqueles que acontecem mais perto de nós”.

Meu nome é Camila, tenho 32 anos. Sou Enfermeira especialista em Emergência que temporariamente é dona de casa com satisfação!

Sou apaixonada por livros e livrarias desde a infância, e minha verdadeira paixão por temas policiais veio pelos livros da Agatha Christie, que foram apresentados por meu pai na minha adolescência, sendo o primeiro que eu li, Noite das Bruxas, aquele que confirmou meu interesse por investigação, suspense e assassinato.

Sei que isso pode soar meio tétrico, mas esses assuntos realmente me fascinam! Pra ser sincera já tentei ler outros assuntos – dramas, ficção científica, biografias – e com exceção dos 7 livros da série Harry Potter que eu amo de paixão (e o desejo de passar minha aposentadoria em Hogwarts…) e das dezenas de livros de culinária que eu tenho (sou viciada em receitas!) temas policiais são meus prediletos…na verdade são os únicos pelos quais eu realmente me interesso, leio e releio sempre.

Nessa primeira resenha como colaboradora do blog, resolvi escrever sobre o livro Viva para Contar,  que trata de investigação e assassinato e de um assunto tabu na sociedade: psicopatia infantil.

O tema é instigante. Confesso que em vários capítulos fiquei tão ansiosa que após terminar a leitura alguns trechos teimavam em martelar minha cabeça, pensando na angustiante vivência dos personagens.

Esse foi o 13º livro da autora de best-seller do The New York Times Lisa Gardner. É um suspense envolvente. Se baseia em três histórias que correm em paralelo mas que apresentam elos de ligação: crianças problemáticas e sobreviventes. São personagens que tiveram suas vidas marcadas por traumas, sobreviveram a crimes e torturas, físicas ou psicológicas, ou sofrem com transtornos psiquiátricos.

Danielle

A história que serve de base para a narrativa é protagonizada por Danielle, uma enfermeira da ala de psiquiatria infantil que tem mais do que histórias de corredor pra contar. Ela é uma sobrevivente. Carrega culpa e sofrimento por uma tragédia familiar ocorrida há 25 anos.

Danielle passa mais tempo no hospital do que em sua própria casa, uma maneira de fugir de sua própria realidade, de seus próprios pensamentos.

 “- Meu pai matou a família inteira, exceto a mim. Será que aquilo significava que me amava mais do que aos outros, ou me odiava mais do que os outros?
– O que você acha? – era o que o dr. Frank sempre respondia.
– Acho que essa é a história da minha vida.”

 Sua vida se resume em trabalhar em excesso, dormir pouco, beber demais, se alimentar de menos e contar todos os dias que faltam para o aniversário de sua tragédia pessoal. E sentir culpa.

Sobreviver, quando todos que você ama se foram, traz culpa. Não ter sido capaz de proteger sua família, traz culpa. Lidar com crianças com as quais você não é capaz de manter o controle, traz culpa

E assim ela vai sobrevivendo e lutando contra seus fantasmas. Porém nem sempre você pode viver a história da sua vida como você sempre desejou.

 “Mas me levanto a cada manhã. E, a cada noite, eu ainda faço a mesma promessa. Viverei com mais luz no coração. Vou continuar a trabalhar com crianças doentes. E vou me apaixonar por um homem realmente bom. Eu sou a única sobrevivente, e sobrevivi para contar esta história.”

D.D. Warren

D.D. Warren é sargento, investigadora de polícia em Boston, loira, bonita, com quase 40 anos, “com um apetite de lutador de sumô, mas o corpo de uma supermodelo”. Adora o estresse, dorme pouco, namora menos ainda, passa dias seguidos no departamento de polícia envolvida em desvendar um mesmo caso. Mas sente um prazer absoluto quando um crime é solucionado e consegue desvendar toda a trama. Ela até se diverte com isso.

E em muitos trechos ela quebra um pouco o clima tenso que a narrativa impõe. Ela tem um humor peculiar, um tanto sarcástico.

Está num jantar quase romântico quando é chamada para visitar uma cena de crime no mínimo assustadora: família de classe média alta, assassinada dentro de sua própria casa, na hora do jantar, cada um com um modus operandi. Todos com exceção do pai, que sobreviveu e passa por uma cirurgia após um tiro na cabeça. Tentativa de suicídio? Talvez. E o elo vem quando D.D. Warren é informada que um dos filhos do casal sofria de psicopatia e esteve internado sob os cuidados da enfermeira Danielle. Dias após esse crime, outro acontece. Outra família, também em Boston, é assassinada em sua casa. Porém é uma família de classe baixa, onde o pai estava envolvido no tráfico de drogas. Mas todos foram mortos de maneiras distintas, não seguindo um padrão, que é o que se espera em casos de assassinos seriais.

Será que os dois casos estão relacionados? Ou são tristes histórias de famílias que foram destruídas por assassino ocasional, apenas coincidências?

