Resenha: Amor Verdadeiro, Jude Deveraux

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           Autor: Jude Deveraux – Editora: Essência       Ano: 2016 – Páginas: 464

Classificação 2.5/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Ambientado numa ilha paradisíaca e um dos romances mais cultuados de Jude Deveraux, best-seller americana que já vendeu mais de 60 milhões de exemplares pelo mundo, o livro conta a história de Alix Madsen. Quando ela está terminando a faculdade de arquitetura, Addy Kingsley, amiga de seus pais, morre. No testamento, a mulher estipula que a jovem tem direito a viver por um ano em sua encantadora casa do século XIX na ilha de Nantucket (Massachusetts), EUA. O relacionamento de tia Addy com a família Madsen é um mistério para Alix, mas ela aceita a oferta e, ao chegar na propriedade dos Kingsley, percebe que não é má ideia passar uma temporada ali. Além de o lugar ser um sonho para qualquer arquiteto, ela conviverá com o charmoso Jared Montgomery Kingsley, dono de um dos mais importantes escritórios de arquitetura do país e sobrinho-neto de Addy, portanto, herdeiro natural da casa. O que Alix não imaginava era que tia Addy tinha um propósito muito específico para ela quando a colocou naquele lugar: solucionar o desaparecimento de Valentina, uma das mulheres da família Kingsley, ocorrido cerca de dois séculos antes. Em meio ao verão na ilha, Alix e Jared serão obrigados a conviver, o que pode ser a chave para desvendar o tal mistério dos Kingsley

“Por um momento, os olhares de ambos se cruzaram, e pareceu a ela que centelhas lhe percorreram o corpo.” 

Nuntucket fica em Massachusetts, é uma ilha e foi palco de uma grande tragédia. A casa dos Kingsley foi o principal cenário do mistério. Caleb Kingsley, um antigo dono, morrera aos 33 anos de idade já fazia duzentos anos, e ainda continuava com a mesma aparência. Sim, ele é um fantasma, mas somente os homens da família chamados Jared Montgomery podiam enxerga-lo, além de outras poucas exceções, como a tia Addy, última dona da casa. Os filhos da família recebiam esse mesmo nome juntamente a um número indicando a sua geração.

A tia Addy acabou falecendo deixando em seu testamento um último pedido: hospedar Alix Madsen, uma amiga da família, na sua casa durante um ano para que ela pudesse desvendar o que aconteceu entre Caleb e sua amada Valentina. Ao que tudo indicava, o fantasma estava preso ali porque, enquanto viva, Valentina havia sumido sem deixar nenhuma pista.

“Ele tinha até 23 de junho, apenas algumas semanas, para descobrir o que havia acontecido com a mulher a quem amava tanto que nem a morte poderia separá-los.” P. 15-16

Trazendo Alix até a casa poderia ser uma oportunidade para resolver todo esse mistério. Ela aceitou, mas o problema era que a garota não sabia o porquê do convite, somente concordou em ir porque sabia que Jared Montgomery (Desta geração) ia muito para a casa na ilha descansar (Ele morava em Nova York) e queria encontra-lo, pois, sendo estudante de arquitetura e Jared um famoso arquiteto (E incrivelmente bonito), viu uma oportunidade de aprender com ele.

“Se eu tivesse permanecido com Valentina, nada disso teria acontecido […].” P. 351

Alix e sua mãe Victoria iam sempre para a ilha quando a garota era menor. Enquanto passavam os dias lá, tia Addy percebeu que a pequena Alix falava com os ventos, por isso suspeitou de que ela conseguia também ver Caleb.

Em meio a toda essa confusão, Alix, sem ter a consciência de que iria até lá para conversar com fantasmas, só tinha olhos para seus trabalhos de arquitetura e Jared Montgomery, que antes era um ídolo, acabou se tornando uma pessoa simples, normal. Ela enxergou o ser humano por trás de todo glamour da fama do homem. Um sentimento parecido foi também despertado em Jared. As mulheres com as quais se relacionavam eram elegantes, finas e ricas. Ele percebia que as mesmas buscavam mais status do que de fato o amor verdadeiro.

Amor Verdadeiro é narrado em terceira pessoa e prende com facilidade o leitor. Posso admitir que até eu encontrei dificuldade em assimilar tudo de uma vez ao ler a sinopse ou resenhas sobre o livro, mas isso não causa problema, pois o leitor vai se familiarizando com todos os segmentos da narrativa a medida que a história se sucede.

O enredo não me cativou completamente de início, mas a leitura é muito gostosa. A autora soube criar expectativas que são atendidas. Tudo vai se encaixar no final. Acho interessante destacar que, mesmo que o livro não foi dividido em partes I e II, eu senti que elas estavam presentes, pois no primeiro momento da narrativa, tudo envolvia o desenrolar do romance entre Jared e Alix, somente após essa conciliação o segmento da história que envolve o mistério entre Caleb e Valentina é aprofundado.

Um ponto negativo que me incomodou muito foi a capa, onde há um casal loiro de abraçando, sendo que os principais têm na verdade cabelo castanho e ruivo.

Pelo mais e pelo menos, eu recomendo esse livro se você está a fim de ler um romance com uma pegada sobrenatural, mas sem aquele tipo de tensão muito “mágica” proporcionada pelas fantasias. Como a história se desenvolve em uma ilha, o clima é muito gostoso. Temos direito a passeios pelas praias, pelas ruas durante a manhã, quando o ventinho ainda é gelado, e também idas e vindas a casas de velhos amigos. Garanto risadas!

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Resenha: Quantum Break, Cam Rodgers

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 Autor: Cam Rodgers – Editora: Outro Planeta                  Ano: 2016 – Páginas: 384

Classificação 3/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Jack Joyce passou seis anos tentando escapar. Escapar da vida, do tempo, da loucura de seu irmão, Will. Mas quando ele finalmente volta para casa, descobre que seu irmão não era louco como ele imaginava. Will criou uma máquina do tempo, com o potencial de salvar a humanidade. Guerras? Agora podem ser previstas. Desastres naturais? Podem ser evitados.
Só há um pequeno problema… sua máquina também vai causar o final do tempo, tal como o conhecemos. Agora Jack te apenas uma chance de voltar ao passado, de consertar o que está errado e de salvar o mundo.
‘Quantum Break: estado zero’ é o romance oficial do game de mesmo nome, dos mesmos criadores de Max Payne e Alan
Wake, conhecidos por transformar suas produções em verdadeiros filmes de ação, com atores conhecidos e efeitos especiais de última geração.

[…] eu queria o máximo de tempo possível para construir algo que nos ajudaria a desafiar o fim do mundo, o fim do tempo, sobreviver a ele (P. 91).

Seis anos haviam se passado. Seis. E agora Jack Joyce voltou para sua cidade natal a fim de encontrar Paul Serene, um velho amigo, e escutar o que ele tem a lhe dizer. Paul enviara um e-mail a Jack alegando que Willam Joyce, irmão de Jack e um grande físico, parecia estar enlouquecendo. Aproveitou e disse que precisava mostrar algo que mudaria sua vida. 

  Os pais dos garotos faleceram quando eram ainda bem jovens, caindo sobre Will toda responsabilidade sobre o irmão mais novo. O fato desencadeou algumas discórdias entre os dois e uma delas envolvia o motivo pelo qual Jack se mantivera afastado por tanto tempo: o projeto que seu irmão estava ajudando a desenvolver.

