Resenha: A última dança de Chaplin, Fábio Stassi

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Autor: Fabio Stassi – Editora: Intrinseca              Ano: 2015 – Páginas: 224

Classificação 2.5/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Combinando elementos reais com ficção, A última dança de Chaplin conta os últimos anos de um dos maiores ícones do cinema americano. Na noite de Natal de 1971, Charlie Chaplin recebe a visita da Morte. O famoso ator está com oitenta e dois anos, mas ainda não se sente preparado para ver as cortinas se fecharem uma última vez. Desesperado por acompanhar o crescimento do filho mais novo, o ator propõe à Morte um acordo: se conseguir fazê-la rir, ganhará mais um ano de vida.

Enquanto espera o encontro fatídico, Chaplin escreve uma carta para o filho, contando a ele seu passado: da infância pobre na Inglaterra, com o pai alcoólatra e a mãe louca, ao auge do sucesso nas telas de cinema dos Estados Unidos, passando pelo circo, pelo vaudeville e por empregos estranhos, como tipógrafo, boxeador e embalsamador.

” Quando eu contar a minha história, eu dizia a mim mesmo, começarei daí. Do momento em que a manivela do projetor começa a girar”

O que eu conheço do Chaplin é a fama, até porque nunca assisti seus filmes ou biografia, e para minha surpresa, olha eu lendo um livro sobre a vida dele! Ok, é uma ficção, mas algumas passagens são reais.

Minha relação com o Chaplin é um pouco confusa, porque eu sempre fiquei boquiaberta com sua inteligencia e criatividade, mas quando descobri que ele foi acusado de estupro, hum, sei lá, sabe?

” Com as mulheres nunca fui tímido. Cresci na promiscuidade dos teatros, no meio de centenas de corpos de atrizes e cantoras que se despiam juntas entre um número e outro”

Mas vamos falar da obra, não do homem.

” Nunca contei isso a ninguém. Ouça bem.”

O livro é uma carta de Charlie para seu filho adolescente. É noite de Natal e Charlie sabe que dessa vez não conseguirá fazer a morte rir. Como ele não poderá ver seu filho crescer, ele decide escrever uma carta contando sua vida e talvez com isso seu filho possa conhecer melhor o pai.

A carta começa do nascimento até a noite em questão. Pouco fala sobre os filmes, o foco é na vida pessoal, infância, a ida para os Estados Unidos, a relação com os pais e o irmão, sua vida no circo e os encontros com a Morte no fim da vida.

” A morte desaparece da poltrona. O homem se apoia com dificuldade na escrivaninha e solta um grande suspiro de alívio”

” Sim, quantas vezes nascemos na vida? Tantas que precisamos logo aprender a nos criarmos sozinhos, a não parar de nascer.”

Chaplin sempre foi um espirito livre, não conseguia ficar no mesmo lugar e no mesmo emprego por muito tempo, por esse motivo ele já passou por vários estados e países e por todas as profissões possíveis, de palhaço de circo a embalsamador. Mas ele sempre voltava para o teatro, sua grande paixão. Chaplin era desapegado até do seu irmão, seu único vínculo familiar, já que seu pai morreu e sua mãe estava internada com alzheimer. Ele abandou o irmão e caiu no mundo sem nenhum ressentimento.

E como todo ator na década de 50 e 60, ele era pobre de maré de si. Pobre de não ter o que comer e usar a mesma roupa por semanas…de alugar quartinhos em hotéis precários. Mas ele nunca perdeu a vontade de viver ou amaldiçoou sua condição. Ele parecia estar satisfeito com a vida que tinha.

” A vida me fez baixo suficiente para que eu não precise me ajoelhar diante de ninguém”

O livro tem passagens muito interessantes, fala sobre a época que o cinema foi inventado e como isso abalou o teatro e o circo e fala também como os filmes eram produzidos.

A leitura desse livro foi um pouco estranha, eu tinha preguiça de ler mas quando retomava ia longe…eu parava e no dia seguinte enrolava para ler, e essa situação durou três semanas. Sei lá, nunca senti isso antes, por isso fica na dúvida se recomendo ou não.

Comentem a opinião de vocês! Alguém aqui é fã do Chaplin? 

Até a próxima.

Beijo, outro, tchau!

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Resenha: A estrela que nunca vai se apagar, Esther Earl

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Autor: Esther Earl – Editora: Intrínseca               Ano: 2014 – Páginas: 448

Classificação 5/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

A Estrela Que Nunca Vai Se Apagar conta a história de Esther Grace Earl, diagnosticada com câncer da tireoide aos 12 anos. A obra é uma espécie de diário da jovem, com ilustrações, fotos de seu arquivo pessoal, textos publicados na internet, bate-papos com os inúmeros amigos que fez on-line e reproduções de cartas escritas em datas comemorativas como aniversários. A jovem perdeu a batalha contra a doença, mas deixou um legado de otimismo e celebração ao amor. Atualmente sua mãe, Lori Earl, preside a instituição sem fins lucrativos This Star Won´t Go Out (tswgo.org), que apoia pacientes e famílias que lutam contra o câncer.

” Apenas seja feliz, e, se não conseguir ficar feliz, faça coisas que te deixem feliz.”

Quando eu comecei a ler esse livro eu já sabia que a Esther não tinha sobrevivido mas mesmo assim eu fiquei com esperança. E eu chorei heim! Ô sofrimento!

Esse é um livro lindo, uma história real e principalmente uma lição de vida! Eu fiquei surpresa em ver como uma adolescente pode falar tantas coisas inteligentes, como se já tivesse vivido muito. O livro é composto por trechos do diário de Esther, fotos pessoais, postagens da família no blog e declarações de amigos e médicos.

É muito amor em 448 páginas. São muitos sentimentos…De verdade, leia! 

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Esse trecho destruiu meu coração 😦

Ah uma curiosidade, muitas pessoas pensam que o livro ‘ A culpa é das estrelas’ foi baseado na vida de Esther. Mas não é. Esther serviu de inspiração para a história mas não tem nenhuma relação com a vida dela. Não existiu nenhum Gus, viagem para conhecer um escritor, visitar a casa de Anne Frank…Mas mesmo assim é uma linda homenagem de John Green para Esther. Ah e eles se conheceram mesmo! Foram amigos e tudo mais! Legal né 🙂 

É isso! Leiam e comentem, comentem se já leram, comentem sobre o tempo, sobre as olimpíadas..hahaha…brincadeira!

” Lembrem-se que vocês tem sorte, mesmo se acharem que não tem. Porque sempre tem alguma coisa pela qual ficar agradecido.”

Até a próxima!

Beijo, outro, tchau!

assinatura nova ana marys

Lançamentos de Março e Abril!

Olha que maravilha esses lançamentos, ai meu coração, ai meu dinheirinho! Escolhi os lançamentos que quero para minha estante, mas vocês podem conferir todos  no site do skoob!

Olhe e chore de emoção:

WICKEDSinopse: Imagine acompanhar a clássica e prestigiada história de O Mágico de Oz, de L. Frank Baum, pela perspectiva de Elfaba, a Bruxa Má do Oeste! Em Wicked, Gregory Maguire nos proporciona essa chance de conhecer o outro lado da moeda, e mergulhamos novamente no fantástico mundo da Terra de Oz.
Neste livro, descobrimos todos os detalhes da vida da garota de pele verde que cresceu cercada de desafios e preconceitos, até se tornar uma bruxa infame uma esperta, irritadiça e incompreendida criatura que põe à prova todas as noções sobre a natureza do bem e do mal. A improvável amizade da Bruxa Má do Oeste e Glinda, a Bruxa Boa do Norte, donas de personalidades tão opostas que se tornam melhores amigas; a rivalidade das duas ao se interessarem pelo mesmo homem; e a reação ao governo corrupto do Mágico de Oz também estão no foco de Wicked.

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Sinopse: Comandado por Caco Barcelos, considerado por muitos o melhor jornalista da TV brasileira, o programa Profissão Repórter chega a uma década de existência com o chamado sucesso de público e de crítica. Ao longo de cerca de 250 programas, a produção semanal, exibida na TV Globo, conquistou inúmeros prêmios, foi objeto de estudo em universidades e virou referência para quem quer ser repórter. O livro Profissão Repórter 10 anos grandes aventuras, grandes coberturas comemora este aniversário trazendo o relato dos jornalistas que fizeram vinte das melhores reportagens exibidas pela TV Globo.
Mais do que apenas um relato dos bastidores, os autores das reportagens revelam um pouco da alma de cada programa onde, como diz Caco Barcelos, a estrela principal tem que ser e é a reportagem de qualidade.

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ALUCINADAMENTE_FELIZ_1457718133571109SK1457718133BSinopse: Jenny Lawson está longe de ser uma pessoa comum. Ela mesma se considera colecionadora de transtornos mentais, já que é uma depressiva altamente funcional com transtorno de ansiedade grave, depressão clínica moderada, distúrbio de automutilação brando, transtorno de personalidade esquiva e um ocasional transtorno de despersonalização, além de tricotilomania (que é a compulsão de arrancar os cabelos). Por essa perspectiva, sua vida pode parecer um fardo insustentável. Mas não é.
Após receber a notícia da morte prematura de mais um amigo, Jenny decide não se deixar levar pela depressão e revidar com intensidade, lutando para ser alucinadamente feliz. Mesmo ciente de que às vezes pode acabar uma semana inteira sem energia para levantar da cama, ela resolve que criará para si o maior número possível de experiências hilárias e ridículas a fim de encontrar o caminho de volta à sanidade.É por meio das situações mais inusitadas que a autora consegue encarar seus transtornos de forma direta e franca, levando o leitor a refletir sobre como a sociedade lida com os distúrbios mentais e aqueles que sofrem deles, sem nunca perder o senso de humor. Jenny parte do princípio de que ninguém deveria ter vergonha de assumir uma crise de ansiedade, ninguém deveria menosprezar o sofrimento alheio por ele ser psicológico, e não físico. Ao contrário, é justamente por abraçar esse lado mais sombrio da vida que se torna possível experimentar, com igual intensidade, não só a dor, mas a alegria.