Durante a busca por respostas, D.D. se vê cada vez mais envolvida com um membro de sua equipe e não vê a hora de solucionar os dois casos e iniciar qualquer tipo de relacionamento que não seja profissional e não envolva crimes.

“(…) Fechamos o caso, alguma emissora de TV produz um documentário a respeito, e finalmente consigo fazer sexo. D.D. se interrompeu. Provavelmente não deveria ter dito aquela última parte em voz alta.”

Victoria

Victoria é uma mãe que ama seus filhos mais do que a si mesma. Mesmo que isso venha a lhe custar a própria vida.

Ela é mãe de Evan, um garotinho que passa a maior parte dos seus dias a base de sedativos, intercalando períodos de brincadeiras com períodos de fúria e descontrole. Ele está na segurança de sua casa.

Mas será que Victoria está segura?

“Seguro sua mão, que agora está relaxada, não mais ferindo nem destruindo. Imagino se esta será a noite em que finalmente vai me matar. Este é Evan, meu filho. Ele tem 8 anos.”

Ela também tem uma filha e um ex-marido, os quais abandonou. Tudo por Evan.

Mas ela precisa agir assim. Ela também é uma sobrevivente.

Seu filho é uma criança com transtorno psiquiátrico, que antes dos 5 anos passou por dezenas de especialistas, recebeu inúmeros diagnósticos, teve várias babás, deixou de frequentar o jardim de infância por ser uma ameaça para colegas e professores. Passou por terapias e teve indicações de internações mas que por total risco e instinto de proteção de sua mãe é mantido dentro de casa…não que isso garanta a segurança dos dois.

Esses trechos narrados por Victoria são com toda certeza meus prediletos!

Eles trazem o dia a dia de uma mãe que sabe dos graves problemas do filho mas que opta em abdicar de sua própria vida em prol da dele. Que vive, dorme e acorda com medo. Que aprendeu a dormir o mínimo necessário para não enlouquecer, que tranca os armários com cadeados e vive sempre alerta.

Tem trechos que chegam a dar medo, são relatos detalhados do que é conviver com um psicopata. Mesmo que ele tenha apenas 8 anos. Mesmo que você o ame.

 “Sempre pensei que o momento chegaria no meio da noite. (…) Eu cairia no chão e meu filho estaria sobre mim, com a boca espumando.”
 “- Ele disse que foi o diabo que o mandou mata-la. E disse que era melhor que a ambulância viesse depressa, porque ele ainda não havia terminado.”

Se o livro aborda de maneira fidedigna os casos de psicopatia infantil? Sinceramente não sei, tem certos exageros, pode romancear demais. Que trata de crimes que podem ocorrer em nosso meio? Com certeza.

Sei que é envolvente e mesmo com suas 476 páginas prendeu minha atenção e me trouxe várias vezes a perturbadora sensação de que essas coisas acontecem, independente de como você espera, que crimes ocorrem mesmo dentro de casa, quando você se sente seguro, com as pessoas que você ama. E principalmente, que nem sempre sobreviver é a melhor opção.

Espero que tenham gostado e até a próxima!

assinatura camila

Resenha: A Mais Pura Verdade, Dan Gemeinhart

a mais pura verdade

Autor: Dan Gemeinhart    Editora: Novo Conceito Páginas: 224                Ano:  2015

Classificação 2/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Em todos os sentidos que interessam, Mark é uma criança normal. Ele tem um cachorro chamado Beau e uma grande amiga, Jessie. Ele gosta de fotografar e de escrever haicais em seu caderno. Seu sonho é um dia escalar uma montanha. Mas, em certo sentido um sentido muito importante , Mark não tem nada a ver com as outras crianças.
Mark está doente. O tipo de doença que tem a ver com hospital. Tratamento. O tipo de doença da qual algumas pessoas nunca melhoram.
Então, Mark foge. Ele sai de casa com sua máquina fotográfica, seu caderno, seu cachorro e um plano. Um plano para alcançar o topo do Monte Rainier. Nem que seja a última coisa que ele faça.
A Mais Pura Verdade é uma história preciosa e surpreendente sobre grandes questões, pequenos momentos e uma jornada inacreditável.

 ” Essa é uma coisa que eu não entendo: por que alguém quereria me impedir. Tudo o que eu queria era morrer. Essa é a mais pura verdade.”

Quando esse livro chegou em casa (e que agradeço a Novo Conceito pelo presente 😘) bati o olho e pensei: ” hum, capa azul, criança fugindo, doença…acho que o livro é triste. Será que leio?”

Pois eu li! Resolvi dar uma chance! E sim, a história é triste! Não vou dizer que gostei ou que indicaria,  por que para mim foi uma história sem sal nem açúcar.  Talvez por que não é meu gênero literário..Mas confesso que em muitos momentos encontrei frases inspiradoras e pensamentos sobre o comportamento humano que me surpreendeu e me fez refletir.

