Entrevista com o autor: Ronnyel Sanpe

Oi lindezas!

Um tempo atrás eu postei a resenha do livro ” Atlântica: o enigma perdido de Flystwick“, e hoje para fechar com chave de ouro, tem entrevista com o autor. Confere aí!

 – Da onde surgiu a ideia de escrever sobre Atlântida?
   Sempre gostei muito da lenda sobre Atlântida. Então, foi muito fácil escolher o cenário das aventuras dos quatro amigos. A partir disso, construir o meu livro sobre algo que na minha visão era magnifico, foi bem prazeroso.

– Como foi o processo de criação do livro? E principalmente, escrever um enigma! Eu não consigo adivinhar, muito menos escrever um rs
Na verdade, quando comecei a escrever o livro, não tinha ideia de como seria o encadeamento da história. Sabia apenas que haveria um enigma e 4 amigos. No entanto, quanto mais eu escrevia, mais o desenrolar da trama ia se tornando claro na minha cabeça. Foi assim que surgiu Atlântida ( o nome inicial do livro não era esse). Já em relação ao enigma, não sei dizer. Passei dias tentando escrever algo bom e desafiador, mas sempre acabava descartando os já criados. Até que o atual surgiu na minha mente e fui apenas aperfeiçoando-o.ATLÂNTIDA O ENIGMA PERDIDO DE FLYSTWICK

– E o nome do personagem que causou todo o rebuliço, Flystwick, como você imaginou esse nome?
  Não tenho ideia. Ele foi a primeira personagem a ganhar nome, contudo não lembro exatamente de onde surgiu.

– Os quatro amigos da história são inspirados em pessoas reais?
 Essa pergunta é legal…

Sabe, sempre me voltei para algumas pessoas para criar minhas personagens, tanto de forma física quanto psíquica. Porém, não posso afirmar que tenha alguma personagem que é inteiramente uma pessoa só, mas sim um compilado de características ,conhecidas por mim, vistas em outros indivíduos do meu convívio.

– Eu gostei muito das descrições que você faz sobre o nordeste do Brasil, inclusive se tornou uma aula de geografia e história para mim. E me convenceu que o Brasil pode ser um lugar de grandes aventuras. Você cogitou escrever a história em outro País?   
  Não, não cogitei. Sempre enalteci bastante nossas riquezas e percebi que a história de Atlântida, se bem trabalhada, poderia casar formidavelmente com algumas lendas brasileiras. Logo, cada local foi bem pensado para que tudo saísse o mais próximo da realidade, no que diz respeito às características históricas.

– Quanto tempo levou para escrever a história e sentir pronto para publicar?
 1 ano. Senti que estava pronta para ser publicada apenas 2 anos depois de terminada.

– Podemos esperar por uma continuação?
 Nunca se sabe. A lenda de Atlântida continua nas nossas vidas e em nossa imaginação, quem sabe possa continuar nos meus livros também.

– Quais autores ou histórias são suas inspirações?
Creio que um autor que me inspira é Aluísio Azevedo. Mas história, com certeza, Harry Potter.

– Você sempre gostou de ler e escrever? Recebeu apoio quando decidiu se aventurar como escritor?
 Sim, sempre gostei muito de ler e escrever. O nome do primeiro livro que iniciei foi “Melhem Adas “, mas nunca o terminei (Descobri depois que esse é o nome de um geógrafo brasileiro).

– Quais dicas você daria para alguém que quer  escrever um livro?
Primeiramente, ler bastante e ir escrevendo aos poucos. A história muitas vezes está ótima para você, mas não para o leitor. Vá fazendo um encadeamento de ideias e construindo uma história plausível e interessante. Creio que esses são os três pilares para que um livro possa sair do papel.

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A resenha do livro vocês podem ler –> aqui <-

Tem perguntas para o Ronnyel? Deixa aqui nos comentários, eu aviso ele 😉

Até a próxima.

Beijo, outro, tchau!

Entrevista com o escritor F. P. Trotta

Conheci o livro Intergaláctica pelo Instagram e assim que vi a capa do livro e fiquei curiosa e fui ler a sinopse, logo já me interessei. Quando acabei de ler o livro entrei em contato com o autor e ele aceitou meu convite para participar de uma entrevista aqui no blog.