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THE_KISS_OF_DECEPTION_1460033683369382SK1460033683B

Sinopse: Tudo parecia perfeito, um verdadeiro conto de fadas menos para a protagonista dessa história. Morrighan é um reino imerso em tradições, histórias e deveres, e a Primeira Filha da Casa Real, uma garota de 17 anos chamada Lia, decidiu fugir de um casamento arranjado que supostamente selaria a paz entre dois reinos através de uma aliança política. O jovem príncipe escolhido se vê então obrigado a atravessar o continente para encontrá-la a qualquer custo. Mas essa se torna também a missão de um temido assassino. Quem a encontrará primeiro?
Quando se vê refugiada em um pequeno vilarejo distante o lugar perfeito para recomeçar ela procura ser uma pessoa comum, se estabelecendo como garçonete, e escondendo sua vida de realeza. O que Lia não sabe, ao conhecer dois misteriosos rapazes recém-chegados ao vilarejo, é que um deles é o príncipe que fora abandonado e está desesperadamente à sua procura, e o outro, um assassino frio e sedutor enviado para dar um fim à sua breve vida. Lia se encontrará perante traições e segredos que vão desvendar um novo mundo ao seu redor.

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PARA_PODER_VIVER_1458152330563126SK1458152330BSinopse: Em narrativa memorável, uma jovem norte-coreana conta como escapou de uma das mais sanguinárias ditaduras do planeta.
Yeonmi Park não sonhava com a liberdade quando abandonou a Coreia do Norte. Mas sabia que fugir era a única maneira de sobreviver à fome, às doenças e ao governo repressor. Este livro é a história da luta de Park pela vida. O leitor acompanha sua infância no país mais sombrio do mundo. Em seguida, testemunha sua fuga, aos treze anos, pelo submundo chinês de traficantes e contrabandistas. Emociona-se com seu périplo pela China através do deserto de Gobi até a Mongólia, guiada pelas estrelas, em direção à Coreia do Sul. Vibra com seu papel como ativista pelos direitos humanos. Antes dos 21 anos, Yeonmi acumulou experiência suficiente para encantar todas as gerações de leitores neste livro memorável.

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O_QUARTO_DIA_1457547359570727SK1457547359B (1)

Sinopse: Em O Quarto Dia, Sarah Lotz conduz o leitor por uma viagem de réveillon que tinha tudo para ser perfeita. Mas às vezes o novo ano reserva surpresas desagradáveis…
Janeiro de 2017. Após cinco dias desaparecido, o navio O Belo Sonhador é encontrado à deriva no golfo do México. Poderia ser só mais um caso de falha de comunicação e pane mecânica… se não fosse por um detalhe: não há uma pessoa viva sequer no cruzeiro.
As autoridades acham indícios de uma epidemia de norovírus, mas apenas descobrem os corpos de duas passageiras. Para piorar, todos os registros e gravações de bordo sofreram danos irreparáveis.
Como milhares de pessoas podem ter sumido sem deixar rastro? Teorias da conspiração se alastram, mas só há uma certeza: 2.962 passageiros e tripulantes simplesmente desapareceram no mar do Caribe.

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A_HISTORIA_DE_NOS_DOIS_1458317944572561SK1458317944BSinopse: Emma tem 27 anos, é linda e inteligente e vive cercada de pessoas que ama. Prestes a se casar com Richard, seu namorado desde a época de escola, ela não poderia estar mais empolgada.
Mas o que deveria ser o momento mais feliz de sua vida de repente vira uma tragédia. Emma sofre um acidente e é salva por um estranho minutos antes que o carro em que ela viajava explodisse.
Abalada, ela decide adiar o casamento. E nesse meio-tempo descobre segredos que a fazem questionar as pessoas nas quais sempre confiara a ponto de duvidar se deve se casar afinal.
Para complicar, ela se sente cada vez mais ligada a Jack, o homem que a salvou e que não sai da sua cabeça. Jack é lindo, gentil e divertido, de um jeito diferente de todos que ela já conheceu. Por outro lado, é Richard quem ela sempre amou…
Uma mulher, dois homens, tantos destinos possíveis. Como essa história vai terminar?

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QUALQUER_OUTRO_LUGAR_1459975153576518SK1459975153B

Sinopse: Alyssa está tentando entrar novamente no País das Maravilhas. Os portais para o reino se fecharam, não sem antes levarem sua mãe. Jeb e Morfeu estão presos em Qualquer Outro Lugar, reino em que intraterrenos expulsos do País das Maravilhas estão vivendo.
Para resgatá-los, ela precisa recorrer à ajuda de seu pai. Juntos, eles iniciam uma missão quase impossível para tentar resgatar entes queridos, restaurar o equilíbrio dos reinos e o lugar dela como Rainha.
Alyssa precisa lutar não só com a Rainha Vermelha, um espírito malicioso que tem a intenção de refazer o País das Maravilhas à própria imagem, mas também reconstruir seu relacionamento com Jeb, o mortal que ela ama, e Morfeu, o ser fantástico que também reivindica seu coração.
E, se todos tiverem sucesso e saírem vivos, eles poderão finalmente ter o felizes para sempre .

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A_GAROTA_PERFEITA_1460065253576750SK1460065253BSinopse: Mia, uma professora de arte de 25 anos, é filha do proeminente juiz James Dennett de Chicago. Quando ela resolve passar a noite com o desconhecido Colin Thatcher, após levar mais um bolo do seu namorado, uma sucessão de fatos transformam completamente sua vida.
Colin, o homem que conhece num bar, a sequestra e a confina numa isolada cabana, em meio a uma gelada fazenda em Minnesota. Mas, curiosamente, não manda nenhum pedido de resgate à familia da garota. O obstinado detetive Gabe Hoffman é convocado para tocar as investigações sobre o paradeiro de Mia. Encontrá-la vira a sua obsessão e ele não mede esforços para isso.
Quando a encontra, porém, a professora esté em choque e não consegue se lembrar de nada, nem como foi parar no seu gélido cativeiro, nem porque foi sequestrada ou mesmo quem foi o mandante. Conseguirá ela recobrar a memória e denunciar o verdadeiro vilão desta história?

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Ficamos com desejo? Ficamos com desejo!

Estamos sem dinheiro? Estamos sem dinheiro!

Mas o importante é que em último caso podemos ler em PDF hahahah

Tem algum lançamento que você está louco para ler? Conta aqui 😀

Beijo, outro, tchau!

assinatura nova ana marys

Resenha: Cidade dos Etéreos – Livro II, Ransom Riggs

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Autor: Ransom Riggs – Editora: Intrínseca   Páginas: 284 – Ano: 2016

Classificação 4/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Cidade dos Etéreos dá sequência ao celebrado O orfanato da srta. Peregrine para crianças peculiares, em que o jovem Jacob Portman, para descobrir a verdade sobre a morte do avô, segue pistas que o levam a um antigo lar para crianças em uma ilha galesa. O orfanato abriga crianças com dons sobrenaturais, protegidas graças à poderosa magia da diretora, a srta. Peregrine.

Neste segundo livro, o grupo de peculiares precisa deter um exército de monstros terríveis, e a srta. Peregrine, única pessoa que pode ajudá-los, está presa no corpo de uma ave. Jacob e seus novos amigos partem rumo a Londres, cidade onde os peculiares se concentram. Eles têm a esperança de, lá, encontrar uma cura para a amada srta. Peregrine, mas, na cidade devastada pela guerra, surpresas ameaçadoras estão à espreita em cada esquina. E, além de levar as crianças a um lugar seguro, Jacob terá que tomar uma decisão importante quanto a seu amor por Emma, uma das peculiares.

Telecinesia e viagens no tempo, ciganos e atrações de circo, malignos seres invisíveis e um desfile de animais inusitados, além de uma inédita coleção de fotografias de época — tudo isso se combina para fazer de Cidade dos etéreos uma história de fantasia comovente, uma experiência de leitura única e impactante.

“Eu estava ali por um motivo. Havia algo que eu precisava fazer, não apenas ser; e não era fugir ou me esconder, muito menos desistir no instante em que as coisas começassem aparecer aterrorizantes ou impossíveis”. (p. 95)

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fotos do livro

Esse é o segundo livro da série O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares. O primeiro está sendo adaptado por Tim Burton, divo das anormalidades, senhor das coisas estranhas, rei da melancolia, amante do terror e das olheiras fundas. E não era pra menos. Burton é genial! Todos os seus trabalhos têm um toque especial que, logo de cara, já nota-se que é sua criação. Sem mais, vamos para a resenha!

Como todos já sabem, ou não, Jacob e os peculiares estão em retirada. O orfanato foi destruído, e com eles estão alguns objetos simbólicos; o que restou para se lembrar do seu lar. Além disso, eles também contam com a presença da srta. Peregrine presa em forma de uma ave. A Ymbryne poderia, no máximo, permanecer por três dias nessa forma, pois a natureza animal poderia neutralizar seu interior humano. Com isso, eles partem à procura de uma salvação para a srta. Peregrine.

