Resenha: Sobrenatural, Paige Mckenzie

sobrenatural

        Autor: Paige McKenzie – Editora: Rocco        Ano: 2015 – Páginas: 304

Classificação 5/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Você acredita em fantasmas? Sunshine Griffith é uma garota que acaba de fazer dezesseis anos. Depois de sua mãe receber uma proposta de emprego, as duas se mudam para a fria cidade de Ridgemont, em Washington. A transição de Austin, uma cidade acalorada do Texas, para Ridgemont já é bem complicada para Sunshine, mas esse é o menor de seus problemas. Logo ela descobre que além de seu quarto ser todo, hum…, bem rosa, sua nova residência é uma casa poeirenta e assombrada. À medida que os fenômenos vão ficando mais frequentes, assustadores e perigosos, a mãe de Sunshine vai demonstrando um comportamento mais estranho. Restará a Sunshine aceitar seu destino e – juntamente com Nolan, a única pessoa que acredita na garota e seu único amigo na cidade – salvar sua mãe de um futuro tenebroso.

” O que senti na noite passada não foi saudade de casa. Saudade de casa deixa a pessoa triste, não com medo

Gente eu queria ler esse livro já fazia tanto tempo, mas tanto tempo, que eu não acreditei quando ele entrou em promoção na blackfriday por doze reais 😍 

E olha, me arrependi de não ter comprado antes, de ter me apegado a dinheiro. Eu amei a leitura, amei a história, os personagens, o desfecho..amei a autora ter curtido a foto no insta também rs…e eu acho que é ela na capa do livro heim.

Esse livro foi inspirado em uma série  de um canal no youtube que a autora produziu, dirigiu e atuou. O sucesso foi tanto que ela acabou tornando a história em uma série de livros. Esse é o primeiro que em inglês se chama ” The haunting of Sunshine Girl”. Se você lê em inglês então pode se preparar para comprar os dois últimos livros que serão lançados em Abril de 2017:” The Awakening of Sunshine Girl” e o último livro ” The sacrifice of Sunshine Girl”. 

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O terceiro livro não tem capa definida.

A história é sobre Sunshine, uma garota de dezesseis anos que se muda para uma cidade nublada e fria com sua mãe Katherine. Logo na primeira noite Sunshine escuta passos e sons pela casa que a deixam de cabelo em pé. No decorrer dos dias as atividades paranormais se tornam mais intensas e apesar de ter provas claras, Katherine não acredita na filha. 

Disposta a resolver o mistério da nova casa, Sunshine começa a se ‘ comunicar’ com o fantasma que fica no seu quarto, mexendo em suas coisas e deixando recados. Ela descobre que esse fantasma é de uma garotinha que morreu afogada e mais, que existe um demônio na casa que está possuindo sua mãe e planeja matá-la. 

Em meio a noites mal dormidas, assombrações e questionando sua lucidez,  Sunshine conhece Nolan, um estudante da sua aula de artes que acredita em fantasmas e está disposto a ajudá-la.

” Mamãe estava só me provocando quando perguntou se eu me sentia segura em ficar em uma casa assombrada. Mas agora eu sei: depois que você se muda para uma, você nunca mais fica sozinha.”

” Eu a amo tanto que não vou deixar esse fantasma ou demônio ou poltergeist ou espírito das sombras ou o que quer que esteja nessa casa machucá-la”

O legal desse livro é que não tem enrolação, o fantasma aparece e ponto. As respostas não levam cinquenta páginas para aparecerem. Eu adorei! É claro que tem aquele drama adolescente, a garota que não se enturma, que não tem amigos…mas assim, isso é tão supérfluo perto de fantasmas e demônios…

A relação de Sunshine com sua mãe é muito linda! E a coragem dela em encarar esses fantasmas é surreal. Eu jamais ia dormir numa casa, ou ficar sozinha, sabendo que tem um fantasma e um demônio, um querendo falar comigo e outro possuindo minha mãe. SAI FORA 👀  😐 

Olha esse booktrailer maravilhoso do livro, eu fiquei com mais medo assistindo do que lendo rs

Booktrailer:

 

” Mas juro, quando estou perdendo a consciência, naquele ponto em que você está mais dormindo que acordado, ouço outra coisa. Uma frase pronunciada com voz infantil, não mais que um murmúrio: boa noite.