Projeto Passarela era uma máquina investido por Paul Serene através da Monarch Solutions, um centro de pesquisa, com a possibilidade de viajar no tempo. A intenção do projeto era prever e evitar todo tipo de destruição que a humanidade possivelmente enfrentaria. Antes de Will, outro físico trabalhava no projeto, mas este morrera de maneira misteriosa. Sem saber o porquê, o Will se voltou contra a pesquisa pela qual trabalhou a vida inteira e Paul então o via como uma ameaça que precisava ser eliminada o mais rápido possível. Jack fica dividido entre seu melhor amigo e seu irmão, passado e presente, vingança e amor.

   A Monarch não existe para mudar o futuro… existe para nos ajudar a sobreviver a ele (P. 154).

  Em Quantum Break a focalização da narrativa é externa, ou seja, em terceira pessoa. A linha dos eventos traçam uma trajetória recheada de ação, tanto que praticamente tudo transcorre durante um dia inteiro, começando pelas 4 da manhã! Os poucos momentos em que conseguimos respirar são para nos aprofundarmos melhor no enredo. Conhecemos melhor Paul Serene e Sofia Amaral, seu par romântico e também brasileira, também Zed, September e Beth. 

  Confesso que achei que odiaria o livro quando comecei a ler. Pensei comigo mesma que a leitura poderia ser muito complicada e cansativa, ainda mais tratando de ficção científica (Ainda mais ainda de um game!). Mas quando não, a história me envolveu tanto que assisti a games play e resenhas do jogo e senti vontade de jogar! Não tenho o jogo e não posso fazer comparações, mas é certo de que o livro trouxe muitas informações valiosas que não contém no game. Vale a pena ficar por dentro!

  Cam sugeriu  incluir algumas informações e conceitos que estavam presentes nos primeiros rascunhos da história (Sam Lake, Prefácio).

  Por fim, assistam ao trailer do jogo aqui embaixo. Dá vontade de saber mais sobre o mundo de Quantum Break? Sim ou com certeza?

assinatura nova luiza

Resenha: Desculpa se te chamo de amor, Federico Moccia

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        Autor: Federico Moccia – Editora: Planeta     Ano: 2009 – Páginas: 413

Classificação 2/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Niki é uma bela garota, é divertida, é inteligente. Tem 17 anos. Alex é um ‘garoto’ de quase 37. Separou-se há pouco, e sem uma razão clara, de sua noiva. Publicitário com grandes responsabilidades vê-se em crise no trabalho. Os dois se cruzam casualmente num pequeno acidente de trânsito. Niki gosta de Alex, Alex acha Niki divertida. A relação fica cada vez mais intensa. Não querem deixar a diferença de idade atrapalhar. O mundo dos adolescentes se choca com o dos adultos. Mas a vida dos dois nunca mais será a mesma. Este romance é a vontade de reencontrar a própria liberdade, a vontade de ter sentimentos verdadeiros, de amar sem convenções e sem muitos porquês. É o cotidiano, mas também o sonho.

Um livro divertido daqueles tipo mamão com açúcar, porém limita-se meramente em passar o tempo. A grande lição observada diz respeito as novas expectativas em relação ao amor romântico e a liberdade concedida por si mesmo para recomeçar.

A parte mais difícil já passou. Alessandro, 37 anos, é abandonado pela sua noiva, Elena. Espelhando seu desânimo, sua aflição é evidente.

“(…) quando alguém que você deseja se vai, você tenta mantê-lo com as mãos e espera assim prender também o seu coração. E não é assim. O coração tem pernas que você não vê”.

O homem não relutou. Não havia nada a ser feito a não esperar que a dor da perda passasse. Entretanto, em um dia supostamente ordinário, Alessandro choca com seu carro na motinha de uma garota chamada Nikki, de 17 anos e bem maluquinha, dando início a história dos dois.

Como Alessandro era um homem que levava seu trabalho bastante a sério, muita das vezes a vida não lhe proporcionava asas, mas depois que Nikki entrou em sua vida, fez parecer com que esta tivesse oscilações que o arrastava cada vez mais às coisas que ele nunca pensou que poderia lhe provocar tanto prazer.

Desculpa se Te Chamo de Amor nos faz indagar se a diferença de idade pode ser uma tangente irrefutável dentro de uma relação amorosa. Com isso, é apontado múltiplos obstáculos os quais os dois tiveram que enfrentar. Nenhum dos dois estavam certos do futuro, todavia sabiam que não conseguiriam mais um viver sem o outro.

Parece aquele típico enredo clichê de livro de adolescente. É… pois é. Ele é. Entretanto, não são esses clichês que nos deixam apaixonadas?

“(…) partem velozes. E Nikki, pouco depois, adormece por debaixo do edredom que a cobre. Ele a observa enquanto dirige e sorri. E ela parece aquela coisa tão linda para a qual não se encontram palavras”.

Espero que essa resenha tenha aguçado a curiosidade de vocês.

Ressalvo que este é meu ponto de vista, assim, abro um caminho para que vocês sintam-se a vontade e comentem quando e o que quiserem, pois a opinião de todos é valida!

Obrigada pela leitura!

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Resenha: Terra Morta #1 – Fuga, Tiago Toy

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               Autor: Tiago Toy – Editora: Draco           Ano: 2011 – Páginas: 248

Classificação 3/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Romance de estréia de Tiago Toy, “Terra Morta – Fuga” imagina o apocalipse zumbi ambientado em São Paulo.

Em ‘Terra Morta: Fuga’, o leitor acompanhará uma saga de sobrevivência ao terrível mal que assolou o interior de São Paulo e agora se dirige à capital.

Tiago é um rapaz introspectivo que sempre sonhou em viver na megalópole de São Paulo e buscar novos desafios. Só não imaginava que sua chance chegaria da pior maneira possível. Jaboticabal, sua cidade natal, é o cenário de um terrível apocalipse zumbi, uma tragédia que parece saída de um videogame ou filme de terror.

De repente, o jovem acostumado a treinos de parkour e muito trabalho precisa lutar para sobreviver. Nenhum local é seguro, ninguém mais é confiável, água e comida não são mais garantidas no dia a dia. Mesmo que a mente custe a acreditar, não há tempo para duvidar da realidade. A única opção é fugir.

A cada pessoa que Tiago encontra, uma surpresa. Aliado ou inimigo? Nunca uma certeza.

Tiago e seus companheiros deverão enfrentar o passado e seus medos, e em meio a um mar de zumbis canibais, descobrirão que o maior inimigo ainda são os humanos.

Descubra a origem da infecção enquanto corre sem parar, uma aventura dramática que é sucesso na internet e agora se torna uma série de livros. Pegue apenas o necessário e corra sem olhar para trás.

“Sabemos que somos mais sortudos que espertos por continuarmos vivos”

Uma cidade no interior de São Paulo foi atingida por um mal que transformava as pessoas em mortos vivos com uma tremenda fome de carne humana. Tiago (Sim, o personagem principal e o autor têm o mesmo nome hsuahs), um dos sobreviventes, estava sozinho. Seu plano era fugir para a capital em busca de socorro.

No meio de sua fuga, ele cruzou com dezenas de “zombies”, mas também com pessoas que apenas estavam tentando sobreviver, como ele. Uma que merece destaque é a Daniela. Os dois acabaram se tornando cúmplices. Tiago, de início, relutou em aceitar caminhar junto com ela. Ele parecia muito grosseiro e ignorante, mas era compreensível pois, como tudo estava em jogo, bons modos era a última coisa a se pensar.

“A vontade de sobreviver é maior do que qualquer desconforto” 

Os garotos também perceberam que o perigo não estava somente nos corpos sedentos de carne fresca que andavam sem rumo pelas ruas, mas também estava nos não infectados. Houve lutas por comida e abrigo, e todos queriam a mesma coisa. Infelizmente, os recursos estavam se acabando aos poucos, por isso só quem chegasse primeiro conseguiria não passar fome.

