Resenha: Sobrenatural, Paige Mckenzie

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        Autor: Paige McKenzie – Editora: Rocco        Ano: 2015 – Páginas: 304

Classificação 5/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Você acredita em fantasmas? Sunshine Griffith é uma garota que acaba de fazer dezesseis anos. Depois de sua mãe receber uma proposta de emprego, as duas se mudam para a fria cidade de Ridgemont, em Washington. A transição de Austin, uma cidade acalorada do Texas, para Ridgemont já é bem complicada para Sunshine, mas esse é o menor de seus problemas. Logo ela descobre que além de seu quarto ser todo, hum…, bem rosa, sua nova residência é uma casa poeirenta e assombrada. À medida que os fenômenos vão ficando mais frequentes, assustadores e perigosos, a mãe de Sunshine vai demonstrando um comportamento mais estranho. Restará a Sunshine aceitar seu destino e – juntamente com Nolan, a única pessoa que acredita na garota e seu único amigo na cidade – salvar sua mãe de um futuro tenebroso.

” O que senti na noite passada não foi saudade de casa. Saudade de casa deixa a pessoa triste, não com medo

Gente eu queria ler esse livro já fazia tanto tempo, mas tanto tempo, que eu não acreditei quando ele entrou em promoção na blackfriday por doze reais 😍 

E olha, me arrependi de não ter comprado antes, de ter me apegado a dinheiro. Eu amei a leitura, amei a história, os personagens, o desfecho..amei a autora ter curtido a foto no insta também rs…e eu acho que é ela na capa do livro heim.

Esse livro foi inspirado em uma série  de um canal no youtube que a autora produziu, dirigiu e atuou. O sucesso foi tanto que ela acabou tornando a história em uma série de livros. Esse é o primeiro que em inglês se chama ” The haunting of Sunshine Girl”. Se você lê em inglês então pode se preparar para comprar os dois últimos livros que serão lançados em Abril de 2017:” The Awakening of Sunshine Girl” e o último livro ” The sacrifice of Sunshine Girl”. 

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O terceiro livro não tem capa definida.

A história é sobre Sunshine, uma garota de dezesseis anos que se muda para uma cidade nublada e fria com sua mãe Katherine. Logo na primeira noite Sunshine escuta passos e sons pela casa que a deixam de cabelo em pé. No decorrer dos dias as atividades paranormais se tornam mais intensas e apesar de ter provas claras, Katherine não acredita na filha. 

Disposta a resolver o mistério da nova casa, Sunshine começa a se ‘ comunicar’ com o fantasma que fica no seu quarto, mexendo em suas coisas e deixando recados. Ela descobre que esse fantasma é de uma garotinha que morreu afogada e mais, que existe um demônio na casa que está possuindo sua mãe e planeja matá-la. 

Em meio a noites mal dormidas, assombrações e questionando sua lucidez,  Sunshine conhece Nolan, um estudante da sua aula de artes que acredita em fantasmas e está disposto a ajudá-la.

” Mamãe estava só me provocando quando perguntou se eu me sentia segura em ficar em uma casa assombrada. Mas agora eu sei: depois que você se muda para uma, você nunca mais fica sozinha.”

” Eu a amo tanto que não vou deixar esse fantasma ou demônio ou poltergeist ou espírito das sombras ou o que quer que esteja nessa casa machucá-la”

O legal desse livro é que não tem enrolação, o fantasma aparece e ponto. As respostas não levam cinquenta páginas para aparecerem. Eu adorei! É claro que tem aquele drama adolescente, a garota que não se enturma, que não tem amigos…mas assim, isso é tão supérfluo perto de fantasmas e demônios…

A relação de Sunshine com sua mãe é muito linda! E a coragem dela em encarar esses fantasmas é surreal. Eu jamais ia dormir numa casa, ou ficar sozinha, sabendo que tem um fantasma e um demônio, um querendo falar comigo e outro possuindo minha mãe. SAI FORA 👀  😐 

Olha esse booktrailer maravilhoso do livro, eu fiquei com mais medo assistindo do que lendo rs

Booktrailer:

 

” Mas juro, quando estou perdendo a consciência, naquele ponto em que você está mais dormindo que acordado, ouço outra coisa. Uma frase pronunciada com voz infantil, não mais que um murmúrio: boa noite.

Curtiram? Eu recomendo a leitura com certeza!

Até a próxima.

Beijo, outro, tchau!

assinatura nova ana marys

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Resenha: Terra Morta #1 – Fuga, Tiago Toy

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               Autor: Tiago Toy – Editora: Draco           Ano: 2011 – Páginas: 248

Classificação 3/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Romance de estréia de Tiago Toy, “Terra Morta – Fuga” imagina o apocalipse zumbi ambientado em São Paulo.

Em ‘Terra Morta: Fuga’, o leitor acompanhará uma saga de sobrevivência ao terrível mal que assolou o interior de São Paulo e agora se dirige à capital.

Tiago é um rapaz introspectivo que sempre sonhou em viver na megalópole de São Paulo e buscar novos desafios. Só não imaginava que sua chance chegaria da pior maneira possível. Jaboticabal, sua cidade natal, é o cenário de um terrível apocalipse zumbi, uma tragédia que parece saída de um videogame ou filme de terror.

De repente, o jovem acostumado a treinos de parkour e muito trabalho precisa lutar para sobreviver. Nenhum local é seguro, ninguém mais é confiável, água e comida não são mais garantidas no dia a dia. Mesmo que a mente custe a acreditar, não há tempo para duvidar da realidade. A única opção é fugir.

A cada pessoa que Tiago encontra, uma surpresa. Aliado ou inimigo? Nunca uma certeza.

Tiago e seus companheiros deverão enfrentar o passado e seus medos, e em meio a um mar de zumbis canibais, descobrirão que o maior inimigo ainda são os humanos.

Descubra a origem da infecção enquanto corre sem parar, uma aventura dramática que é sucesso na internet e agora se torna uma série de livros. Pegue apenas o necessário e corra sem olhar para trás.

“Sabemos que somos mais sortudos que espertos por continuarmos vivos”

Uma cidade no interior de São Paulo foi atingida por um mal que transformava as pessoas em mortos vivos com uma tremenda fome de carne humana. Tiago (Sim, o personagem principal e o autor têm o mesmo nome hsuahs), um dos sobreviventes, estava sozinho. Seu plano era fugir para a capital em busca de socorro.

No meio de sua fuga, ele cruzou com dezenas de “zombies”, mas também com pessoas que apenas estavam tentando sobreviver, como ele. Uma que merece destaque é a Daniela. Os dois acabaram se tornando cúmplices. Tiago, de início, relutou em aceitar caminhar junto com ela. Ele parecia muito grosseiro e ignorante, mas era compreensível pois, como tudo estava em jogo, bons modos era a última coisa a se pensar.

“A vontade de sobreviver é maior do que qualquer desconforto” 

Os garotos também perceberam que o perigo não estava somente nos corpos sedentos de carne fresca que andavam sem rumo pelas ruas, mas também estava nos não infectados. Houve lutas por comida e abrigo, e todos queriam a mesma coisa. Infelizmente, os recursos estavam se acabando aos poucos, por isso só quem chegasse primeiro conseguiria não passar fome.

“Não é fácil destruir a esperança de alguém que está em total desespero”

Em razão do destino, muitos chegaram ao “topo”, mas logicamente não houve lugar para todos. Por esse motivo, Tiago teve que enfrentá-los para garantir o seu. 

“Não sou eu quem devia ditar seu destino. Não sou eu que devia cravar um facão no meio de suas cabeças para evitar ser um deles”

Já queria ter começado a ler livros com esse tema há tempos, mas nenhum me chamou a atenção justamente por eu não achar que valeria a pena. Afinal, nunca tinha lido livros do gênero antes, mas já tinha assistido a muitos filmes, então pensei que Terra Morta seria apenas mais um livro de zombie. E, meus queridinhos, não era nada disso que eu estava pensando. Eu, sinceramente, esqueci da vida lendo o e-book. 