Curtiram? Eu recomendo a leitura com certeza!

Até a próxima.

Beijo, outro, tchau!

assinatura nova ana marys

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Resenha: Prodigy, Marie Lu

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               Autor: Marie Lu    Editora: Rocco                  Ano: 2013   Páginas: 304

Classificação 4/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Os opostos perto do caos. Depois que um cataclismo atingiu o planeta Terra, extinguindo continentes inteiros, os Estados Unidos se dividiram em duas nações em guerra: a República da América, a oeste, e as Colônias, formadas pelo que restou da costa leste da América do Norte. June e Day, a menina prodígio e o criminoso mais procurado da República, já estiveram em lados opostos uma vez. Agora eles têm a oportunidade de lutar lado a lado contra o controle e a tirania da República e, assim, alterar para sempre o rumo da guerra entre as duas nações. Resta saber se estão preparados para pagar o preço que as transformações exigirão deles.

Esse é o segundo livro da saga Legend! A resenha do primeiro livro você encontra -> aqui <-

“- Existe uma hora e um lugar para tudo. (…) Acabar com a pessoa encarregada de todo esse maldito sistema me parece um pequeno preço a se pagar para começar uma revolução”

Quando terminei o primeiro livro, Legend, peguei a sequencia e já devorei. Ainda bem que consegui desviar da ressaca literária tipo o Neo em Matrix.

O segundo livro tem muito mais ação que o primeiro como toda boa saga deve ser ( no primeiro apresentam a história, no segundo tem muita ação e alguma enrolação e o terceiro é quando todo mundo morre e descobrimos o porque de tudo hahahah). Normalmente o segundo livro costuma ser decepcionante mas esse me surpreendeu. Na trama June e Day estão fugindo de trem para Las Vegas encontrar os patriotas e buscando uma solução para a confusão que se meteram ( do mesmo ponto que termina o primeiro livro). Quando chegam lá descobrem que o Primeiro Eleitor morreu e seu filho Anden assumiu o controle. Isso dividiu muito o governo e a população.

Os patriotas sugerem que Day e June se separem, pois eles tem um plano para assassinar o Primeiro Eleitor e sugerem que June volte e conquiste a confiança de Anden dizendo que foi sequestrada e quer seu cargo de volta na Republica. Já  Day deve se alistar aos patriotas e ser o cara que vai atirar em Anden.  Quem leu o primeiro livro sabe que Day quer ver o capeta mas não quer ser um patriota, só que ele acaba topando até porque eles prometeram resgatar seu irmão que ainda está com a Republica. 

” A animação de Pascoa me anima um pouco. Incomodar a República? Eu nasci pra isso!”

” Talvez ele tenha morrido, esse é o preço que as pessoas pagam por cruzarem meu caminho”

Quando June volta para a República ela descobre que muitas coisas ditas pelos patriotas não fazem sentido. A primeira delas é que Anden não é tirano como seu pai e ele tem planos de mudar muitas leis na República, tornar o lugar mais seguro. Já Day está alimentando cada vez mais raiva da República e do Primeiro Eleitor, viver com os patriotas tem mostrado o quanto a República destrói a vida das pessoas.

E aí começa a confusão.

June não consegue avisar Day que os Patriotas estão mentindo. Day não consegue avisar June que ela está se deixando seduzir por Anden e o dia do assassinato está chegando.

Esse é um livro com muitas revelações. É sério, muitas! Revelações que te pegam de surpresa e mortes que vão te deixar bem chateada e bônus: surge um romance homossexual.  Alguns personagens secundários ganham destaque, como a Tess, Kaede e Thomas. E nossa esse Thomas me irritou profundamente.

” – Metias estava apaixonado por você – sussuro” –

Se você gostou do primeiro tem grandes chances de ler esse em poucos dias!

E agora, bora lá ler o terceiro livro né!

Até a próxima.

