Resenha: A rebelde do deserto, Alwyn Hamilton

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Autor: Alwyn Hamilton – Editora: Seguinte                   Ano: 2016 – Páginas: 288

Classificação 3.5/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

O deserto de Miraji é governado por mortais, mas criaturas míticas rondam as áreas mais selvagens e remotas, e há boatos de que, em algum lugar, os djinnis ainda praticam magia. De toda maneira, para os humanos o deserto é um lugar impiedoso, principalmente se você é pobre, órfão ou mulher.

Amani Al’Hiza é as três coisas. Apesar de ser uma atiradora talentosa, dona de uma mira perfeita, ela não consegue escapar da Vila da Poeira, uma cidadezinha isolada que lhe oferece como futuro um casamento forçado e a vida submissa que virá depois dele.

Para Amani, ir embora dali é mais do que um desejo — é uma necessidade. Mas ela nunca imaginou que fugiria galopando num cavalo mágico com o exército do sultão na sua cola, nem que um forasteiro misterioso seria responsável por lhe revelar o deserto que ela achava que conhecia e uma força que ela nem imaginava possuir.

” Aquilo doeu. Depois de quase dois meses de confiança, bastava ser uma garota para mudar tudo (p.161)”

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Resenha: A Coroa, Kiera Cass

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Autor: Kiera Cass – Editora: Seguinte            Páginas: 310 – Ano: 2016

Classificação 2/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Em A Herdeira, o universo de a Seleção entrou numa nova era. Vinte anos se passaram desde que America Singer e o príncipe Maxon se apaixonaram, e a filha do casal é a primeira princesa a passar por sua própria seleção.

Eadlyn não acreditava que encontraria um companheiro entre os trinta e cinco pretendentes do concurso, muito menos o amor verdadeiro. Mas às vezes o coração prega peças… e agora Eadlyn precisa fazer uma escolha muito mais difícil – e importante – do que esperava.

America Singer e o Príncipe Maxon se apaixonaram, e a filha do casal é a primeira princesa a passar por sua própria seleção.

Eadlyn não acreditava que encontraria um companheiro entre os trinta e cinco pretendentes do concurso, muito menos o amor verdadeiro. Mas às vezes o coração prega peças… e agora Eadlyn precisa fazer uma escolha muito mais difícil – e importante – do que esperava.

Em A Coroa, continuamos a acompanhar Eadlyn em sua Seleção. Restam poucos candidatos, mas os que ainda permaneceram no castelo cativaram algo muito especial na princesa, dificultando, assim, corte na Elite.  

Nada te deixa mais consciente da presença de uma pessoa do que a falta (p. 9).

Durante as primeiras aparições da garota em A Herdeira, suas atitudes deram a impressão de que a mesma não pensava em ninguém a não ser nela mesma e que não conhecia nada verdadeiramente além das paredes do castelo onde morava. Pois é. Embora os argumentos acima sejam verdadeiros, acredito que, como ela nasceu e cresceu usufruindo do melhor, tudo o que Eadlyn externou fora simplesmente seu jeito, moldado a partir de costumes. Por isso, particularmente, não comprei a ideia de muitos leitores que a denotavam metida e mimada, e sim, havia muita confusão em sua cabeça. Como uma princesa, não se espera que a mesma compartilhe das mesmas aquisições de pessoas de baixa renda. Porém, espera-se também que ela possa entender plenamente seu povo, aproximando-se dele e manifestando interesse e confiança, oferecendo, então, medidas cabíveis, para que assim os conquiste. Haja vista que os habitantes daquele lugar não expunham empatia por ela. Para a garota, expor sentimentos a transformava em uma pessoa fraca.

[…] mais do que qualquer outra pessoa aqui, sei que você esconde o jogo. Uma confissão como essa deve ter sido dolorosa (p. 58).

O que muitos podem não ter destacado foi o lado sensível de Eadlyn. Apesar de externar sempre sua extrema independência e controle, se abalava pela não aceitação por parte de seu público. Aos poucos ela foi percebendo que, mesmo considerando a si mesma a pessoa mais poderosa do mundo, sentia-se isolada algumas vezes, principalmente durante a Seleção. A odiou desde o início, e não a levou tão a sério quanto deveria.

Não é que eu não saiba o que estava procurando. É que não estava preparada para procurar (p. 12).

No fim das contas, a garota, com o convívio, percebeu que a definição de poder era muito mais do que achava que era. Foi percebendo, no dia a dia, que dentre aquele grupo da Elite existiam garotos tão bons, que um casamento deixou de ser sinônimo perda de tempo.

[…] enriqueceram a minha vida de maneiras que nem posso começar a descrever (p. 138).

Além de toda essa tribulação no coração da princesa, sua mãe se encontra em um estado de saúde muito grave. Então, ela divide seu tempo com visitas até a ala hospitalar e encontros. Para piorar, todos os garotos da Elite proporcionavam tantos momentos inesquecíveis, que ela se via incapaz de escolher um. Ademais, um pretendente inesperado chega em sua vida bagunçando todos os seus planos.

