Resenha: O jogo da mentira, Sara Shepard

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   Autor: Sara Shepard – Editora: Rocco                  Ano: 2013 – Páginas: 296

Classificação 5/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

O jogo vai começar. Primeiro volume da nova série da autora de Pretty Little Liars, que ficou mais de 50 semanas no ranking do The New York Times e vendeu mais de cinco milhões de exemplares, O Jogo da mentira acompanha a história de duas gêmeas separadas ao nascer e unidas por um misterioso assassino. Com uma trama ainda mais intrincada e sombria, que tem início quando Emma resolve trocar de lugar com a irmã, a série repete a trajetória de sucesso de PLL, com um enredo repleto de suspense, intrigas e reviravoltas de tirar o fôlego, e uma bem-sucedida adaptação para a TV.

 

“Não me admira que Emma não consiga me ver. Não me admira que eu não aparecesse no espelho. Eu não estava ali. Eu estava morta!”

Já imaginou acordar sem memória em uma banheira e ver a si própria entrando pela porta, agindo como uma pessoa que você sabe que não é você?!  E o pior de tudo é descobrir que além dessa confusão, ninguém parece ver você por um simples e único motivo: Você está morta e agora é um fantasma! É exatamente isso que acontece com Sutton Mercer.

Beleza, antes de continuar me sinto na obrigação de avisar a você caro leitor que esse é o primeiro livro de seis e somente quatro chegaram a ser traduzidos para o português. Não porque os outros ainda não foram lançados, mas porque a série não fez tanto sucesso quanto a coleção Pretty Littles Liars.

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coleção completa

Mas continuando…

Sutton, depois de “acordar” morta em forma de fantasma, descobre que tem uma irmã gêmea que foi abandonada por sua mãe e não teve a sorte de ser adotada.

Emma Paxton, que sempre sonhou em ter uma família, descobre por um meio um tanto peculiar que tem uma irmã gêmea rica e marca um encontro com ela. Mas, o que era para ser um reencontro familiar se torna um pesadelo quando uma mensagem anônima chega as mãos de Emma dizendo que Sutton está morta e que se ela não se colocasse no lugar da irmã, acabaria perdendo a vida.

Sem saída, Emma decide se passar por Sutton, mesmo sem conhecer os hábitos da irmã e descobre que mais de uma pessoa (tipo toda sua família e amigos) são suspeitos do assassinato da irmã e que todos tem mais de mil motivos para odiar Sutton e querê-la morta!

O que mais me chamou atenção foi o fato do livro contar com dois pontos de vista dentro de um argumento (se é que você me entende): De um lado, Emma, que luta para se tornar uma Sutton tão boa quanto a original, ao mesmo tempo que tenta descobrir o assassino; E o de Sutton, que vai se redescobrindo, já que ela não se lembra de absolutamente nada de sua vida, apenas partes.

E tudo fica mais frustrante, porque Sutton não pode se comunicar com a irmã, portanto não pode contar das coisas que se lembra.

“Eu queria chorar, eu queria gritar, mas tudo que eu conseguia fazer era seguir Emma…’’

Bom, não vou continuar escrevendo, porque sou capaz de contar o livro todo, mas, se você não se importar de ler em inglês, eu super recomendo essa série. Em uma escala de 0 á 5 minha nota para esse livro é sem duvida um 5. Mas não se empolguem! As chances dos outros dois últimos livros serem traduzido é de 1 em 1 milhão. #Chateada. Mas, para vocês não dizerem que sou uma pessoa muito má por ter postado essa resenha, vou desejar um boa noite no estilo Sutton:

“Bons sonhos minha irmã gêmea há muito perdida. Eu a verei pela manhã…Ainda que você não me veja!”

assinatura leticia

Resenha: A droga da obediência, Pedro Bandeira

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Autor: Pedro Bandeira – Editora: Moderna                Ano: 2003 – Páginas: 192

Classificação 5/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Num clima de muito mistério e suspense, cinco estudantes — os Karas — enfrentam uma macabra trama internacional: o sinistro Doutor Q.I. pretende subjugar a humanidade aos seus desígnios, aplicando na juventude uma perigosa droga! E essa droga já está sendo experimentada em alunos dos melhores colégios de São Paulo.
Esse é um trabalho para os Karas: o avesso dos coroas, o contrário dos caretas!

 

Pedro Bandeira: Gênio das palavras, inventor do mistério, dono da minha (e da de milhões de brasileiros) infância. Sem sombra de duvida esse cara é um dos meus autores favoritos! E sem sombra de duvidas “A Droga da Obediência” é o meu livro favorito.