Beijo, outro, tchau!

assinatura nova ana marys

Resenha: Eu, você e a garota que vai morrer, Jesse Andrews

Eu-Você-e-a-Garota-Que-Vai-Morrer

Autor: Jesse Andrews        Editora: Fábrica 231        Ano: 2015     Páginas: 288

Classificação 2.5/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Livro que deu origem ao filme vencedor do Festival Sundance 2015, nas categorias Público e Crítica, com estreia marcada para 12 de junho nos EUA, Eu, você e a garota que vai morrer é uma mistura perfeita entre drama e humor e um retrato preciso da adolescência em face do amadurecimento. Na trama, Greg tem apenas um amigo, Earl, com quem passa o tempo livre jogando videogame e (re)criando versões bastante pessoais de clássicos do cinema, até a sua mãe decidir que ele deve se aproximar de Raquel, colega de turma que sofre de leucemia. Contrariando todas as expectativas, os três se tornam amigos e vivem experiências ao mesmo tempo tocantes e hilárias, narradas com incrível talento e sensibilidade. Crossover com enorme potencial no segmento young adult, o romance é perfeito para fãs de livros e filmes como A culpa é das estrelas e As vantagens de ser invisível.

“Eu realmente queria que Rachel acordasse. Em restospecto, isso era estúpido e sem sentido, porque eu não tinha nada para dizer à ela, só queria poder falar com ela outra vez”.

Foi durante minha viagem à Orlando que comprei esse livro. Não queria voltar sem ter comprado algum. A escolha foi um pouco aleatória, pois tinha tantos, mas tantos livros que foi difícil escolher. Agora posso dizer finalmente que o resultado dessa minha escolha não foi nem um pouco lamentável, a não ser pela garota que está morrendo.

Nosso autor e narrador, Greg Gaines, relata com detalhes sasrcásticos a trajetória e o impacto causado em sua vida durante e após a chegada de uma ex namorada, agora com câncer. Parece óbvio. Clichê. Provável. Claro. Evidente. Só que não.

Essa história não tem nada a ver com um romance típico adolescente. Ela é sobre um garoto mesquinho (Greg) as vezes beirando o desprezível, um garoto estranho (Earl) que pensa muito em peitos e uma garota que está morrendo (Rachel) que vai morrer.

Rachel está doente e a cada dia mais deprimida. Como a mãe de Greg é amiga da mãe de Rachel, ela o obriga a se aproximar da garota e pelo menos tentar animá-la um pouco. Contra sua vontade, ele o fez. É totalmente notável a falta de vontade e o esforço medíocre que Greg faz.

“Eu sou um burro que não sente emoções apropriadas e não consigo viver de verdade uma vida humana normal”.

Greg é um personagem que me irritou por diversas vezes. Claro que o entendo. Sempre foi o esquisitão, sozinho e sem amigos, com exceção de Earl, que desde pequenos se entendiam por terem gostos distintos da maioria. Enquanto uns gostavam de futebol, eles curtiam fazer filmes. Mas não se enganem. São os mais ridículos possíveis.

Voltando ao Greg, todas as vezes que ele fala com a Rachel seja para animá-la, dar força, apoio ou fazê-la rir, é mentira. Da boca dele não sai quase nada, e quando sai é fingimento. Não há nada que seja espontâneo, e isso me deixava aflita. Ele tem reações muito vagas com sentimentos. É indirefente. Porém, em sua cabeça, o que podemos perceber durante a narração, acontece um turbilhão de palavras mais irônicas que as outras. E isso foi um dos porquês que Eu, Você e a Garota Que Vai Morrer me impressionou tanto.

O livro é tão cômico de um jeito seco. São piadas brutais e diminutas. A maioria das vezes Greg critica a ele mesmo do como é possível sentir nada e não encontrar palavras certas.

Por fim, o livro está longe de ser uma leitura descartável. Tenho certeza que você vai se pegar rindo em vários momentos. Incrível foi ver que a amizade entre Greg e Rachel era apenas um disfarce para que Greg poderia fazer a diferença na vida dela, mas quem acaba sendo transformado é ele.

“Na verdade eu estava chorando o tempo inteiro, porque por alguma razão não tinha caido a ficha que ela estava morrendo, e agora eu estava literalmente a assistindo morrer, e isso era diferente de alguma forma”.

Aos mais sensíveis, este livro é altamente não recomendável, você vai receber muitos xingamentos do autor. Que dó!