F. P. TROTTA

F. P. Trotta

Franco Poltronieri Trotta é o nome verdadeiro do autor de 24 anos que nasceu em São Paulo, e  Intergaláctica é seu primeiro livro publicado no Brasil. Escrito originalmente em inglês e chamado de Intergalactic. Dá uma olhada na entrevista do criador da heroína Amanda!

Você é formado em Administração de Empresas e participou de várias produções de eventos, de onde veio a vontade de escrever um livro?

Ironicamente eu dizia desde criança que queria ser escritor, lembro de falar isso na formatura do C.A. hahahaha! Mas por causa dos contatos da minha família era mais fácil seguir uma vida que desse dinheiro fácil trabalhando nas festas de boates cariocas e no Rock In Rio. Quando terminei o segundo RIR que fiz em 2013, vi que a história estava pronta na minha cabeça e a escrevi. Mas antes de Intergaláctica já tinha escrito dois outros livros, que hoje me envergonho muito e guardo a sete chaves (devia ter queimado!)

Os personagens Uyara e Placo são alienígenas muito importantes para a jornada de Amanda, Lina e Stryker. De onde surgiu a inspiração para a criação desses seres de outro mundo?

Pro Placo eu queria alguma criatura dócil que servisse de transporte pra eles. Mas meses depois eu acho que meu subconsciente roubou o Lapras do Pokémon e criou o Placo, e eu só me toquei depois. Enfim! Já a Uyara devia ser alguém que conseguisse ganhar a confiança do grupo pra apresentar o planeta a eles. Como sabemos, nada é o que parece, e se não fosse uma alienígena que servisse de guru para eles, não funcionaria.

Tem lançamento novo para esse ano?

Sim! Interdimensional vai sair na Bienal de São Paulo, dia 31/8 e 1/9, junto da minha sessão aonde vou assinar Intergaláctica!

Quem foi a primeira pessoa a ler o livro após finalizado? Essa pessoa te apoiou?

Minha melhor amiga! Sim, ela leu em 48 horas. E é igual com Interdimensional: ela tá lendo nesse momento. Hahahahaha!

Intergaláctica

Ficção científica é um gênero ainda não muito explorado pelos autores nacionais. Você pretende seguir essa mesma linha, ou pretende escrever sobre outros temas?

Eu queria preencher esse buraco, mas isso foi fácil pra mim porque eu sou estupidamente apaixonado pelo gênero. A ideia do que pode estar lá fora me fascina e é meu tema preferido pra conversas entre amigos. A história deve terminar no terceiro livro, mas eu mesmo ainda sei que não tenho cabeça o suficiente pra escrevê-lo ainda. Preciso agora dar uns dois anos focando em divulgar esses dois e aí sim focar em terminar a história. Então por enquanto estou no espaço!

Quais livros encontramos na sua estante de casa? Você tem um autor preferido?

Eu sou obcecado pela trilogia Fronteiras do Universo, do Philip Pullman. Também amo a quadrilogia 2001 do Arthur C. Clarke e Duna, de Frank Herbert.

De quem veio a ideia de transformar a história de Intergaláctica em história em quadrinhos? Como anda esse projeto? Tem data para ser lançado?

A história sempre teve um apelo visual muito grande – e aí um contato em comum me apresentou à Raiane, que está desenhando nesse momento. Mas o lançamento só deve acontecer no final do ano – quero fazer tudo meticulosamente!

Que dicas você dá para quem está começando?

Eu ainda sinto que estou começando, então a única dica que acho que posso dar depois de um ano dentro do mundo literário é que o clichê de escrever o que ama é regra principal. É uma delícia notar que um ano depois, prestes a lançar o segundo, todo dia eu ainda acordo cheio de felicidade pra responder os leitores, continuar a divulgação, e bolar os próximos: e isso é inteiramente porque eu amo escrever um universo feito pra quem quer, e precisa, como eu, ir embora da Terra por algumas horas.

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Gostaram da entrevista? Até a próxima! Beijocas!

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Entrevista com o autor: JackMichel

Oi meu povo! Hoje temos uma entrevista especial com JackMichel, autora do livro “Arco-Jesus-Íris”, que foi seu primeiro livro publicado, lançado em 2015, pela Chiado Editora. E tem resenha do livro aqui no blog!

Mas antes da entrevista, vou falar um pouco sobre a autora.

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A autora.