“Não é fácil destruir a esperança de alguém que está em total desespero”

Em razão do destino, muitos chegaram ao “topo”, mas logicamente não houve lugar para todos. Por esse motivo, Tiago teve que enfrentá-los para garantir o seu. 

“Não sou eu quem devia ditar seu destino. Não sou eu que devia cravar um facão no meio de suas cabeças para evitar ser um deles”

Já queria ter começado a ler livros com esse tema há tempos, mas nenhum me chamou a atenção justamente por eu não achar que valeria a pena. Afinal, nunca tinha lido livros do gênero antes, mas já tinha assistido a muitos filmes, então pensei que Terra Morta seria apenas mais um livro de zombie. E, meus queridinhos, não era nada disso que eu estava pensando. Eu, sinceramente, esqueci da vida lendo o e-book. 

Enquanto lia, me perdi um pouco nas cenas de luta corporal, parece que elas foram rápidas demais. Acredito serem as mais difíceis de descrever. Algo que me chamou muito a atenção foi a forma que os zombies eram descritos. Eu consegui imaginar a figura. Dava medo (Não é brincadeira gente kkkk Tanto que evitava ler antes de dormir kkkkkk). 

O autor demonstrou, na minha humilde opinião, muito talento! Ele tinha tanto controle sobre as situações descritas que foi capaz de me prender com correntes e cadeados (kkkkkkk) Não queria largar até descobrir o final de tudo aquilo. 

Terra Morta: Fuga tem uma continuação chamada Terra Morta: Infecção. Espero ansiosamente a oportunidade de lê-lo em breve!

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Resenha: A rebelde do deserto, Alwyn Hamilton

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Autor: Alwyn Hamilton – Editora: Seguinte                   Ano: 2016 – Páginas: 288

Classificação 3.5/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

O deserto de Miraji é governado por mortais, mas criaturas míticas rondam as áreas mais selvagens e remotas, e há boatos de que, em algum lugar, os djinnis ainda praticam magia. De toda maneira, para os humanos o deserto é um lugar impiedoso, principalmente se você é pobre, órfão ou mulher.

Amani Al’Hiza é as três coisas. Apesar de ser uma atiradora talentosa, dona de uma mira perfeita, ela não consegue escapar da Vila da Poeira, uma cidadezinha isolada que lhe oferece como futuro um casamento forçado e a vida submissa que virá depois dele.

Para Amani, ir embora dali é mais do que um desejo — é uma necessidade. Mas ela nunca imaginou que fugiria galopando num cavalo mágico com o exército do sultão na sua cola, nem que um forasteiro misterioso seria responsável por lhe revelar o deserto que ela achava que conhecia e uma força que ela nem imaginava possuir.

” Aquilo doeu. Depois de quase dois meses de confiança, bastava ser uma garota para mudar tudo (p.161)”

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Resenha: A extraordinária garota chamada Estrela, Jerry Spinelli

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Autor: Jerry Spinelli – Editora: Gutenberg            Ano: 2014 – Páginas: 192

Classificação 2/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

A garota chamada Estrela. Ela é tão mágica quanto o céu do deserto. É tão estranha quanto seu rato de estimação. É tão misteriosa quanto seu próprio nome. Com um simples sorriso, ela captura totalmente o coração de Leo Borlock. Com sua alegria, ela incendeia uma revolução de liberdade e autenticidade no espírito de sua escola. No começo, os colegas encantam-se com ela por tudo o que a faz ser diferente. Mas isso começa a mudar, e Leo, apaixonado e apreensivo, percebe que a única coisa que pode salvá-la das críticas é a mesma que pode destruí-la: ser alguém comum. Nesta celebração do inconformismo, o premiado Jerry Spinelli tece um conto tenso e emocional sobre os percalços de precisar ser popular e da emoção e inspiração do primeiro amor.

“De todas as características incomuns de Estrela, essa para mim era mais marcante. As coisas ruins não a afetavam.”

Uma amiga minha me disse que esse era seu livro favorito, e quando alguém fala isso eu fico muito MUITO curiosa. Então ela me emprestou e hoje vamos falar um pouquinho dele. Simbora!

Quem narra a história é Leo Borlock. Ele mais a escola inteira se impressionaram quando uma aluna nova chamada Estrela ingressou no colégio. A primeira impressão dela foi chamar a atenção de todos pela sua aparência exageradamente incomum. Usava roupas e acessórios chamativos, além de tocar um instrumento chamado ukulele, parecido com um violão.

Além disso, Estrela tem uma personalidade maravilhosamente cativante! Deixava as pessoas ao seu redor felizes. Sempre se mostrou prestativa, acabando por ser chamada para o time de líderes de torcida, se tornando popular. Mas ela não se enchia disso, não inflamava o ego.

Porém, seus dias de popularidade chegam ao fim muito depressa. Isso porque, além das roupas, seu jeito também desagradava as pessoas. Não que havia algo de errado, ela simplesmente era boa demais. Mas convenhamos que Estrela é bem doidinha.

“Ao mesmo tempo, nos contínhamos. Porque ela era diferente. Diferente”.

Leo e Estrela haviam se tornado amigos bem próximos. Isso o incomodou, pois ele reparou que seus amigos da escola estavam ignorando-o com sucesso. Para ele, o que as pessoas acham ou o que vão achar é o mais importante. Tudo isso porque o viram andando com a garota.

“(…) todos desviavam de nós”.

Não bastava ser ignorada, Estrela era alvo de bullying. O mais fantástico era que ela não revidava. O seu interior permanecia da mesma maneira, independente da maldade de certos alunos. Como o próprio título diz, Estrela é extraordinária.

“Eles estavam todos em é agora, apontando os dedos, avançando, gritando, estivessem com o microfone ou não”.

Por fim, esse livro é direcionado para o público infanto juvenil, mas é indicado para todas as idades. A leitura é rápida, fácil e agradável. Além da mensagem, que é passada de maneira simples para o público jovem.

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Resenha: Jogos Macabros, R.L Stine

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      Autor: R.L Stine – Editora: Globo Livros              Ano: 2016 – Páginas: 280

Classificação 5/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Conhecido mundialmente por seus livros de terror e suspense, com centenas de milhões de exemplares vendidos, R. L. Stine desponta no cenário da ficção juvenil pela genialidade na criação de enredos sinistros. O“Stephen King da literatura juvenil” ficou famoso na década de 1990 com a aplaudida coleção Rua do Medo. Quase duas décadas depois do último volume, Stine atende aos pedidos dos leitores e lança o livro inédito Jogos macabros, publicado no Brasil pela Globo Alt.

Tal como os outros títulos da coleção, a história se passa na velha cidade de Shadyside, nos EUA, conhecida por ser palco de acontecimentos misteriosos e aterrorizantes envolvendo os alunos da escola local. Todos na região conhecem a excêntrica e rica família Fear, e sabem também do passado terrível que os assombra. Apesar desses histórico nada promissor, Brendan Fear parece ser um garoto diferente de sua família. Gentil e simpático, o jovem vive rodeado de colegas e chama a atenção de Rachel Martin, uma garota simples, colega de classe dele.

Quando o aniversário de Brendan está prestes a chegar, ele começa a planejar uma comemoração um tanto diferente na isolada ilha do Medo, onde existe um casarão de veraneio pertencente à família Fear. Rachel é uma das convidadas para passar o final de semana no local sombrio e, contrariando os avisos dos amigos, decide ir. No caminho, coisas estranhas já começam a acontecer e, ao chegarem à mansão, Brendan dá as coordenadas para o início de um jogo que se revelará o mais mortal de todos.

