Resenha: O Seminarista, Bernardo Guimarães

Hoje o post é brasileiríssimo! Solta o play e lê o resumo!

 

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Titulo: O Seminarista    Editora: Rideel                  Páginas:  120              Ano: 1872

Classificação 5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Obrigado pelos pais a tornar-se padre, Eugênio procura esquecer Margarida. Mas o amor é mais forte e pode vencer todas as pressões. Nesta narrativa forte e comovente, o autor critica as imposições da sociedade patriarcal brasileira do século XIX.

 

                                                  

 

Esse livro faz parte da coleção que eu fui obrigada a ler na escola, e por sorte minha e do meu boletim eu gostei muito!

Ele tem uma leitura fácil, não é massante e conta uma história de amor impossível! Tudo o que uma adolescente de 16 anos precisa!rs

A história é sobre Eugênio, filho de família rica que se apaixona por Margarida, filha da empregada. Os dois cresceram juntos e o amor entre eles começou aí, na infância e se estendeu por toda a vida, mas é um romance proibido pois os pais de Eugênio já tinham traçado seu destino, ele seria padre, o que garantiria para a família um bom status na sociedade.

Com a mudança para o seminário, o casal sofre muito com a separação, e para amenizar a saudade começam a trocar cartas, cartas essas cheias de amor e carinho, o que é uma afronta para atual situação de Eugênio.

Para o azar do casal, um padre descobre a blasfêmia, castiga severamente Eugênio e conta a seus pais o ocorrido. Para colocar o filho no caminho religioso de vez, eles contam que Margarida se casou e mudou para outra cidade, mas a verdade é que Margarida e sua mãe foram expulsas da fazenda.

E…..chega de falar sobre o livro!!! Daqui a pouco eu conto tudo, ele é curtinho!

Posso garantir que dessa parte até o fim do livro, você  ficará preso na leitura e se surpreenderá com o final. É sério!

É tão bonito a forma com que eles começam a se apaixonar,  sem maldade, o amor entre eles nasceu naturalmente. *suspiros*

A história tem vários pontos interessantes, por exemplo, como a ascensão social era mais importante do que a felicidade e como a profissão dos filhos eram escolhidas mesmo que não houvesse vocação nenhuma…Eu lembro de uma passagem onde diz que o primeiro filho deveria ser médico, o segundo advogado e o terceiro padre (eu me daria mal em qualquer um hahaha).

Na época que o livro foi lançado, muitos trataram como uma afronta, pois o assunto principal era celibato e religião ( e muita gente ficou interessada em ler!rs). Naquele tempo tudo que envolvia religião instigava a curiosidade da população, e o autor, Bernardo Guimarães, se aproveitou disso para escrever o romance e torná-lo um sucesso.

E você já leu? Curtiu?

 Beijo, outro, tchau!

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