JackMichel é o nome artístico de duas escritoras: Jaqueline e Micheline Ramos. São irmãs e nasceram respectivamente em 20 de fevereiro e em 30 de novembro, na cidade de Belém, Estado do Pará (Brasil). O estilo de escrita de JackMichel foi influenciado por autores mundiais clássicos de diversos gêneros literários como Oscar Wilde, Hans Christian Andersen, Lewis Carrol, Edgar Allan Poe, Eça de Queirós, Machado de Assis, dentre outros.

JackMichel professa o lema “ESCREVER É VIVER”. O tema de seus livros é variado visto que possui livros escritos nos gêneros ficção, poesia, romance e conto de fadas. Ela participou do Salão Internacional do Livro de Turim, que aconteceu de 12 a 16 de Maio 2016.

E vamos conferir a entrevista!

No começo de sua carreira, alguém chegou a desestimulá-la? Como fez para conseguir seguir em frente?

Sempre existem os “amigos da onça” mas eles não chegam a constituir percalços efetivos em nossas vidas se temos o substancial recurso da vontade firme, bem como a perseverança nos ideais. Cabe a cada camarada chutar para longe essas pedras do caminho. Bem… declaro que, muitas vezes, refleti sobre as palavras de Martin Luther King: “Se não puder voar, corra. Se não puder correr, ande. Se não puder andar, rasteje, mas continue em frente de qualquer jeito.”.

Vivemos num mundo em que qualquer opinião é recebida com sentimento hostil e intolerância. Qual o papel do seu livro na sociedade atual?

Sem dúvida alguma procurar transmitir ensinamentos plenos de paz e de amor, que roboram a máxima: “Amai ao próximo como a si mesmo”. Há mostra de concórdia em todos os 7 círculos de cores do arco-íris psicodélico de Jesus Cristo, onde as vítimas concedem a remissão aos algozes que ceifaram suas vidas… obstaram suas liberdades… traficaram seus sentimentos… destruíram seus sonhos… Seja como for, eu acho que não é fácil penetrar o âmago do coração das pessoas nesta agressiva atualidade infesta, onde os grupos terroristas e os desastres ecológicos dão as cartas, enquanto alguns poucos abaixo-assinados pedem o fim do festival de carne canina em Yulin!

Você sempre quis ser escritora?

Sim. E quando eu comecei a rascunhar manuscritos de minha autoria, tive prontamente o apoio entusiástico de Jack. Nesta época, ela já escrevia antes de mim há alguns anos; estando, portanto, na pole position.

De quem foi a ideia de unir-se? É mais fácil ou mais difícil trabalhar com alguém da família?

Bem… quando eu contava em média 12 anos de idade, fase da adolescência em que lia os vates românticos, simbolistas e parnasianos tanto quanto consumia refrigerantes e chicletes, comecei a escrever meus primeiros textos; Jack, minha irmã e parceira literária, já pegava na pena. A posteriori, haja vista ambas terem acumulado bastante calhamaço, decidimos juntar todo o nosso material escrito. Daí, tivemos uma ideia para mover este meio estático da literatura, composto tão somente por convencionais autores individuais: dar vida a uma terceira pessoa, JackMichel, que possui o slogan “a escritora 2 em 1”. Veja bem… trabalhar com um parente tem prós e contras, como em todas as relações sociais; mas o convívio familiar via de regra é profícuo ao desenvolvimento intelectual em conjunto.

Livro Arco-Jesus-Íris

Para quem você indicaria o livro?

A leitura de “Arco-Jesus-Íris” é indicada a todos os seres que são humanos, dado o elevado grau de sua mensagem de fraternidade cuja ensina que o perdão é a salvaguarda para um status de felicidade e bem-estar que pode ser auferido por quem o praticar.

Como foram determinadas as cores para cada tragédia referente ao “Arco-Jesus-Íris”?

Não foram determinadas por homologia, quero dizer, não foram escolhidas por atribuir-lhes similaridades que concirnam a cada caso abordado nesta fascinante obra ou a seus personagens; conquanto eu creia mesmo que “os perfumes, as cores, os sons se correspondem.”… no cosmo imenso, tal qual versam as Correspondências de Baudelaire.

O livro Arco-Jesus-Íris foi lançado em outubro de 2015, tem algum novo livro em andamento ou próximo do lançamento?

A escritora JackMichel já fechou contrato com a Drago Editorial para o lançamento de mais quatro obras suas no segundo semestre de 2016: “LSD Lua”, “1 Anjo MacDermot”, “Sorvete de Pizza Mentolado x Torpedo Tomate” e “Ovo”. Fora do país, também tem acenos positivos de várias editoras para a publicação de seus livros no exterior, cujos originais foram submetidos à prévia análise.