Espero que essa resenha tenha aguçado a curiosidade de vocês. Ressalvo que este é meu ponto de vista, assim, abro um caminho para que vocês sintam-se a vontade e comentem quando e o que quiserem, pois a opinião de todos é valida!

Obrigada pela leitura!

assinatura nova luiza

Resenha: Convergente, Veronica Roth

convergente

Autor: Veronica Roth      Editora: Rocco               Páginas: 528      Ano: 2013

Classificação 5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

A sociedade baseada em facções, na qual Tris Prior acreditara um dia, desmoronou – destruída pela violência e por disputas de poder, marcada pela perda e pela traição. Em Convergente, o poderoso desfecho da trilogia de Veronica Roth iniciada com Divergente e Insurgente, a jovem será posta diante de novos desafios e mais uma vez obrigada a fazer escolhas que exigem coragem, fidelidade, sacrifício e amor.

“Será que poderei ser perdoada pelo que fiz para chegar aqui?
Quero ser.
Eu posso.
Eu acredito.”

Talvez se tudo fosse diferente, o agora seria diferente. Ideologias, valores, princípios e escolhas. Esta última te transforma, destrói, mas, sobretudo, te define. As coisas perdem o controle para aqueles que ultrapassam as barreiras da grande cidade de Chicago. Não apenas ao derredor, mas irão descobrir que perderam controle sobre eles mesmos.

“Talvez não tivéssemos nos sentido tão reprimidos…
Talvez tivéssemos nos tornado pessoas diferentes…
Talvez ele pudesse ser um homem amável se este fosse um lugar diferente…”.
“O que aprendi nos últimos dias me fez sentir que não há nada neste lugar que valha a pena salvar”.

Aqui temos dois personagens narradores: Tris e Tobias. Cada capítulo é alternado entre um e outro permitindo o leitor de se envolver à narrativa em diversos cenários. Estes estão transbordando de realidades impensáveis, instigando aos personagens a pensarem em remodelar todas as coisas que acreditavam ser únicas.

“(…) ainda estou viva, mesmo que seja neste lugar estranho, onde tudo em que eu acreditava está desmoronando. Mas ainda sei de algumas coisas. Sei que não estou sozinha, que tenho amigos e que estou apaixonada. Sei de onde vim. Sei que não quero morrer, e, para mim, isso já é alguma coisa”.

Tris se mostra mais forte do que nunca. Não me refiro apenas a sua força física. Ela suportou mortes, decepções, torturas, mentiras e sacrifícios. Seu orgulho totalmente explícito nos livros anteriores finalmente se transforma em discernimento, enquanto a sensatez de Tobias parece desfalecer.

Leitor, se você quiser saber o fim desta história, meu único conselho é: seja corajoso!

Espero que essa resenha tenha aguçado a curiosidade de vocês.

Ressalvo que este é meu ponto de vista, assim, abro um caminho para que vocês sintam-se a vontade e comentem quando e o que quiserem, pois a opinião de todos é valida!

Obrigada pela leitura!

assinatura nova luiza

Resenha: Insurgente, Veronica Roth

insurgente

Autor: Veronica Roth     Editora: Rocco             Páginas: 512               Ano:  2013

Classificação 5/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Na Chicago futurista criada por Veronica Roth em Divergente, as facções estão desmoronando. E Beatrice Prior tem que arcar com as consequências de suas escolhas. Em Insurgente, a jovem Tris tenta salvar aqueles que ama – e a própria vida – enquanto lida com questões como mágoa e perdão, identidade e lealdade, política e amor.

Somente avance se você é Divergente.

Fogem-me as palavras. Com jeito majestoso, Veronica Roth nos dá uma sequência de perder a cabeça. É difícil um livro conquistar minha total atenção. Com este aqui aconteceu isso. Como eu trabalho durante o dia e estudo a noite, o meu tempo de lazer é curto, mas enquanto eu lia Insurgente, fiz esse tempo crescer e não me pergunte como. Eu queria ler toda hora, e descobri novas maneiras de aproveitar meu tempo que eu não havia percebido antes. O que eu quero dizer com tudo isso (com toda essa enrolação haha) é que a continuação chega a ser mais viciante que a primeira.