Enquanto lia, me perdi um pouco nas cenas de luta corporal, parece que elas foram rápidas demais. Acredito serem as mais difíceis de descrever. Algo que me chamou muito a atenção foi a forma que os zombies eram descritos. Eu consegui imaginar a figura. Dava medo (Não é brincadeira gente kkkk Tanto que evitava ler antes de dormir kkkkkk). 

O autor demonstrou, na minha humilde opinião, muito talento! Ele tinha tanto controle sobre as situações descritas que foi capaz de me prender com correntes e cadeados (kkkkkkk) Não queria largar até descobrir o final de tudo aquilo. 

Terra Morta: Fuga tem uma continuação chamada Terra Morta: Infecção. Espero ansiosamente a oportunidade de lê-lo em breve!

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Resenha: O menino que desenhava monstros, Keith Donohue

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Autor: Keith Donohue – Editora: DarkSide           Ano: 2016 – Páginas: 256

Classificação 3/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Um livro para fazer você fechar as cortinas e conferir se não há nada embaixo da cama antes de dormir. O Menino que Desenhava Monstros ganhará uma adaptação para os cinemas, dirigida por ninguém menos que James Wan, o diretor de Jogos Mortais e Invocação do Mal.

Jack Peter é um garoto de 10 anos com síndrome de Asperger que quase se afogou no mar três anos antes. Desde então, ele só sai de casa para ir ao médico. Jack está convencido de que há de monstros embaixo de sua cama e à espreita em cada canto. Certo dia, acaba agredindo a mãe sem querer, ao achar que ela era um dos monstros que habitavam seus sonhos. Ela, por sua vez, sente cada vez mais medo do filho e tenta buscar ajuda, mas o marido acha que é só uma fase e que isso tudo vai passar.

Não demora muito até que o pai de Jack também comece a ver coisas estranhas. Uma aparição que surge onde quer que ele olhe. Sua esposa passa a ouvir sons que vêm do oceano e parecem forçar a entrada de sua casa. Enquanto as pessoas ao redor de Jack são assombradas pelo que acham que estão vendo, os monstros que Jack desenha em seu caderno começam a se tornar reais e podem estar relacionados a grandes tragédias que ocorreram na região. Padres são chamados, histórias são contadas, janelas batem. E os monstros parecem se aproximar cada vez mais.

Na superfície, O Menino que Desenhava Monstros é uma história sobre pais fazendo o melhor para criar um filho com certo grau de autismo, mas é também uma história sobre fantasmas, monstros, mistérios e um passado ainda mais assustador. O romance de Keith Donohue é um thriller psicológico que mistura fantasia e realidade para surpreender o leitor do início ao fim ao evocar o clima das histórias de terror japonesas.

” Ultimamente, os monstros vinham persegui-lo dentro dos sonhos. Eles pousavam a mão em seus ombros. Sussurravam em seus ouvidos enquanto ele dormia…”

Eu pensei muito se faria uma resenha desse livro, porque sabia que ia ser difícil. Um coisa é certa, a capa e a sinopse promete mais que a história.  O problema maior é a expectativa que a gente cria ao ler e ver coisas que não condizem com o livro…

O menino que desenhava monstros é realmente um thriller psicológico que mistura realidade e fantasia. Você passa a leitura tenso, sem entender se tudo é imaginação ou se realmente tem um monstro, ou melhor, monstros rondando a família de Jack. Outros elementos integram na história para confundir mais o leitor, como a história trágica do naufrágio de Porthleven e uma senhora japonesa que acredita em espíritos.

Jack Peter, o protagonista da história é um menino de dez anos com síndrome de asperger, um tipo de autismo, e agorafobia, medo de lugares abertos. Sempre que a família precisa sair de casa com ele, e isso acontece apenas em ocasiões realmente necessários, como a ida ao médico, o momento se transforma em um inferno. Precisam usar a força e enrolar ele no cobertor.. Mesmo sabendo que ele tem problemas de saúde que dificultam sua socialização, eu não simpatizei com ele desdo o inicio da leitura. Praticamente em todos os momentos eu fiquei com raiva dele…e terminei o livro com raiva dele também.

O pais de Jack , Tim e Holly , recentemente vem discordando muito na criação de Jack. Tim cuida do filho em tempo integral e a mãe trabalha fora como advogada. Ela começa a perceber que o comportamento do filho está mais estranho que o normal e mesmo alertando Tim, ele demora a acreditar. 

” – Podíamos acender a luz – disse Tim
– Ficou maluco? E deixar que o que quer que esteja lá fora nos veja?
– Não há nada lá fora. É um vendaval. Uma frente fria se deslocando.
– Como poderia ser o vento? O vento por acaso mexe em maçanetas? O vento dá batidinhas nas janelas da cozinha? Alguma coisa está tentando entrar, Tim. Eu escuto isso o tempo todo.”

” – Desculpe…achei que estava vindo para me pegar.
–  Eu estava indo pegar você, para acordar você.
– Não. Pensei que tinha um monstro embaixo da minha cama.”

A história conta com muitos problemas de relacionamentos. De Jack com a mãe, dos pais, da amizade de Jack com Nick…e como cereja do bolo: com monstros rondando a casa. Ah e a história enrola também viu. Acho que o autor quis criar um clima de suspense forte e isso acabou se estendendo mais que o necessário. E não senti medo nenhum.

” – Porque está tão frio aqui?, perguntou.
Jip parou de murmurar e se inclinou para frente, batendo com o dedo no vidro. ” É ele. Está tentando entrar.”
– Ele quem?
– O homem, o monstro. – ele falava de maneira tranquila, o olhar fixo no rosto do pai- Você não entende?”

Essa resenha é como a de caixa de pássaros, não tem como falar muito se não o suspense vai pro ralo. E dá vontade de falar sobre ele porque tem muitas particularidades interessantes.

E a DarkSide mais uma vez está de parabéns, a capa dura com relevo me deixou apaixonada. Ah e olha que legal, no fim do livro tem umas páginas em branco para o leitor desenhar seus monstros. Eu desenhei os meus, olha só:

o menino que desenhava monstros

hahahhaha

E fico aqui aguardando o comentário de vocês.

Até a próxima.

Beijo, outro, tchau!

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Resenha: Cidade dos Etéreos – Livro II, Ransom Riggs

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Autor: Ransom Riggs – Editora: Intrínseca   Páginas: 284 – Ano: 2016

Classificação 4/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Cidade dos Etéreos dá sequência ao celebrado O orfanato da srta. Peregrine para crianças peculiares, em que o jovem Jacob Portman, para descobrir a verdade sobre a morte do avô, segue pistas que o levam a um antigo lar para crianças em uma ilha galesa. O orfanato abriga crianças com dons sobrenaturais, protegidas graças à poderosa magia da diretora, a srta. Peregrine.

Neste segundo livro, o grupo de peculiares precisa deter um exército de monstros terríveis, e a srta. Peregrine, única pessoa que pode ajudá-los, está presa no corpo de uma ave. Jacob e seus novos amigos partem rumo a Londres, cidade onde os peculiares se concentram. Eles têm a esperança de, lá, encontrar uma cura para a amada srta. Peregrine, mas, na cidade devastada pela guerra, surpresas ameaçadoras estão à espreita em cada esquina. E, além de levar as crianças a um lugar seguro, Jacob terá que tomar uma decisão importante quanto a seu amor por Emma, uma das peculiares.

Telecinesia e viagens no tempo, ciganos e atrações de circo, malignos seres invisíveis e um desfile de animais inusitados, além de uma inédita coleção de fotografias de época — tudo isso se combina para fazer de Cidade dos etéreos uma história de fantasia comovente, uma experiência de leitura única e impactante.

“Eu estava ali por um motivo. Havia algo que eu precisava fazer, não apenas ser; e não era fugir ou me esconder, muito menos desistir no instante em que as coisas começassem aparecer aterrorizantes ou impossíveis”. (p. 95)

cidade dos etereos

fotos do livro

Esse é o segundo livro da série O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares. O primeiro está sendo adaptado por Tim Burton, divo das anormalidades, senhor das coisas estranhas, rei da melancolia, amante do terror e das olheiras fundas. E não era pra menos. Burton é genial! Todos os seus trabalhos têm um toque especial que, logo de cara, já nota-se que é sua criação. Sem mais, vamos para a resenha!