A trama narra a história de quatro amigos (que mais tarde viram cinco), Miguél, Calú, Magrí e Crânio, que formaram um tipo de organização secreta no colégio Elite, com o propósito de investigar o que fosse; Esses são os Karas!

Os Karas se reuniam em um velho galpão, que ficava escondido no quartinho dos zeladores, e até então, nunca haviam tido uma missão de verdade. Até que em uma certa manhã o líder dos Karas convoca todos para uma reunião. Ele só não contava que nessa reunião haveria um intruso, Chumbinho: O único menino de todo o colégio Elite que sabia tudo sobre os Karas. Cada sinal, cada reunião, cada código dos Karas estava sob o conhecimento do pequeno intruso.

Depois de se “divertirem” com o mais novo integrante da turma, os Karas começam a investigar o desaparecimento de vários jovens, que parecem estar conectados. Bom, se eu continuar falando, te conto a história inteira… Te conto como os Karas, cinco adolescentes (que são considerados crianças e por isso nunca são levados a sério) descobriram uma droga que mudaria o mundo e assim o salvaram (na boa, meu sonho é viver uma aventura tipo a dos Karas, ou fazer parte do elenco do filme [sim eu ainda estou a espera do filme] ou até mesmo escrever o roteiro do filme), te conto sobre os pequenos romances que foram delicadamente inseridos na narrativa (ta parei!).

Mas, falando sério, o que eu mais gostei desse livro é que ele te faz pensar sobre até que ponto o ser humano pode chegar por poder. Eu cheguei a conclusão que aos poucos, estamos vendendo nossa humanidade por pedaços coloridos de papel, e isso me assusta!

Mas, voltando ao livro: De 0 á 5 minha nota é 5 (e vocês sabem o quanto é difícil um livro ganhar 5 em minhas mãos). O autor soube criar um plano perfeito sobre a dominação do mundo, que é um tema muito usado em desenhos e criar vilões e heróis que condizem com a realidade.

Espero que gostem da leitura e que se um dia tiverem que salvar o mundo, me chamem! Ah e não se esqueça que o vilão é aquele que você menos espera!

assinatura leticia

Resenha: Impecáveis, Pretty Little Liars #02, Sara Shepard

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Autor: Sara Shepard – Editora: Rocco                   Ano: 2011 -Páginas: 336

Classificação 3.5/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Segundo título da série Pretty Little Liars a chegar às prateleiras do país, Impecáveis retoma a saga de Spencer Hastings, Emily Fields, Hanna Marin e Aria Montgomery na rica comunidade de Rosewood, na Pensilvânia. A trama se inicia no ponto onde Maldosas, o primeiro livro, terminou.

Após uma cerimônia em memória de Allison DiLaurentis, a amiga cujo corpo foi encontrado três anos após seu desaparecimento, as garotas descobrem que todas estavam recebendo mensagens de texto e emails assinados por “A”, ameaçando revelar seus mistérios mais íntimos. Como desconfiavam que Ali poderia estar viva e ser a responsável pelos recados, elas sentem uma mistura de muita tristeza e alívio com a confirmação de sua morte. Mas “A” continua a atormentar cada uma das meninas, e desesperadas para descobrir a verdade, elas ficam chocadas ao ver que Toby Cavanaugh voltou à cidade.

“Eu ainda estou aqui vadias, e eu sei de tudo! –A”

Todo mundo nasce com um dom! Alguns nascem com o dom da música, outros com o dom da beleza, mas Sara Shepard nasceu com o dom de nos dar uma vida e depois acabar com ela. Ela faz isso por dezoito livros (e olha que essa resenha é a do segundo livro).

No segundo livro da série, nossas liars (mentirosas) estão cada vez mais apavoradas com as mensagens de A, principalmente depois de terem descartado Alison de sua lista de suspeitos (me recuso a revelar o motivo… Ok, ela está morta). A possibilidade de mais alguém saber dos segredinhos sujos das meninas faz com que essas liars façam de tudo para manter a boca de A fechada.

O bom desse livro é que Spencer, Hanna, Aria e Emily não são as menininhas inocentes que a série nos faz acreditar. Elas são realmente malvadas e merecem boa parte do que está acontecendo com elas.

O livro é narrado por –A em terceira pessoa, por isso conseguimos saber o que aconteceu no passado e no presente, e assim, ficamos por dentro de tudo que nossas belas mentirosas aprontaram enquanto Alison estava viva.

Impecáveis foca bastante na “Coisa da Jenna”. Isso nos mostra o outro lado da história, o lado da Jenna, e nos faz sentir pena, muita pena dela.