Quem iniciou você no mundo da leitura?

Ninguém em verdade. JackMichel tem plena convicção de que adentrou neste apurado universo das belas-letras porque cada ser humano traz em si aptidões ou dons inatos adquiridos antes do berço e que leva além do túmulo. Ave atque vale!

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Acompanhe o trabalho da escritora nas redes sociais!
 
Pinterest: https://br.pinterest.com/escritorasjackm/                   
 

É muito bom conversar com escritores nacionais ! Tem alguma pergunta para a JackMichel? Manda aqui nos comentários!

Beijocas!

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Entrevista com o autor Douglas Lobo!

Oi leitores lindos!
 
Hoje temos uma entrevista especial com Douglas Lobo, o autor do livro ” Terra Amaldiçoada”!
 
A resenha do livro saiu semana passada e tem sorteio rolando, então depois de ler a entrevista vai lá participar, quem sabe você será o ganhador dessa história incrível?!
Vamos lá!

Foto Douglas Lobo

Digam “oi” para o autor!

– É o seu primeiro livro?

Sim. De muitos… J
 
– Como surgiu a inspiração para  escrever Terra Amaldiçoada?
Surgiu da constatação, no auge do sucesso da saga “Crepúsculo”,  de que os brasileiros leem literatura sobrenatural, mas que ainda são poucos os livros do gênero escritos por autores nacionais.
 
– No livro tem muitas situações descritas de quem vive no interior. Você é do interior?
Nasci em uma cidade do interior do Estado do Piauí chamada Valença. Fui criado em uma grande cidade – Fortaleza, no Ceará – e hoje resido em uma metrópole, no Rio de Janeiro. No entanto, venho de uma família de fazendeiros e sempre passava minhas férias de infância na área rural de Valença, de onde vêm vários dos cenários e situações do livro.
 
– Algum personagem foi inspirado em alguém que você conhece?
O protagonista tem algumas características minhas, mas mescladas com várias outras referências. De todo modo, em cada personagem há traços físicos e de personalidade que tirei de pessoas que conheci, mas sempre misturados, de modo inclusive a ter mais riqueza nas caracterizações.

terra amaldiçoada

– Quais dicas você dá para quem está começando a escrever ou pensa em escrever um livro?
Recomendo foco na disciplina, que tende a ser o mais obstáculo para os escritores iniciantes. Isso significa primeiro avaliar com sinceridade qual seu perfil: se trabalha melhor à noite ou de manhã, se escreve com rapidez ou não, se chega perto da redação final já na primeira escrita ou se tem que reescrever várias vezes etc. A partir dessa avaliação, é preciso estabelecer uma rotina de trabalho e tentar se manter nela, evitando ao máximo a dispersão do dia a dia.
Um bom livro para escritores iniciantes é o “Sobre a Escrita” (“On Writing”), do Stephen King. Dá dicas muito úteis, não só sobre as técnicas, mas também sobre a disciplina necessária ao autor. E não é restrito ao gênero terror, ao contrário de que se poderia pensar. Recomendo a aquisição dessa obra a qualquer um que queira escrever.
 
– Como foi o processo de criação e lançamento do livro?
Eu comecei o romance sem saber como a história terminaria. Foi a minha escolha na época – comecei a conceber o livro em 2012. Hoje me pergunto se não seria melhor ter um roteiro mais fechado desde o início. Acabei escrevendo três versões do livro, porque as duas anteriores não me convenciam, em termos de trama. Terminei o livro em junho ou julho de 2015. O lançamento oficial foi no dia 31 de outubro (Halloween). Sim, foi uma jogada de marketing.
 
– Quais são seus gêneros literários favoritos?
Terror, suspense e policial. Tanto os contemporâneos quanto os clássicos. Mas estou sempre lendo – e relendo – os clássicos da literatura universal, que em geral não são fáceis de encaixar num gênero.

 

– Tem mais livros a caminho?
Atualmente escrevo um romance policial, cujo título provisório é “Investigação Particular”. É sobre um detetive que investiga crimes na alta sociedade carioca e vive em conflito com sua vocação. Pretendo lançá-lo ainda em 2016.
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E ai curtiram? 
 
Eu amo quando escritores nacionais topam participar das entrevistas! Tem alguma pergunta para o Douglas? Manda aqui nos comentários!
 
Até a próxima!
 
Beijo, outro, tchau!
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