Repleto de reviravoltas, Jogos macabros mantém o leitor apreensivo da primeira à última página. Como todo bom enredo de R. L. Stine, a história dá espaço a fantasmas, assassinato, traição e romance, e marca, enfim, um retorno triunfal do autor à Rua do medo.

” Só fico contente por ter descoberto o psicopata que você é ” (p. 40).

Rachel Martin trabalha em um café após o período de estudo. É durante um de seus turnos que ela é convidada para a festa de aniversário de 18 anos pelo (lindo, maravilhoso, encantador, crush eterno) Brendan Fear. Aquilo a desconcertou bastante, pois ele nunca havia se dirigido à ela. Sem nem relutar, Rachel aceita o convite e é assim que sua melhor amiga, Amy, e seu ex, Mac, enlouquecem. 

Os Fear era conhecida por ter um passado tenebroso e mistérios obscuros, o que garantia todos a distância. Ninguém era louco o suficiente para se misturar àquela família. Por esse motivo, o que não faltou foram reprovações de seus amigos. Apesar disso, Rachel já estava decidida. 

A festa, que duraria a noite toda, ocorreria na ilha do Medo na casa de Veraneio dos Fear (Essa da foto. Assustadora, não é?). Para chegar lá, um barco ficou responsável pela travessia do grupo de convidados. Já estava escuro quando chegaram. Eles são levados por uma trilha de terra em meio a mata até alcançarem a casa. Chegando lá, o grupo é surpreendido com um jogo criado pelo aniversariante: cada um, junto a sua dupla, deveria procurar objetos (take a look no que tinha na lista: pernas de corvo, tarântula viva, um dedo de múmia) escondidos pela casa descritos em um envelope que receberam ao chegar. O que eles não sabiam era que o jogo se inverteria e eles que acabariam tendo que se esconder.

” Eu não tinha como saber que o pesadelo havia apenas começado ” (p.56).

Gostei bastante do ambiente e dos personagens. Tem toda aquela turma divertida, do tipo high school. Dá uma pegada teen com suspense.

” Cada folha que soprava em meu tornozelo me assustava. Cada sombra que se movia fazia eu me encolher de medo” (p. 271).

O que mais me impressionou foi a maneira que R.L. Stine conduziu a história. Não consigo explicar o quão perfeita sua escrita é! Ele escreve cadeias que se encaixam perfeitamente nas que se sucedem. Gostei muito também do fato de não detectar aqueles tipos de parágrafos que só estão lá para encher as páginas.

Confesso que não estava esperando gostar tanto do livro. O nome parece clichê, mas podem ter certeza de que sua história não é. Pela experiência com a leitura do autor, sei que sempre tem uma surpresinha no final, mas igual a de Jogos Macabros nunca vi! Se eu já gostava do autor, depois desse livro virei fã de carteirinha!

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Resenha: O livro das coisas perdidas, John Connolly

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Autor: John Connolly – Editora: Bertrand Brasil Ano: 2012 – Páginas: 364

Classificação 3/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Após a morte da mãe, David, de 12 anos, passa a maior parte do tempo em seu quarto tendo com os livros como companhia. Quando eles começam a sussurrar para o menino, realidade e imaginação se misturam até que, ao brincar no jardim, entra em um reino encantado, onde encontrará heróis, monstros e um rei fracassado que guarda seus segredos em um livro misterioso. John Connolly, em O Livro das Coisas Perdidas, desconstruirá fábulas conhecidas, como A Branca de Neve e os Sete Anões e João e Maria, por meio de muita imaginação e mistério. Um livro para todas as idades que virou mania quando lançado na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos.

” Nem mesmo os rituais que repetia incessantemente haviam sido suficientes para mantê-la viva. Mais tarde, ficaria se perguntando se, por acaso, deixara de executá-los de maneira apropriada, se, por acaso, havia contado mal na manhã daquele dia ou se deixara de acrescentar alguma ação às demais e então teria podido modificar as coisas. Agora não importava mais. Ela se fora.”

Me apaixonei logo de cara pela capa, só que o livro é tenso demais. O que eu não sabia era do grau de perversidade dos vilões da história. Ficava tão vibrada que nem conseguia piscar. Apesar de sua capa parecer com um livro de contos infantis, ele não é aconselhado para crianças. O Livro das Coisas Perdidas, por inteiro, não é o que parece ser.

 Narrado em terceira pessoa, os fatos giram em torno de uma criança de 12 anos chamada David. Este perdera a mãe para o câncer, e desde então nunca superou sua morte. A criança vive em conflito com Rose, a nova mulher de seu pai, e já odiava o filho (seu meio irmão) que ela estava gerando. Isso provavelmente estimulou a cabeça dele a ouvir a voz de sua mãe já falecida. Ela o chamava em direção ao jardim, onde David não relutou em ir e acabou entrando em uma passagem que o levou a um lugar onde absolutamente tudo tinha um quê tenebroso.

“Podia ver onde o pescoço humano terminava e onde o corpo de veadinho começava, porque uma cicatriz vermelha marcava o lugar onde os dois seres haviam sido unidos (…) Quando teve coragem para olhar de novo, a cabeça da menina havia sido decepada do corpo de veado e o caçador a arrastava pelo cabelo, enquanto um rastro escuro de sangue escorria do pescoço sobre o solo da floresta”.

 A criança emergiu em um ambiente totalmente desfavorável, sujeitado ao extinto de sobrevivência. Muitas de suas escolhas oscilavam entre a viver e morrer. Nessa jornada, David descobre o adulto que habitava em si.

 O livro faz um jogo sombrio com várias criaturas das histórias que escutamos quando crianças. Sempre ficava nervosa ao iniciar minhas sessões de leitura, pois tudo o que eu esperava, John Connolly dava a volta e mostrava diferente. Se isso me questionou a desistir da leitura? Nem um pouco! Leia O Livro das Coisas Perdidas e descubra o que foi perdido. A propósito, o que você acha que foi?

 Espero que tenham gostado! Ressalvo que este é meu ponto de vista, assim, abro um caminho para que vocês sintam-se a vontade e comentem quando e o que quiserem, pois a opinião de todos é válida!

  Obrigada pela leitura!

assinatura nova luiza

 

Resenha: A Coroa, Kiera Cass

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Autor: Kiera Cass – Editora: Seguinte            Páginas: 310 – Ano: 2016

Classificação 2/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Em A Herdeira, o universo de a Seleção entrou numa nova era. Vinte anos se passaram desde que America Singer e o príncipe Maxon se apaixonaram, e a filha do casal é a primeira princesa a passar por sua própria seleção.

Eadlyn não acreditava que encontraria um companheiro entre os trinta e cinco pretendentes do concurso, muito menos o amor verdadeiro. Mas às vezes o coração prega peças… e agora Eadlyn precisa fazer uma escolha muito mais difícil – e importante – do que esperava.

America Singer e o Príncipe Maxon se apaixonaram, e a filha do casal é a primeira princesa a passar por sua própria seleção.

Eadlyn não acreditava que encontraria um companheiro entre os trinta e cinco pretendentes do concurso, muito menos o amor verdadeiro. Mas às vezes o coração prega peças… e agora Eadlyn precisa fazer uma escolha muito mais difícil – e importante – do que esperava.

Em A Coroa, continuamos a acompanhar Eadlyn em sua Seleção. Restam poucos candidatos, mas os que ainda permaneceram no castelo cativaram algo muito especial na princesa, dificultando, assim, corte na Elite.  

Nada te deixa mais consciente da presença de uma pessoa do que a falta (p. 9).