A história é sobre Mark, um garoto de dez anos que tem câncer  e desde muito pequeno passou sua vida entre hospitais, remédios, lágrimas…e cansado de tudo isso resolve embarcar em uma aventura, a última de sua vida : escalar o Monte Rainier. Foge de casa levando apenas algumas coisas que serão necessárias para chegar até o local, não pretende voltar. Sabe que seu corpo não resistirá.

” Tremer de frio sob a chuva enquanto tenta não chorar e vomitar ao mesmo tempo é um saco. Essa é a mais pura verdade.”
” Essa é outra coisa que eu não entendo: por que as pessoas sempre acham que podem fazer alguma coisa só porque querem.”

Durante a fuga ele sente dores muito fortes na cabeça a ponto de não conseguir enxergar e ficar zonzo, mas ele não desiste, muita coisa dá errado, tanto que eu fiquei desesperada com essa criança sozinha, mas existem alguns momentos de paz. E não importa se ele está com dor, com fome, frio…ele vai chegar ao Monte de qualquer forma. No fim o leitor descobre por que Mark estava tão obstinado em chegar aquele lugar, descobre o que fez ele largar tudo e partir numa aventura sem volta. E sim, é surpreendente!

A forma como ele encara a doença pode deixar muitos leitores chocados. Uma criança ver as coisas da forma que ele vê assusta. E não é de uma forma pessimista e sim de uma forma objetiva e lógica. Nota-se como a doença tornou Mark adulto e consciente do seu destino.

“Era um fardo enorme para o seu coração, mas o coração do seu melhor amigo estava suportando outro ainda maior, ela sabia disso.”

Agora fica com vocês a decisão de ler! Depois me conta no que deu!

Beijo, outro, tchau!

assinatura nova ana

Resenha: A Menina Mais Fria de Coldtown, Holly Black

a menina mais fria capa

Autor: Holly Black            Editora: Novo Conceito Páginas: 382                       Ano:  2014

Classificação 4/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

No mundo de Tana existem cidades rodeadas por muros são as Coldtowns. Nelas, monstros que vivem no isolamento e seres humanos ocupam o mesmo espaço, em um decadente e sangrento embate entre predadores e presas. Depois que você ultrapassa os portões de uma Coldtown, nunca mais consegue sair. Em uma manhã, depois de uma festa banal, Tana acorda rodeada por cadáveres. Os outros sobreviventes do massacre são o seu insuportavelmente doce ex-namorado que foi infectado e que, portanto, representa uma ameaça e um rapaz misterioso que carrega um segredo terrível. Atormentada e determinada, Tana entra em uma corrida contra o relógio para salvar o seu pequeno grupo com o único recurso que ela conhece: atravessando o coração perverso e luxuoso da própria Coldtown. A Menina Mais Fria de Coldtown, da aclamada Holly Black, é uma história única sobre fúria e vingança, culpa e horror, amor e ódio.

” Os militares ergueram barricadas em volta das áreas da cidades em que as infecções irromperam. Foi assim que as primeiras Coldtowns foram fundadas”

Confesso que não foi um livro que ansiava para ler a todo momento, são muitos detalhes que poderiam ser ignorados, mas ele me deixava curiosa! Lá pelas páginas 270 uma reviravolta me deixou de queixo caído e comecei a ler todo momento que podia. O livro todo me deixou ansiosa e tem um ritmo constante desde o inicio,  é lutar, é se esconder, é tentar manter pelo menos uma troca de roupa em boas condições rs. Ele não tem aquele apelo romântico a la Edward e Bella, na verdade são poucos os momentos românticos e quando tem lembra bastante a série True Blood!

Se teve uma coisa que eu gostei foi a personalidade da Tana, protagonista da história. Ela é decidida, disposta a ajudar seus amigos e família, sente medo mas isso não a deixa paralisada,  é feroz e em alguns momentos eu falava em voz alta:” colega vai com calma aí, pensa melhor”.a menina mais fria

O cenário construído pela autora é bem interessante, não tinha lido nada parecido até o momento. Isso é muito bom, porque sai do óbvio. Tudo é novo na história da Holly Black, desde a reação do mundo ao descobrir que existem vampiros até a forma com que as pessoas se tornam vampiros. Ah e aqui ele é retratado como vampiro de verdade, daqueles que morrem no sol! Anne Rice agradece.

E a formatação do livro é um show a parte! A capa é linda, a cada novo capítulo você é presenteado com uma frase de algum pensador/autor sobre a morte e nas páginas você encontra manchas como se fossem respingos de sangue. Tem alguns erros de português, mas nada que atrapalhe a leitura.