A Coroa pode ser considerado o livro menos interessante na série, quer dizer, não há muitas ações, apenas diálogos e mais diálogos. E também não posso deixar de falar sobre o desfecho da escolha de Eadlyn, que na minha opinião foi meio fugaz e um pouco sem sentido. A personagem fica o livro inteiro meio nem aí, e depois ela se derrete só com um olhar. Fiquei meio wtf? Deu a impressão de que não houve um desdobramento. Pareceu que do nada surgiu um cupido e lançou uma flecha e pronto. Fora isso, a leitura é tão igual quanto aos demais livros da série A Seleção. Bem fluída. Já o final da história, no âmbito geral, tenho certeza que agradará aos fãs de contos de fadas.

Espero que essa resenha tenha aguçado a curiosidade de vocês. Ressalvo que este é meu ponto de vista, assim, abro um caminho para que vocês sintam-se a vontade e comentem quando e o que quiserem, pois a opinião de todos é válida!

Obrigada pela leitura e até mais!

assinatura nova luiza

Resenha: A Herdeira, Kiera Cass

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Autor: Kiera Cass      Editora: Seguinte           Páginas: 390   Ano: 2015

Classificação 3/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

No quarto volume da série que já vendeu mais de 700 mil exemplares no Brasil, descubra o que vem depois do “felizes para sempre”.
Vinte anos atrás, America Singer participou da Seleção e conquistou o coração do príncipe Maxon. Agora chegou a vez da princesa Eadlyn, filha do casal. Prestes a conhecer os trinta e cinco pretendentes que irão disputar sua mão numa nova Seleção, ela não tem esperanças de viver um conto de fadas como o de seus pais… Mas assim que a competição começa, ela percebe que encontrar seu príncipe encantado talvez não seja tão impossível quanto parecia.

“Preferiria passar a vida com medo a admitir que estava assustada”.

Estamos vinte anos após a Seleção do príncipe Maxon. Já casado com America, eles têm quatro filhos, sendo Eadlyn a mais velha. Por isso, a garota está destinada a ser rainha e governar toda Iléia. Porém, a ideia não é tão simples quanto parece. Após seu pai Maxon se tornar rei, ele aboliu a lei de castas, e isso está gerando muitas complicações em seu povo. Descobrir o que fazer para reverter a situação é o objetivo principal do rei, mas como ele faria isso? Simples. Submeter Eadlyn sobre livre e espontânea pressão (mentira) a participar de uma nova Seleção! Como a garota é treinada desde sempre para cumprir seu papel de responsabilidades reais, ela concorda relutante.

Eadlyn é uma mulher muito forte. Tem juízo e sabe lidar com situações inesperadas. Mas isso pode acabar prejudicando à ela mesma e ao seu povo. A princesa pensa muito com a cabeça e pouquíssimas vezes deixa seu coração falar. Como já nasceu com tudo entregue de bandeja, sua personalidade se desenvolveu de uma maneira que fez com que muitos leitores se confundam, acabando por achá-la mimada. Essa suposição não é dispensável, afinal, tudo precisa ser do jeito que ela quer, senão não basta. É indispensável que todos a vejam como uma mulher poderosa.

A princesa Eadlyn tem plena convicção de que não precisa de um homem para governar uma nação, muito menos para dividir sua vida. É muito segura de si e não tolera que a desrespeitem.  Imagine ter que passar seu tempo com trinta e cinco homens, quantos encontros ela tem de comparecer, quantas conversas, privações, particularidades…

“O amor servia apenas para destruir nossas defesas, e eu não poderia me dar esse luxo”.

Enquanto eu lia, consegui compreender perfeitamente a garota. Muitas vezes ela me dava nos nervos por ela ter sido fresca em algumas cenas em particular. Eadlyn sempre destacava de alguma maneira o quão forte e compacta uma mulher poderia ser.

“Se a loira platinada matasse alguém, talvez eu tivesse achado um pouco mais de graça”.

Entretanto, ninguém é de ferro. A certeza que Eadlyn tinha sobre sua personalidade acaba se abalando por amor. Ela confirma que esse sentimento pode tornar as pessoas fracas, porém essa fraqueza é a de enxergar com outros olhos um mundo que não seja o dela. Isso era uma definição de fraqueza. A Seleção irá transformar muito mais do que apenas as complicações do fim das castas.

Espero que essa resenha tenha aguçado a curiosidade de vocês. Ressalvo que este é meu ponto de vista, assim, abro um caminho para que vocês sintam-se a vontade e comentem quando e o que quiserem, pois a opinião de todos é valida!

Obrigada pela leitura!

assinatura nova luiza

Resenha: A Rainha Vermelha, Victoria Aveyard

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Autor: Victoria Aveyard     Editora: Seguinte Páginas: 424    Ano: 2015

Classificação 3/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses.

Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho?

Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe – e Mare contra seu próprio coração.

“Talvez o que ele tanto esconde seja isto… seu próprio coração”.

Muita gente está falando muito bem desse livro. Tenho quase certeza de que até hoje só ouvi e li maravilhas dele. É aquele rebuliço de que todo mundo quer comprar. Mesmo sem esperar o preço abaixar >.<. E Eu comprei justamente pela grande expectativa que criei.

Temos aqui uma sociedade dividida pelos prateados e os vermelhos. Os do primeiro grupo são mais fortes, mais ricos e mais privilegiados, além de deter certos poderes os dando capacidade de dominar alguns elementos como fogo e água. Não sei se aconteceu com mais alguém, mas achava que as cores sanguíneas fossem apenas uma metáfora.

“Esta é a verdadeira distinção entre prateados e vermelhos: a cor do sangue. Esta única diferença os torna mais fortes, mais inteligentes e melhores do que nós”.

Mare Barrow é vermelha. Isso significa que ela e sua família eram pobres, e que poderia ter o mesmo destino que seus irmãos, ser recrutada para a guerra. É totalmente diferente da irmã caçula, que tem um excelente dom de bordar, assim pode conseguir um trabalho e se  livrar da guerra. Já Mare, o que faz de melhor é roubar.

Depois de um encontro misterioso com um garoto a caminho de casa, a garota é intimada em sua casa para servir no Palácio Real como criada do rei. Acreditando que sua vida se resumiria a isso, decidiu se dedicar ao serviço cada dia a mais, até que no dia da Prova Real, evento o qual seriam escolhidas uma princesa para cada filho do rei, Mare descobre algo dormido dentro de si mesma que nunca ousou imaginar.

Planos foram traçados e pessoas mentiam. Essas foram as medidas tomadas pelo rei e a rainha em relação a Mare. A protagonista descobriu que tinha muito mais em mãos do que nunca ousou imaginar. E com ajuda de alguns amigos vermelhos, se junta a Guarda Escarlate tendo como visão a queda dos prateados.

“Este que é o mundo que estou tentando derrubar, o mundo que está tentando me matar e matar tudo que amo. (…) Mas preciso tentar. Pela Cidade Cinzenta, por aqueles que nunca viram o sol”.

Depois de mais ou menos oitenta páginas o livro surtiu um efeito de curiosidade em mim,

mas não durou muito tempo. Não foi o gênero que não gostei, foi da história. Eu leio de tudo um pouco. Particularmente, A Rainha Vermelha não me prendeu. Contudo, o livo não é ruim, de jeito nenhum. Como eu disse no IG do blog (@estranhoscomoeu), Victoria Aveyard construiu personagens fortes, os descrevendo maravilhosamente bem. O livro é muito bem escrito. A história é descrita com muitos detalhes, que por vezes pode se tornar enjoativo.

Por fim, essa é só a minha opinião como leitora. Os livros surtirão efeitos diferentes sobre cada pessoa. Não consegui me empolgar com o livro, porém, toda leitura é válida. Com isso, faço um convite para vocês lerem o artigo PRECONCEITO LITERÁRIO FEAT. LEITORES HATERS de Ana Buranello aqui no do blog.

Beijos,

assinatura nova luiza

Resenha: A Escolha (Saga A Seleção), Kiera Cass

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Autor: Kiera Cass             Editora: Seguinte    Páginas:  352            Ano:  2014

Classificação 3/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

A Seleção mudou a vida de trinta e cinco meninas para sempre. E agora, chegou a hora de uma ser escolhida. America nunca sonhou que iria encontrar-se em qualquer lugar perto da coroa ou do coração do Príncipe Maxon. Mas à medida que a competição se aproxima de seu final e as ameaças de fora das paredes do palácio se tornam mais perigosas, América percebe o quanto ela tem a perder e quanto ela terá que lutar para o futuro que ela quer. Desde a primeira página da seleção, este best-seller #1 do New York Times capturou os corações dos leitores e os levou em uma viagem cativante … Agora, em A Escolha, Kiera Cass oferece uma conclusão satisfatória e inesquecível, que vai manter os leitores suspirando sobre este eletrizante conto de fadas muito depois que a última página for virada.

“America, sua cabeça está cheia de más ideias. Ótimas intenções, péssimas ideias”.

Para este último volume da trilogia, temos mais ação no aspecto de gênero, embora o cenário amoroso e envolvente o qual as meninas se interessaram desde o primeiro livro não se faz ausente. Afinal, estamos lidando com príncipes e princesas, castelos e cavalgadas ao pôr do sol.

O clima está demasiadamente pesado no castelo, não apenas por as garotas da Elite estarem lutando pela coroa, mas também por ataques rebeldes mais insistentes. Os de fora eram proibidos de terem armas, somente a guarda do rei era equipada com coisa tal, porém, aqueles rebeldes faziam jus a uma guarda personalizada e cada dia aterrorizava mais os inquilinos do castelo. Lembrando que os do Sul eram os mortíferos, e os do Norte eram simplesmente pessoas atrás de seus ideais. A participação deles se torna essencial para a trama, pois vemos que certos rebeldes não aparentam ser, em sua essência, subversivos.