Como todos já sabem, ou não, Jacob e os peculiares estão em retirada. O orfanato foi destruído, e com eles estão alguns objetos simbólicos; o que restou para se lembrar do seu lar. Além disso, eles também contam com a presença da srta. Peregrine presa em forma de uma ave. A Ymbryne poderia, no máximo, permanecer por três dias nessa forma, pois a natureza animal poderia neutralizar seu interior humano. Com isso, eles partem à procura de uma salvação para a srta. Peregrine.

cidade dos etereos cidade dos etereos cidade dos etereos

Durante a jornada, eles encontram muitos acólitos e etéreos, os quais tentam enclausurá-los. Jacob, nosso narrador, é um peculiar diferente do grupo; matou um etéreo. Não só por isso, mas ele deixou sua família, sua vida pra trás a fim de ajudar os peculiares do orfanato.

“Naquele momento, fiquei profundamente grato aos ciganos e à cumplicidade da parte animal de meu cérebro, que achava uma refeição quente, uma canção e o sorriso de uma pessoa amada suficientes para me distrair de toda escuridão, mesmo que por pouco tempo”. (p.125)

Emma, por quem nutre um forte sentimento, o questiona várias vezes sobre insistir em ajudá-los. A garota enxergava o que Jacob abandonou, e, de fato, era tudo o que os outros peculiares sonhariam em ter.

“(…) eu optara por mergulhar em um mundo que jamais imaginara, onde vivia entre as pessoas mais vivas que eu já tinha conhecido, onde fazia coisas que nunca tinha imaginado ser capaz de fazer e sobrevivia a coisas às quais nunca tinha sonhado sobreviver”. (p.130)

As partes mais importantes do livro são o início e o fim. Muitas passagens no meio foram prolongadas. Embora, as vezes, no livro haja algo de grande proporção, enquanto poderia ser menor, não o compromete. Muitos que leram também puderam perceber isso através das fotos que foram encaixadas nas cenas. São as cenas que se adequam às fotos, e não o escritor que as conduz. Foi assim que aconteceu com primeiro livro da série, como explica Ransom Riggs.

Logo nas últimas páginas, temos uma listagem dos donos de algumas delas, além de uma entrevista exclusiva com o autor onde o mesmo explica que as fotos foram encaixadas nas cenas, e não ao contrário. Diz ele que elas tomaram papel secundário aqui.

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Imagem que achei mais sinistra.

Ainda sobre as fotos, o livro não é tão sombio quanto as mesmas sugerem. O ritmo me lembrou bastante Percy Jackson. Minha expectativa era de encarar um texto obscuro e apavorante. Quando não, ele chega até a ser engraçado. Não me decepcionou, só fez mais juz ao ditado: não julgue um livro pela capa. Óbvio que têm certas coisas, digamos, peculiares. De outro modo, não seria Tim Burton interessado.

Enquanto lia, imaginei a cena e dei uma risada:

” – Eu já era mais leve que o ar no instante em que nasci – comentou Olive, com orgulho. – Saí da barriga da minha mãe e fui flutuando para o teto do hospital! A única coisa que me impediu de sair pela janela e subir até as nuvens foi o cordão umbilical. Dizem que o médico desmaiou de choque!”. (p.139)

Ressalvo que este é meu ponto de vista, assim, abro um caminho para que vocês sintam-se a vontade e comentem quando e o que quiserem, pois a opinião de todos é valida!

Obrigada pela leitura!

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Resenha: O Demonologista, Andrew Pyper 😈

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Classificação 3/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

“A maior astúcia do Diabo é nos convencer de que ele não existe”, escreveu o poeta francês Charles Baudelaire. Já a grande astúcia de Andrew Pyper, autor de O Demonologista (DarkSide® Books, 2015), é fazer até o mais cético dos leitores duvidar de suas certezas. E, se possível, evitar caminhos mal-iluminados.

O personagem que dá título ao best-seller internacional é David Ullman, renomado professor da Universidade de Columbia, especializado na figura literária do Diabo – principalmente na obra-prima de John Milton, Paraíso Perdido. Para David, o Anjo Caído é apenas um ser mitológico. Ao aceitar um convite para testemunhar um suposto fenômeno sobrenatural em Veneza, David começa a ter motivos pessoais para mudar de opinião. O que seria apenas um boa desculpa para tirar férias na Itália com sua filha de 12 anos se transforma em uma jornada assustadora aos recantos mais sombrios da alma.

Enquanto corre contra o tempo, David precisa decifrar pistas escondidas no clássico Paraíso Perdido, e usar tudo o que aprendeu para enfrentar O Inominável e salvar sua filha do Inferno.

” Ele é mentiroso David, o diabo mente. Ele quer algo de você. E nesse momento, seja o que for que você esteja fazendo, você está a caminho de entregar essa coisa para ele.”

Darkside está de parabéns! Adoro as edições deles e essa edição em particular me conquistou pelas particularidades. Fiquei encantada com a lombada, até hoje passo a mão e tento entender como fizeram aquilo hahaha…O marca página no estilo de fitinha e o relevo na capa deu todo o charme. Gostei mesmo.

Bom, o livro, vamos falar dele né! E já antecipo que vou deixar escapar alguma coisa sem querer querendo!

A história se concentra em David, um professor de literatura da faculdade de Columbia. Ele está passando por um divórcio e tem uma filha, Tess, com uma forte ligação, que ultrapassa a barreira pai e filha. Uma adolescente com muitos segredos obscuros.

Entre uma aula e outra, David recebe a visita de uma misteriosa mulher que o convida intima a ir a Florença ver um cliente. Convencido de que essa será uma viagem prazerosa, ele leva Tess para fazer companhia. O problema é que a viagem se torna um pesadelo. O cliente está possuído por um demônio e de quebra possui o corpo de Tess e a joga do alto do prédio. O corpo some, a policia declaro suicídio e o demônio avisa que se David não fizer o que ele quer nunca mais verá sua filha. Eita conto mesmo.😘 😂

Pronto. Que comecem os jogos!

O livro é uma corrida contra o tempo para salvar a garota e o mundo. Coloque aí uma pitada de Supernatural e pronto, temos O Demonologista.

“…o inferno é real. Não um fosso escaldante, não um lugar acima ou embaixo de nós, mas em nós, um lugar em nossa mente.”

Sim, eu senti medo! Sim, eu cogitei parar de ler! Sabe por que? Minha mãe sempre disse que não pode brincar com essas coisas demoníacas que elas ficam te rodando. E o livro possui partes bem fortes. Credo, me dá até arrepio na nuca falar disso.

Mas acredita que não gostei do final?! É claro que era o final esperado, mas achei bem sem graça, sem emoção, sem ação…sabe? 

Outro ponto positivo é que o leitor terá uma aula sobre a obra e o autor O Paraíso Perdido de John Milton.  Eu nem sabia quem era e ganhei um resumão interessante dele. 

” O poder demoníaco procede não do mal, mas do conhecimento das coisas.”

E vocês já leram? Vão ler? Comenta aqui, quero falar dele com alguém!

Até a próxima!

Beijo, outro, tchau!

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Resenha: Terra Amaldiçoada, Douglas Lobo

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Autor: Douglas Lobo       Editora: Independente    Ano: 2015     Páginas: 165

Classificação  3 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Demitido de seu emprego em São Paulo, Fabrício Machado retorna a sua terra natal, no interior do Piauí. Ali, espera reavaliar sua vida para decidir o rumo a seguir. Logo porém ele descobre que o ambiente rural arcaico onde cresceu está em extinção. O progresso chegou, ameaçando sua fazenda, sua família e todo um modo de vida. Quando uma série de assassinatos começa a ocorrer, Fabrício desconfia que uma presença maligna assombra sua terra. Uma força aterrorizante que não cessará de matar até que se vingue do mundo que a criou.

 

“ Você sonha muito Fabrício. Vai terminar aqui, como todo mundo.”

Fiquei muito feliz com o contato do autor Douglas Lobo com o blog! É sempre uma alegria imensa ter a possibilidade de conversar com um autor nacional e ler suas obras.