” Ela havia gritado, gritos agudos, chamando a mãe, contudo a mãe já estava lá. A mãe era o monstro”

” A morte tem seus prediletos, como qualquer um. Aqueles que são queridos da morte não haverão de morrer”

Vamos ao livro! A história começa com Tana acordando com uma baita ressaca dentro de uma banheira e desesperada porque já está de tarde e todos da festa devem ter tirado fotos dela enquanto esteve desmaiada. Ao sair do banheiro ela vê que ocorreu um massacre ali,  tudo indica que foi um ataque de vampiro. Em meio a confusão de ainda estar bêbada e ver todos seus amigos mortos, ela encontra seu ex-namorado Aidan amarrado na cama de um quarto, e no canto um vampiro preso por correntes ( o vampigato Gavriel). De cara, Tana percebe que Aidan foi mordido e com certeza já está infectado, mas ela ainda pode ajudar ele, basta deixá-lo em quarentena. Ela desamarra os dois ( até o vampiro gente!) e durante a fuga um outro vampiro arranha sua perna com as presas.

a menina mais fria 2Os três fogem da casa e tomam como destino a maior e mais próxima ColdTown que existe, para que Aidan e Tana possam ficar sob vigilância do governo durante o periodo de descontaminação. Tana não tem certeza se está infectada mas tem medo de ir para a casa e acabar matando sua família. Gavriel os acompanha. É incrível a influência que ela tem sobre eles dois, não sei se é o cheiro dela ou a força que ela passa, mas Aidan e Gavriel fazem tudo que ela manda.

Como a sinopse diz, Coldtowns são cidades cercadas para manter os vampiros dentro delas. Mas no mundo de Tana, os vampiros não são só maus e assassinos, eles também são celebridades! Muitos humanos (principalmente adolescentes) vão para as Coldtows servir de “comida” para eles, almejando que um dia, serão transformados nesses seres imortais. Tudo é televisionado e cheio de glamour, a vida nas Coldtows parece ser esplêndida e desejável. Mas não é só isso o que acontece atrás dos poderosos muros. Intrigas, ódio e assassinatos também estão envolvidos.

Após uns dias em ColdTown Tana percebe que não está infectada – Será? Deixarei vocês na dúvida- e pode enfim sair daquele lugar! Massssss tudo começa a dar errado, acho que nem parou de dar errado, e talvez ela tenha que ficar lá para sempre.

Você não terá tempo para descansar! Recomendo a leitura!

E parece que tem mais vindo por ai! Será uma trilogia? Espero que não rs.

” Eles comem uns aos outros. Comem a nós. Comem todas as porcarias de coisas. Eles beberiam o sangue do mundo inteiro se nós deixássemos”

” Você é mais perigosa que o nascer do sol”

” Eu quero ver as cinzas de vocês dois soprarem na face de uma lua vermelha como sangue”

” Todo herói não está ciente de todas as razões terríveis pelas quais realizou todas aquelas boas ações? Não está ciente de todos os erros que já cometeu e de como boas pessoas se feriram por causa das decisões deles?”

Olha que legal esse book trailer lançado nos Estados Unidos! Mil vezes melhor do que o lançado no Brasil.

Gostaram? Já leram?

Conta aqui!

Beijo, outro, tchau!

assinatura nova ana marys

Resenha: Boneca de Ossos, Holly Black

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Autor: Holly Black            Editora: Novo Conceito Páginas: 221                       Ano:  2013

Classificação 3/5 ⭐️ 🚍

Á venda l Submarino l Americanas

Sinopse:

Poppy, Zach e Alice sempre foram amigos. E desde que se conhecem por gente eles brincam de faz de conta – uma fantasia que se passa num mundo onde existem piratas e ladrões, sereias e guerreiros. Reinando soberana sobre todos esses personagens malucos está a Grande Rainha, uma boneca chinesa feita de ossos que mora em uma cristaleira. Ela costuma jogar uma terrível maldição sobre as pessoas que a contrariam. Só que os três amigos já estão grandinhos, e agora o pai de Zach quer que ele largue o faz de conta e se interesse mais pelo basquete. Como o seu pai o deixa sem escolha, Zach abandona de vez a brincadeira, mas não conta o verdadeiro motivo para as meninas. Parece que a amizade deles acabou mesmo…

Mas, de repente, Poppy conta para os amigos que começou a ter sonhos com a Rainha ¿ e também com o fantasma de uma menininha que não conseguirá descansar enquanto a boneca de ossos não for enterrada no seu túmulo vazio. Então, Poppy, Zach e Alice partem para uma última aventura a fim de ajudar o fantasma da Rainha a encontrar o seu descanso eterno. Mas nada acontece do jeito que eles planejaram… A missão se transforma em uma jornada de arrepiar.

Será que a boneca é apenas uma boneca ou existe algo mais sinistro por trás desses fatos? Poppy está mesmo dizendo a verdade ou tudo isso não passa de um truque para que voltem a brincar juntos? Se existe mesmo um fantasma, o que vai ser das crianças agora que elas estão nas suas mãos?

“Ele se perguntava se crescer era descobrir que a maioria das histórias não passavam de mentiras”

Confesso que não foi uma leitura tão agradável quanto pensei que seria. Mas a culpa é minha mesmo, eu não prestei atenção na classificação etária. Na minha opinião ele é indicado para menores de 13 anos. Eu leria ele para alguma criança ou indicaria sem problemas.