“Não tentei bancar a heroína. Na verdade, na maior parte do tempo não me sinto nem um pouco corajosa”.

Descobrimos segredos que envolvem a família Schreave, induzindo-nos a duvidar em alto grau de alguém. Isso tudo tem a ver com o porquê de tantos ataques e fúrias. Diante disso, surge então uma sombra de esperança para os oprimidos: America Singer. Se tornou uma garota corajosa aos olhos de fora, por não demonstrar ter medo dos rebeldes, o que ocasiona mais e mais a fúria do rei, justamente pelo povo depositar sua confiança em uma menininha do que em suas tropas de elite.

“Não importa o que você deseja, America, vá atrás com todas as suas forças”.

Nem acreditei quando comecei a ler A Escolha. Os dois primeiros livros passaram voando. Quando não, eu já estava abrindo o lacre do terceiro livro. Posso confirmar com toda certeza que esta série me prendeu do início ao fim. As páginas fluem muito bem, sua leitura não é cansativa. Temos um balanço perfeito de diálogos e textos contínuos.

Meu objetivo nesta resenha é não me aprofundar nos detalhes, porque há quem diga que o último livro de uma saga deve ser uma surpresa, assim como a última temporada de uma série (haha). Vou ficando por aqui mesmo, mas antes quero deixar claro que você não se arrependerá de embarcar nessa aventura. Os últimos capítulos são tão envolventes que faz o leitor perder o fôlego e ler de uma vez só.

Bom, espero que essa resenha tenha aguçado a curiosidade de vocês.

Ressalvo que este é meu ponto de vista, assim, abro um caminho para que vocês sintam-se a vontade e comentem quando e o que quiserem, pois a opinião de todos é valida!

Obrigada pela leitura!

assinatura nova luiza

Resenha: A Elite, Kiera Cass

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Autor: Kiera Cass         Editora: Seguinte       Páginas: 360                Ano: 2013 

Classificação 4/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

A Seleção começou com 35 garotas. Agora restam apenas seis, e a competição para ganhar o coração do príncipe Maxon está acirrada como nunca. Só uma se casará com o príncipe Maxon e será coroada princesa de Illéa. Quanto mais America se aproxima da coroa, mais se sente confusa. Os momentos que passa com Maxon parecem um conto de fadas. Quando ela está com Maxon, é arrebatada por esse novo romance de tirar o fôlego, e não consegue se imaginar com mais ninguém. Mas sempre que vê seu ex-namorado Aspen no palácio, trabalhando como guarda e se esforçando para protegê-la, ela sente que é nele que está o seu conforto, dominada pelas memórias da vida que eles planejavam ter juntos.
America precisa de mais tempo. Mas, enquanto ela está às voltas com o seu futuro, perdida em sua indecisão, o resto da Elite sabe exatamente o que quer — e ela está prestes a perder sua chance de escolher. E justo quando America tem certeza de que fez sua escolha, uma perda devastadora faz com que suas dúvidas retornem. E enquanto ela está se esforçando para decidir seu futuro, rebeldes violentos, determinados a derrubar a monarquia, estão se fortalecendo — e seus planos podem destruir as chances de qualquer final feliz.

“– É a coisa mais maravilhosa e terrível que pode acontecer com você – afirmou com simplicidade. – Você sabe que encontrou algo incrível e quer levá-lo para sempre consigo. E um segundo depois de ter aquilo, você fica com medo de perder. (…) O amor é um medo belo”.

“Seis garotas e uma coroa”… As coisas começam a pegar fogo na continuação de A Seleção. A “competição” para ficar com o príncipe se torna mais acirrada, mostrando então o lado perverso e maldoso de algumas das garotas, sendo assim, nós vimos também que há um lado assustadoramente severo dentro do castelo.

Há um detalhe importante a ser citado, pois de outro modo, muitos dos leitores ficariam curiosos. Embora a regra era deixar permanecer 10 garotas dentre as 35, o príncipe elimina 29, o que dá um total de 6 garotas para a Elite.

Para iniciarmos, o nosso cenário continua a ser o palácio. A atmosfera política é tão pouco introduzida quanto em A Seleção. Estamos diante de um livro cujo principal dilema é: America e suas escolhas. Uma lástima que suas escolhas durante a participação da Elite são nada mais que impensáveis. Contemplamos uma America (assim também como o país) claramente desorientada tanto em aceitar a coroa, quanto em deixar para trás o amor que pensava ser para vida toda (Aspen – casta 6) e casar-se com o príncipe Maxon (logicamente, casta 1).

“Mas como decidir entre duas boas opções? Como decidir se qualquer escolha deixaria parte de mim destruída? Me consolei com o pensamento de que ainda tinha tempo. Eu ainda tinha tempo”.