O livro Terra Amaldiçoada foi uma surpresa boa. Gostei muito da história e da diagramação do livro. É uma história interessante e bem contada, para ler numa sentada só. 

A história se concentra em Fabrício, um jovem que se muda para São Paulo e após cinco anos volta para sua cidade, no interior do Piauí, desempregado, com dúvidas do que fazer com sua vida, tendo uma certeza: ele não quer ter essa vida de fazendeiro.

” Esquece o passado. A vida dos nossos pais não precisa ser a nossa. Vamos embora. Vamos começar de novo.

Em meio a insistência do irmão e da mãe para que ele fique e ajude a salvar a fazenda, assassinatos começam a acontecer e de acordo com os boatos, existe uma ligação entre os crimes.

Eu fiquei muito curiosa tentando descobrir quem era o assassino. Mudei de opinião umas três vezes…E sim, o assassino é um ser do folclore brasileiro, como sugere a capa do livro rs.

” – Por favor me prometa algo. Não esqueça de fechar as portas e janelas a noite.” 

Muitos personagens me surpreenderam, como o Getúlio, irmão do protagonista, você pensa uma coisa e depois é outra…Uma outra personagem tadinha, a Solange, queria conversar com ela e explicar sobre a vida amorosa.

O livro está disponível em versão física e e-book no site da Amazon e da Livraria Cultura.

“ – Eu sei quem matou o Paulo.
– E quem foi?
– Assombração.
– Você quer dizer, fantasma?
– Isso. Não tem pegada. E a polícia não encontrou nem impressão digital. Fosse coisa desse mundo, deixava algum rastro.”

Já leram? Vão ler? Conta aqui!

E fiquem ligados, essa semana tem sorteio!

Beijo, outro, tchau!

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Resenha: Formaturas Infernais

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Autor: Diversos             Editora: Galera Record Páginas: 320               Ano: 2009

Classificação 2 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Nessa emocionante coleção de contos de terror, as autoras bestseller Meg Cabot (O Diário da Princesa), Stephenie Meyer (Twilight), Kim Harrison, Michele Faffe e Lauren Myracle se reuniram para mostrar que a formatura pode ser um evento muito mais aterrorizante do que se pensa. Problemas no guarda-roupa e um par que dança mal não são nada comparados a descobrir que vocês está dançando com a Morte – e que ela não está aqui para elogiar seu vestido.
De problemas com vampiros até uma batalha entre anjos e demônios, estas cinco histórias vão divertir mais do que qualquer DJ em um terno brega. Nada de limusine ou vestido de gala: só uma grande dose de assustadora diversão.

” Fiquei atenta para ouvir melhor.
Sim, um barulho a poucos metros da porta. Um barulho que era claramente de algo não humano.”

Formaturas Infernais é o primeiro livro da coleção de contos infernais a ser lançado no Brasil pela editora Record. Os demais são: Beijos Infernais (2011), Amores Infernais (2011) e Férias Infernais (2015), todos também lançados pela editora Record. Ele é constituído de 5 contos muito bem elaborados por cinco escritoras distintas. Segue abaixo a mesma ordem de aparição no livro:

1. A Filha da Esterminadora, Meg Cabot (A Mediadora, O Diário da Princesa);

2. O Buquê, Lauren Myracle (Deixe a Neve Cair);

3. Madison Avery e a Morte, Kim Harrison (Danças Malditas, Uma Bruxa em Apuros);

4. Salada Mista, Michele Jaffe; (Bad Kitty);

5. Inferno na Terra, Stephenie Meyer (Crepúsculo, A Hospedeira);

Todas as autoras, com suas diferentes maneiras de escrever, dá ao exemplar uma personalidade alternada única e interessante. O conto que eu mais gostei foi o que tinha menos páginas. Não estou desmerecendo os outros, pois todos têm predileções diferenciadas.

Gostaria de, antes de terminar, salientar o não cumprimento certeiro do gênero. Encontramos, claro, muitos estereótipos vampirescos, apocalípticos e sobrenaturais. Como o título soa forte, pensei em destacar esse fato.

Não seria pertinente falar sobre cada uma das cinco histórias. Elas são pequenas e podem ser facilmente lidas em alguns minutos. O conto é uma obra abreviada que se estende em conflitos concisos.

Qual conto que vocês mais gostaram ou qual título dentre os cinco te despertou mais expectativas?

Espero que essa resenha tenha aguçado a curiosidade de vocês.

Ressalvo que este é meu ponto de vista, assim, abro um caminho para que vocês sintam-se a vontade e comentem quando e o que quiserem, pois a opinião de todos é valida!

Obrigada pela leitura!

assinatura nova luiza

Dicas de Livros de Terror!

E para aterrorizar a vida de vocês, hoje temos uma lista com dicas de livros de terror! Preparados?

Vamos lá! 

O Demonologista
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5 ⭐️  – Se você realmente gosta de histórias de terror, daquelas que fazem você parar a leitura quando ouve um barulho estranho, ou a música para de tocar sozinha enquanto você está lendo, então esse é o livro que você procura. Com uma trama muito envolvente, seguindo o estilo de Dan Brown, Pyper vai amarrando os acontecimentos de forma que a cada pergunta que é respondida outras novas vão surgindo, fazendo com o que o protagonista David vai mergulhando cada vez mais fundo nesse grande mistério e levando o leitor junto com ele. A gente vai vibrando a cada descoberta e a cada vitória alcançada, e também se assustando com todas as cenas de terror que vamos acompanhando, cenas do estilo “O Exorcista”, daquelas que nos fazem dar aquela fechadinha no livro para tomar fôlego e ver se está tudo bem à nossa volta! E são várias durante o livro. – Blog Livros com Pipoca

O Bebê de Rosemary
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4 ⭐️  – O Bebê de Rosemary é incrível, leve e ágil. A escrita de Ira Levin, bastante cinematográfica, cria uma ansiedade, um desejo, uma agonia de prosseguir com a história, ele seduz e te faz acompanhar cada página, cada linha, com os cabelos arrepiados…É talvez um dos melhores livros de terror psicológico já escritos, mostra toda a classe do terror pois a história garante várias horas de tensão sem derramar uma gota de sangue e mesmo assim o medo nos acompanha constantemente durante a leitura. – Blog Biblioteca do Terror

Ele não é isso 
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⭐️ ?” Conhecemos todas as personagens e a história se desenvolve em um drama da vida real, normal até que….coisas estranhas começam acontecer com Júnior: A princípio seria apenas um perfil patognomônico do garoto, ou seja, um transtorno de conduta, mas não é bem isso que se passa. Seria mais uma história de zumbis clichê? Dei continuidade à leitura e não percebi nada de comum, achei bem interessante como a história se desenvolveu. Não posso contar pra vocês se é um livro sobre vírus, zumbis, coisas sobrenaturais ou mortos-vivos, pois penso que estragaria o suspense da trama. ” – Blog Sociedade do Livro

O Exorcista

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4 ⭐️ – ” O livro é assustador, em alguns momentos você se convence que o narrador é o próprio demônio. O conteúdo é extremamente detalhado, sem chegar ao exagero de um senhor dos anéis é claro, mas em alguns pontos é extremamente visceral e nojento, dando náuseas em quem acompanha a trama. Até o erotismo do livro é macabro, principalmente quando são descritos os rituais negros que envolvem orgias com elementos sagrados e quando o demônio começa a violar o corpo da menina com objetos. – Blog Homem Expresso

A Profecia

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5 ⭐️ – As partes envolvendo Damien são o ápice do livro, como quando sua mãe o leva ao zoológico e os animais ficam loucos ao ver o menino. A forma como todos vão se afastando da família vai levando principalmente Katherine ao fundo do poço. O suspense no livro é muito bem construído. Achei somente alguns fatos com os personagens, como o fotógrafo que tem uma obsessão por Jeremy meio estranhos e forçados mas não tirei nenhuma pontuação por causa disso. O livro é ótimo como um todo. – Blog Leitor Cabuloso

O Desfiladeiro do Medo

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5 ⭐️ – “Muitas das vezes me impressionei pela falta de caráter de muitos personagens, pelas atitudes egoístas que nos fazem pensar até onde a fama e o dinheiro influenciam na moral de cada um. Prepare-se mentalmente para ler um terror nojento, excitante e cruel quando tiver O Desfiladeiro do Medo em mãos.  Prepare-se para entrar na Terra do Demônio onde nunca há garantia de volta.” Blog Policial da Biblioteca

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Confesso que fiquei com medo fazendo essa postagem. Procurem as resenhas do livro ‘O Exorcista’ no skoob e vocês vão entender. Credo.