O início de Insurgente é exatamente o ponto em que a história parou em Divergente: Tris, Quatro, Caleb, Marcus e Peter estão em um vagão de trem tentando fugir de traidores. Chegam então no complexo da Amizade, onde puderam então desfrutar de alguns momentos felizes, e até descontraídos, mas essa alegria dura pouco. Traidores da Erudição invadem o local, obrigando os nossos principais a correrem como loucos para escaparem. O que os leva a voltarem para dentro de um vagão de trem, cujo espaço era preenchido por algumas pessoas. Conseguem imaginar quem são? Ao que me concerne por hora, é que vocês saibam que tais pessoas são consideravelmente valorosas para a trama.

Tobias e Tris seguem em direção a sede da Franqueza para buscar pistas do que quer que esteja acontecendo. Lá eles são submetidos ao soro da verdade, uma substância capaz de suscitar a verdade de quem o tomar. Ao longo de cada sessão, segredos e medos dos dois são revelados e todos os membros da Franqueza que estavam na sala assistindo Tris e Tobias escutam tudo.

“Talvez eu não devesse sentir medo de falar nada, porque a honestidade vai fazer eu me sentir mais leve”.

Uma particularidade de Tris que para mim é de grande relevância é seu caráter egoísta, cujas práticas provindas de seu âmago são facilmente notórias em Divergente.

“- Eu não era boa o bastante para a Abnegação, e queria ser livre. Por isso escolhi a Audácia.
– Por que você acha que não era boa o bastante?
– Porque eu era egoísta”.

Em insurgente, Tris está muito solta, viciada em adrenalina, se tornando um estereótipo de facção, aspecto que não era seu. Chega ser estupidamente impetuosa. Abriu um abismo entre ela e Tobias, fazendo a cumplicidade que existia entre eles despedaçar aos poucos. Sua postura me incomodou além da medida. Entretanto, apesar de tanto agir como uma criança imprudente, a garota faz o certo tentando ser heroína, ou melhor, ser Insurgente.

“Ser cruel não torna uma pessoa desonesta, da mesma maneira que ser corajoso não faz ninguém gentil”.

Antes tarde do que nunca, Jeanine, como sabem, é quem está por trás de toda essa tramóia, mas saber o que ela está escondendo é o obstáculo.

“Eu costumava acreditar que é preciso ter malícia para ser cruel, mas isso não é verdade. Jeanine não tem o menor motivo para agir de maneira maliciosa. Mas ela é cruel porque não se importa com o que faz, desde que isso a fascine”.

Não posso dizer que fiquei feliz com o livro, quero dizer, há muito sofrimento envolvido. Pessoas pelas quais nós daríamos votos de confiança se revelam traidores. O mundinho por dentro da cerca está desabando. Engraçado como o desalento dos personagens toma conta da gente, e quando percebemos estamos tão apegados a eles. Quanto mais lermos sem pausa, mais envolvidos ficamos.

Esta saga é altamente recomendável para aqueles que conseguem extrair prazer em aventuras distópicas. Dou nota máxima para essa continuação. Minhas expectativas são altas para o desfecho em Convergente.

Bom, espero que essa resenha tenha aguçado a curiosidade de vocês.

Ressalvo que este é meu ponto de vista, assim, abro um caminho para que vocês sintam-se a vontade e comentem quando e o que quiserem, pois a opinião de todos é valida!

Obrigada pela leitura!

assinatura nova luiza

Resenha: Objetos Cortantes, Gillian Flynn

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Autor: Gillian Flynn          Editora: Rocco/Intrínseca

Páginas: 299                Ano:  2008/2015

Sinopse:

Na própria carne, um romance policial com nuanças psicológicas recebido com entusiasmo pelo público e pela crítica dos EUA que prende o leitor do início ao fim. Na trama, a jornalista Camille Preaker é designada para cobrir o assassinato de duas pré-adolescentes na pequena cidade onde cresceu, e acaba reencontrando, após anos distante, a mãe neurótica e a meia-irmã que mal conhece. As poucas pistas da polícia a empurram para uma investigação paralela sobre a ação do suposto serial killer, que avança sobre os mistérios de Wind Gap, revelando segredos terríveis sobre a cidade, sua família e sobre sua vida.