Durante as primeiras aparições da garota em A Herdeira, suas atitudes deram a impressão de que a mesma não pensava em ninguém a não ser nela mesma e que não conhecia nada verdadeiramente além das paredes do castelo onde morava. Pois é. Embora os argumentos acima sejam verdadeiros, acredito que, como ela nasceu e cresceu usufruindo do melhor, tudo o que Eadlyn externou fora simplesmente seu jeito, moldado a partir de costumes. Por isso, particularmente, não comprei a ideia de muitos leitores que a denotavam metida e mimada, e sim, havia muita confusão em sua cabeça. Como uma princesa, não se espera que a mesma compartilhe das mesmas aquisições de pessoas de baixa renda. Porém, espera-se também que ela possa entender plenamente seu povo, aproximando-se dele e manifestando interesse e confiança, oferecendo, então, medidas cabíveis, para que assim os conquiste. Haja vista que os habitantes daquele lugar não expunham empatia por ela. Para a garota, expor sentimentos a transformava em uma pessoa fraca.

[…] mais do que qualquer outra pessoa aqui, sei que você esconde o jogo. Uma confissão como essa deve ter sido dolorosa (p. 58).

O que muitos podem não ter destacado foi o lado sensível de Eadlyn. Apesar de externar sempre sua extrema independência e controle, se abalava pela não aceitação por parte de seu público. Aos poucos ela foi percebendo que, mesmo considerando a si mesma a pessoa mais poderosa do mundo, sentia-se isolada algumas vezes, principalmente durante a Seleção. A odiou desde o início, e não a levou tão a sério quanto deveria.

Não é que eu não saiba o que estava procurando. É que não estava preparada para procurar (p. 12).

No fim das contas, a garota, com o convívio, percebeu que a definição de poder era muito mais do que achava que era. Foi percebendo, no dia a dia, que dentre aquele grupo da Elite existiam garotos tão bons, que um casamento deixou de ser sinônimo perda de tempo.

[…] enriqueceram a minha vida de maneiras que nem posso começar a descrever (p. 138).

Além de toda essa tribulação no coração da princesa, sua mãe se encontra em um estado de saúde muito grave. Então, ela divide seu tempo com visitas até a ala hospitalar e encontros. Para piorar, todos os garotos da Elite proporcionavam tantos momentos inesquecíveis, que ela se via incapaz de escolher um. Ademais, um pretendente inesperado chega em sua vida bagunçando todos os seus planos.

A Coroa pode ser considerado o livro menos interessante na série, quer dizer, não há muitas ações, apenas diálogos e mais diálogos. E também não posso deixar de falar sobre o desfecho da escolha de Eadlyn, que na minha opinião foi meio fugaz e um pouco sem sentido. A personagem fica o livro inteiro meio nem aí, e depois ela se derrete só com um olhar. Fiquei meio wtf? Deu a impressão de que não houve um desdobramento. Pareceu que do nada surgiu um cupido e lançou uma flecha e pronto. Fora isso, a leitura é tão igual quanto aos demais livros da série A Seleção. Bem fluída. Já o final da história, no âmbito geral, tenho certeza que agradará aos fãs de contos de fadas.

Espero que essa resenha tenha aguçado a curiosidade de vocês. Ressalvo que este é meu ponto de vista, assim, abro um caminho para que vocês sintam-se a vontade e comentem quando e o que quiserem, pois a opinião de todos é válida!

Obrigada pela leitura e até mais!

assinatura nova luiza

Resenha: Sejamos todos feministas, Chimamanda Ngozi Adichie

sejamos todos feministas

              Autor: Chimamanda Ngozi Adichie –                            Editora: Companhia das Letras                     Páginas: 46 – Ano: 2014

Classificação 2,5/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:
O que significa ser feminista no século XXI? Por que o feminismo é essencial para libertar homens e mulheres? Eis as questões que estão no cerne de Sejamos todos feministas, ensaio da premiada autora de Americanah e Meio sol amarelo.”A questão de gênero é importante em qualquer canto do mundo. É importante que comecemos a planejar e sonhar um mundo diferente. Um mundo mais justo. Um mundo de homens mais felizes e mulheres mais felizes, mais autênticos consigo mesmos. E é assim que devemos começar: precisamos criar nossas filhas de uma maneira diferente. Também precisamos criar nossos filhos de uma maneira diferente.”Chimamanda Ngozi Adichie ainda se lembra exatamente da primeira vez em que a chamaram de feminista. Foi durante uma discussão com seu amigo de infância Okoloma. Não era um elogio. Percebi pelo tom da voz dele; era como se dissesse: Você apoia o terrorismo!. Apesar do tom de desaprovação de Okoloma, Adichie abraçou o termo e em resposta àqueles que lhe diziam que feministas são infelizes porque nunca se casaram, que são anti-africanas, que odeiam homens e maquiagem começou a se intitular uma feminista feliz e africana que não odeia homens, e que gosta de usar batom e salto alto para si mesma, e não para os homens.Neste ensaio agudo, sagaz e revelador, Adichie parte de sua experiência pessoal de mulher e nigeriana para pensar o que ainda precisa ser feito de modo que as meninas não anulem mais sua personalidade para ser como esperam que sejam, e os meninos se sintam livres para crescer sem ter que se enquadrar nos estereótipos de masculinidade. Sejamos todos feministas é uma adaptação do discurso feito pela autora no TEDx Euston, que conta com mais de 1 milhão de visualizações e foi musicado por Beyoncé.

 

“A pessoa mais qualificada para liderar não é a pessoa fisicamente mais forte. É a mais inteligente, a mais culta, a mais criativa, a mais inovadora. E não existem hormônios para esses atributos” (p. 21).

Perdi a conta de tanto que já agradeci a dona desse blog (Viu que chique? Haha) e quero agradecer mais uma vez. Obrigada pelo presentinho, Ana!

De início, é conveniente que saibamos sobre as origens da autora. Chimamanda Ngozi Adichie nasceu em Enugu, na Nigéria em 1977. Tudo que ela externou nesse livro se justifica por eventos que a própria vivenciara. Ela conta alguns. Todos eles ocorreram no país em que nasceu.

Ao entrar desacompanhada em um hotel, era comparada com prostitutas, pois se uma mulher está desacompanhada, ela só poderia ser isso; sempre quando ia a restaurantes, os garçons a ignoravam; uma vez quando dera uma gorjeta ao manobrista, o homem agradeceu ao amigo que a estava acompanhando, pois concluem que se uma mulher tiver dinheiro, este só poderia ter saído do bolso de um homem. Ou seja, durante toda sua vida, Chimamanda sofrera preconceito por ser mulher.

“Toda vez que eles me ignoram, eu me sinto invisível. Fico chateada. Quero dizer a ele que sou tão humana quanto um homem, e digna de ser cumprimentada. Sei que são detalhes, mas às vezes são os detalhes que mais incomodam” (p. 23).

A autora é feminista. O que ela quer mostrar com o livro é afastar a ideia de que feministas sejam sujas, mal cuidadas, metidas a serem masculinas e situá-las como mulheres que buscam tanto respeito quanto um homem e também o mesmo direito de serem ouvidas e admiradas.

Em suma, gostaria de ressaltar que não estou julgando, muito menos apoiando lados. Creio que, como o título feminista hoje tem peso digamos que ruim, ele poderia ser trocado, pois achei interessante alguns pontos que o livro traz, outros nem tanto, e seria uma leitura curiosa e informativa.