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Durante a jornada, eles encontram muitos acólitos e etéreos, os quais tentam enclausurá-los. Jacob, nosso narrador, é um peculiar diferente do grupo; matou um etéreo. Não só por isso, mas ele deixou sua família, sua vida pra trás a fim de ajudar os peculiares do orfanato.

“Naquele momento, fiquei profundamente grato aos ciganos e à cumplicidade da parte animal de meu cérebro, que achava uma refeição quente, uma canção e o sorriso de uma pessoa amada suficientes para me distrair de toda escuridão, mesmo que por pouco tempo”. (p.125)

Emma, por quem nutre um forte sentimento, o questiona várias vezes sobre insistir em ajudá-los. A garota enxergava o que Jacob abandonou, e, de fato, era tudo o que os outros peculiares sonhariam em ter.

“(…) eu optara por mergulhar em um mundo que jamais imaginara, onde vivia entre as pessoas mais vivas que eu já tinha conhecido, onde fazia coisas que nunca tinha imaginado ser capaz de fazer e sobrevivia a coisas às quais nunca tinha sonhado sobreviver”. (p.130)

As partes mais importantes do livro são o início e o fim. Muitas passagens no meio foram prolongadas. Embora, as vezes, no livro haja algo de grande proporção, enquanto poderia ser menor, não o compromete. Muitos que leram também puderam perceber isso através das fotos que foram encaixadas nas cenas. São as cenas que se adequam às fotos, e não o escritor que as conduz. Foi assim que aconteceu com primeiro livro da série, como explica Ransom Riggs.

Logo nas últimas páginas, temos uma listagem dos donos de algumas delas, além de uma entrevista exclusiva com o autor onde o mesmo explica que as fotos foram encaixadas nas cenas, e não ao contrário. Diz ele que elas tomaram papel secundário aqui.

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Imagem que achei mais sinistra.

Ainda sobre as fotos, o livro não é tão sombio quanto as mesmas sugerem. O ritmo me lembrou bastante Percy Jackson. Minha expectativa era de encarar um texto obscuro e apavorante. Quando não, ele chega até a ser engraçado. Não me decepcionou, só fez mais juz ao ditado: não julgue um livro pela capa. Óbvio que têm certas coisas, digamos, peculiares. De outro modo, não seria Tim Burton interessado.

Enquanto lia, imaginei a cena e dei uma risada:

” – Eu já era mais leve que o ar no instante em que nasci – comentou Olive, com orgulho. – Saí da barriga da minha mãe e fui flutuando para o teto do hospital! A única coisa que me impediu de sair pela janela e subir até as nuvens foi o cordão umbilical. Dizem que o médico desmaiou de choque!”. (p.139)

Ressalvo que este é meu ponto de vista, assim, abro um caminho para que vocês sintam-se a vontade e comentem quando e o que quiserem, pois a opinião de todos é valida!

Obrigada pela leitura!

assinatura nova luiza

Resenha: Toda Luz que não Podemos Ver, Anthony Doerr

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Autor: Antony Doerr          Editora: Intrínseca Páginas: 528                Ano: 2015

Classificação 4/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Marie-Laure vive em Paris, perto do Museu de História Natural, onde seu pai é o chaveiro responsável por cuidar de milhares de fechaduras. Quando a menina fica cega, aos seis anos, o pai constrói uma maquete em miniatura do bairro onde moram para que ela seja capaz de memorizar os caminhos. Na ocupação nazista em Paris, pai e filha fogem para a cidade de Saint-Malo e levam consigo o que talvez seja o mais valioso tesouro do museu. Em uma região de minas na Alemanha, o órfão Werner cresce com a irmã mais nova, encantado pelo rádio que certo dia encontram em uma pilha de lixo. Com a prática, acaba se tornando especialista no aparelho, talento que lhe vale uma vaga em uma escola nazista e, logo depois, uma missão especial: descobrir a fonte das transmissões de rádio responsáveis pela chegada dos Aliados na Normandia. Cada vez mais consciente dos custos humanos de seu trabalho, o rapaz é enviado então para Saint-Malo, onde seu caminho cruza o de Marie-Laure, enquanto ambos tentam sobreviver à Segunda Guerra Mundial.Uma história arrebatadora contada de forma fascinante. Com incrível habilidade para combinar lirismo e uma observação atenta dos horrores da guerra, o premiado autor Anthony Doerr constrói, em Toda luz que não podemos ver, um tocante romance sobre o que há além do mundo visível.

” Abram os olhos e vejam tudo o que conseguirem ver antes que se fechem para sempre. “

“Toda Luz que não Podemos Ver” começa em agosto de 1944 em Saint-Malo, França, final da Segunda Guerra Mundial, e nos são apresentados os personagens Marie-Laure, uma garota cega de dezesseis anos, francesa de rosto sardento; e Werner, um recruta alemão de dezoito anos e cabelos brancos.

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Saint-Malo, França

A história gira em torno desses dois personagens, os capítulos não seguem uma cronologia, em cada momento o leitor é levado a um lugar e tempo diferentes.

Marie-Laure quando criança mora com o pai em Paris. Ele trabalha como chaveiro no Museu Nacional de História Natural. Um homem inteligente e dedicado a sua filha, constrói para ela uma maquete detalhando de forma realista o que a filha irá encontrar nas ruas, e desperta em Marie-Laure o amor pela leitura presenteando-a com livros de aventura em braile.

Werner mora com a irmã mais nova Jutta, na Casa das Crianças, um orfanato em Essen, Alemanha, comandado por Frau Elena. Ele é um garoto muito inteligente e curioso, e consegue consertar um rádio velho, onde ele e a irmã gostam de ouvir um programa de ciências para crianças.

“Transmissões de Paris. Eles diziam o oposto de tudo o que a Deustschlandsender diz. Diziam que somos demônios. Que estamos cometendo atrocidades. Sabe o que significa a palavra, atrocidades

– Por favor, Jutta.

– É certo – pergunta Jutta – fazer algo apenas porque todas as outras pessoas estão fazendo?”

Então como diz o autor “A guerra lança seu ponto de interrogação”. E tudo muda na vida de todos. Marie-Laure sonhava em morar em Paris com o pai pelo resto de sua vida, mas tem que deixar a cidade. Werner sonha em ser engenheiro e não deseja abandonar a irmã, mas segue para um colégio militar. Lá ele conhece Frederick, único amigo em meio a todos os garotos, que tinha como sonho estudar pássaros, e tenho que deixar registrado que esse garoto sofre muito, e só de lembrar já quer escorrer uma lágrima no canto do olho. Tantos sonhos deixados para trás. Então temos dois lados da guerra. Será que vão se encontrar? Será?

No meio disso tudo há um diamante chamado Mar em Chamas, antes guardado no cofre do museu, e quando a guerra chega existem quatro diamantes, três falsificados pelo próprio museu e um verdadeiro. O pai de Marie-Laure leva um deles consigo. E inicia-se a busca desenfreada do comandante alemão Von Rumpel, especialista em pedras.

No começo do livro eu quase o abandonei, por ser uma leitura difícil, começa em 1944, no capítulo seguinte vai para 1934, e assim a história vai e volta e o leitor só descobre cada detalhe de cada parte aos poucos. Os capítulos são divididos em partes cada uma com um título, que não passam de 5 páginas, cada parte referente a um personagem. Mas, como sou persistente, continuei a leitura, e dou graças por isso. A história é brilhante, rica em detalhes, apesar de ser ficção, é tecida através de um momento triste que realmente existiu. Eu nunca tinha lido um livro com um personagem cego, e a descrição feita através de toque e cheiros é fascinante.

“O que é a cegueira? Onde deveria haver uma parede, as mãos nada encontram. Onde não deveria haver nada, uma perna de mesa arranha sua canela. Roncos de carros nas ruas; murmúrio de folhas no céu; sussurro de sangue em seus ouvidos. Na escada, na cozinha, mesmo ao lado da sua cama, vozes de adultos falam sobre desespero.”

Só quero deixar a minha indignação com o autor, porque ele salva um dos personagens para depois matá-lo. Isso não é justo!

Fora isso, é um livro para ter na estante e reler de tempos em tempos. Até agora estou extasiada e os acontecimentos passam pela minha cabeça. Se ficou curioso, leia, se já leu, me conte, que tô louca para falar com alguém sobre ele.

Beijocas!

assinatura nova tábata

Resenha: Não Sou Uma Dessas, Lena Dunham

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Autor: Lena Dunham      Editora: Intrínseca  Páginas: 304                      Ano:  2014

Classificação 3/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Lena Dunham , a premiada criadora, produtora e estrela da série Girls, da HBO, apresenta uma coleção de relatos pessoais hilários, sábios e dolorosamente sinceros que a revelam como um dos jovens talentos mais originais da atualidade. Em Não sou uma dessas, Lena conta a história de sua vida e faz um balanço das escolhas e experiências que a conduziram à vida adulta. Comparada a Salinger e a Woody Allen pelo New York Times como a voz de sua geração, Lena é conhecida pela polêmica que desperta e por sua forma única e excêntrica de se expressar e encarar a vida. Engajada, a autora revela suas opiniões sobre sexo, amor, solidão, carreira, dietas malucas e a luta para se impor num ambiente dominado por homens com o dobro da sua idade.