“Quer tirar um –A fácil? Acho que você sabe onde encontrar!”

O melhor do livro são, sem dúvidas, as mensagens de –A. Elas nos fazem gelar de nervoso.

“…Não está tudo acabado até que eu diga que está! –A”

Minha nota para esse livro é 3,5. Por que? O livro é bom, bem escrito, mas muito, muito inferior a série. Quero dizer, os fãs da série morrem junto com o Toby… Isso aí fãs de Spoby, na série eles nunca ficam juntos.

assinatura leticia

Resenha: Maldosas, Pretty Little Liars # 01, Sara Shepard

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Autor: Sara Shepard      Editora: Rocco          Páginas: 296                Ano: 2010

Classificação 2.5/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Maldosas’ é o primeiro livro da série ‘Pretty Little Liars’. Na trama, Emily, Aria, Spencer, Hanna e Alison vivem no sofisticado subúrbio de Rosewood, na Pensilvânia. Inseparáveis, as cinco se mantêm ligadas especialmente em função de Alison, a garota mais popular da escola, que exerce um certo poder sobre cada uma das meninas e é a confidente de todas elas. Um dia, porém, Alison desaparece sem deixar rastro. Aos poucos, Emily, Aria, Spencer e Hanna se afastam. Alguns anos depois, as jovens começam a receber e-mails e mensagens ameaçadoras de alguém que aparentemente sabe de tudo que se passa em suas vidas e misteriosamente se identifica apenas como ‘A’. Será que Alison estaria viva e disposta a revelar todos os segredos de suas ex-amigas?

“Três pessoas podem guardar um segredo se duas delas estiverem mortas”

Pronto, você já está totalmente envolvido no drama das quatro meninas mais belas e mentirosas de Rosewood.

Imagine que, durante uma inocente festa do pijama a líder do seu grupinho de amigas desapareça misteriosamente. Agora imagine que anos mais tarde, os restos mortais dessa mesma amiga são encontrados e você e suas amigas começam a receber mensagens misteriosas de uma pessoa que se idêntica como –A.

O que era para ser uma divertida festa do pijama se torna um verdadeiro pesadelo para as amigas Hanna Marin, Spencer Hastings, Aria Montgomery e Emily Fields.

Tudo bem, confesso que, comparado a série, os livros não são de longe tão bons! Sim, esse é o clássico e raro caso em que eu prefiro a série/filme do que os livros. Talvez porque eu tenha visto primeiro a série, mas ainda assim. Foi decepcionante descobrir que NADA é igual e que todos os belos sonhos e teorias criadas pela série vão por água abaixo durante os dezesseis livros.

Mas, para ser justa, o livro começa a ficar interessante quando as quatro amigas restantes acabam perdendo contato e enterram todos os seus segredos junto com o corpo de Alison (a líder desaparecida), que é encontrado três anos depois de seu desaparecimento. E é justamente quando tudo parece estar bem que surge um novo e anônimo personagem: -A.

-A parece saber de todos os mais sujos segredos das nossas liars (mentirosas em inglês) e está disposto a revelar cada um deles, sem se importar com quem sairá ferido.

“Amigas partilham segredos, é o que as mantém unidas. –A”

Sara Shepard (a autora) é brilhante! Ela consegue juntar vários temas dentro de um só e, como se não fosse difícil o suficiente juntar quatro diferentes histórias dentro de uma só (sim, porque cada menina tem sua história) e fazer dar certo; Sara ainda consegue fazer com que -A controle as quatro diferentes histórias, criando uma perfeita harmonia entre os personagens e os seus segredos.

E uma nota de 0 á 5 eu dou 2,5 para esse livro. A história é boa, a autora cria um universo interessante e a idéia é maravilhosa, mas eu acho que teve pouco. Sendo um pouco mais clara, Sara poderia ter explorado um pouco mais desse universo. Em vez dela expandir as ideias, ela permanece em uma zona de conforto. E, cá entre nós, eu prefiro mil vezes a série. (Marlene não estrague nosso sonho lindo deixando com que Spaleb fiquem juntos para sempre).

Brincadeira (não é sério!). Enfim, “Maldosas” consegue fazer com que viajemos por quatro diferentes mundos (em um pequeno espaço, mas…). Só tome muito cuidado porque esses livros vão fazer vocês criarem mil e uma teorias sobre quem é –A.

