Resenha: Nos Bastidores da Disney, Tom Connellan

os batidores da disney

Autor: Tom Connellan  Editora Saraiva   Ano: 1998  Páginas: 180


Classificação 5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

O sucesso da Disneyworld é incontestável. Anualmente, milhares de visitantes de diversos países visitam seus parques temáticos, e sempre saem satisfeitos com a organização e o atendimento. Nos bastidores da Disney revela as estratégias que fazem da Disney uma das empresas mais poderosas e rentáveis do mundo – entre elas, identificar a concorrência e valorizar o trabalho em equipe. Uma leitura aconselhável para profissionais de todos os níveis em empresas que desejam crescer e conquistar uma fatia no mercado.

Escolhi começar esta resenha introduzindo a dedicatória do livro que, no fim das contas, faz todo o sentido, melhor, faz jus:

“Para Walt Disney…
O exemplo mais bem-acabado de alguém que ousou sonhar”.

Nós entramos nos bastidores da Disney! Enfim podemos aprender e entender os segredos de tamanho sucesso da maior empresa de diversões do mundo. Para isso, Tom Connellan concebe aos leitores a Gangue dos Cinco, ou seja, cinco pessoas que aceitam o desafio de passar três dias na, comumente falada, Disney para aprender, em seu ínterim, lições que poderão introduzir na empresa em que trabalham. São estes: Bill, banco; Carmen, produtos de saúde; Don, peças automotivas; Judy, prestadora de serviços públicos; Alan, Empresa de software. Cada uma dessas pessoas possuíam personalidades diferentes, e os que mais se destacaram foram Judy, uma líder referente com todo aquele seu positivismo incrível, e Don, focado na seriedade (Disney é um local onde a diversão era o negócio) como viela para resultados.

Ao chegar na Disneyworld, a Gangue dos Cinco conhece Mort, o homem que fará o papel de mentor deles durante os três dias de aprendizado. Este se revela sábio. Ele explica que os ensinará com sete segredos do sucesso como se fossem lições escolares.

A Lição 1 concerne que concorrente é qualquer empresa com a qual o cliente o comparará. Quais seriam os concorrentes da Disney? Com certeza, no primeiro momento, um conglomerado de pessoas chutaria algumas outras empresas de diversão, mas será mesmo que somente tais empresas de mesma categoria se encaixariam no rol de concorrentes? A lição ensina que não. Todos que querem lucrar são considerados concorrentes, não importa a categoria. Veja bem, não são somente os produtos e/ou serviços centrais os primordiais. Não é apenas a atividade, digamos primária (diversão), mas também as outras atividades como atendimento ao público, telefone, pedidos, embarques e entregas.

A Lição 2 é sobre a fantástica atenção aos detalhes. É realmente fantástico como a empresa mostra atenção até nos mínimos detalhes. Um exemplo que chamou muito a minha atenção é que Carmen observou um imenso mural ilustrando cenas de Cinderela em que as filhas da madrasta estavam pintadas exatamente como no livro. Uma verde de inveja, e a outra vermelha de raiva.

“Se houver algo novo para se descobrir todas as vezes em que visitam o parque, estarão ainda mais propensos a retornar”.

A Lição 3 diz que todos mostram entusiasmo. Ela não diz respeito ao entusiasmo de querer realizar tarefas, mas sim ao modo que quer realizá-las. Primeiro, os funcionários são chamados de membros do elenco. E segundo, os clientes são chamados de convidados. Aqui, até

mesmo a diretoria administrativa poderá executar tarefas de faxina, pois todos são membros de uma mesma equipe. Aqui, todos estão juntos nisso. O importante é que todos tenham entusiasmo.

A Lição 4 complementa a Lição 3 que é: Tudo mostra entusiasmo. Percebemos que com o entusiasmo de todos, o detalhe é fato. Os membros do elenco sentem prazer em demonstrar entusiasmo, sendo assim, tudo o que eles fazem mostra exultação. Um ponto de grande relevância e que achei bastante interessante foi o tamanho entusiasmo e a surreal atenção ao detalhe de Walt Disney quando ele tomou por ideia de que queria que as pessoas (clientes/convidados) entrassem em um prédio de 5 milhões de dólares para comprar um hambúrguer de cinco centavos. Ou seja, sua vontade era fazer a visita de cada convidado mágica. Impressiona-me a maneira de tudo demonstrar júbilo. As áreas que se encontram em pavilhões diferentes, têm sua decoração extremamente minuciosa. Não somente a decoração em si, mas também as pessoas que ali trabalham e o cheiro do lugar. Um restaurante com tema francês tem seus chefes franceses, no pavilhão de Marrocos a decoração e os trabalhos artísticos foram confeccionados a mão por 23 artesãos de Marrocos, e os azulejos são os mesmo usados na decoração de palácios marroquinos. Até a tinta dourada de um carrossel é de ouro.