 “Eu me corto, sabe? Também retalho, fatio, gravo, espeto…Sou um caso bem especial. Tenho uma razão. A minha pele, sabe, ela grita.”

Camille Preaker, editora de polícia do jornal Daily Post em Chicago, carrega consigo o vício pela bebida, um passado doloroso e muitas marcas pelo corpo. Literalmente. Marcas autoinflingidas em que registra seus tão confusos sentimentos, suas decepções, suas descobertas. Cicatrizes que “falam” por si só e marcam cada sentimento, cada momento de sua vida durante a adolescência: “cozinhar”, “bonequinha”, “perversa”, “calcinha”, “virgem”, “desaparecer”.

Numa pequena comunidade ao Sul de Missouri, Wind Gap, sua cidade natal, que há tanto ela deixou pra trás, junto de seu passado marcado pela morte de sua irmã caçula, um suposto serial killer que tem preferência por meninas começa a atacar e ela se vê obrigada a cobrir profissionalmente a investigação.

Apesar do caso em si já não ser agradável, o que mais a preocupa e aumenta sua ansiedade é o fato de retomar um pouco do convívio com sua família: sua mãe Adora, com sua personalidade fria, seu padrasto Alan, que parece viver alheio a realidade de sua própria casa, e sua meia-irmã, Amma, que carrega uma personalidade dupla: a menininha da família e a adolescente maliciosa, fria.

Camille precisará de coragem e muito autocontrole tanto para conseguir enfrentar a população assustada e arredia de Wind Gap em busca de algo que possa lhe ajudar a desvendar o perfil do tão temido assassino e principalmente de muito controle para lidar com seu anseio por automutilação.

Suas cicatrizes, antigas e dolorosas, tanto na carne quanto em sua alma, a levam de volta a seu passado, contam histórias, mas também poderão trazer as respostas para os dias de hoje.

“Cada pessoa tem sua própria versão de uma lembrança.”

Na Própria Carne foi o romance de estreia da autora Gillian Flynn, a mesma tão conhecida por Garota Exemplar, lançado pela editora Rocco em 2008 e relançado pela Intrínseca como Objetos Cortantes, em 2015. Sim, é o mesmo livro com resumos na contracapa diferentes…

No decorrer da leitura percebe-se o quanto a autora evoluiu se comparado ao Garota Exemplar, mas assim como Garota Exemplar (e podem começar as críticas em 1, 2…), a narrativa não me convenceu…Esperava um pouco de ação, uma história que me prendesse um pouco mais.

Em todos os resumos que li o livro é colocado com uma “narrativa tensa e cheia de reviravoltas”, um “livro viciante”, mas na verdade, e deixo bem claro, na minha opinião, cria-se uma expectativa que não é correspondida ao longo da leitura. Em muitos trechos o texto fica inclusive monótono, repetitivo.

Por sua vez, consegue-se sentir as emoções angustiantes da protagonista, sua total consciência de seus problemas e sua incapacidade de lidar com eles.

Ou seja, não é que o livro seja ruim, apenas não é a meu ver um livro que te prende da mesma forma do começo ao fim. Tem reviravoltas? Algumas. Mas para um bom leitor de romances policiais, ao longo da história fica fácil perceber exatamente quem são os vilões e os mocinhos, usando esse clichê, e como a trama se desenvolverá.

A protagonista Camille é bem intensa, transmite emoções fortes, angustiantes e consegue passar toda sua instabilidade emocional para nós leitores.

Na verdade, todos os personagens são bem construídos, cada um com suas características peculiares, suas personalidades e seus anseios.

“Uso este vestidinho por causa de Adora. Quando estou em casa, sou a bonequinha dela. 
– E quando não está?
– Sou outras coisas. Você é Camille, minha meia-irmã. A primeira filha de Adora, antes de Marian. Você é pré e eu sou pós.”

O enredo é interessante, aborda questões como relacionamento familiar, automutilação, relações conturbadas entre os membros de uma pequena comunidade, assassinatos.

Mas apesar disso tudo a narrativa não evolui. Ao menos pra mim.

Talvez estivesse com expectativas demais, esperando um romance com mais ação, mais emoção, baseado em tudo que li, mas se quer saber, leia!