E antes que eu me esqueça, -A tem um recadinho para vocês:

“Eu ainda estou aqui vadias, e eu sei de tudo! –A”

assinatura leticia

Resenha: Azeitona, Bruno Miranda

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Autor: Bruno Miranda    Editora: Planeta     Páginas: 352  Ano: 2016

Classificação 4/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Ian e Emília não trocaram mais que duas palavras desde que começaram a estudar juntos, mas é o nome dela que vem à mente dele quando precisa de uma parceira para um plano mirabolante: participar de um reality show sobre casais adolescentes que vão ser pais. Isso em troca de um cachê capaz de resolver todos os seus problemas.

Ian tem dezesseis anos e foi criado pela irmã, Iris, que precisou abrir mão de oportunidades na vida para cuidar dele. Agora, quando ela finalmente vai conseguir se formar na faculdade, ele se sente na obrigação de retribuir de alguma maneira.

Emília, aos dezessete anos, não quer retribuir nada a ninguém – pelo contrário, seu sonho é sair de casa o quanto antes para não discutir mais com a mãe, com quem sempre teve uma relação conturbada.

O fato de que eles não são um casal nem têm planos de ter um bebê de verdade parece apenas um detalhe. Mas a vida reserva surpresas, nem sempre boas, para quem acredita que é fácil inventar a própria história.

O romance de estreia de Bruno Miranda, criador do canal Bubarim, no Youtube, é uma história divertida e tocante sobre relacionamentos familiares.

“Enquanto você tentar se completar com qualquer outra coisa que não seja amor de verdade, você vai só se inflar como um balão de festa; quanto mais cheia, mais frágil.”

Se tem uma coisa que eu procuro evitar são livros brasileiro. Isso por causa da minha quedinha pelos Estados Unidos. Amo tudo de lá; A música, os filmes, os livros… É por isso que quando peguei o livro Azeitona de Bruno Miranda não esperava muita coisa, mas confesso que me surpreendi (positivamente falando).

O livro conta a história de Ian, um jovem que vive com sua irmã que, recentemente, descobriu que estava grávida. O livro começa com a frase “Além de Ian, havia sete pessoas na sala de espera do consultório médico”, o que na minha opinião é uma ótima maneira para se começar um livro (eu por exemplo nunca sei como devo começar meus textos, mas isso não é relevante).

Enquanto espera sua irmã sair da consulta, uma mulher se aproxima e, simples assim, se diz apresentadora de um programa de TV chamado Novos Pais e convida Ian e sua namorada grávida para fazerem parte do programa, que além de pagar um ótimo cachê, pode torná-los famosos. Até ai, tudo parece uma maravilha. Quem não sonha em aparecer na TV? Só havia um pequeno probleminha que separava Ian da fama. Ele não tinha uma namorada! Muito menos uma namorada grávida!

Até aí tudo bem. Ian pode dizer que não, certo? Ele vai dizer que não, certo? Errado! Ian foi criado pela irmã, que desistiu de muitas coisas na vida para poder cuidar dele e por isso, ele sente que deve alguma coisa a ela.

Mas tudo bem, não vamos nos desesperar. Ele pode muito bem combinar com alguma amiga, ou quem sabe, em último caso, até pagar alguém para fingir ser sua namorada e fazer com que tudo de certo. Só que não é isso que ele faz! Quando a produtora liga perguntando o nome de sua namorada, ele da o nome de uma completa desconhecida: Emília, uma colega de sala que acabou caindo em seu grupo para um trabalho de escola.

O mais estranho, que acaba se tornando engraçado, é o fato de Emília aceitar fazer parte dessa farsa e ter que conversar com a galera da produtora, mesmo não sabendo NADA sobre Ian.

“-É o milagre da vida. – a garota disse, enquanto passava a mão sobre a barriga. – Aconteceu bem atrás daquela porta.
-No banheiro. – Catarina perguntou.
-Daquela. – Emília apontou para a próxima porta do corredor.”

Azeitona também tras a tona relacionamentos entre família e em algum momento o leitor vai se identificar com as situações. Bom, não vou falar muito sobre o livro, para não perder a graça, mas saiba que se você quiser dar boas risadas e se surpreender no final, Azeitona é o livro perfeito.