Na Lição 5 observamos o quão indispensável são múltiplos postos de escuta. Funciona da seguinte maneira. Os membros do elenco são estes postos de escuta, e eles se espalham por todo o parque, só assim, observando os convidados de todas as áreas, podem ter uma opinião indireta de feedback. Não há como atender necessidades conjuntas, por isso eles se espalham para melhor entender o que se passa em cada lugar do reino mágico.

“Os postos de escuta são as empresas ouvindo os clientes, em vez de ouvirem umas às outras ou a elas próprias”.

A Lição 6 mostra que a recompensa, reconhecimento e comemoração é a renda psicológica dos membros de elenco em relação aos convidados. Saber que o sentimento de amizade com que tratam seus clientes lhe rendem um feedback maravilhoso. A Dismey é líder no atendimento ao cliente. Importante destacar que os membros do elenco realmente tratam seus convidados com muito carinho e cuidado. Eles são agressivamente gentis e têm um sorriso que dura 24 horas.

E finalmente a Lição 7, onde destaca que todas as pessoas são importantes.

“ Às vxsxs, fico pxnsando qux aquilo qux faço não ´x importantx, mas xntão lxmbro-mx dx minha vxlha máquina dx xscxvxr. A maioria das txclas gxralmxntx funcionam bxm. Um dia, contudo, uma das txclas parou dx funcionar, x isso foi um problxma x tanto. Por isso, quando mx sinto txntado a dizxr qux não faz difxrxnça sx xu fizxr alguma coisa dirxito ou não, porqux sou apxnas uma pxssoa, lxmbro-mx da minha vxlha máquina dx xscrxvxr. X digo para mim mxsmo: ‘Sou nxcxssário, as pxssoas prxcisam dx mim’ “.

Simples assim.

Enfim, no terceiro dia Mort pediu para a Gangue dos Cinco vaguear pelo parque e observar com outros olhos agora que já aprenderam grandes lições. Depois todos se reuniram e dividiram com o grupo suas conclusões das grandes descobertas. Eles se impressionaram com as diversidades encontradas nas empresas em que trabalham e na Disneyworld. Constataram que iriam levar essas lições para casa junto com eles.

Ressalvo que este é meu ponto de vista, assim, abro um caminho para que vocês sintam-se a vontade e comentem quando e o que quiserem, pois a opinião de todos é valida!

Obrigada pela leitura!

assinatura nova luiza

Resenha: Ecce Homo, Friedrich Nietzsche

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Autor: Friedrich Nietzsche         Editora: Saraiva de Bolso Páginas: 114        Ano:  2011

Classificação 5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Alusão à frase de Pilatos ao exibir o Cristo martirizado – é um escrito autobiográfico de 1888 em que Nietzsche, no período final de lucidez intermitente, examina as suas obras e, através delas, apresenta um novo ideal humano. Não só isso, mas, ao escolher títulos de capítulos como “Por que sou tão sábio”, “Por que sou tão sagaz”, “Por que escrevo bons livros”, apresenta a si mesmo como protótipo de um novo homem.

“Quem cala falha sempre em finura e gentileza de ânimo; o calar é um pretexto; guardar consigo a injúria é formar necessariamente um péssimo caráter, […] Todos aqueles que silenciam sofrem […]”

Hey! Estou voltando com uma resenha de pegada filosófica, e o livro escolhido foi o Ecce Homo do tio Nietzsche.

Você queria um livro pequeno e difícil para ler? Pois, então, você acabou de encontra-lo!