” Coisas que aprendi com minha mãe: Família em primeiro lugar. Trabalho em segundo. Vingança em terceiro.”

Como já disse Stephen King ‘ quando se fala do passado todo mundo escreve ficção’.  E não é possível que a Lena não tem romantizado a história! Mas independente disso, a coragem que ela teve de expor sua vida pessoal ao mundo e principalmente lembrar de coisas que muitas vezes o melhor é esquecer, a torna uma mulher corajosa.

O livro intercala passado e presente. Todas as páginas tem desenhos que casam perfeitamente com a história e alguns fazem você ter vergonha de estar lendo em público. As histórias em sua maioria são engraçadas. Na verdade ou é engraçada ou é perturbador e ponto final. 

Me identifiquei muito com a Lena durante a leitura, os pensamentos e questionamentos são muito parecidos com os meus e isso me confortou. Vocês não fazem ideia do que é escutar o tempo inteiro coisas como ‘ nossa, só você pra pensar isso’, ‘ da onde você tira essas coisas’, ‘ nossa Ana que imaginação’,  e a pior, a que me castiga mais ‘ não, eu nunca pensei nisso’ seguido de uma feição assustada.

E encontrar alguém que passa por isso foi reconfortante.

É claro que a Lena me supera, ela pira muito mais do que eu, e acabei ficando com dó, por que eu fico com a mente cansada, imagina ela?!

É um livro divertido sem dúvidas mas também é um livro cansativo, quase terminando eu já estava de saco cheio da Lena, vontade de gritar:  ‘Para de ser louca mulher! Se controla!’ Mas com certeza toda essa loucura a ajudou a criar esse sucesso que ela se tornou.

Não é um livro para qualquer um e não é um livro de auto ajuda. Não espere encontrar dicas ou conselhos. Longe disso. O livro é um relato das experiências de vida dela, e a partir disso você tira suas conclusões sobre o que é a melhor coisa a se fazer ou simplesmente morre de rir e segue com a vida.

Alguns pontos interessantes sobre ela:

  • Os pais são muito conectados a arte e cultura. Desde criança ela visitava museus, escrevia muito, estava envolvida com peças de artes, artistas…
  • Na faculdade ela fez o curso de ‘ escrita criativa’. A autora da saga Divergente, Veronica Roth, também fez ele.
  • Os pais dela incentivavam ela a expor os sentimentos, e ela tinha um psicologo pra chamar de seu.
  • Todos os relacionamento amorosos foram desastrosos.
  • A vida sexual é um pesadelo.
  • Ela toma remédios para ansiedade e para dormir desde criança.
  • Ela é como toda mulher normal, se acha feia, gorda, incapaz…

E separei alguns trechos para aguçar a curiosidade e divertir vocês!

” Historias sobre a minha mãe, minha avó, sobre o primeiro cara que amei e virou semigay e sobre a primeira garota que amei e que virou minha inimiga. E, se eu puder lançar mão do que aprendi e tornar qualquer tarefa mais fácil para você ou evitar que você faça o tipo de sexo em que ache melhor nem tirar o tênis para o caso de querer sair correndo durante o ato, então cada passo em falso que dei terá valido a pena.”

” Eu era trabalhadora. Merecia beijos. Merecia ser tratada como um pedaço de carne, mas também ser respeitada pela minha inteligencia.”

” Para mim dormir era como morrer. Qual a diferença entre fechar os olhos e perder a consciência e morrer? O que separava a perda de consciência da obliteração permanente?”

” Não era feia demais a ponto de ser repulsiva e não era bonita demais a ponto de ser sedutora. Minha cama era uma parada de descanso para os solitários, e eu era a solteirona dona da estalagem.”

” E ele veio e ficou, mesmo depois de todos os meus convidados já terem ido embora. Foi quando soube que, no minimo, ele passaria a mão no meu peito.”

” Coisas que eu disse durante um flerte: Só tenho cecê em uma das axilas. Juro. A minha mãe é igual.”

” Danço feito louca, rio feito louca de minhas próprias piadasfaço referências superficiais à minha vagina, como se ela fosse um carro ou uma cômoda”.

“Para mim, evitar totalmente os homens casados quando se está solteira seria  como recusar atendimento em um hospital de Tijuana quando se está sangrando até a morte porque prefere um hospital americano imaculado, bem distante e do outro lado da fronteira”.

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E vocês já leram? Vão ler? Conta aqui!

Até a próxima!

Beijo, outro, tchau!

assinatura nova ana

Resenha: Objetos Cortantes, Gillian Flynn

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Autor: Gillian Flynn          Editora: Rocco/Intrínseca

Páginas: 299                Ano:  2008/2015

Sinopse:

Na própria carne, um romance policial com nuanças psicológicas recebido com entusiasmo pelo público e pela crítica dos EUA que prende o leitor do início ao fim. Na trama, a jornalista Camille Preaker é designada para cobrir o assassinato de duas pré-adolescentes na pequena cidade onde cresceu, e acaba reencontrando, após anos distante, a mãe neurótica e a meia-irmã que mal conhece. As poucas pistas da polícia a empurram para uma investigação paralela sobre a ação do suposto serial killer, que avança sobre os mistérios de Wind Gap, revelando segredos terríveis sobre a cidade, sua família e sobre sua vida.

 “Eu me corto, sabe? Também retalho, fatio, gravo, espeto…Sou um caso bem especial. Tenho uma razão. A minha pele, sabe, ela grita.”

Camille Preaker, editora de polícia do jornal Daily Post em Chicago, carrega consigo o vício pela bebida, um passado doloroso e muitas marcas pelo corpo. Literalmente. Marcas autoinflingidas em que registra seus tão confusos sentimentos, suas decepções, suas descobertas. Cicatrizes que “falam” por si só e marcam cada sentimento, cada momento de sua vida durante a adolescência: “cozinhar”, “bonequinha”, “perversa”, “calcinha”, “virgem”, “desaparecer”.

Numa pequena comunidade ao Sul de Missouri, Wind Gap, sua cidade natal, que há tanto ela deixou pra trás, junto de seu passado marcado pela morte de sua irmã caçula, um suposto serial killer que tem preferência por meninas começa a atacar e ela se vê obrigada a cobrir profissionalmente a investigação.

Apesar do caso em si já não ser agradável, o que mais a preocupa e aumenta sua ansiedade é o fato de retomar um pouco do convívio com sua família: sua mãe Adora, com sua personalidade fria, seu padrasto Alan, que parece viver alheio a realidade de sua própria casa, e sua meia-irmã, Amma, que carrega uma personalidade dupla: a menininha da família e a adolescente maliciosa, fria.

Camille precisará de coragem e muito autocontrole tanto para conseguir enfrentar a população assustada e arredia de Wind Gap em busca de algo que possa lhe ajudar a desvendar o perfil do tão temido assassino e principalmente de muito controle para lidar com seu anseio por automutilação.

Suas cicatrizes, antigas e dolorosas, tanto na carne quanto em sua alma, a levam de volta a seu passado, contam histórias, mas também poderão trazer as respostas para os dias de hoje.

“Cada pessoa tem sua própria versão de uma lembrança.”

Na Própria Carne foi o romance de estreia da autora Gillian Flynn, a mesma tão conhecida por Garota Exemplar, lançado pela editora Rocco em 2008 e relançado pela Intrínseca como Objetos Cortantes, em 2015. Sim, é o mesmo livro com resumos na contracapa diferentes…

No decorrer da leitura percebe-se o quanto a autora evoluiu se comparado ao Garota Exemplar, mas assim como Garota Exemplar (e podem começar as críticas em 1, 2…), a narrativa não me convenceu…Esperava um pouco de ação, uma história que me prendesse um pouco mais.

Em todos os resumos que li o livro é colocado com uma “narrativa tensa e cheia de reviravoltas”, um “livro viciante”, mas na verdade, e deixo bem claro, na minha opinião, cria-se uma expectativa que não é correspondida ao longo da leitura. Em muitos trechos o texto fica inclusive monótono, repetitivo.

Por sua vez, consegue-se sentir as emoções angustiantes da protagonista, sua total consciência de seus problemas e sua incapacidade de lidar com eles.

Ou seja, não é que o livro seja ruim, apenas não é a meu ver um livro que te prende da mesma forma do começo ao fim. Tem reviravoltas? Algumas. Mas para um bom leitor de romances policiais, ao longo da história fica fácil perceber exatamente quem são os vilões e os mocinhos, usando esse clichê, e como a trama se desenvolverá.

A protagonista Camille é bem intensa, transmite emoções fortes, angustiantes e consegue passar toda sua instabilidade emocional para nós leitores.

Na verdade, todos os personagens são bem construídos, cada um com suas características peculiares, suas personalidades e seus anseios.

“Uso este vestidinho por causa de Adora. Quando estou em casa, sou a bonequinha dela. 
– E quando não está?
– Sou outras coisas. Você é Camille, minha meia-irmã. A primeira filha de Adora, antes de Marian. Você é pré e eu sou pós.”

O enredo é interessante, aborda questões como relacionamento familiar, automutilação, relações conturbadas entre os membros de uma pequena comunidade, assassinatos.

Mas apesar disso tudo a narrativa não evolui. Ao menos pra mim.

Talvez estivesse com expectativas demais, esperando um romance com mais ação, mais emoção, baseado em tudo que li, mas se quer saber, leia!

Pode ser empolgante pra você!