E aí, vocês tem outras dicas? Conta aqui! Sugestões são sempre bem vindas!

Até a próxima seus lindos!

Beijo, outro, tchau!

assinatura nova ana

Resenha: Sombras da Noite, Stephen King

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Autor: Stephen King         Editora: Objetiva   Páginas: 411                 Ano: 2008

Classificação 2 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Stephen King reúne aqui 20 de seus mais inquietantes contos- relatos de acontecimentos bizarros e atos impensáveis, surgindo daquela região crepuscular onde ruídos nas paredes e sombras perto da cama prenunciam algo terrível que ronda à solta. Os cenários são familiares e acima de qualquer suspeita – um colégio, uma fábrica, uma lanchonete rodoviária, uma lavanderia, um milharal. Mas no mundo de Stephen King, qualquer lugar pode servir como território sobrenatural. Só é necessária uma hora propícia da noite e a distração das vitimas. Alguns desses clássicos inspiraram filmes memoráveis: As Crianças do Milharal (Colheita Maldita) O Homem do Cortador de Grama (O Passageiro do Futuro), A Máquina de Passar Roupa (Mangler: O Grito de Terror) e Às Vezes Eles Voltam.

” Trabalhei aqui, Sr. Boone, e não sou nem cega, nem surda. Já ouvi sons medonhos nas paredes, sons medonhos – coisas batendo e estrondos, e uma vez um estranho lamento que era meio uma risada. Fez meu sangue gelar.”

Ai gente..então. Não gostei. Desculpa fãs do King, mas não gostei.

Ok, alguns contos salvam, mas a maior parte é ruim. Eu até desanimei de ler. Caramba.

O livro é uma coletânea de vinte contos de Stephen King ao longo da carreira. Alguns contos são passagens das histórias que ele já escreveu, como Colheita Maldita e também A Dança da Morte, esse por sinal foi um conto que me fez desanimar, e o conto  A máquina de passar roupa foi o estopim para dar fim na leitura.  Hum, e para quem leu, deve ter percebido que eu não li os contos na ordem apresentada, mas isso não atrapalha em nada, por que os contos são independentes.

Mas como disse, ele não é de todo ruim, o primeiro conto Jerusalem’s Lot é muito bom! Toda uma trama incrível com um final surpreendente e assustador. As Crianças do MilharalO Bicho-Papão também merecem um salva de palmas. Mas é só. Dos vinte contos, três salvam.

No wikipédia vocês encontram as descrições dos contos. Dá uma olhada!

É claro que essa é minha opinião e com certeza muitas pessoas tem uma opinião contrária. Mas que fique claro, eu sou fã desse escritor! Então agora  a decisão é com vocês. Vão ler? Já leram? Conta aqui! 

Até a próxima!

Beijo, outro, tchau!

assinatura nova ana

Resenha: O Iluminado, Stephen King

O Iluminado

Autor: Stephen King       Editora: Suma das Letras Páginas: 463                Ano: 2012

Classificação 5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Danny Torrance não é um menino comum. É capaz de ouvir pensamentos e transportar-se no tempo. Danny é iluminado. Será uma maldição ou uma bênção? A resposta pode estar guardada na imponência assustadora do hotel Overlook.
Em O iluminado, quando Jack Torrance consegue o emprego de zelador no velho hotel, todos os problemas da família parecem estar solucionados. Não mais o desemprego e as noites de bebedeiras. Não mais o sofrimento da esposa, Wendy. Tranquilidade e ar puro para o pequeno Danny livrar-se das convulsões que assustam a família.  Só que o Overlook não é um hotel comum. O tempo esqueceu-se de enterrar velhos ódios e de cicatrizar antigas feridas, e espíritos malignos ainda residem nos corredores. O hotel é uma chaga aberta de ressentimento e desejo de vingança. É uma sentença de morte. E somente os poderes de Danny podem fazer frente à disseminação do mal.

Escrever resenhas sobre livros de horror é sempre um desafio, pois vários elementos, tais como o suspense e a surpresa, devem permanecer como uma constante intacta. O Iluminado, apesar de sua idade, ainda vem causando espanto até hoje, e com sua elegância tem atraído todo tipo de pessoa. A história de Jack Torrance se mostrou imensurável.

Jack Torrance é um pai de família frustrado profissionalmente e emocionalmente. Desde sempre tivera problemas com álcool, o que contribuiu para tornar sua personalidade agressiva. Esse problema tem raízes bem antigas, a julgar pela personalidade também agressiva de seu pai Mark. Ele o maltratava e agredia sua mãe e seus três irmãos: Mike, Becky e Brett. Os conflitos familiares com certeza foi uma ponte até o álcool.

Não obstante, quando Jack se casou, trouxe seu vício para dentro de sua casa. Certa vez por puro descontrole quebrara o braço de seu filho Danny quando ele tinha três anos por ter sujado de cerveja uns papéis de seu trabalho como escritor. Externou arrependimento depois; claro que estava arrependido.

O livro começa na expectativa de Jack se sair bem em uma entrevista de emprego para trabalhar como zelador durante a temporada de inverno no Hotel Overlook em Denver, Colorado. O homem não parava em trabalho algum; sempre havia algo que o afastava, como por exemplo, ter agredido um colega de trabalho no seu último emprego. Apesar de tudo, sua esposa Winnifred, ou simplesmente Wendy, não o abandonava.

“Nunca imaginara que pudesse haver tanta dor numa vida, quando não há nada fisicamente errado”.

Danny, agora com 5 anos, expressa certo medo em ter que ir para o Overlook, pois seu amigo imaginário Tony o mostrava coisas terríveis. O rapazinho tinha um dom do destino que o permitia ler e conversar por pensamentos e ter premonições. Ao chegarem no hotel, o mesmo já estava se esvaziando. Conhecem Dick, o cozinheiro, e Danny logo percebe que este era iluminado também.

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Os três são aparentemente uma família que está feliz e que passam por problemas como qualquer outra, mas até então podemos perceber que Jack está se esforçando e se sente grato pelo apoio de Wendy e o amor de seu filho. Para Danny, o pai era incrível. O garoto amava sua mãe, mas aquele seu pai o fascinava, tinha um amor indescritível.

Com o passar dos dias, Danny começa a perceber que algo de muito estranho habita naquele hotel. E é aqui que as coisas ficam difíceis. Ele vê coisas que na verdade não estão lá. Assim também Jack, que não só começa as ver, como também as sente. O sobrenatural do hotel começa a agir, dando início a um fim magistral.

“Este lugar desumano cria monstros humanos. Este lugar desumano”.

O medo toma conta de Wendy quando se dá conta de que algo terrível está por vir ao ver seu marido mais descontrolado. Apesar dos protestos de Danny ao culpar o hotel, a mulher não acredita. Só se dar por convencida quando já era tarde demais.

“A pior coisa, não mencionada, vaporosa e não mencionada, talvez até imencionável, era que todos os sintomas de alcoolismo de Jack estavam de volta, um por um… todos, menos a própria bebida”.

O Iluminado até hoje conquista as pessoas pelo seu modo único de andamento e pela história proposta.

O Iluminado“O taco atingiu a porta do banheiro, derrubando um enorme pedaço do compensado fino. Metade de um rosto louco e determinado a encarou. A boca, faces e garganta estavam cobertas de sangue, o único olho que conseguiu ver estava miúdo e brilhante”.

Obs: O Hotel Overlook realmente existe, mas seu nome é The Stanley Hotel. É situado a 333 Wonderview Avenue, Estes Park CO 80517, EUA.