Bom, o que falar desse alemão que eu mal conheço e considero pacas? Deixei para a editora Nova Fronteira a cargo disso…

Nietzche (1844 – 1900) nasceu no seio de uma família protestante, mas na adolescência entra em contato com os escritos de Schiller, Hölderlin e Byron, leituras que o afastaram do cristianismo, além dos clássicos Platão e Ésquilo, também decisivos na sua formação filosófica e no distanciamento da teologia. Aos 24 anos, torna-se professor de filologia naUniversidade da Basileia. Com a saúde debilitada, abandona a universidade quase dez anos depois e passa a se dedicar a escrever obras com Assim falava Zaratustra (1883), Ecce Homo(1888) e O anticristo (1888). Em 1890, Nietzsche tem um surto de loucura de origem incerta, que o acompanhou até a sua morte, em 25 de agosto de 1900, na cidade alemã de Weimar.

Ok, agora é a minha vez de falar um pouco sobre Nietzsche e a minha experiência de leitura de suas obras.
Um dos meus primeiros contatos com o filósofo foi quando eu estava no ensino médio nas aulas de filosofia e com alguns livros que meu pai tinha. Portanto, gostaria de deixar bem claro algumas visões que eu tenho de seus pensamentos e eu acho que vai ser útil para o entendimento para quem, futuramente, for ler as obras do Nietzsche.

Primeiramente, gostaria de desmistificar a frase mais conhecida e polêmica do moço: “Deus está morto.”

Para muitos, um choque ao ler essa frase, não? Para outros, uma verdade. Outros, então, indiferença. Para mim, uma interpretação na qual considero plausível e sólida para o seu significado. Há uns 3 anos li Assim falava Zaratustra. Grande e enigmática obra. Incrível, ao meu ver. Uma das minhas favoritas do autor. E sim, lá encontramos pensamentos que nos fazem refletir sobre temas de cunho religioso e, na minha opinião, é de suma importância para o desenvolvimento do ser humano. Enfim, eu gostaria muito, mas muito mesmo que esse preconceito e ideais acerca de suas obras fossem quebrados. Diante disso, o que eu tenho como justificativa para Deus está morto? Simplificadamente, pois pretendo resenhar o Zaratustra futuramente e quero deixar esse debate no post dedicado a isto, Deus não está morto. Quem matou Deus foi o homem. Reflexão do dia: paremos para pensar o que é Deus e o que pregam sobre. Ok, bem resumidamente temos que Deus é um ser, força, energia, etc., onipotente, onisciente e onipresente. Portanto, ele sabe tudo sobre nós, mortais. Certo. O que pregam sobre Deus? Justiça, amor, respeito e todo aquele blá blá blá básico. Pois, então, observe o nosso redor. Veja o que acontece no seu dia-a-dia e compare com os ensinamentos divinos. Creio eu que você, um ser humano que tenha empatia e um mínimo de bom senso, tenha encontrado problemas com o que Deus ensinou e o que nós praticamos aqui na terra. Não quero entrar no assunto religião, – mesmo ter, indiretamente, entrado – só queria deixar essa questão em aberto e mostrar que a sua doutrina religiosa não vai interferir em nada durante a leitura de Nietzsche e Sartre, por exemplo, desde que você leia com a cabeça aberta para novas informações e não tenha preguiça de pensar o por que do autor acreditar sobre uma coisa x, escrever uma coisa z e etc.

Acho que é isso…vamos falar da sinopse do livro em questão antes que eu comece a escrever coisas aleatórias aqui.

Já deu para perceber pelos títulos que o egocentrismo chegou para ficar na obra. Errado. – ou não…pelo menos eu acho um pouco vulgar essa interpretação.

Como temos em mãos uma autobiografia, os capítulos discorrem acerca da vida e obra, como era a sua família, seu cotidiano e como se considerava um sábio. O prefácio deixa bem claro o eixo temático do livro.

Sem ser, por exemplo, uma espécie de monstrengo, uma sentina de imoralidade, sou o contrário (por temperamento) dessa classe de indivíduos que até agora continua sendo venerada como modelo de virtude. Orgulho-me de seguir as doutrinas do filósofo Dionísios e preferiria mil vezes mais ser considerado como um sátiro do que como um santo. Por isso, quero que todo mundo o leia este livro;

Sobre a linguagem. Difícil, sim. Não se esqueçam que Nietzsche era filólogo. Portanto, vamos encontrar joguinhos de palavras, metáforas e coisas do gênero. Sobre a tradução. Bom, não tenho muito o que reclamar sobre a que eu possuo, pois não tive a oportunidade de ler Ecce Homo em outras traduções ou original. Não tenha medo de o ler. Vai ser trabalhoso, mas vale muito a pena.

Até a próxima!

assinatura Barbara