É também difícil contar sobre o livro porque a sinopse é muito detalhada e completa. Resta apenas dar minhas 20141223_151127opiniões pessoais.

O livro narra a história de três amigos com doze anos de idade e uma imaginação invejável. Eu fiquei fascinada de como eles se entregam as histórias que criam. Todos os dias depois da aula eles se reúnem  para criar histórias com seus bonecos e são histórias realmente boas. Todas as histórias envolvem uma boneca de porcelana que a mãe de Poppy tem guardada e proíbe que toquem nela. A boneca é bem assustadora e para completar é feita de ossos o que estimulou muito a imaginação das crianças.

Quando o pai de Zach o proíbe de brincar ele não conta o verdadeiro motivo para as meninas e elas ficam arrasadas. Dois dias depois Poppy conta que a alma da boneca de porcelana foi até ela e pediu para ser enterrada e conseguir enfim descansar em paz.

” Ela não descansará até a gente enterra-la. E não vai nos deixar descansar também. Ela prometeu nos atormentar se não ajudarmos.”

Poppy sugere aos amigos que essa seja a ultima aventura deles e após muita insistência ela consegue convence-los. Eles saem no meio da madrugada para outra cidade a fim de encontrar o cemitério que a boneca deve ser enterrada. Essas crianças tem mais sorte do que juízo.

Na maior parte da história eu senti raiva da Poppy, ela é muito autoritária e até agora eu fico pensando se ela inventou essa história ou se era verdade. E claro, senti medo da boneca, quem me conhece sabe que eu tenho pavor de bonecas e ficar nesse dilema ” será que a boneca se mexeu mesmo? Será que ela está possuída mesmo?” foi angustiante.

20141223_151017As crianças também tem muita imaginação, elas associam tudo ao fato da boneca estar assombrada e toda a aventura e sentimentos ficam intensificados levando o leitor a se confundir do que é real ou não.

O livro tem uma pegada obscura mas não assusta e passa também lições sobre amizade e relações familiares. Durante a leitura você encontra ilustrações sobre as cenas descritas. Eu lembrei da época que pegava livros na biblioteca e só queria aqueles com desenhos rs. Como eu disse é um livro infantil, não espere você com trinta anos sentir medo dele ou vai sentir né, nunca se sabe.

“Foi como um soco no estomago. William, a Lâmina, Max Caçador e todos os outros estavam mortos. Sem eles as histórias estariam mortas também.”

 E vocês já leram? Vão ler? Conta aqui!

Beijo, outro, tchau!

assinatura nova ana marys

Resenha: Para Onde Ela Foi, Gayle Forman

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Autor: Gayle Forman    Editora: Novo Conceito Páginas: 240                Ano:  2013

Classificação 5/5 ⭐️ 🚍

Á venda l Submarino l Americanas

Sinopse:

Meu primeiro impulso não é agarrá-la nem beijá-la. Eu só quero tocar sua bochecha, ainda corada pela apresentação desta noite. Eu quero atravessar o espaço que nos separa, medido em passos não em milhas, não em continentes, não em anos , e acariciar seu rosto com um dedo calejado. Mas eu não posso tocá-la. Esse é um privilégio que me foi tirado. Com a mesma força dramática de Se Eu Ficar, agora pela voz de Adam, Para Onde Ela Foi expõe o desalento da perda, a promessa da esperança e a chama do amor que renasce.

” – A Sra. Hall gostaria que o senhor fosse aos bastidores “

Esses dias eu fiquei pensando sobre histórias que nos fazem sofrer…como Eleanor e Park e Como eu era antes de você. Ahh que raiva dos escritores! As pessoas tem sentimentos sabiam! Vamos pegar leve!  💜 🔫

A leitura de Se eu ficar foi difícil, mas a sequencia… meu coração doía em cada página. Como o amor pode machucar tanto?! 😭 E o que me deixa mais irritada é que esse tipo de leitura nem é a minha praia, porque eu inventei de ler?

E o Adam…ahhh Adam, você me fez suspirar, me apaixonar, sentir raiva e querer te abraçar! 😏 Seu lindo!

Para onde ela foi se passa três anos depois do acidente com a família de Mia Hall e é narrada pelo ponto de vista do Adam. Na história, Mia está morando em Nova Iorque, recém formada na Julliard e com uma turnê agendada,  Adam se tornou um astro do rock com a banda Shotting Star e está fazendo sucesso no mundo inteiro.

Tudo perfeito exceto que eles não estão juntos! Depois do acidente, Mia foi para Julliard e logo em seguida o namoro acabou. Não foi um término oficial, daqueles que a gente fala com todas as letras…foi aquele término subententido e isso arrasou o Adam. É quase palpável o quanto Adam está sofrendo.