SOBRE O FILME DE 1980

Fato que achei muito erroneamente apresentado na adaptação cinematográfica de 1980 dirigido por Stanley Kubrick foi que Jack Torrance (Jack Nicholson) parece não demonstrar a evolução do personagem entre o antes de ir para o hotel, e o depois quando se muda, é quando começa a desenvolver uma presença psicótica, maníaca. Tem uma cena no filme em que os três (Jack, Wendy e Danny) estão na estrada antes mesmo de chegar no Overlook e Jack externa falta de entusiasmo e paciência, desânimo, tédio, aborrecimento. Ao que tudo indica, o diretor quis passar para nós que Jack era doido e sua esposa ingênua demais para perceber, vulgarmente falando. Ou seja, o filme não apresenta sequer um momento de carinho sincero como apresentou no livro.

“- Lisonja – respondeu Wendy – é quando seu pai diz que gosta de minhas novas calças amarelas, mesmo não gostando, ou então quando diz que não preciso perder uns quilinhos.
– Já sei. Uma mentirinha de brincadeira?
– Alguma coisa bem parecido com isso.
O menino estivera olhando Wendy de perto e então disse:
– Você é muito bonita, mamãe. – E franziu as sobrancelhas confuso, quando os pais se entreolharam e explodiram numa gargalhada”.

Uma outra curiosidade sobre o filme é que no livro o autor relata algo que aconteceu exatamente no filme: Nos últimos capítulos, quando Wendy carrega Jack para o trancar na dispensa, o ferrolho não abria, foi aí que ela percebeu que a lingueta estava presa na tranca. Também há outra cena fiel ao livro de um camarada vestindo uma fantasia de cachorro.

Espero que essa resenha tenha aguçado a curiosidade de vocês. Ressalvo que este é meu ponto de vista, assim, abro um caminho para que vocês sintam-se a vontade e comentem quando e o que quiserem, pois a opinião de todos é valida!

Obrigada pela leitura!

assinatura luiza

Resenha: Prisioneiros do Inverno, Jennifer McMahon

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Autor: Jennifer McMahon         Editora: Record Ano: 2014                 Páginas: 350

Classificação 4⭐️ 🚍

Á venda l Submarino I

Sinopse:

Muitos acreditam que a pequena cidade de West Hall seja mal-assombrada. Ao longo de sua história, vários casos de pessoas desaparecidas foram registrados na região mistérios nunca desvendados. Alguns moradores inclusive juram que o espírito de Sara Harrison Shea, encontrada morta em 1908, ainda vague pelas ruas à noite.
A jovem Ruthie acredita que tudo não passa de uma grande bobagem. Porém, quando sua mãe desaparece sem deixar vestígios, ela começa a desconfiar de que aquela região guarda algum mistério, e suas suspeitas são reforçadas quando ela e a irmã encontram uma cópia do diário de Sara escondido em casa. Na busca pela mãe, Ruthie encontra respostas perturbadoras, e ela pode ser a única pessoa capaz de evitar que um grande mal aconteça. 

“Você achava que eu era louca quando viva? Você não conhece nada da loucura dos mortos. Agora não há cama nenhuma capaz de me segurar, doutor”, sussurrei com dureza em seu ouvido.”

Eita que eu senti medo! Eita que agora eu vou dar um tempo nos livros de terror! 😳 💀

Mas gente que delicia ler um livro de terror! Curti demais essas minhas duas últimas leituras! Eu sou muito medrosa com essas coisas de espíritos, mas não tenho vergonha na cara e adoro histórias sobre o assunto, tudo bem que depois eu fico vendo vultos, tendo pesadelos, com medo do escuro, mas não dá nada né, é bom que libera adrenalina e eu fico sempre atenta.

” Então algo passou correndo e me encarou. Eu a reconheci na mesma hora. Ela havia morrido de febre tifoide duas semanas antes. Eu tinha ido ao seu funeral.”
” Pode parecer cruel, enviar alguém para a morte. Mas basta um olhar para os olhos ocos e famintos da coisa que um dia foi minha filhinha para saber que existem coisas piores do que a morte.”

No livro conhecemos histórias paralelas, o ponto de vista de cada personagem e no decorrer da trama, essas pessoas se cruzam. A história se passa na cidade de West Hall, mais especificamente na casa de campo onde morou Sara Shea e hoje mora Ruthie com sua mãe e irmã. Nos fundos da casa tem a floresta da cidade e mais adiante um pico de rochas no formato de uma mão. O local é conhecido como ” a mão do diabo”. Muitas moradores acreditam que aquele lugar é amaldiçoado, que o espirito de Sara vive naquela floresta e é a responsável pelos desaparecimentos nos últimos cem anos.

Em 1908, onde tudo de errado começa, Sara Shea, perde sua filha na floresta e horas depois a encontra morta no fundo do poço. Arrasada com a morte da criança, decide ressuscitá-la com um feitiço que aprendeu quando bem nova, sua filha voltaria a vida por sete dias, depois estaria morta para sempre. Essas pessoas que voltam dos mortos são chamadas de dormentes.

Obviamente as coisas dão errado e isso reflete nos dias atuais, cem anos depois com o desaparecimento da mãe de Ruthie. Durante a busca pela mãe, Ruthie começa a descobrir coisas terríveis. Outras pessoas se juntam a ela, pessoas que também tiveram parentes desaparecidos e estavam ligadas a sua mãe e também uma pessoa ali que quer o passo a passo para ressuscitar os mortos rs.

” — Tiraram sua pele como se ela fosse uma uva. E sabe qual é a parte mais esquisita? Dizem que sua pele jamais foi encontrada.”
” — Temos poucas horas antes de ela voltar para a terra. Quero ver isso acontecer. Quero ver seu rosto quando a assombração deplorável que você trouxe de volta desaparecer para sempre.”
” — Mimi falou que este lugar é malvado — disse Fawn, com os olhos vítreos e estupefatos. — Ela falou que não é todo mundo que vai conseguir sair daqui hoje.”

O livro é todo trabalhado no suspense e na tensão. E sim, temos espíritos, dormentes, bruxaria…o pacote completo.

Para quem gosta do gênero é uma boa indicação, recomendo!

Espero ter aguçado a curiosidade de vocês!

E se já leram me conta o que achou! Se não leu, comenta também 🙂

Beijo, outro, tchau!

assinatura ana

Resenha: A Casa Assombrada, John Boyne

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Autor: John Boyne    Editora: Companhia das Letras Páginas: 296                Ano:  2015

Classificação 3.5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Eliza Caine tem 21 anos e acaba de perder o pai. Totalmente sozinha e sem dinheiro suficiente para pagar o aluguel na cidade, ela se depara com o anúncio de um tal H. Bennet. Ele busca uma governanta para se dedicar aos cuidados e à educação das crianças de Gaudlin Hall, uma propriedade no condado de Norfolk – sem, no entanto, mencionar quantas são, quantos anos têm ou dar quaisquer outras explicações. Assim, ela larga o emprego de professora numa escola para meninas e ruma para o interior.  Chegando a Gaudlin Hall, Eliza se surpreende ao encontrar apenas Isabella, uma menina que parece inteligente demais para sua idade, e Eustace, seu adorável irmão de oito anos. Os pais das crianças não estão lá. Não se veem criados. Ela logo constata que não há nenhum outro adulto na propriedade, e a identidade de H. Bennet permanece um mistério. A governanta recém-contratada busca informações com as pessoas do vilarejo, mas todos a evitam. Nesse meio tempo, fica intrigada com janelas que se fecham sem explicação, cortinas que se movem sozinhas e ventos desproporcionais soprando pela
propriedade. E então coisas realmente assustadoras começam a acontecer…

 “Não tinha sido minha imaginação. Duas mãos tinham agarrado meus tornozelos e me puxado — eu ainda podia senti-las.”

Sim eu senti medo! 😱👻 Mas agora que a leitura acabou percebi que não foi assim tão aterrorizante e isso é ótimo, sabe por que? Isso mostra o quão envolvida eu estava na história!

A história é boa sim apesar de ter achada ela clichê. Quase no meio do livro eu já tinha acertado o que estava acontecendo com a coitada da protagonista e imaginei o que viria. Achei também que o autor deu uma enrolada chegando no final do livro. Mas eu li do mesmo jeito e com o mesmo entusiasmo, por que apesar de ser manjada a história, ela tem o que muitas outras não tem: ação por parte da assombração!