Um dos exemplos da confusão de America é se sentir feliz ao lado de Maxon, e também ao lado de Aspen. Esse garoto de casta 6 se tornou soldado do palácio e, consequentemente, sempre ajeita um modo de se encontrar as escondidas com a garota de casta 3, ou seja, America. Presenciamos situações afetivas entre America e Maxon, e America e Aspen. Está certo que Aspen é ciente da situação de America na Seleção (o que inclui encontros com o príncipe), porém não sabe que sua amada está tão íntima dele. O desagradável é exatamente isso. Não demonstra remorso ao dar escapulidas com Aspen enquanto o príncipe viaja com seu pai para ajudar de alguma maneira a guerra que havia recrudescido na Nova Ásia, por outro lado, sente ciúmes ao ver outra candidata da Seleção com o príncipe Maxon. Em um determinado, America cogita se Maxon estaria pensando nela sendo que a garota estava junto a Aspen em uma de suas escapulidas. Em seu inconsciente, ela sabe que tudo isso é um erro. Que deve escolher rápido.

“Tempo. Eu vinha pedindo muito tempo ultimamente. Tinha a esperança de que, se tivesse tempo suficiente, tudo ia se resolver”.

Como dito na introdução, neste segundo livro da série, descobrimos um lado rigoroso no palácio. Esse lado se revela no capítulo 27 quando America faz uma decisão gritante, que logo a faz se arrepender do fato.

Por fim, não poderia dar por encerrada esta resenha sem destacar as três criadas de America: Anne, Mary e Lucy. Elas são incrivelmente prestativas e fazem os vestidos mais bonitos do castelo.

“Nunca tinha conhecido pessoas tão organizadas quanto aquelas meninas. Com elas ao meu lado, não havia como perder”.

Bom, espero que essa resenha tenha aguçado a curiosidade de vocês.

E a resenha do primeiro livro está aqui também -> A Seleção

Ressalvo que este é meu ponto de vista, assim, abro um caminho para que vocês sintam-se a vontade e comentem quando e o que quiserem, pois a opinião de todos é valida!

Obrigada pela leitura!

assinatura nova luiza

Resenha: O Oceano No Fim Do Caminho, Niel Gaiman

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Autor: Niel Gaiman            Editora: Seguinte  Páginas:  368               Ano:  2012

Classificação 3 ⭐️ 🚍

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Sinopse

Foi há quarenta anos, agora ele lembra muito bem. Quando os tempos ficaram difíceis e os pais decidiram que o quarto do alto da escada, que antes era dele, passaria a receber hóspedes. Ele só tinha sete anos. Um dos inquilinos foi o minerador de opala. O homem que certa noite roubou o carro da família e, ali dentro, parado num caminho deserto, cometeu suicídio. O homem cujo ato desesperado despertou forças que jamais deveriam ter sido perturbadas. Forças que não são deste mundo. Um horror primordial, sem controle, que foi libertado e passou a tomar os sonhos e a realidade das pessoas, inclusive os do menino.

Ele sabia que os adultos não conseguiriam — e não deveriam — compreender os eventos que se desdobravam tão perto de casa. Sua família, ingenuamente envolvida e usada na batalha, estava em perigo, e somente o menino era capaz de perceber isso. A responsabilidade inescapável de defender seus entes queridos fez com que ele recorresse à única salvação possível: as três mulheres que moravam no fim do caminho. O lugar onde ele viu seu primeiro oceano.

“Eu crio arte. Às vezes, arte verdadeira. E, às vezes, isso preenche os espaços vazios na minha vida. Alguns deles. Não todos.” 

Podem me chamar de herege, pois esse foi o primeiro livro do Neil Gaiman que eu li na minha vida. Mas assim, conheço o maravilhoso trabalho do autor, em específico, Sandman. E vou ser sincera com uma coisa, esperava muito mais do livro. Muito mais mesmo. Sempre via todo mundo falando bem do enredo e, então, acabei criando uma grande expectativa para o ler.

Sabe aquela sensação de já ter lido a história antes? Então…

Não sei por que, mas o enredo trouxe a tona outro livro escrito em 1948: No Caminho de Swann,Marcel Proust. Creio eu que isso deve-se ao fato de ambas histórias retratarem de lembranças da infância de ambos protagonistas, sendo que em O Oceano no Fim do Caminho essa nostalgia é retratada de tom fantástico, típico das obras de Neil Gaiman.

O nosso protagonista, que não possui o nome, retorna a sua cidade natal para um enterro. No entanto, durante o caminho resolve procurar a sua antiga residência mas falha ao reparar o quanto as coisas mudaram nos últimos 20 a 35 anos. Ao olhar ao redores do lugar onde passou a a maior parte de sua infância, encontra uma antiga casa conhecida de seu eu, a antiga fazenda Hempstock, lugar o qual protagonizou ótimos e desesperadores momentos aos seus 7 anos de idade. Suas lembranças até então esquecidas voltam com toda força ao reencontrar uma espécie de lago, o oceano.