E o mais incrível é o que ele fez com essa raiva e dor! Ele a transforma em algo produtivo e lindo! O livro intercala momentos atuais da vida de Adam e lembranças de quando estava com Mia. É a mesma pegada do primeiro livro.

Quando Adam encontra a Mia ao acaso ou não em Nova Iorque, ele luta para se afastar dela já que não quer se afundar mais no vazio que ela deixou. Mas Mia corre atrás dele (literalmente) e o convida para jantar. Sabe o que me irritou mais dessa parte em diante? Foi a Mia agir como se nada tivesse acontecido entre eles. Agindo como se tudo estivesse ok. Nossa que raiva. depois leva na cara e não sabe porque.

Eles então passam a noite toda juntos, jantando, jogando boliche, fugindo dos paparazzi..até que em um momento Adam não aguenta mais e explode com ela! Começa a despejar tudo o que ficou engasgado nos últimos três anos. Nessa parte seu coração vai quebrar em alguns pedaços, é provável que você chore, é provável que você diga alguns palavrões…mas pelo menos você e o Adam vão entender o que os levou aquele ponto. 

” Não foi o que eu disse a ela?…Prometi que eu faria qualquer coisa se ela ficasse, mesmo que isso significasse deixá-la ir?”

Desde o primeiro livro eu me tornei fã do Adam! Ele é maduro, sensível e ama tanto a Mia 😍 . Nessa continuação você mal o reconhece. É como se ele estivesse vivendo a vida de outra pessoa eeeee tudo isso porque? Por causa da Mia. Senti muita raiva dela durante a história, acho que até agora estou com raiva. Senti raiva do Adam por ter ido no teatro assisti-la tocar, senti raiva deles dois conversando sobre estacionamentos e sanduíches…não é ciumes! É o tal do “tomar as dores” sabe?!

” Depois que ela se foi eu fiquei sozinho. Não havia ninguém para ocupar o lugar dela”

O final não poderia ser melhor! Mesmo odiando a escritora e a Mia, acredito que foi merecido. Foi realmente uma lição de amor. 

 Recomendo!

“Mas eu faria de novo. Faria aquela promessa milhares de vezes e a perderia milhares de vezes para tê-la ouvido tocar a noite passada ou vê-la esta manhã à luz do sol. Ou mesmo sem isso. Só para saber que ela estava em algum lugar aí fora. Viva.”

 

” Sei que devo algum tipo de desculpa a você…mas é que palavras, desculpa, sinto muito, são mesquinhas para o que você merece.”

 

” Sua boboca – falei, beijando-a na testa – você não me divide. Você me tem.”

E se vocês quiserem ler  a resenha de Se eu ficar é só clicar AQUI!

E ai vocês já leram? Vão ler?

Conta pra gente!

Beijo, outro, tchau!

assinatura nova ana marys

Resenha: Atrás do Espelho, A.G Howard

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Autor: A.G Howard   Editora: Novo Conceito Páginas: 396              Ano:  2014

Classificação 5/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Em O Lado mais Sombrio , a releitura dark de Alice no País das Maravilhas , Alyssa Gardner foi coroada Rainha, mas acabou preferindo deixar seus afazeres reais para trás e viver no mundo dos humanos. Durante um ano ela tentou voltar a ser a Alyssa de antes, com seu namorado, Jeb, sua mãe, que voltou para casa, seus amigos, o baile de formatura e a promessa de ter um futuro em Londres. No entanto, Morfeu, o intraterreno sedutor e manipulador que povoa os sonhos de Alyssa, não permitirá que ela despreze o seu legado. O mesmo vale para o País das Maravilhas, que parece não ter superado o abandono. Alyssa se vê dividida entre dois mundos: Jeb e sua vida como humana… e a loucura inebriante do mundo de Morfeu. Quando o reino delirante começa a invadir sua vida real , Alyssa precisa encontrar uma forma de manter o equilíbrio entre as duas dimensões ou perder tudo aquilo que mais ama.

” Por mais que eu tente me distanciar das lembranças do Pais das Maravilhas, elas estão sempre presentes, recusam-se a partir. “

formigaPor incrível que pareça o segundo livro é muito melhor que o primeiro! Li com mais gosto dessa vez e tenho que dar os parabéns pra escritora. Ok, a Alyssa continua sendo uma tonta. Ok, o Morfeu continua mentiroso. Ok, ok hahahaha..mas é sério, nessa sequencia a história tem mais aventura, sem aquele blá blá blá de sou adolescente e ” I

Ah! Vocês já notaram o quanto os personagens se vestem mal? Quem usa calça skinny e saia de filó com perolas? Ou calça jeans com listras vermelhas e azuis com bota de combate, camiseta rasgada e colete? Gente, não orna kkkk

Mas vamos a história 🙂

O segundo livro da trilogia se passa um ano depois da aventura no País das Maravilhas. Alyssa está no ultimo ano da escola, Jeb está formado e com a carreira indo de vento em pompa, a mãe dela, Allison, está emes_20071227_1_5004885_captured casa novamente e tudo está indo perfeitamente bem. É certo que Alyssa continua ouvindo os insetos e plantas e que Morfeu continua visitando seus sonhos, mas ela está conseguindo manter as coisas em ordem. Bom, está do verbo estava até o momento que Morfeu resolve invadir o mundo terreno, usando o corpo de um humano e insistindo que Alyssa volte ao País das Maravilhas e lute com a Rainha Vermelha, pois segundo ele a Vermelha planeja se vingar daquela que a traiu e destruir o País das Maravilhas.