” Havia uma presença naquela casa, alguma coisa profana; uma noção que eu antes desprezara como fantasia tomou conta de mim e me disse que aquela era a verdade.”

 

“Com quem você estava falando?”, perguntei, caminhando em sua direção, segurando-o pelos ombros e levantando a voz.
“Com o velho”, Eustace disse.
“Aqui não tem nenhum velho”, berrei, soltando-o e dando uma volta completa para verificar o quarto antes de olhar para ele outra vez. “Não tem mais ninguém aqui.”
“Agora ele saiu”, disse Eustace, baixinho, afundando sob as cobertas. “Mas ainda está na casa. Diz que não vai embora, por mais que ela queira. Ele não vai para onde deveria ir, não enquanto você ainda estiver aqui.”

 

” Conforme lia, comecei a temer que não conseguisse dormir naquela noite, tamanha minha certeza de que estava cercada pelos espíritos daqueles que deixaram suas formas corpóreas para trás, mas que ainda não tinham feito a passagem pelos portões do céu.”

Desde o primeiro dia que Eliza Caine chega na mansão ela já é atacada pela assombração, isso mesmo, sem rodeios, o fantasma foi lá e agarrou os tornozelos da mocinha enquanto ela dormia. Que simpatia né? E durante a história os ataques vão piorando! É água que ferve do nada, é ventania que só atinge Eliza e a levanta do chão, é mãos em seus pescoço…uma loucura.

Para ajudar  no clima de mistério, a história se passa em Londres durante a era vitoriana, o que me lembra muito as famosas e polêmicas fotos com defuntos e Jack o estripador. E para dar o tchan, temos neblina, muitaaa neblina!

Ah! No livro temos muitas citações do famoso escritor Charles Dickens, são citadas diversas obras e atá um sarau com o próprio!

Bom, vamos a história! No livro conhecemos Eliza Caine, uma jovem de 21 anos que após a morte do pai, se torna orfã e acaba aceitando um emprego como governanta numa cidade do interior de Londres. O que ela não imaginava é que seria a única adulta de toda a mansão e que as últimas quatro governantas morreram de formas brutais. Ela tenta, e como tenta obter informações sobre seus patrões, já que eles não a receberam e até o momento não apareceram, mas todos mudam de assunto e não esclarecem nada. Naquele tempo as pessoas era muito cordias e polidas então acredito que esse foi o motivo de Eliza ter demorado tanto para conseguir informações sobre a mansão. Se fosse hoje era só gritar ou bater que o pessoal já abre o bico hahaha

As crianças que ela cuida são Isabella de 12 anos e Eustace, 8 anos. Até mesmo eles dois não dizem onde estão seus os pais e Isabella é uma criança terrivelmente assustadora, parece até estar possuída.

E bom, durante os 45 dias que Eliza fica na casa como governanta e tentando descobrir o que está acontecendo com a mansão, com os habitantes e as crianças, muito ataque fantasmagórico acontece na vida dela.

“Você não permitiria, não é?”, ela perguntou. “Se tivesse filhos. Não permitiria que outra mulher os criasse.”
“Não”, eu disse. “Seria função minha.”
“Então você entende”, ela respondeu,
“Entendo o quê?”, perguntei, sem a menor ideia do que ela estava querendo dizer.
“Tudo”, Isabella disse, com um suspiro profundo, desviando o rosto e olhando pela janela.

É um livro bacana, recomendo!

Depois me conta o que acharam!

Beijo, outro, tchau!

assinatura nova ana

Resenha: Férias Infernais, Vários Autores

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Autor: Cassandra Clare, Claudia Gray, Libba Bray, Maureen Johnson e Sarah Mlynowski    Editora: Galera Record         Páginas:  272               Ano:  2015

Classificação 3 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Mais uma vez, cinco grandes autoras se reúnem para contar histórias sobrenaturais… de férias que não se saíram muito como o planejado!
Acham perder a bagagem um grande problema? A viagem dos seus sonhos pode se tornar um pesadelo! Imagine ter de dividir os aposentos com uma bruxa rancorosa. E queimaduras de sol podem até ser ruins, mas nada se comparadas a uma maldição… Sombra e água fresca? Que nada. Todo mundo sabe que quando adolescentes saem de férias estão mesmo à procura de aventuras inesquecíveis. Mas é preciso tomar cuidado com o que se deseja. Estes cinco contos sobrenaturais repletos de terror, vingança e maldições vão fazer você pensar duas vezes antes de escolher o próximo destino.

– Rumo a Cidade dos Amaldiçoados – respondi.

Se eu falar que eu li esse livro na poltrona da livraria cultura em um dia que eu não tinha nada pra fazer, vocês acreditariam? 😁 Pois é verdade hahahaha Eu sentei, li e fui embora. Ah que delicia! Que liberdade! Que cara de pau!

Sabe um livro que tem tudo pra ser bom? Então é esse! Ele tem tudo pra ser bom mesmo, tem boas escritoras, um tema super fácil de escrever ( Supernatural tá aí pra confirmar, pelo menos até a 5° temporada rs) e no fim saiu meleca. caca.

Bom, seguindo a temática dos ” Contos Infernais”: Formaturas Infernais (2009), Amores Infernais (2011) e Beijos Infernais (2011), esse novo lançamento ” Férias Infernais” segue a mesma linha, o livro conta com cinco histórias de terror sobre viagens que não deram nada certo. E não é nada certo por que alguém perdeu a mala ou foi sequestrada. Não deu nada certo por que apareceu feitiços, bruxas e afins….Bem melhor né?rs

Os contos se chamam: Cruzeiro, Não gosto da sua namorada, A Lei dos Suspeitos, A casa dos espelhos e Nenhum Lugar é Seguro.

” Ela não é uma boa mulher. Gosta dos fortes e dos jovens bonitos, ela os pega e eles nunca mais voltam”

Apesar do titulo ser péssimo, esse último conto foi o que eu mais gostei! É sobre quatro amigos que estão fazendo um mochilão pela Europa e resolvem conhecer as cidadezinhas que não estão no roteiro turístico. Eles acabam indo para um festival numa cidade chamada Necuratul, onde segundo a lenda, os moradores fizeram um pacto com o demônio para que a cidade prosperasse e para isso eles precisam sacrificar umas pessoas aí né rs. A autora criou todo um clima de suspense, desde a vidente no trem até a língua incompreensível que os moradores falam na cidade. Recomendo.

O conto A Casa Dos Espelhos foi escrito pela Cassandra Clare e claro que eu tinha grandes expectativas com esse conto. Mas sei lá. A história demorou muito pra desenrolar e os contos são curtos, então foi um pouco desanimador. O final foi bom, isso eu realmente curti.

Os contos Cruzeiro e Não gosto da sua namorada confesso que não gostei. Muito adolescente e clichê.

E  A Lei dos Suspeitos é bom, mas não é sobrenatural. Gosto de sobrenatural hahahaha

É isso belezuras, quando ler me conta o que achou!

Beijo, outro, tchau!

assinatura nova ana

Resenha: Caixa de Pássaros, Josh Malerman

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Autor: Josh Malerman   Editora: Intrínseca Páginas: 264             Ano:  2014

Classificação 4 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Romance de estreia de Josh Malerman, Caixa de pássaros é um thriller psicológico tenso e aterrorizante, que explora a essência do medo. Uma história que vai deixar o leitor completamente sem fôlego mesmo depois de terminar de ler.  Basta uma olhadela para desencadear um impulso violento e incontrolável que acabará em suicídio. Ninguém é imune e ninguém sabe o que provoca essa reação nas pessoas. Cinco anos depois do surto ter começado, restaram poucos sobreviventes, entre eles Malorie e dois filhos pequenos. Ela sonha em fugir para um local onde a família possa ficar em segurança, mas a viagem que tem pela frente é assustadora: uma decisão errada e eles morrerão.

” Acabei de ouvir que a única coisa em comum em todos os incidentes é que as vitimas viram alguma coisa antes de atacar as pessoas e de se matar. Dá pra acreditar nisso? Dá?”