Aqui que entra as semelhanças com No Caminho de Swann. Não, não estou viajando no meu oceano, vulgo mente barulhenta, ao comparar os dois livros. A maneira que Gaiman e Proust tratam o tema são muito semelhantes mesmo, até mesmo na composição das personagens principais eu achei parecidas. Ambos falam de lembranças do período da infância de um garoto introspectivo que possui o seu mundinho e as suas angústias características de sua idade. Enquanto em Proust o estopim para isso ocorre durante um devaneio da madruga, em Gaiman temos o derramamento de fragmentos, até então esquecidos, diante do oceano sem fim.

A sacada de Neil Gaiman está em sua maneira de narrar a história do nosso quarentão. Pelo fato do protagonista e sua família não possuírem nome, ao contrários das outras personagens secundárias, temos uma imersão total na vida dessa personagem. O leitor se agarra aos temores da criança, entra em desespero junto com ela, quer ajuda-la. Isso é um ponto que o autor explora de forma fantástica, sendo esse o motivo de eu ter lido até o final o livro.

“Deito-me na cama e me perco em histórias. Gosto disso. Os livros são mais seguros do que as outras pessoas mesmo.”

Ok, então por que não me agradei com a obra? Simples, não sou fã de fantasia. Já tive a minha fase de gostar desse tipo de enredo, mas passou. Porém tenho certeza que ela vai voltar, porque tem horas que eu estou amando uma determinada coisa e depois estou odiando. Minha vida se resumi nisso, mas enfim…

É apaixonado por fantasia e suspense? Vai fundo, meu amigo e minha amiga, no O Oceano no Fim do Caminho. Não curte muito essas coisas? Leia também, a histórinha é muito interessante e o autor fantástico, vale a pena tentar. Tenho certeza que você não vai largar o livro por tão cedo quando iniciar essa viagem no mundo mágico de Gaiman.

E, então, concordam com o meu paralelo com No Caminho de Swann? Acham que eu viajei?  Não leram um dos livros? Ou nenhum? Está esperando o que? Corre que está perdendo.

3 beijos,

assinatura Barbara

Resenha: A Seleção, Kiera Cass

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Autor: Kiera Cass            Editora: Seguinte      Páginas:  368               Ano:  2012

Classificação 5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Para trinta e cinco garotas, a Seleção é a chance de uma vida. Num futuro em que os Estados Unidos deram lugar ao Estado Americano da China e mais recentemente a Illéa, um país jovem com uma sociedade dividida em castas, a competição que reúne moças de dezesseis e vinte anos de todas as partes para decidir quem se casará com o príncipe é a oportunidade de escapar de uma realidade imposta a elas ainda no berço. É a chance de ser alçada de um mundo de possibilidades reduzidas para um mundo de vestidos deslumbrantes e joias valiosas. De morar em um palácio, conquistar o coração do belo príncipe Maxon e um dia ser a rainha.
Para America Singer, no entanto, uma artista da casta Cinco, estar entre as Selecionadas é um pesadelo. Significa deixar para trás Aspen, o rapaz que realmente ama e que está uma casta abaixo dela. Significa abandonar sua família e seu lar para entrar em uma disputa ferrenha por uma coroa que ela não quer. E viver em um palácio sob a ameaça constante de ataques rebeldes.
Então America conhece pessoalmente o príncipe. Bondoso, educado, engraçado e muito, muito charmoso, Maxon não é nada do que se poderia esperar. Eles formam uma aliança, e, aos poucos, America começa a refletir sobre tudo o que tinha planejado para si mesma e percebe que a vida com que sempre sonhou talvez não seja nada comparada ao futuro que ela nunca tinha ousado imaginar.

“Nós dois nunca fomos apenas amigos. Desde o primeiro momento em que o vi, eu o amei.”

A Seleção (AS) se trata de um exemplar de uma trilogia composta pelos seguintes títulos:

1. A Seleção

2. A Elite

3. A Escolha

Antes de qualquer coisa, devo dizer que a trilogia é bastante comparada com a saga Jogos Vorazes (JV), embora, deveras, a comparação para no ponto em que as duas se denotam reality shows, e pela fome e a pobreza de determinadas “castas” (são 8 no total), o que consequentemente gera certo cenário de revolução.

Casta 1: A nobreza e o Clero.

Casta 2: Celebridades, modelos, atletas profissionais, políticos, atores e oficiais.

Casta 3: A elite, educadores, filósofos, inventores, escritores, cientistas, médicos, veterinários, dentistas, arquitetos, bibliotecários, engenheiros, psicólogos, cineastas, produtores musicais e advogados.

Casta 4: Fazendeiros, joalheiros, corretores de imóveis e de seguros, chefes de cozinha, mestres de obras, proprietários e donos de restaurantes, lojas, hotéis e trabalhadores de indústrias.