Até a próxima!

assinatura camila

Resenha: Grande Irmão, Lionel Shriver

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Autor: Lionel Shriver         Editora: Intrínseca  Páginas: 336                        Ano: 2013

 

Sinopse:

Pandora é uma empreendedora bem-sucedida que vive em Iowa com o marido, Fletcher, um homem de temperamento irritadiço, que nunca consegue relaxar. Edison, irmão de Pandora, antes um conhecido pianista de jazz em Nova York, está completamente falido, sem ter onde morar. Contrariando o marido, Pandora envia uma passagem aérea para o irmão e abre sua casa para hospedá-lo. Depois de quatro anos sem se encontrarem, ela quase não o reconhece quando vai buscá-lo no aeroporto e depara com um homem mais de cem quilos acima do peso. Em casa, os hábitos desleixados de Edison criam um enorme desconforto para Fletcher, até que Pandora decide se comprometer com o emagrecimento do irmão e abdica de tudo para ajudá-lo.

Construído com a inteligência e a força impactante de Lionel Shriver, Grande irmão é um livro sobre um assunto ao mesmo tempo social e dolorosamente íntimo. Shriver mostra, sem rodeios, como a obesidade grave pode atingir uma família de modo devastador e nos faz questionar se é possível proteger as pessoas que amamos delas mesmas.

“Essa era a pergunta do ovo ou da galinha que eu não tinha conseguido dissecar. Edison estava gordo por estar deprimido, ou deprimido por estar gordo?”.

Com o mesmo estilo de sempre, Lionel Shriver, autora de Precisamos Falar Sobre o Kevin, nos leva a um universo crítico, incômodo e ácido ao abordar a obesidade como tema central em Grande Irmão. Preparem-se leitores, pois não posso escrever pouco de algo que se trata da magnífica Lionel.

O livro é narrado por Pandora, uma empresária bem sucedida que mora em Iowa nos Estados Unidos com seu marido Fletcher e dois enteados: Tanner e Cody. De um dia para outro descobre por Slack, um amigo de seu irmão mais velho Edison, que o mesmo está passando por uma situação difícil em Nova York. Apesar dos protestos de Fletcher, Pandora o chama para morar com eles quatro por um tempo até as coisas se normalizarem para o lado de Edison. O problema (problemão) que a pegou de surpresa foi quando se dirigiu ao aeroporto para recebê-lo. Notou que o irmão havia engordado radicalmente nesses quatro anos em que os dois não se encontraram. Foi um pouco constrangedor o momento, pois ela teve que ignorar a circunstância mostrando-se educada.

“O simples fato de fitá-lo parecia maldade”.

Para o espanto de Fletcher, seu cunhado passara mais tempo que desejara em sua casa. Os hábitos tão comumentes de Edison gerava vasto ceticismo criando uma barreira entre a transparência e a hipocrisia. Tais hábitos se resumia em empanturramento. Além disso, eles estavam desenvolvendo hábitos de Edison, embora sem querer. No fundo, Pandora sabia que ninguém estava sendo sincero com ninguém, pois ao invés dela ativar seu conteúdo sincero afetivo, fingia que não havia nada de errado, e seu irmão fazia o mesmo.

“Ele adora cuspir informações e não era mau contador de histórias. Mas era capaz de falar o dia inteiro sem que, no final, alguém o conhecesse melhor do que antes”.

Fletcher já havia exteriorizado várias vezes sua falta de complacência mediante a situação presente. Uma palavra dentre todas usadas no livro é a “autocomiseração”, que significa ter pena de si mesmo, e é exatamente assim que Edison se sente, assim também sua irmã em relação a ele. O momento em que isso chegou ao extremo foi quando Edison quebrou sem querer uma cadeira feita e carinhosamente apelidada por Bumerangue por Fletcher. A cena em que sucede a humilhação foi algo que Lionel transmitiu com muita destreza. É algo forte que dispensa compaixão. Fletcher se esbravejou como nunca. Desde o começo, não me simpatizei com ele, e não foi porque eu li o livro até o final e o conheci até o final que eu cedi. Não apenas pelo que fez com Edison, na verdade, todos têm vários pontos negativos que não me cativou. Tanto pelas relações marido e esposa, irmão e irmã e cunhado e cunhado, quanto ao inverso.

“Eu gostaria que ele houvesse pretendido dizer que não queria continuar a se matar de tanto comer. Mas a interpretação alternativa era mais provável: a de que o consumo exagerado e sistemático fosse proposital – um suicídio em câmera lenta, por meio de doces”.

Assim, um pouco impensável, Edison aposta com Fletcher comer um bolo inteiro caso ele não emagrecesse. Nessa altura, Fletcher já não queria mais Edison morando lá, e este já queria ir embora também. Esse assunto diz respeito a segunda parte do livro intitulada “II : MENOS”. A primeira até aqui tem por título “I : MAIS”. Diante disso, Pandora sentiu comiseração por seu irmão falido e prometeu que moraria com ele em outro lugar por um ano e o ajudaria em sua jornada rumo ao emagrecimento. Ela sabia que estava prestes a arruinar seu casamento, mesmo assim o fez. E Edison, que não se dava bem com Fletcher, se mostrou egoísta deixando a mulher abandonar sua família.

“Enquanto nos afastávamos, pensei nesta disparidade: Edison estava apostando o orgulho, Fletcher estava apostando um bolo e eu estava apostando meu casamento”.

Pode-se deduzir que os dias que se sucederam não foram nada fáceis para Fletcher, longe da esposa; Edison, tomando shakes e fazendo caminhas; e Pandora, cuidando como uma mãe de um irmão mais velho de 175 K. O que mais perturbou era que a relação entre Pandora e Edison havia criado uma intimidade de grande proporção. Eles estavam muito ligados como irmãos. Edison sentia muitos ciúmes de Pandora quando ela saía de casa. Uma vez ela saiu com Fletcher para matar a saudade, e então chamou Edison para ir junto. Vi Edison muito egoísta, e assim também Pandora. Como se os dois fossem um casal.

“Engraçado, a única coisa que me incomodou um pouco foi ele não ter corrigido a suposição errônea de Novacek de que éramos casados”.

(Imagino o sorrisinho de Edison ao perceber que Novacek os induziu como casal).

Temos por final um desfecho incrivelmente subversivo, incômodo, maçante, imponderável. Uma história contada por Pandora. Foi pra arrasar, arrombrar, lacrar.

“É uma história triste, mas não tem nenhum mistério”.

Que mistério!

Como deixa, aqui estão mais dois quotes do livro que não se encaixaram na resenha, mas senti a necessidade de postar:

“Sentir fome quando se está com excesso de peso é uma forma nitidamente burguesa de sofrimento, quando ninguém mais tem pena de nós, é difícil termos pena de nós mesmos”.

 

“O fracasso permite a libertação”.

Bom, espero que essa resenha tenha aguçado a curiosidade de vocês.

Ressalvo que este é meu ponto de vista, assim, abro um caminho para que vocês sintam-se a vontade e comentem quando e o que quiserem, pois a opinião de todos é valida!

Obrigada pela leitura!

assinatura nova luiza

Resenha: Extraordinário, R.J Palacio

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Autor: R.J Palacio     Editora: Intrínseca      Páginas: 320               Ano:  2013

Classificação 5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

O livro conta a história de Auggie, um menino que nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial. Em um manifesto em favor da gentileza, ele enfrenta uma missão nada fácil quando começa a frequentar a escola pela primeira vez: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros.

“- Você é mesmo extraordinário, Auggie. Você é extraordinário.”.

Hoje teremos algo diferente, porque o livro a seguir foi escrito com um carinho que não cabe dentro do peito. É impossível falar dele sem se comover. Vimos claramente que foi escrito com muita ternura, e somente aqueles que abrem seus corações para a obra é habilitado a sentir a delicadeza e doçura de August.

Pode parecer um livro meramente comprido a primeira vista, mas as páginas são tão fáceis de serem viradas, que a história corre muito rápido. A estrutura é simples. São capítulos bem curtos, não dando espaço ao cansaço clichê (costumo chamar assim algumas situações em que o escritor nos sujeita a passar quando as páginas são muito cheias de textos e mais textos que não saem do lugar), e para esta resenha não se tornar mais um cansaço clichê, vamos falar de August.

August “Auggie” Pullman é um garoto de 10 anos que se diferencia dos demais meninos de sua idade. Ele nasceu com uma síndrome rara chamada Disostose Bucomaxilofacial, tornando seu rosto disforme. Seus olhos são caídos, quase no meio das bochechas, e são esbugalhados. Passou por múltiplas cirurgias. Ainda assim, o nariz é grande e largo para o rosto. A cabeça é afundada nas laterais, no lugar onde deveriam estar as orelhas. Sua boca era uma linha torta, costumava dizer que tinha boca de tartaruga. Isso fazia com que tivesse dificuldades no ato de mastigar. Agora, apesar disso, seu cérebro funcionava perfeitamente. Impossível concluir este parágrafo sem externar, para minha tristeza, que há pessoas não só no livro, mas também no mundo, distribuindo preconceito, abrindo um leque de prejuízos ante condições atípicas.

“ – O rosto dele me dá arrepios – diziam.”.