Nesse momento começa a sessão ” dúvidas infinitas da Alyssa que não a deixam tomar nenhuma decisão”: Ela não quer ir sem antes contar ao Jeb toda a verdade, ela não sabe se Morfeu está dizendo a verdade, ela não sabe quem está assombrando sua vida, se questiona se deve abandonar o posto de rainha, se caga ou sai da moita…blá blá blá…Ah e outra coisa, essa patifaria dela com o Morfeu encheu. Nossa gente esses joguinhos de eu gosto de você/eu te odeio, foi bem cansativo. A Alyssa tem uma queda por Morfeu desde o primeiro livro e fica fazendo charminho dizendo que não e isso já está se arrastando por dois livros, acho que já deu né, já deu junto com as briguinhas do Morfeu com o Jeb, aff.

Apesar do livro se passar no mundo terreno dando um aspecto mais juvenil a história, envolvendo até o baile de formatura, ele não deixa de ser interessante já que os personagens do País das Maravilhas vem para “alegrar” a vida da Alyssa. 

” O problema é que Morfeu raramente diz a verdade. E ele sempre tem segundas intenções. “
” Fazemos o que precisa ser feito para proteger aqueles que amamos.”

Quando Morfeu invade o mundo terreno, o livro se torna interessante nível 100,  começam a surgir várias revelações, são páginas e páginas para ficar de boca aberta sem reação – Eu mesma perdi um ônibus de tão entretida que estava – você começa a sorrir, a falar, a mandar mensagem para azamigas dizendo “é sério isso?”. 

Queria muito contar mais detalhes do livro, porque realmente foi empolgante a leitura, mas não quero estragar a surpresa de vocês.

downloadE realmente a história é muito boa, tem mais aventura, muito mais surpresas, o Jeb tá mais macho, a mãe de Alyssa ganha destaque…mas sem querer me contradizer, já contradizendo, dá a sensação que a história se arrasta, tem problemas do primeiro livro que ainda não foram resolvidos e esse chove não molha é cansativo.

Eu fiquei me perguntando a história toda do porque o livro se chamar “atrás do espelho” sendo que ninguém falava sobre isso, dai quando estava acabando eu entendi hihi. E a forma com que ele termina me dá esperanças que o terceiro livro será no mesmo nível, bom, muito bom.

” Eu não sei mais quem é você. Mas de uma coisa eu sei: você é mais mentirosa do que Morfeu jamais conseguiu ser.”
“Compaixão não tem lugar em campo de batalha algum…seja mágico ou não.”
 ” Tento refrear o modo como a minha pele reage ao toque dele, atraindo-me em sua direção, como pelos eriçados por uma corrente elétrica. “

Momento depressão: O último livro da trilogia está sem previsão de lançamento no Brasil.

Editora Novo Conceito, aguardaremos pacientemente.

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 ” Eu sou louca, e aceito isso – Alyssa “

E ai curtiu? Vai ler? Já leu? 

Você é Team Jeb ou Team Morfeu?

Conta pra gente!

 

UPDATE!

A editor Novo Conceito informou que o lançamento do terceiro livro foi adiado para 2016!

Update!!!!

Participem da ‘manifestação virtual’, é só clicar na imagem! 😀

manifestação

Beijo, outro, tchau! 

assinatura nova ana marys

Resenha: Se Eu Ficar, Gayle Forman

se eu ficar

Capas de livro com as cenas do filme = broxante. Autor: Gayle Forman      Editora: Novo Conceito    Páginas: 192                      Ano:  2009

Classificação 5/5 ⭐️ 🚍

Á venda l Submarino l Americanas

Sinopse:

Depois do acidente, ela ainda consegue ouvir a música. Ela vê o seu corpo sendo tirado dos destroços do carro de seus pais – mas não sente nada. Tudo o que ela pode fazer é assistir ao esforço dos médicos para salvar sua vida, enquanto seus amigos e parentes aguardam na sala de espera… e o seu amor luta para ficar perto dela. Pelas próximas 24 horas, Mia precisa compreender o que aconteceu antes do acidente – e também o que aconteceu depois. Ela sabe que precisa fazer a escolha mais difícil de todas.

 

Solta o play e vem ler a resenha!

 

 “Se eu ficar. Se eu viver. A escolha é minha.”