Explicação para o título (pode ser considerado spoiler):
Nos estágios inicias da gravidez o tamanho do feto é comparado a pequenos grãos, e em uma conversa com a produtora Ian disse que o feto de Emília estava do tamanho de uma azeitona (cerca de 3 meses) a questão é que por Emília não estar de fato grávida, o ‘bebê’sempre será um azeitona. ( Vi no Tenho mais livros que amigos).

assinatura leticia

Resenha: A menina que não sabia ler, John Harding

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              Autor: John Harding   Editora: Leya                      Ano: 2010  Páginas: 288

Classificação 2.5/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

1891. Nova Inglaterra. Em uma distante e escura mansão, onde nada é o que parece, a pequena Florence é negligenciada pelo seu tutor e tio. Guardada como um brinquedo, a menina passa seus dias perambulando pelos corredores e inventando histórias que conta a si mesma, em uma rotina tediosa e desinteressante. Até que um dia Florence encontra a biblioteca proibida da mansão. E passa a devorar os livros em segredo. Mas existem mistérios naquela casa que jamais deveriam ser revelados. Quem eram seus pais? Por que Florence sonha sempre com uma misteriosa mulher ameaçando Giles, seu irmão caçula? O que esconde a Srta. Taylor? E por que o tio a proibiu de ler? Florence precisa reunir todas as pistas possíveis e encontrar respostas que ajudem a defender seu irmão e preservar sua paixão secreta pelos livros – únicos companheiros e confidentes – antes que alguém descubra quem ousou abrir as portas do mundo literário. Ou será que tudo isso não seria somente delírios de uma jovem com muita imaginação?

“Eu me sinto em casa com todos esses livros em torno de mim. É como estar entre amigos. São tantas histórias que posso imaginar me baseando nas imagens. Quem tem imaginação, nunca será prisioneiro.”

Esse é um livro que realmente me surpreendeu! É um livro cheio de mistérios, segredos e traições. É o típico livro onde você se frustra por não ter a maioria das suas perguntas respondidas, ou seja, ou você ama o livro, ou você odeia o livro! (Aqui em casa eu e minha mãe lemos e uma gostou e outra odiou. Uma dica: Eu fui a que gostou).

O livro conta a história de dois irmãos, Florence, de 12 anos, e Giles, de aproximadamente 8. Os dois são filhos de mães diferentes e acabaram ficando órfãos muito cedo e sob os cuidados do seu tio, um homem preconceituoso que é contra a educação das mulheres. Florence, a narradora do livro é uma menina um pouco estranha que tem como missão cuidar de seu irmãozinho.

No começo o livro é super chato, com uma narrativa repetitiva, muito detalhista e que deixa qualquer leitor com sono. Frases como “Pela primeira vez compreendi que não havia nada inteiramente bom e nada inteiramente ruim, que cada página tem uma mancha e, por essa mesma razão, eu esperava todas as noites sombrias por uma pequena luz brilhante. Isso me deu esperança…” são facilmente encontradas no livro e por isso a leitura fica cansativa. Isso na minha humilde opinião, é claro. Basicamente essa parte conta como a Flor vivia na casa do tio. Conta como ela fazia para ler escondido e tentar se esconder do seu vizinho, Theo. Até aí o mais interessante é o fato de Flor acreditar que seu irmão pode estar sofrendo na escola por ser muito lento nos estudos, então ela fica muito feliz toda vez que ele retorna para casa ou toda vez que o seu tio contrata alguém para ensiná-lo em casa.

O livro começa a ficar interessante após a morte da primeira pessoa que é contratada para cuidar do menino, em um acidente no lago perto da propriedade. É quando chega a Srta. Taylor para cuidar das crianças. Com a antipatia óbvia da Srta. Taylor por Flor e com Flor achando que ela é um tipo de ser sobrenatural que veio do além para machucar seu irmão, o livro  fica cada vez mais surpreendente. O que mais puxa esse lance sobrenatural é o fato de só a Flor conseguir ver a senhora Taylor em sua forma mais sombria.

“- Não está vendo? Você não a vê?

– Quem Flor? Quem?”

Esse foi um dos diálogos que Flor teve com seu irmão enquanto estava na frente da criatura. Isso nos leva a pensar que talvez seja tudo fruto da imaginação de uma menina que escondia que sabia ler e que todas as noites saia escondido e ia até a biblioteca.

“No final, decidi fazer o que sempre fazia nessas horas, descer até a biblioteca e ler durante horas, até ficar cansada o bastante para ir dormir” (Essa é das minhas rsrs).

A narrativa do autor nos faz criar várias teorias sobre o que é verdade e o que não é. Confesso que no final do livro eu estava com o coração na mão e com varais teorias na cabeça. O livro é intrigante porque no final, o leitor conclui o que quiser. De um lado, havia muitas evidências de que a Srta. Taylor desejava algo em relação a Giles, do outro temos Florence, que sempre foi muito convicta de sua razão e certezas.

Minha nota para o livro é 2,5 de 5. O livro é bom e o autor conseguiu manter o clima de mistério durante todo o livro, mas o final… Acho que poderia ter esclarecido o livro, mesmo que estivesse esmagando todas as nossas teorias.

Até a próxima.

assinatura leticia