Isso influencia negativamente e diretamente na vida de Auggie, que de início já nos deparamos com ele e sua relutância em ir para a escola. O garoto estudava em casa com sua mãe, até que ela tenta convencê-lo de que a escola poderia ser uma ótima alternativa para dar início a seu desenvolvimento pessoal. Ele reluta inúmeras vezes por medo da reação da não aceitação. Como era de se esperar, depois de várias tentativas inválidas, August é levado para conhecer a escola. Sentia-se firme em não conceder o desejo de seus pais de ir pra lá, até que, durante sua visita, o diretor lhe apresenta a três alunos aparentemente simpáticos para que estes lhe introduzam o local. Rapidamente, criou um vínculo com Jack Will. Também fez amizade com uma menina chamada Summer. (Até cruzaram o dedo mindinho!) Foi então que nos dias que ele passou na escola, descobriu o significado da frase “cordeiro indo para o abate”. O que o despedaçou por inteiro.

“Estava procurando um espacinho onde eu pudesse desaparecer. Queria poder cair em um buraco: um pequeno buraco negro que me engolisse.”.

A parte mais significativa é que Jack Will o defende do “abate”. Me deixou sem chão! A coisa mais linda e a parte que eu mais gostei foi uma troca de e-mails entre August e Jack Will após o episódio ruim.

“Agora, pensando bem, não sei por que fiquei tão estressado com isso. É engraçado como às vezes nos preocupamos muito com uma coisa e ela acaba não sendo nem um pouco importante.”.

Partindo para o aspecto físico, Extraordinário é dividido em 8 partes, sendo que 5 delas são narradas por personagens distintos e 3 por August. Essas partes são constituídas de pequenos capítulos nada cansativos.

Me emocionei com a história de superação e altruísmo do menino. Vimos sua transformação a medida que o texto anda. Nos é apresentado um garotinho inseguro e tímido. E apesar das disparidades e dessa má sorte que o mundo o presenteou, nos tornamos testemunha do crescimento de uma criança em todos os aspectos psicológicos existentes. A história é digna de ser lida. Lembre-se: Não julgue um livro pela capa, muito menos um menino pela cara.

Curiosidade: R.J. Palacio criou uma campanha antibullying no site http://www.choosekind.tumblr.com. Este é seu primeiro livro.

Bom, espero que essa resenha tenha aguçado a curiosidade de vocês. Ressalvo que este é meu ponto de vista, assim, abro um caminho para que vocês sintam-se a vontade e comentem quando e o que quiserem, pois a opinião de todos é valida!

Obrigada pela leitura!

assinatura nova luiza

Resenha: A Garota Que Eu Quero, Markus Zusak

Daniel Pereira

Autor: Markus Zusak            Editora: Intrínseca  Páginas:  176               Ano:  2013

Classificação  ⭐️ 🚍

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Sinopse:

O Rube nunca amou nenhuma delas. Nunca se importou com elas. Nem é preciso dizer que Rube e eu não somos muito parecidos em matéria de mulher. Cameron Wolfe é o caçula de três irmãos, e o mais quieto da família. Não é nada parecido com Steve, o irmão mais velho e astro do futebol, nem com Rube, o do meio, cheio de charme e coragem e que a cada semana está com uma garota nova. Cameron daria tudo para se aproximar de uma garota daquelas, para amá-la e tratá-la bem, e gosta especialmente da mais recente namorada de Rube, Octavia, com suas ideias brilhantes e olhos verde-mar. Cameron e Rube sempre foram leais um com o outro, mas isso é colocado à prova quando Cam se apaixona por Octavia. Mas por que alguém como ela se interessaria por um perdedor como ele? Octavia, porém, sabe que Cameron é mais interessante do que pensa. Talvez ele tenha algo a dizer, e talvez suas palavras mudem tudo: as vitórias, os amores, as derrotas, a família Wolfe e até ele mesmo.

“— Existe alguma coisa que você já tenha desejado fazer com perfeição?
— Um coisa que gostaria de ser perfeito? Amar você. Eu gostaria de amar você de forma perfeita.”

Muita gente não sabe, mas este é o terceiro volume de uma série que conta histórias sobre a família Wolfe. Ao manuseá-lo dentre os demais livros de uma prateleira, não é possível saber que se trata de uma trilogia, pois não há indícios na capa do livro que o correspondam. Temos “O Azarão”, lançado em 2012 e “Bom de Briga” em 2013, ambos pela Bertrand Brasil. Particularmente, não achei muito sugestiva as capas dos mesmos, mas adorei a de “A Garota que Eu Quero”. Infelizmente não tive a oportunidade de lê-los. Estou com uma infinidade de livros na minha listinha de espera.

Nosso personagem principal e narrador é o tão sonhador Cameron Wolfe, um garoto muito solitário que fantasiava sobre garotas constantemente. Tinha uma vida tediosa. Apenas sobrevivia, como ele mesmo afirmou. Seu melhor amigo era seu irmão, Rube. Tinham quase a mesma idade. Embora os dois fossem melhores amigos, não tinham muito em comum. Rube tinha vários amigas e também inúmeras garotas com quem sair, já Cameron era o oposto. Gostava de ir a casa de seu outro irmão mais velho, Steve, para conversar. Com ele se sentia mais confortável, porque achava Rube tão genial que vez ou outra se sentia inferior, indigno. Rube sempre namorador, a cada semana aparecia com uma garota. Cameron, explicitamente, não aprovava essa atitude. O que ele mais desejava era apenas uma garota com quem ele pudesse se afogar, apenas uma garota que se interessasse por ele, apenas uma mesmo. Enquanto isso não acontecia, encontrava conforto nas palavras.

Certo dia, Rube apareceu com uma namorada chamada Octavia Ash,. Ela era artista de rua. Tocava gaita. Tinha os olhos esverdeados. Cameron sabia que era só uma questão de tempo para Rube terminar com ela. “Uma semana. Talvez duas”, como ele próprio disse.

“Eu nunca a vira sorrir daquele jeito quando estava com o Rube, e torci para ser um sorriso que ela nunca tivesse dado a nenhum outro ser vivo.”.
Cameron

Houve uma ocasião em que sua irmã mais velha, Sarah, levara um “fora” de um sujeito maltrapilho e seus irmãos, ele e Rube, queriam matá-lo por ter deixado Sarah em um estado muito desgostoso. Agora, Rube é como se estivesse no lugar desse cara e parecia não se incomoda com isso. Talvez nem seu subconsciente o fez se lembrar. Sinal de que estava muito bem.

Como era de se esperar (e também está claramente descrito na sinopse), Cameron se apaixona inteiramente por Octavia. Uma paixão ofuscada pelo então incansável desejo de repouso. Ela o reconfortou enquanto o menino procurava outro lugar para descanso. Ele assim a escolhera para se afogar diante de todo aquele abismo. Os dois encontraram-se um ao outro. Por um lado, foi bom para que Cameron se soltasse mais e por outro nem tão aprazível assim, pois o que sentia por ela era quase que uma obsessão. Logo após o primeiro encontro dos dois, o garoto já havia imaginado mil coisas com ela. Mas tudo indica que Cameron havia saciado a sua “fome”.

“ ‘Eu tenho fome, Steve’.
E, depois disso, fechei a porta.
Não a bati.
Não se atira em um cachorro que já está morto”.
Cameron

A Garota que Eu Quero pode ser lido tranquilamente por aqueles que não acompanharam a história desde o início. Sua escrita é de fácil compreensão e agradável. Embora o sucesso do mesmo autor, A Menina que Roubava Livros, tenha sido excepcional, o mesmo não se aplica para este. A ênfase que deve ser dada e não esquecida é como o personagem principal reage antes e depois do primeiro amor. O assunto abordado é bem rudimentar, mas ainda sim concede a intromissão adentramento nessa história.

Bom, espero que essa resenha tenha aguçado a curiosidade de vocês.

Ressalvo que este é meu ponto de vista, assim, abro um caminho para que vocês sintam-se a vontade e comentem quando e o que quiserem, pois a opinião de todos é valida!

Obrigada pela leitura!

assinatura nova luiza

Resenha: Caixa de Pássaros, Josh Malerman

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Autor: Josh Malerman   Editora: Intrínseca Páginas: 264             Ano:  2014

Classificação 4 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Romance de estreia de Josh Malerman, Caixa de pássaros é um thriller psicológico tenso e aterrorizante, que explora a essência do medo. Uma história que vai deixar o leitor completamente sem fôlego mesmo depois de terminar de ler.  Basta uma olhadela para desencadear um impulso violento e incontrolável que acabará em suicídio. Ninguém é imune e ninguém sabe o que provoca essa reação nas pessoas. Cinco anos depois do surto ter começado, restaram poucos sobreviventes, entre eles Malorie e dois filhos pequenos. Ela sonha em fugir para um local onde a família possa ficar em segurança, mas a viagem que tem pela frente é assustadora: uma decisão errada e eles morrerão.

” Acabei de ouvir que a única coisa em comum em todos os incidentes é que as vitimas viram alguma coisa antes de atacar as pessoas e de se matar. Dá pra acreditar nisso? Dá?”

Como foi minha relação com o livro:

Quero.Quero.Quero.Quero. Q.U.E.R.O! Comprei.

Até a página 260: Ai que loucura, ai meu coração, ai não aguento ler, ai que barulho é esse, gente tô agoniada.

Das páginas 260 a 264: Aff que b*&%@ que é essa? O que, acabou? Ahn? Nossa que lixo, não gente não pode.

E foi assim. Pronto, fim da resenha.

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Tá, vou escrever mais um pouquinho…E serei superficial, por que qualquer detalhe pode estragar os momentos de tensão.