Ah eu fiquei tão brava quando vi o filme! Porque ficam mudando os detalhes? Porque colocaram aquele vestido nela na festa de hallowen se na verdade ela foi de calça de couro e bota e ficou muito mais bonita? Cadê o caminhão que causou o acidente? Grrrrrr…Vou te falar viu.rs

Porque eu li esse livro? Bom realmente ele não faz meu gênero literário. Mas lá estava ele com apenas 192 páginas, sendo que a história em si é de apenas 138 páginas. É igual petisco de boteco, quando se dá conta já acabou 😀 . Pra ajudar eu via o trailer do filme em todos os lugares e com uma trilha sonoro mara. Como resistir? Peguei pra ler né, sim me julguem, fui pela modinha hihi

E posso dizer um “ownnnnnnn” de três minutos de tanta fofura 🙂 🙂 🙂

É gente, eu sou menina, não gosto de rosa, não sou delicada, mas esse livro é lindo!

Ah e outra coisa, como eu vi as cenas do filme minha memória saiu prejudicada…não consegui imaginar a Mia de outro jeito se não sendo a Chloë Grace Moretz, assim como os outros personagens…chato isso né.

 ” Tinha certeza de que Adam estava olhando para mim agora, da mesma forma que tinha certeza de que se eu o olhasse, ele me beijaria.  E fiquei surpresa ao me dar conta do quanto eu queria aquele beijo, ao perceber que eu tinha pensado naquilo tantas vezes que já tinha memorizado o formato exato dos seus lábios, e que eu tinha imaginado meu dedo roçando a covinha do queixo dele.”

Se eu tivesse lido em casa (e não no ônibus como sempre) teria me debulhado em lágrimas, mas como estava na rua tinha que fazer a linha phyna e normal. A história é muito linda!

Mia é uma adolescente de 17 anos que tem uma vida ótima. Sua família é unida e tem um ótimo relacionamento, ela está aguardando o resultado da prova para entrar na Julliard, uma famosa escola de música, tem um namorado super legal que a ama demais e uma melhor amiga que sempre está do seu lado. Um dia, quando a família resolve visitar alguns amigos e no caminho sofrem um acidente na estrada.

Um acidente tão rápido que Mia nem sentiu. Continua escutando a música que está tocando no rádio e percebe que seu corpo está inteiro. Se ela está bem, todo mundo deve ter saído do carro também, certo?!. É isso que ela pensa quando começa a andar pela estrada procurando seus pais.

Quando ela sai a procura da sua família, acaba encontrando seu próprio corpo e percebe que alguma coisa muito errada aconteceu. Como ela está ali vendo seu corpo? Porque ela não sente dor? Aparentemente ela está morta…e no meio dessa confusão aparecem ambulâncias, começam a colocar tubos em seu corpo e sua unica reação é pedir para acordar.

”  Isso não se parece nem um pouco com aquele filme Ghost, em que se pode atravessar o corpo de quem você ama, fazendo a pessoa sentir a sua presença.”

O resgate a leva para o hospital e Mia acompanha todo o processo, vê a cirurgia, escuta os comentários dos médicos, tocam seu corpo mas mesmo assim ela não sente nada. Não consegue entender o porque de estar ali ainda e sofre por ver seus parentes torcendo para que ela sobreviva sendo que ela não sabe se quer ficar.

“Caminho até a parede, imaginando que vou atravessa-la e sair do outro lado. Mas quando chego até lá, me choco contra ela”

O livro conta as 24 horas seguintes do acidente e intercala momentos dela no hospital com histórias que ela viveu com os pais, com o irmão, avós… Todas são histórias cheias de amor, carinho e amizade, com elas você conhece melhor os personagens e torce para que Mia resolva ficar, por mais dolorido que seja. Adam, o namorado, parece o cara perfeito: alto, romântico, toca numa banda de rock e o principal, ama a Mia de verdade. *arrepios*.

Créditos também para a família de Mia, os pais são muito legais mesmo…tô pensando aqui agora, é tudo muito perfeito…ninguém briga, foge de casa, arruma confusão na escola – momento devaneio-.

Ah e como todo bom romance que se preze há frases lindas que me fizerem lacrimejar. Olha aí:

Sample_Filme” – Me toque – disse ele
   – O que?
   – Quero que me toque como você faz com o violoncelo”

 ” — Namorada é uma palavra idiota — disse ele. — Não suportava chamá-la assim. Então, tivemos de casar para que eu pudesse chamá-la de “esposa”.

“Meus pais não estão aqui. Não estão segurando a minha mão, nem tentando me animar.”

” Há algo de reconfortante nisso. Morrer como uma família, sem deixar ninguém para trás.”

“Por que ele se apaixonou por mim? Não fazia o menor sentido.”

SeEuFicar_04

“Amo esse seu jeito frágil e ao mesmo tempo durão, resguardado e ao mesmo tempo despojado.”

Bom, já vou procurar a continuação para ler!

Beijo, outro, tchau!

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