Casta 5: Artistas, músicos, fotógrafos e dançarinos.

Casta 6: Secretários, serventes, governantas, costureiras, balconistas, cozinheiros e motoristas.

Casta 7: Jardineiros, pedreiros, lavradores, pessoas que limpam calhas e piscinas, e quase todos os trabalhadores braçais.

Casta 8: Pessoas com deficiência (especialmente quando desamparadas), viciados, fugitivos, sem-tetos, bastardos e traidores (acrescentei por conta própria essa última característica). http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Sele%C3%A7%C3%A3o

As duas sagas têm valores diferentes, povos diferentes e poderes diferentes. Em JV nos deparamos com um poder absolutamente centralizador, cujo presidente da então PANEM, Presidente Snow, tem o país em suas mãos e faz parecer exatamente tudo o que quiser que pareça. Já em AS, o poder amplifica-se ao rei Clarkson (o rei como poder maior, claro), na rainha Amberly e em seu filho, príncipe Maxon, assim podendo dizer que o mesmo se revela como um ser muito adorável, diferente do Presidente Snow, cujos ataques e destruições ao povo vêm de suas ordens, e em A Seleção, o terror é feito por rebeldes determinados sulistas e nortistas. Agora vamos ao que interessa! (Uhul /).

Para darmos início a resenha, vamos conhecer um pouco do cenário por onde se passa os acontecimentos. Estamos diante de um país chamado Iléa. Antes de ser concebido a este nome, era chamado de Estado Americano da China, porque, de acordo com a história, os Estados Unidos ficaram em dívida com a China, por conseguinte, este determinou invadi-los. Paremos por aqui essa aulinha de história, porque A Seleção narra precipuamente a respeito da tão acirrada Seleção, o que não é um fenômeno, muito menos um acaso, e sim quase como que uma cerimônia real, não tendo uma data pré estabelecida de sua ocorrência.

O glorioso “porquê” desse fato é captar 35 garotas dentre toda Iléa. No livro diz que acontece um sorteio para a escolha das 35, mas lógico que eles querem as mais lindas para fazer parte desse reality, pois além de apenas a inscrição de dados pessoais, eles tiram uma foto de cada garota. O objetivo é que o príncipe Maxon vá eliminando garotas com as quais ele menos tem afinidade, até sobrarem 10, para que assim essas 10 façam parte da Elite (assunto a ser tratado no segundo livro da série). Em vista disso, é marcado encontros, jantares e saídas. (Imagine um garoto saindo com 35 garotas ao mesmo tempo. Pois é! Claro que uma garota por vez). A escolhida (assunto a ser tratado no terceiro livro da série) quem será nomeada princesa. Pode parecer um pouco óbvio, mas quem sabe as aparências não enganam?

Voltando ao início do livro, ficamos inquietos com a empolgação da mãe de America Singer (casta 5), uma artista que canta e toca piano excelentemente bem. A exaltação de sua mãe vem da carta que a família Singer recebera, cujo conteúdo era uma chamada para meninas entre dezesseis a vinte anos solicitando sua inscrição na Seleção (não importava de qual casta pertencia). A princípio, America estava decida não tentar a sorte. Usar a coroa, ser princesa, ter conforto e segurança (não sabia que o palácio não era tão seguro assim até ter estado lá dentro), dentre outros tratamentos reais. Sua certeza se concretizou no dia em que Aspen (namorado secreto de America por dois anos, casta 6) insistiu para que ela se inscrevesse, porque ele se sentia um obstáculo entre sua amada e a mordomia e conforto que os dois nunca ousariam pensar em ter. E óbvio que ela foi selecionada!

Já no castelo, America se vê diante dentro de uma, como ela própria diz, jaula. Sentia-se pressionada no meio de tantas garotas finas, como se não pertencesse àquele lugar, e isso era de se esperar, levando em consideração que a garota era, vulgarmente, pobre. Lá, ela tinha aulas de história e bons modos. Achava o príncipe Maxon metido e apostava que ele não se importava tanto assim para seu povo, até conhecê-lo.

Detalhe: Ao ser selecionada, America deixou de pertencer a casta 5 e se tornou uma 3!

Certa noite, a senhorita Singer sai correndo porta afora de seu quarto a procura de ar. Se esbarra com os guardas na porta do palácio que não a deixa sair e (antes mesmo de ler eu já sabia) o príncipe Maxon aparece (com uma entrada triunfal!) e ordena que os guardas abram a porta. O restinho desse primeiro encontro dos dois é segredo para você que ainda não leu. Posso assegurar que não decepciona.

Em suma, não é tão abordado o quadro político e revolucionário (o que é uma pena, porém não influencia na essência do livro), e sim o estado psicológico que a Seleção causa na vida interpessoal e sentimental da queridinha do público e do príncipe, America Singer.

Bom, espero que essa resenha tenha aguçado a curiosidade de vocês.