Na história conhecemos Malorie, uma garota de 20 anos que descobre estar grávida no mesmo dia em que as pessoas começam a enlouquecer nos Estados Unidos. A história intercala os momentos durante a descoberta do caos, os nove meses da gestação e quatro anos depois, quando ela está fugindo com os dois filhos para o abrigo no final do rio. O leitor foge com ela e conhece toda a trajetória para chegar até ali ( gosto bastante de histórias assim).

Durante essas lembranças conhecemos outros personagens, como a irmã de Malorie e o grupo de sobreviventes que ela conviveu até o parto. Alguns personagens ganham destaque e são cruciais para a história, como: Tom, Olympia e Gary.

Ninguém sabe o que as pessoas vêem que as fazem enlouquecer. Só sabem que existe alguma criatura lá fora. Todas as mortes são horríveis, as pessoas perdem completamente a consciência e cometem loucuras. Mãe se enforcando com o cordão umbilical, outra que enfia uma tesoura no peito, crianças cortando os pulsos, homem que tira o globo ocular com uma colher..assim, é terrível mesmo.

” As crianças nunca viram o mundo exterior da casa. Nem pelas janelas. E Malorie não o vê há mais de quatro anos.”
” Não importa quais ferramentas leve, não importa qual objeto da casa seja usado como arma, ela sabe que as vendas são a maior proteção para ela e os filhos.”
” Como pode esperar que seus filhos sonhem em chegar as estrelas se não podem erguer a cabeça e olhar para elas.”

A história inteira é repleta de momentos de tensão, na verdade em nenhum momento você tem uma pausa, um momento de paz, e foi isso que me deixou vidrada. Eu ficava tensa, com o corpo tremendo de ansiedade, sabe? Tanto que eu li em apenas três dias, dificilmente eu faço isso.

Imagine viver trancado em casa, com as janelas cobertas, não poder olhar para fora e sempre que precisar sair, usar uma venda. Se ouvir algum barulho em hipótese alguma deve abrir os olhos, tem que confiar apenas na sua audição, treinar a audição e fazer dela seus “olhos”.

” Ele encontra outra casa e espera passar a noite nela. Se as janelas estiverem protegidas, se uma busca lhes der confiança e se não forem recepcionados pelo cheiro da morte.”

É engraçado que se alguém tivesse me contado sobre esse livro, sobre isso de ficar sempre vendado, eu acharia uma bobeira. Mas o autor soube criar uma história tão envolvente que tudo fez sentido. 

Apesar de ter odiado o final, eu recomendo o livro. Olha a loucura, acho que vi uma criatura hahahaha. São 260 páginas de tensão, medo e principalmente curiosidade! Na minha opinião deve ser lido por todos os leitores que gostam do gênero. Mas já estão avisados: o final decepciona, quatro páginas pra te deixar p*%¨.

” Hoje você vai ter que abrir os olhos. Ao ar livre.”

E quando ler/já leu me conte o que achou! 

Beijo, outro, tchau!

assinatura nova ana

Resenha: O Presente do Meu Grande Amor

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Autor:  Vários/ Organizado por Stephanie Perkins           Editora: Intrínseca     Páginas:  320                    Ano:  2014

Classificação 5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Se você gosta do clima de fim de ano e tudo o que ele envolve — presentes, árvores enfeitadas, luzes pisca-pisca, beijo à meia-noite —, vai se apaixonar por O’ presente do meu grande amor’. Nas doze histórias escritas por alguns dos mais populares autores da atualidade, há um pouco de tudo, não importa que você comemore o Natal, o ano-novo, o Chanucá ou o solstício de inverno.

 

Ai que livro mais fofo do mundo inteiro! Ai que vontade de morder e apertar até ficar roxinho!

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Eu ficava olhando pra capa, tentando descobrir quem era quem rs

Eu amei! ❤ Realmente foi um presente!

Li achando que ia encontrar histórias melosas, carregadas no apelo emocional e quem me conhece sabe que eu não sou dada a sentimentalismo, e por esse motivo me preocupei. Massss ainda bem que me enganei e que resolvi ler!

Eu pensei em dizer qual era a melhor história mas não é possível. Depois pensei em escolher as três melhores,  mas também não deu. É impossível mesmo. Todas as histórias são ótimas! Todas despertam ótimos sentimentos e você termina o livro achando que tudo é lindo! 😀 Se sente mais leve, sorri a toa e recomenda a leitura para os amigos!

O livro é composto por 12 histórias que se passam na época do natal e todas envolvem casais. Há reencontros, primeiros beijos, casais se formando…tem histórias com duendes, pessoas reais, fantasmas…tem católicos, judeus, ateus…Para todos os gostos! Cada história tem em média 29 páginas, então acaba se tornando uma leitura bem leve, rápida e fácil.

A história que mais ri foi do David Levithan. Nunca tinha lido nada dele e adorei sua forma divertida e inteligente de escrever.

A Rainbow Rowell é mestre em me fazer dizer ” ownnnn”. Foi uma das que eu mais gostei.

A história da Stephanie Perkins foi tão real, tão apaixonante que eu li mais de uma vez!

A Holly Black é um pouco estranha. A verdade é que eu não sei se as histórias são muito bizarras ou se a culpa é da tradução.

Não vou fazer uma resenha de cada conto, massss trouxe um frase de cada um deles para vocês!

“- Não vou a lugar algum,  Noel.
– Vai sim – disse ele, apertando-a contra si. – E não tem problema. Só. .. preciso que me leve junto. “

 

” – Você só vem quando neva – comenta ela.
– Eu só tenho permissão para vir quando neva – diz ele. – E apenas na noite de Natal. “

 

” – O que estamos fazendo? – sussurrou ela em meu ouvido.
– Não faço a menor ideia – respondi, e então voltamos a nos beijar. “

 

” Sei dizer Feliz Natal em qualquer idioma. Os duendes sabem falar qualquer idioma,  mas eu sou apenas humana.”

 

” Mas esse garoto das Árvores de Natal tinha algo que os outros não tinham. Algo de que ela precisava e só ele podia oferecer. “

 

” Estou com medo de estar apaixonado,  porque isso envolve exigir tanta coisa. Estou com medo da minha vida nunca se encaixar na dele. De que ele nunca me conheça. De ouvirmos as histórias,  mas nunca a verdade completa. “

 

” – Você está incrível – falei para ele,  porque estava mesmo.
Se todos os Krampus fossem como ele, a maldade reinaria”

 

” Jogamos várias rodadas de ‘ Eu Nunca’ e, quando alguém disse ‘ eu nunca quis ficar com ninguém dessa festa’, várias pessoas tiveram que tomar um shot”

 

” O beijo era o que importava. Não apenas o beijo, mas o que o beijo significava. O que ele revelava. O que a noite revelava. O que os dois haviam revelado”

 

” A imagem de Grace de biquíni logo veio a mente, seguida do pastor Robinson de sunga. Sacudi a cabeça em um reflexo para afasta-la do cérebro. “

 

” O sorriso de Ben é como açúcar polvilhado em cima de um biscoito. “

 

” Então ele me beijou. Depois me abraçou forte e eu olhei as estrelas no céu de Bethlenhem, certa de que tinha voltado pra casa. “

 

” Alguém lhe dera aquele presente. Alguém estava ali. Ela o sentia. ‘ Eu vou libertá-la e exaltá-la’. Essas foram as palavras dele em seu sonho. Ele já a libertara.”

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Isso é tudo pessoal! Espero que tenham gostado 🙂

Opaaa não acabou não! Tem presente para vocês! Os dois primeiros leitores que comentarem aqui vão ganhar esses displays fofos com o tema do livro! 

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Beijo,  outro,  tchau!


assinatura nova ana marys 

Resenha: A Breve Segunda Vida de Bree Tanner, Stephenie Meyer

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Autora: Stephenie Meyer        Editora: Intrínseca Páginas: 190            Ano:2010

Classificação 5 ⭐️ 🚍

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Sinopse: 

Pela primeira vez Stephenie Meyer oferece aos fãs uma nova perspectiva do universo de “Crepúsculo”. Na voz de Bree Tanner, uma jovem vampira integrante do violento exército de recém-criados que assola a cidade de Seattle no terceiro volume da série, “Eclipse”, somos apresentados ao lado sombrio da saga. Bree vive nas trevas, sedenta por sangue. Não conhece sua verdadeira natureza e não pode confiar nos de sua espécie. Sua breve história acompanha a semana que antecede o confronto definitivo entre os recém-criados e os Cullen – a última semana de sua existência.

 ” Meu cérebro se desligou completamente, era hora de caçar.”

Eu adoro livro que fala do sobrenatural, de coisas que eu sei que não existem…E eu estava sentindo falta de um livro assim. Comprei esse por 7,00 no site das Americanas, e juntou a fome com a vontade de comer hahahaha

Se você faz parte do time que odeio a Bella e Edward, não leia!

O livro segue a linha de Crepúsculo, tanto que é uma extensão da história, ele nos mostra os bastidores, conta como os recém-criados estavam se preparando para o ataque, e foca em  Bree, uma das recém-criadas ( você deve lembrar dela, é aquela moça cabeluda que aparece no filme e o Carlisle fala para Dakota Fanning Volturi que vai se responsabilizar por ela).