Esse é o clip da Beyonce onde aparece parte do discurso:

Com uma tradução livre o que ela diz é:

” Ensinamos as meninas a se encolherem,
Para se tornarem ainda mais pequenas.
Dizemos para meninas:
‘Você pode ter ambição,
Mas não muita.
Você deve ansiar para ser bem sucedida,
Mas não muito bem sucedida.
Caso contrário, você vai ameaçar o homem’
Porque sou do sexo feminino,
Esperam que eu almeje o casamento,
Esperam que eu faça as escolhas da minha vida,
Sempre tenha em mente que
O casamento é o mais importante.
Agora, o casamento pode ser uma fonte de
Alegria, amor e apoio mútuo,
Mas por que ensinamos a ansiar ao casamento
E não ensinamos a mesma coisa para os meninos?
Criamos as meninas para serem concorrentes,
Não para empregos ou para conquistas,
Que eu acho que podem ser uma coisa boa,
Mas, para a atenção dos homens.
Ensinamos as meninas que não podem ser seres sexuais
Da mesma forma que os meninos são.
Feminista – a pessoa que acredita na vida social
Igualdade política e econômica entre os sexos”

 

Ressalvo que este é meu ponto de vista, assim, abro um caminho para que vocês sintam-se a vontade e comentem quando e o que quiserem, pois a opinião de todos é valida!

Obrigada pela leitura!

assinatura nova luiza

Resenha: Tony e Susan, Austin Wright

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Autor: Austin Wright    Editora: Intrínseca  Páginas: 344               Ano: 2011

Classificação 4/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Há vinte e cinco anos, Susan Morrow deixou Edward Sheffield, seu primeiro marido. Certo dia, instalada confortavelmente na casa em que mora, com os filhos e o segundo marido, inesperadamente ela recebe, pelo correio, um embrulho que contém o manuscrito do primeiro romance escrito por Edward. Ele lhe pede que leia seu livro: Susan sempre foi sua melhor crítica, justifica. Tony e Susan, de Austin Wright, publicado originalmente nos Estados Unidos em 1993, ganha nova edição, dezoito anos depois de seu lançamento, por se tratar, segundo seus editores, da “mais impressionante obra de arte da ficção americana desde Revolutionary Road, de Richard Yeats”, publicado no Brasil como Foi apenas um sonho.
Ao iniciar a leitura, Susan é arrastada para dentro da vida do personagem Tony Hastings, um professor de matemática que leva a família de carro para a casa de veraneio no Maine. Quando a vida comum e civilizada dos Hastings é desviada de seu curso de forma violenta e desastrosa, Susan se vê novamente às voltas com seu passado, obrigada a encarar a própria escuridão e a dar um nome para o medo que corrói seu futuro e que vai mudar sua vida.

“A gente escreve porque todo o resto morre, é para preservar aquilo que morre. A gente escreve porque o mundo é uma confusão desconexa, que não se consegue entender, a menos que se faça um mapa com as palavras. (…) a gente escreve porque lê, escreve a fim de refazer para uso próprio as histórias da nossa vida”.

Antes de começar, o livro é cruel. Pode esquecer quem achou que o autor introduziria algum tipo de narrativa romântica entre sexos opostos. É um perigo para os leitores que se envolvem com facilidade. Como disse Robert Thomson (jornalista australiano): “Um thriller com a pegada de um pit bull”.

Susan Morrow é uma mulher casada e mora com seus três filhos e seu segundo marido. Antes deste casamento, ela se relacionou com Edward Sheffield; este tinha o sonho de se tornar escritor, mas desistiu dele para trabalhar com corretagem de imóveis. Inusitadamente, recebe uma carta de Edward perguntando se ela queria ler o seu manuscrito: Animais Noturnos. Chocou-se, pois faziam vinte anos que não recebia notícias dele. O homem dizia que ela sempre lhe dava as melhores críticas, por isso fazia questão de que ela o lesse.

Arnold, seu segundo marido, estaria fora por três dias a trabalho. Com a ideia de não aparentar inconveniente, esperou que ele viajasse para iniciar sua leitura de Animais Noturnos.

A história que se passa induz a submetermos inteiramente a ela, sendo exatamente assim o sentimento provocado em Susan. Criou uma relação de envolvimento tamanha em relação ao romance, suscitando vasto ceticismo sobre o rumo de sua vida. Várias lembranças jorraram de sua memória a cada página que virava. Descobrimos uma Susan do passado. A Susan que ainda era de Edward.

“Casta e platônica, essa foi a situação enganosa que levou Edward a seduzir Susan, ou Susan a seduzir Edward, tanto faz, cujo resultado final foi o casamento que tornou necessário o divórcio. Ter o coração partido significa ter uma história, e a história de ambos os uniu”.

Tony e Susan é dividido em sessões de leitura, que são feitas por Susan, e seus interlúdios, o presente da vida dela. Nos interlúdios, Susan demonstra conecção com Tony, o personagem principal de Animais Noturnos, chegando a sentir medo com ele. Já as sessões de leitura são as partes que Susan lê o livro. Incrível é Austin apresentar uma situação na qual mostra um leitor e suas emoções, assim também a história que está lendo.

Em Animais Noturnos, o universo é tenebroso, levando um homem a beira da loucura. Mal sabia o quão grave seria o resultado do momento em que decidiu passar uns dias com sua família em uma casa de veraneio era.

“O dinheiro compensaria os sonhos perdidos”.

Será mesmo?

Espero que essa resenha tenha aguçado a curiosidade de vocês.

Ressalvo que este é meu ponto de vista, assim, abro um caminho para que vocês sintam-se a vontade e comentem quando e o que quiserem, pois a opinião de todos é valida!

Obrigada pela leitura!

assinatura nova luiza

Resenha: Eu, você e a garota que vai morrer, Jesse Andrews

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Autor: Jesse Andrews        Editora: Fábrica 231        Ano: 2015     Páginas: 288

Classificação 2.5/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Livro que deu origem ao filme vencedor do Festival Sundance 2015, nas categorias Público e Crítica, com estreia marcada para 12 de junho nos EUA, Eu, você e a garota que vai morrer é uma mistura perfeita entre drama e humor e um retrato preciso da adolescência em face do amadurecimento. Na trama, Greg tem apenas um amigo, Earl, com quem passa o tempo livre jogando videogame e (re)criando versões bastante pessoais de clássicos do cinema, até a sua mãe decidir que ele deve se aproximar de Raquel, colega de turma que sofre de leucemia. Contrariando todas as expectativas, os três se tornam amigos e vivem experiências ao mesmo tempo tocantes e hilárias, narradas com incrível talento e sensibilidade. Crossover com enorme potencial no segmento young adult, o romance é perfeito para fãs de livros e filmes como A culpa é das estrelas e As vantagens de ser invisível.

“Eu realmente queria que Rachel acordasse. Em restospecto, isso era estúpido e sem sentido, porque eu não tinha nada para dizer à ela, só queria poder falar com ela outra vez”.

Foi durante minha viagem à Orlando que comprei esse livro. Não queria voltar sem ter comprado algum. A escolha foi um pouco aleatória, pois tinha tantos, mas tantos livros que foi difícil escolher. Agora posso dizer finalmente que o resultado dessa minha escolha não foi nem um pouco lamentável, a não ser pela garota que está morrendo.

Nosso autor e narrador, Greg Gaines, relata com detalhes sasrcásticos a trajetória e o impacto causado em sua vida durante e após a chegada de uma ex namorada, agora com câncer. Parece óbvio. Clichê. Provável. Claro. Evidente. Só que não.

Essa história não tem nada a ver com um romance típico adolescente. Ela é sobre um garoto mesquinho (Greg) as vezes beirando o desprezível, um garoto estranho (Earl) que pensa muito em peitos e uma garota que está morrendo (Rachel) que vai morrer.