Ressalvo que este é meu ponto de vista, assim, abro um caminho para que vocês sintam-se a vontade e comentem quando e o que quiserem, pois a opinião de todos é valida!

Obrigada pela leitura!

assinatura nova luiza

Resenha: Cartas de Amor aos Mortos, Ava Dellaira

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Autor: Ava Dellaira        Editora: Seguinte        Páginas: 344                     Ano:  2014

Classificação 4 ⭐️ 🚍

Á venda l Submarino l Americanas

Sinopse

” Prestes a começar o ensino médio, Laurel decide mudar de escola para não ter que encarar as pessoas comentando sobre a morte de sua irmã mais velha, May. A rotina no novo colégio não está fácil, e, para completar, a professora de inglês passa uma tarefa nada usual: escrever uma carta para alguém que já morreu. Laurel começa a escrever em seu caderno várias mensagens para Kurt Cobain, Janis Joplin, Amy Winehouse, Elizabeth Bishop… sem nunca entregá-las à professora.
Nessas cartas, ela analisa a história de cada uma dessas personalidades e tenta desvendar os mistérios que envolvem suas mortes. Ao mesmo tempo, conta sua própria vida, como as amizades no novo colégio e seu primeiro amor: um garoto misterioso chamado Sky.
Mas Laurel não pode escapar de seu passado. Só quando ela escrever a verdade sobre o que se passou com ela e com a irmã é que poderá aceitar o que aconteceu e perdoar May e a si mesma. E só quando enxergar a irmã como realmente era – encantadora e incrível, mas imperfeita como qualquer um – é que poderá seguir em frente e descobrir seu próprio caminho.”

“…Desde que ela morreu, tem sido difícil ser eu mesma, porque não sei exatamente quem sou…”  

Na verdade não sei se estou preparada para fazer resenhas, pois ainda não aprendi a lidar com a raiva.

É isso mesmo! Eu fico com raiva de todos os personagens quando o livro acaba, e da autora e do próprio livro também…rsrs
Eu só queria que ele fosse infinito e continuasse a me contar a história daquelas pessoas, é pedir muito?! (acho que sim, mas tudo bem!)

Enfim Laurel é uma adolescente que acabou de perder sua irmã mais velha, sua melhor amiga, sua inspiração eu acho. 
Ainda por cima, seus pais estão separados, sua mãe simplesmente foi embora, fugindo da responsabilidade de cuidar da filha mais nova e ela tem que se revezar entre a casa do pai e da Tia Amy.

Ela está começando o ensino médio, numa escola nova, onde não conhece ninguém, até que sua professora de inglês pede um trabalho, Laurel terá que escrever uma carta para alguém que já morreu..

E é aí que a história começa, ela usa grandes ícones da música, poesia, entre outras pessoas que ela admira para falar o que sente e ela simplesmente não consegue entregar o trabalho, e vai se entregando cada vez mais a essas cartas, pois é somente com elas que Laurel consegue se expressar.

No começo fiquei com raiva dela porque ela não fala o que aconteceu com a irmã e sente culpa, então você fica imaginando milhões de coisas, mas depois eu até que entendi o lado dela. 

Laurel era apenas uma adolescente meu Deus!

Uma menina que achava que sua mãe a tinha abandonado, que vê seu pai entregue a tristeza por conta da filha que perdeu.
Eu enxergava ela como uma menina solitária, mas o que me deixava mais nervosa é que ela era solitária porque queria, pois se ela falasse para alguém o que escrevia nas cartas, todos entenderiam…

É claro que Laurel acaba fazendo amigos na nova escola, e cada um deles de alguma forma a influência e a ajuda sem querer a lidar com tudo isso.

Fiquei apaixonada por Hannah e Natalie, suas duas melhores amigas, Tristan, Kristen, os doidos que achei que a levariam para o mau caminho e Sky seu amor secreto.

Fiquei com raiva de May, sua irmã mais velha, poxa ela deveria mais que ninguém protegê-la…
Bom deixa eu parar se não vou acabar contando a história toda’ hahaha

“…Não sei por quê, mas, nesse ligar cheio de desconhecidos, fico feliz que Sky e eu estejamos respirando o mesmo ar. O mesmo ar que May respirou…” – Laurel
…”Então quando conseguimos dizer as coisas, quando conseguimos escrever as palavras, quando conseguimos expressar a sensação, talvez não estejamos tão indefesos” – Laurel

É uma leitura apaixonante, de fácil entendimento, com várias celebridades, (eu não conhecia algumas e procurei no google), acho que quando você vê o rosto da pessoa para quem Laurel está escrevendo as cartas fica mais fácil de mergulhar na história.

Mais do que qualquer coisa, esse livro me fez sentir que temos que aproveitar cada dia com as pessoas que amamos, pois de uma para outra elas, ou até nós mesmos podemos ir para sempre e só restarão as lembranças, a saudade, o que deveríamos ter feito e não fizemos.

Aproveitem a leitura!

assinatura natalia