Como foi minha relação com o livro:

Quero.Quero.Quero.Quero. Q.U.E.R.O! Comprei.

Até a página 260: Ai que loucura, ai meu coração, ai não aguento ler, ai que barulho é esse, gente tô agoniada.

Das páginas 260 a 264: Aff que b*&%@ que é essa? O que, acabou? Ahn? Nossa que lixo, não gente não pode.

E foi assim. Pronto, fim da resenha.

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Tá, vou escrever mais um pouquinho…E serei superficial, por que qualquer detalhe pode estragar os momentos de tensão.

Na história conhecemos Malorie, uma garota de 20 anos que descobre estar grávida no mesmo dia em que as pessoas começam a enlouquecer nos Estados Unidos. A história intercala os momentos durante a descoberta do caos, os nove meses da gestação e quatro anos depois, quando ela está fugindo com os dois filhos para o abrigo no final do rio. O leitor foge com ela e conhece toda a trajetória para chegar até ali ( gosto bastante de histórias assim).

Durante essas lembranças conhecemos outros personagens, como a irmã de Malorie e o grupo de sobreviventes que ela conviveu até o parto. Alguns personagens ganham destaque e são cruciais para a história, como: Tom, Olympia e Gary.

Ninguém sabe o que as pessoas vêem que as fazem enlouquecer. Só sabem que existe alguma criatura lá fora. Todas as mortes são horríveis, as pessoas perdem completamente a consciência e cometem loucuras. Mãe se enforcando com o cordão umbilical, outra que enfia uma tesoura no peito, crianças cortando os pulsos, homem que tira o globo ocular com uma colher..assim, é terrível mesmo.

” As crianças nunca viram o mundo exterior da casa. Nem pelas janelas. E Malorie não o vê há mais de quatro anos.”
” Não importa quais ferramentas leve, não importa qual objeto da casa seja usado como arma, ela sabe que as vendas são a maior proteção para ela e os filhos.”
” Como pode esperar que seus filhos sonhem em chegar as estrelas se não podem erguer a cabeça e olhar para elas.”

A história inteira é repleta de momentos de tensão, na verdade em nenhum momento você tem uma pausa, um momento de paz, e foi isso que me deixou vidrada. Eu ficava tensa, com o corpo tremendo de ansiedade, sabe? Tanto que eu li em apenas três dias, dificilmente eu faço isso.

Imagine viver trancado em casa, com as janelas cobertas, não poder olhar para fora e sempre que precisar sair, usar uma venda. Se ouvir algum barulho em hipótese alguma deve abrir os olhos, tem que confiar apenas na sua audição, treinar a audição e fazer dela seus “olhos”.

” Ele encontra outra casa e espera passar a noite nela. Se as janelas estiverem protegidas, se uma busca lhes der confiança e se não forem recepcionados pelo cheiro da morte.”

É engraçado que se alguém tivesse me contado sobre esse livro, sobre isso de ficar sempre vendado, eu acharia uma bobeira. Mas o autor soube criar uma história tão envolvente que tudo fez sentido. 

Apesar de ter odiado o final, eu recomendo o livro. Olha a loucura, acho que vi uma criatura hahahaha. São 260 páginas de tensão, medo e principalmente curiosidade! Na minha opinião deve ser lido por todos os leitores que gostam do gênero. Mas já estão avisados: o final decepciona, quatro páginas pra te deixar p*%¨.

” Hoje você vai ter que abrir os olhos. Ao ar livre.”

E quando ler/já leu me conte o que achou! 

Beijo, outro, tchau!

assinatura nova ana

Resenha: Boneca de Ossos, Holly Black

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Autor: Holly Black            Editora: Novo Conceito Páginas: 221                       Ano:  2013

Classificação 3/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Poppy, Zach e Alice sempre foram amigos. E desde que se conhecem por gente eles brincam de faz de conta – uma fantasia que se passa num mundo onde existem piratas e ladrões, sereias e guerreiros. Reinando soberana sobre todos esses personagens malucos está a Grande Rainha, uma boneca chinesa feita de ossos que mora em uma cristaleira. Ela costuma jogar uma terrível maldição sobre as pessoas que a contrariam. Só que os três amigos já estão grandinhos, e agora o pai de Zach quer que ele largue o faz de conta e se interesse mais pelo basquete. Como o seu pai o deixa sem escolha, Zach abandona de vez a brincadeira, mas não conta o verdadeiro motivo para as meninas. Parece que a amizade deles acabou mesmo…

Mas, de repente, Poppy conta para os amigos que começou a ter sonhos com a Rainha ¿ e também com o fantasma de uma menininha que não conseguirá descansar enquanto a boneca de ossos não for enterrada no seu túmulo vazio. Então, Poppy, Zach e Alice partem para uma última aventura a fim de ajudar o fantasma da Rainha a encontrar o seu descanso eterno. Mas nada acontece do jeito que eles planejaram… A missão se transforma em uma jornada de arrepiar.

Será que a boneca é apenas uma boneca ou existe algo mais sinistro por trás desses fatos? Poppy está mesmo dizendo a verdade ou tudo isso não passa de um truque para que voltem a brincar juntos? Se existe mesmo um fantasma, o que vai ser das crianças agora que elas estão nas suas mãos?

“Ele se perguntava se crescer era descobrir que a maioria das histórias não passavam de mentiras”

Confesso que não foi uma leitura tão agradável quanto pensei que seria. Mas a culpa é minha mesmo, eu não prestei atenção na classificação etária. Na minha opinião ele é indicado para menores de 13 anos. Eu leria ele para alguma criança ou indicaria sem problemas.

É também difícil contar sobre o livro porque a sinopse é muito detalhada e completa. Resta apenas dar minhas 20141223_151127opiniões pessoais.

O livro narra a história de três amigos com doze anos de idade e uma imaginação invejável. Eu fiquei fascinada de como eles se entregam as histórias que criam. Todos os dias depois da aula eles se reúnem  para criar histórias com seus bonecos e são histórias realmente boas. Todas as histórias envolvem uma boneca de porcelana que a mãe de Poppy tem guardada e proíbe que toquem nela. A boneca é bem assustadora e para completar é feita de ossos o que estimulou muito a imaginação das crianças.

Quando o pai de Zach o proíbe de brincar ele não conta o verdadeiro motivo para as meninas e elas ficam arrasadas. Dois dias depois Poppy conta que a alma da boneca de porcelana foi até ela e pediu para ser enterrada e conseguir enfim descansar em paz.

” Ela não descansará até a gente enterra-la. E não vai nos deixar descansar também. Ela prometeu nos atormentar se não ajudarmos.”

Poppy sugere aos amigos que essa seja a ultima aventura deles e após muita insistência ela consegue convence-los. Eles saem no meio da madrugada para outra cidade a fim de encontrar o cemitério que a boneca deve ser enterrada. Essas crianças tem mais sorte do que juízo.

Na maior parte da história eu senti raiva da Poppy, ela é muito autoritária e até agora eu fico pensando se ela inventou essa história ou se era verdade. E claro, senti medo da boneca, quem me conhece sabe que eu tenho pavor de bonecas e ficar nesse dilema ” será que a boneca se mexeu mesmo? Será que ela está possuída mesmo?” foi angustiante.

20141223_151017As crianças também tem muita imaginação, elas associam tudo ao fato da boneca estar assombrada e toda a aventura e sentimentos ficam intensificados levando o leitor a se confundir do que é real ou não.

O livro tem uma pegada obscura mas não assusta e passa também lições sobre amizade e relações familiares. Durante a leitura você encontra ilustrações sobre as cenas descritas. Eu lembrei da época que pegava livros na biblioteca e só queria aqueles com desenhos rs. Como eu disse é um livro infantil, não espere você com trinta anos sentir medo dele ou vai sentir né, nunca se sabe.

“Foi como um soco no estomago. William, a Lâmina, Max Caçador e todos os outros estavam mortos. Sem eles as histórias estariam mortas também.”

 E vocês já leram? Vão ler? Conta aqui!

Beijo, outro, tchau!

assinatura nova ana marys