Rachel está doente e a cada dia mais deprimida. Como a mãe de Greg é amiga da mãe de Rachel, ela o obriga a se aproximar da garota e pelo menos tentar animá-la um pouco. Contra sua vontade, ele o fez. É totalmente notável a falta de vontade e o esforço medíocre que Greg faz.

“Eu sou um burro que não sente emoções apropriadas e não consigo viver de verdade uma vida humana normal”.

Greg é um personagem que me irritou por diversas vezes. Claro que o entendo. Sempre foi o esquisitão, sozinho e sem amigos, com exceção de Earl, que desde pequenos se entendiam por terem gostos distintos da maioria. Enquanto uns gostavam de futebol, eles curtiam fazer filmes. Mas não se enganem. São os mais ridículos possíveis.

Voltando ao Greg, todas as vezes que ele fala com a Rachel seja para animá-la, dar força, apoio ou fazê-la rir, é mentira. Da boca dele não sai quase nada, e quando sai é fingimento. Não há nada que seja espontâneo, e isso me deixava aflita. Ele tem reações muito vagas com sentimentos. É indirefente. Porém, em sua cabeça, o que podemos perceber durante a narração, acontece um turbilhão de palavras mais irônicas que as outras. E isso foi um dos porquês que Eu, Você e a Garota Que Vai Morrer me impressionou tanto.

O livro é tão cômico de um jeito seco. São piadas brutais e diminutas. A maioria das vezes Greg critica a ele mesmo do como é possível sentir nada e não encontrar palavras certas.

Por fim, o livro está longe de ser uma leitura descartável. Tenho certeza que você vai se pegar rindo em vários momentos. Incrível foi ver que a amizade entre Greg e Rachel era apenas um disfarce para que Greg poderia fazer a diferença na vida dela, mas quem acaba sendo transformado é ele.

“Na verdade eu estava chorando o tempo inteiro, porque por alguma razão não tinha caido a ficha que ela estava morrendo, e agora eu estava literalmente a assistindo morrer, e isso era diferente de alguma forma”.

Aos mais sensíveis, este livro é altamente não recomendável, você vai receber muitos xingamentos do autor. Que dó!

Espero que essa resenha tenha aguçado a curiosidade de vocês. Ressalvo que este é meu ponto de vista, assim, abro um caminho para que vocês sintam-se a vontade e comentem quando e o que quiserem, pois a opinião de todos é valida!

Obrigada pela leitura!

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Resenha: Cidade dos Etéreos – Livro II, Ransom Riggs

cidade dos etéreos

Autor: Ransom Riggs – Editora: Intrínseca   Páginas: 284 – Ano: 2016

Classificação 4/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Cidade dos Etéreos dá sequência ao celebrado O orfanato da srta. Peregrine para crianças peculiares, em que o jovem Jacob Portman, para descobrir a verdade sobre a morte do avô, segue pistas que o levam a um antigo lar para crianças em uma ilha galesa. O orfanato abriga crianças com dons sobrenaturais, protegidas graças à poderosa magia da diretora, a srta. Peregrine.

Neste segundo livro, o grupo de peculiares precisa deter um exército de monstros terríveis, e a srta. Peregrine, única pessoa que pode ajudá-los, está presa no corpo de uma ave. Jacob e seus novos amigos partem rumo a Londres, cidade onde os peculiares se concentram. Eles têm a esperança de, lá, encontrar uma cura para a amada srta. Peregrine, mas, na cidade devastada pela guerra, surpresas ameaçadoras estão à espreita em cada esquina. E, além de levar as crianças a um lugar seguro, Jacob terá que tomar uma decisão importante quanto a seu amor por Emma, uma das peculiares.

Telecinesia e viagens no tempo, ciganos e atrações de circo, malignos seres invisíveis e um desfile de animais inusitados, além de uma inédita coleção de fotografias de época — tudo isso se combina para fazer de Cidade dos etéreos uma história de fantasia comovente, uma experiência de leitura única e impactante.

“Eu estava ali por um motivo. Havia algo que eu precisava fazer, não apenas ser; e não era fugir ou me esconder, muito menos desistir no instante em que as coisas começassem aparecer aterrorizantes ou impossíveis”. (p. 95)

cidade dos etereos

fotos do livro

Esse é o segundo livro da série O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares. O primeiro está sendo adaptado por Tim Burton, divo das anormalidades, senhor das coisas estranhas, rei da melancolia, amante do terror e das olheiras fundas. E não era pra menos. Burton é genial! Todos os seus trabalhos têm um toque especial que, logo de cara, já nota-se que é sua criação. Sem mais, vamos para a resenha!

Como todos já sabem, ou não, Jacob e os peculiares estão em retirada. O orfanato foi destruído, e com eles estão alguns objetos simbólicos; o que restou para se lembrar do seu lar. Além disso, eles também contam com a presença da srta. Peregrine presa em forma de uma ave. A Ymbryne poderia, no máximo, permanecer por três dias nessa forma, pois a natureza animal poderia neutralizar seu interior humano. Com isso, eles partem à procura de uma salvação para a srta. Peregrine.

cidade dos etereos cidade dos etereos cidade dos etereos

Durante a jornada, eles encontram muitos acólitos e etéreos, os quais tentam enclausurá-los. Jacob, nosso narrador, é um peculiar diferente do grupo; matou um etéreo. Não só por isso, mas ele deixou sua família, sua vida pra trás a fim de ajudar os peculiares do orfanato.

“Naquele momento, fiquei profundamente grato aos ciganos e à cumplicidade da parte animal de meu cérebro, que achava uma refeição quente, uma canção e o sorriso de uma pessoa amada suficientes para me distrair de toda escuridão, mesmo que por pouco tempo”. (p.125)

Emma, por quem nutre um forte sentimento, o questiona várias vezes sobre insistir em ajudá-los. A garota enxergava o que Jacob abandonou, e, de fato, era tudo o que os outros peculiares sonhariam em ter.

“(…) eu optara por mergulhar em um mundo que jamais imaginara, onde vivia entre as pessoas mais vivas que eu já tinha conhecido, onde fazia coisas que nunca tinha imaginado ser capaz de fazer e sobrevivia a coisas às quais nunca tinha sonhado sobreviver”. (p.130)

As partes mais importantes do livro são o início e o fim. Muitas passagens no meio foram prolongadas. Embora, as vezes, no livro haja algo de grande proporção, enquanto poderia ser menor, não o compromete. Muitos que leram também puderam perceber isso através das fotos que foram encaixadas nas cenas. São as cenas que se adequam às fotos, e não o escritor que as conduz. Foi assim que aconteceu com primeiro livro da série, como explica Ransom Riggs.

Logo nas últimas páginas, temos uma listagem dos donos de algumas delas, além de uma entrevista exclusiva com o autor onde o mesmo explica que as fotos foram encaixadas nas cenas, e não ao contrário. Diz ele que elas tomaram papel secundário aqui.

cidade dos etereos

Imagem que achei mais sinistra.

Ainda sobre as fotos, o livro não é tão sombio quanto as mesmas sugerem. O ritmo me lembrou bastante Percy Jackson. Minha expectativa era de encarar um texto obscuro e apavorante. Quando não, ele chega até a ser engraçado. Não me decepcionou, só fez mais juz ao ditado: não julgue um livro pela capa. Óbvio que têm certas coisas, digamos, peculiares. De outro modo, não seria Tim Burton interessado.