Bree é uma vampira de três meses, uma recém-criada que foi achada na rua por Ridley. Esse é o padrão de Victória para transformar vampiros e caçar alimento, escolher pessoas que não fazem diferença, que ninguém irá sentir falta. Bree não sabe nada sobre ser vampira, ela nem sabia que vampiros existiam, sua sobrevivência se dá por ela sempre obedecer fielmente Ridley. Na gangue dos recém-criados vários vampiros não se controlam e brigam diariamente, arrancando membros e queimando uns aos outros. Bree é alheia a tudo isso, ela fica sempre no canto, tentando ser invisível e sobreviver. Em um dia de caça com a gangue, ela se aproxima de Diego, um vampiro de 10 meses, bonito e que não se mete nas brigas da casa. A conexão deles é imediada.

Logo eles se tornam amigos com um quê a mais ❤ . No final de um dia de caça eles precisam se esconder em uma caverna pois a gangue destruiu a casa em que estavam, e Diego mostra a Bree  que eles não queimam no sol. A partir desse momento eles tentam descobrir porque Victória está criando tantos vampiros e para qual finalidade. 

” Feche os olhos”

 

” Quem você caça é o tipo de decisão que se deve tomar antes de farejar a presa. “

 

“Peguei os doze livros seguintes da prateleira. Isso me ocuparia por uns dois dias”

Bom, todo mundo sabe que ela morre no final e mesmo sabendo disso eu torcia para um final diferente. Torcia para o romance dela com Diego. 

A história é muito rápida, parece que é um amigo te contando alguma coisa, tenho a sensação que tudo acontece em uma semana, dez dias no máximo. A escritora não se aprofundou nos personagens e nos detalhes, é tudo superficial, mas mesmo assim foi uma boa leitura.

Eu não vi o filme Eclipse, mas isso não atrapalhou a leitura, até porque eu já sabia que a Victoria estava criando vampiros para atacar os Cullen. 

Abaixo, cenas do filme Eclipse com a Bree Tanner:

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Lembrou dela?

Você já leu? Vai ler?

Beijo, outro, tchau!!

assinatura ana

Resenha: Como eu era antes de você, Jojo Moyes

como eu era antes de você

Autor: Jojo Moyes       Editora: Intrínseca      Páginas: 320                Ano: 2013 

 Classificação 5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

 “Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Trabalha como garçonete num café, um emprego que não paga muito, mas ajuda nas despesas, e namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que ela se importe.
Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Tudo parece pequeno e sem graça para ele, que sabe exatamente como dar um fim a esse sentimento. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida. E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do outro.”

 – Às vezes, Clark, você é a única coisa que me dá vontade de levantar da cama.” – Will

Nossa difícil dizer minha opinião sobre um livro que passou como um furacão e deixou vários estragos..li em uma semana, e isso foi o suficiente para vários sentimentos tomarem conta de mim e eu nem estava de tpm!

É uma história bonita, triste, romântica, sensível, com um final que me espantou e que vai te prender do inicio ao fim. E posso dizer que não estava preparada para o estava por vir…

Will e Clark são pessoas tão diferentes que parece impossível eles terem se entendido. A química e simplicidade entre os protagonistas vai fazer com que você se apaixone, sorria e sofra junto com eles.

Comentei tanto sobre o livro enquanto lia, que sem querer, três pessoas se interessaram e vão ler também!

Vamos lá,

Clark trabalha em um café a tanto tempo que eu nem lembro agora pra te contar, mora com os pais, o avô,  a irmã e o sobrinho, eles são uma família bem típica, o pai trabalha a anos em uma fabrica e vive sob uma pressão constante achando que será demitido por causa da idade, a mãe é dona de casa e cuida do avô que sofreu um derrame, a irmã saiu da faculdade por causa da gravidez e hoje trabalha em um floricultura, eu não lembro de terem falado onde está o pai da criança…

Ah, Clark namora Patrick a seis anos e por incrível que pareça nunca falaram sobre casamento ou morar juntos. Patrick está mais interessado com o próprio corpo e com a maratona que vai participar do que com a namorada, e Clark é tão songa monga que não se importa com a falta de interesse do namorado.

Bom, o salário de todos é essencial para as contas da casa e quando o café onde Clark trabalha encerra as atividades ela se vê desempregada e sem nenhuma qualificação, o que leva a um certo “desespero” financeiro na família.

Quando surge a vaga de cuidadora temporária, Clark é relutante. Ela não sabe cuidar do avô, quem dirá “limpar a bunda de um estranho”, mas acaba aceitando pois o salário é bem acima da média, e praticamente a vaga é para ser  “babá”, para fazer companhia e ficar de olho no paciente. 

“Seu corpo era apenas uma parte do pacote completo, algo para se lidar de vez em quando, em intervalos, antes de voltarmos a conversar. Para mim, tinha se tornado a parte menos interessante dele” – Clark.

Will, o paciente e novo patrão de Clark, é um homem de 35 anos, muito bonito e que ficou tetraplégico em um acidente a dois anos atrás. Antes do acidente Will era CEO de uma empresa, um executivo muito competente e que vivia a vida com muita intensidade, sempre viajando, conhecendo coisas novas, praticando vários esportes…e o acidente acabou com a vontade de fazer qualquer coisa, até mesmo de viver.

O inicio do relacionamento com Will é bem complicado, já que ele não aceita essa atual condição e trata a todos com muita arrogância. Mas aos poucos os dois se aproximam e se tornam grandes amigos, inclinados a um algo mais. E essa amizade/amor transforma a vida deles, de um jeito muito especial eles aprendem uma valiosa lição e tudo muda…para sempre.

“– Não posso ser o homem que quero ser com você. (…) isso apenas se transforma… em outro lembrete do que não sou.” – Will

Durante a leitura eu senti raiva da Clark, ela não tem sonhos, projetos, interesses… para ela as coisas estão boas do jeito que estão, e assim ela vai levando a vida. A irmã é retratada como a inteligente da família, já que foi a única a ir para a faculdade. Constantemente Clark é afrontada com isso e por incrível que pareça ela aceita e não se ofende, o namorado está cagando e andando para ela, e ela não faz nada, é muito acomodada. Sabe, deu vontade de dar uns tapas nela.

Senti raiva da mãe do Will, ela coloca tanta pressão em Clark como se fosse a única responsável em trazer de volta a vontade de viver dele.

Também senti vontade de bater em Will, principalmente no fim do livro…mas ao mesmo tempo penso o que faria se fosse comigo ou com alguém próximo…é complicado mesmo. Mas foi o personagem que mais me identifiquei, ele é sarcástico, mal-humorado e instiga Clark a procurar um sentido para vida, ele faz de tudo para tira-la da zona de conforto.

“É isso. Você está marcada no meu coração, Clark. Desde o dia em que chegou, com suas roupas ridículas, suas piadas ruins e sua total incapacidade de disfarçar o que sente.” – Will

É uma leitura recomendável, ela vai mexer com você com certeza, vai te fazer refletir sobre sua vida, vai te fazer chorar e se apaixonar.

Se você já leu, me conta o que achou!

Se não leu, tá perdendo tempo!

Beijo, outro tchau!

assinatura nova ana

Resenha: A Menina Que Roubava Livros, Markus Zusak

A menina que surrupiava livros

Autor: Marcus Zusak    Editora: Intrínseca    Páginas: 478               Ano: 2007

Classificação 5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Ao perceber que a pequena Liesel Meminger, uma ladra de livros, lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. A mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler. Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade. A vida ao redor é a pseudo-realidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela História.

” Os seres humanos me assombram”

Confesso que esse livro foi até o momento, o único que me fez chorar no final. Nossa como eu amo esse livro.

A menina que roubava livros é um drama  oi Thalia! que se passa na Alemanha durante a segunda guerra mundial e conta a história de Liesel Meminger, uma garota que encontrou a morte três vezes em um curto período e saiu ilesa nas três vezes. E por esse motivo a morte resolveu contar sua história, e essa é a narradora do livro, sim, a morte.

O livro começa com Liesel sendo levada para um lar adotivo pela própria mãe e no caminho seu irmão caçula falece. No enterro ela rouba seu primeiro livro, “O manual do coveiro”. O livro roubado serve mais como uma lembrança já que Liesel não sabe ler, e que por traquinagem  do destino é o primeiro livro que ela lê.

Ao chegar em sua nova casa, Liesel é recebida pela sua nova mãe, uma senhora muito estúpida que A-D-O-R-A chama-la de porca, mas que ama a garota, só não sabe demostrar, e um pai super amoroso que a ensina ler.

No decorrer do livro nós encontramos ainda, um judeu em apuros, um vizinho que se torna seu melhor amigo e quer porque quer um beijo de Liesel, um Alemanha nazista, um Hitler que manda queimar livros em praça publica, a esposa do prefeito com sua enorme biblioteca e uma Liesel apaixonada por livros.

No livro ela não rouba tantos livros assim, na verdade pega emprestado, porque depois de ler ela devolve, então eu acho injusto chama-la assim rs se for desse jeito eu também sou ladra de livros kkkk.

A história é envolvente, é linda é uma leitura recomendável sem sombra de dúvidas.

” As palavras não foram ditas, mas decididamente estavam lá, em algum ponto”

Recentemente a história pode ser encontrada nos cinemas, eu assisti e achei brochante, confesso que chorei no final, mas não achei tão emocionante como o livro, no livro eles são mais pobres, mais mal vestidos, mais sujos, principalmente a Liesel, ela está muito limpa e bem vestida sabe…Segue o trailer pra você dar uma conferida:

Já leu o livro? Me conte o que achou.

Não leu? Comente também! =D

Beijo, outro, tchau!

assinatura ana