Enquanto lia, imaginei a cena e dei uma risada:

” – Eu já era mais leve que o ar no instante em que nasci – comentou Olive, com orgulho. – Saí da barriga da minha mãe e fui flutuando para o teto do hospital! A única coisa que me impediu de sair pela janela e subir até as nuvens foi o cordão umbilical. Dizem que o médico desmaiou de choque!”. (p.139)

Ressalvo que este é meu ponto de vista, assim, abro um caminho para que vocês sintam-se a vontade e comentem quando e o que quiserem, pois a opinião de todos é valida!

Obrigada pela leitura!

assinatura nova luiza

Resenha: Animais Fantásticos e onde habitam, J. K. Rowling

animais fantásticos

Autor: J. K. Rowling    Editora: Rocco                     Ano: 2001   Páginas: 64

Classificação 5/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

A acromântula é uma aranha monstruosa de oito olhos e dotada de fala humana, foi desenvolvida pelos bruxos para guardar suas casas ou tesouros… O basilisco, também chamado de rei das cobras, é verde-vivo e pode alcançar até quinze metros de comprimento. Sua criação foi declarada ilegal, desde a época medieval. O dragão é o animal mais mágico do mundo; seu couro, sangue, coração, fígado e chifre têm grandes propriedades ilusionistas.
Estas breves descrições são apenas uma amostra do que o leitor pode encontrar em Animais fantásticos & onde habitam , de J. K. Rowling, escrito sob o pseudônimo de Newt Scamander, e com prefácio do sábio Alvo Dumbledore. Ao livro, adotado pelos professores da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts e considerado uma obra-prima, atribui-se a responsabilidade pelo bons resultados dos alunos nos exames de Trato das Criaturas Mágicas. E a obra não é recomendada só para estudantes. “Nenhuma casa bruxa está completa se não possuir um exemplar.” Trata-se de um guia com mais de 80 espécies de animais e seus respectivos hábitos, costumes e origem.
Este exemplar lançado no mundo dos trouxas (não-bruxos) é uma duplicata do Animais fantásticos & onde habitam de Harry Potter, editado, inclusive, com notas informativas que ele e seus amigos fizeram à margem das páginas. Segundo Scamander, Animais… já está em sua 52ª edição e esclarece, entre outras dúvidas, o significado de animal para a comunidade mágica; fornece sua classificação; a percepção dos trouxas sobre esses seres; ensina como e por que mantê-los ocultos em hábitats seguros, desobediência esta que incorre em multa; e faz um histórico das normas impostas pelo Departamento para Regulamentação e Controle das Criaturas Mágicas do Ministério da Magia, ao longo dos séculos, para preservar as feras fantásticas e assegurar aos bruxos o prazer de apreciar seus poderes e beleza.

Esse livro não é exatamente uma prosa, onde há acontecimentos em ordem cronológica. Ele existe dentro do universo de Harry Potter, e os próprios alunos de Hogwarts tem um exemplar. Este pertence a Harry Potter. Vale lembrar que o bruxinho ainda é um pré adolescente o momento em que esse livro apareceu na história, as anotações são dos primeiros anos na escola.

Aqui, temos um pouco sobre quem era o autor, o prefácio escrito por Albus Dumbledore, uma pequena introdução, a descrição de um animal e um pouco sobre o quê os trouxas sabem dos animais fantásticos. Isso decorre em umas vinte páginas, e por restante encontramos todas as setenta e cinco espécies de animais fantásticos que existem no mundo bruxo. Além, também, de muitas muuuuuitas referências. Está tranquilo de associar para quem já leu a saga. haha
 
J.K. Rowling escreveu Animais Fantásticos com intuito de ajudar populações mais pobres. Todo dinheiro arrecadado é enviado para a Comic Relief. 

animais fantásticos

Nesta imagem tem mais uma referência. Apesar do livro ser de Harry, não foi ele quem escreveu. Dá para imaginar quem foi?

  Ressalvo que este é meu ponto de vista, assim, abro um caminho para que vocês sintam-se a vontade e comentem quando e o que quiserem, pois a opinião de todos é valida!

 

Obrigada pela leitura!

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Resenha: Pode beijar a noiva, Patricia Cabot

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Autor: Patricia Cabot     Editora: Essência         Páginas: 240               Ano:  2016

Classificação 2.5/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Quando tudo parece estar perdido para Emma Van Court, que acaba de se tornar viúva, a promessa de uma grande fortuna lhe cai dos céus. Mas há uma condição para abocanhar a herança: ela terá de se casar novamente. Como não se especificou o noivo, todos os homens da pequena Faires, na Escócia, resolvem participar dessa corrida do ouro e passam a disputar as atenções da jovem viúva.
Os competitivos pretendentes só não contavam com a presença de James Marbury, primo do falecido marido, Stuart, que chega ao vilarejo para ajudar Emma com os trâmites do inventário. No passado, os dois tiveram uma aproximação, e James ainda nutre fortes sentimentos pela, agora, viúva.
Conseguirá ele afastar a horda de interesseiros pretendentes e finalmente se juntar à sua amada?

“A morte de Stuart poderia tê-lo abrandado, assim como, de certa maneira, enrijecera Emma. Certamente isso lhe ensinara algumas verdades dolorosas sobre si mesma”. (p.56)

Esse é o meu primeiro livro de romance épico. Agradeço pela oportunidade a Ana (dona do Entre Livros e Trânsitos) e também a Editora Planeta pela parceria com esse blog. Vamos para a resenha!

O cenário é Londres em 1833. Emma Van Courte sempre se inferiorizou. Acreditava que sua baixa estatura, olhos azuis e cachos não lhe proporcionava muita beleza. Apesar disso, a garota se casou com Stuart, um cura, diferente de seu primo James. Este tinha outras ambições. Stuart não era tão espirituoso quanto James, tampouco ligava para as questões físicas. Todavia, a vida de casada durou muito pouco para Emma.

Os dois moravam em Faires, um vilarejo pobre e afastado, quando o cura falecera. Ao que tudo indica, por conta da epidemia de tifo. Embora o texto nos induz a acreditar nisso, está claro que há um mistério envolto em sua morte.

Agora, a garota vive sozinha em uma casa humilde em Faires. Com o emprego de professora, ela mal ganhava para se sustentar. E então descobre que é dona de uma gorda herança, mas só poderia receber se se casasse novamente. Nessa situação, Emma assiste a episódios constantes de homens a cortejando em busca de seu sim.

Não demora muito para James descobrir e também cortejá-la. Entretanto, o primo de seu falecido marido não buscava o dinheiro, visto que já era bastante rico. O homem sempre teve uma atração por ela. Emma, por sua vez, reprimia esses desejos, não os deixava florir, pois nunca acreditou que um homem como James, moreno, alto e viril, fosse se interessar por ela.

“Ele, assim como ela, teria ficado surpreso pelas sensações que o abraço provocava?”. (p.53)

James buscava conquistá-la, o que é, a julgar pelo contexto, aparentemente óbvio. A relutância vinha de Emma, por nunca ter aceito a ideia de que ela também era importante e que merecia algo bom. Sua resistência a ele chegava a ser cansativa, de tanta baboseira que ela expunha. Porém, como devemos tomar cuidado com o anacronismo, suas atitudes iam de encontro com a época.

“Emma, quando um homem que nunca teve nada negado em sua vida encara subitamente o fato que não pode ter o que mais deseja, dirá quase tudo para tentar convencer-se de que jamais desejou aquilo”. (p.233)

Pode Beijar a Noiva é um livro curtinho, que pode ser lido bem rapidamente. Se depois dessa resenha você sentiu vontade de ler, só falo uma coisa: cuidado para não estrangular Emma Van Court e não se apaixonar por James Marbury!

assinatura nova luiza