Pode ser empolgante pra você!

Até a próxima!

assinatura camila

Resenha: Divergente, Veronica Roth

divergente

Autor: Veronica Roth            Editora: Rocco  Páginas: 504                       Ano:  2012

Classificação 4/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto. A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é. E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.

“Não devemos dar atenção a tais diferenças, ou elas nos dividirão”

A primeira coisa que eu preciso dizer sobre o livro é que ele é viciante! É como uma obsessão (essa foi forte haha). De início eu não dei nada para a história. Tinha um ano que eu fiquei vigiando o preço abaixar, e quando finalmente abaixou, comprei a trilogia: Divergente, Insurgente e Convergente. A capa é tão basiquinha, tão ordinária que influenciou a minha vontade de não ler. Fiquei um mês com o livro na estante. Não comecei a leitura com entusiasmo, até porque não sabia absolutamente nada da saga. Nem mesmo a orelha do livro eu li. A única finalidade do interesse no livro foi pelo seu repertório de vendas.

Vamos falar um pouquinho sobre o livro. Sei que já foi lançado há um tempo (temos até uma adaptação cinematográfica), todavia, livros são eternos. Também sei que há muitas resenhas sobre ele, então não vou me alongar naquilo que é óbvio que todos sabem.

Nós temos 5 facções nessa nova cidade de Chicago: Amizade, Erudição, Abnegação, Franqueza e Audácia. São divididas assim porque cada pessoa é designada a seguir uma linha de pensamento. Essa linha de pensamento é bem limitada, de modo que, por exemplo, os integrantes da Erudição vão buscar conhecimento, entendimento, estudo, e os da Franqueza sinceridade, lealdade, verdade. Aqueles que têm seus pensamentos direcionados para vários lados são chamados Divergentes. Alguns líderes se assustam com a abrangência de decisões, sentimentos e ideias, por isso que pode ser perigoso saber da existência de algum. Ao completar 16 anos, o adolescente é submetido a um teste que o ajudará a escolher uma facção. A maioria escolhe a facção de seus pais, outros se desertam e escolhem uma facção diferente do berço onde nasceu. Foi o que aconteceu com Beatrice Prior e seu irmão Caleb Prior. Os dois nasceram na facção da Abnegação, a facção que tem a responsabilidade de governar. Um detalhe importante é que o pai deles faz parte da liderança, do governo. Com esse desvio, Caleb para Erudição e Beatrice para Audácia, as pessoas começam a duvidar do modo de ensino, educação e ética da Abnegação. Caleb ter saído da Abnegação e escolhido a Erudição não é excessivamente questionável, mas uma Careta (assim que chamam os integrantes da Abnegação) escolher a Audácia é imensamente questionável. A Abnegação, uma facção altruísta, bondosa, caridosa, humanitarista e compadecida.

O fato é que Tris não era abnegada. Não consegui perceber no filme, mas no livro ela tem uma personalidade muito forte, e é extremamente orgulhosa, porém não deixa de ser muito corajosa. Sempre aparentou ser do contra, queria ser livre e poder fazer o que quisesse, sem se preocupar em estar infringindo alguma regra da Abnegação. Quatro, seu instrutor, já a avaliou como “dura como pedra”. Seu parecer físico não se enquadra com o tamanho de seu ego.

“O abismo serve para nos lembrar que há um limite tênue entre a coragem e a estupidez”

Partindo para quando Tris escolhe a Audácia. Ela segue, após a cerimônia da escolha, para o complexo da facção junto com os novos iniciandos. Foi somente a liberdade que eles emanavam que a fez se atrair pela Audácia. Ao se deparar com os testes de iniciação, é defrontada com a notícia de que se não for bem nos testes, ela seria cortada do rol dos iniciandos e se tornaria uma sem-facção. Essa não foi a pior parte. Mal sabia ela que os testes seriam brutais. Seu conceito de liberdade, coragem e proteção se deturpou ao ter que lutar até não poder mais com outros iniciandos para passar nos testes. Apesar disso, a Audácia já foi uma facção mais justa. Há seis anos atrás, alguns líderes mudaram o método de treinamento o tornando mais competitivo e feroz. Impressiona-me como a maldade é incrivelmente distorcida com a coragem.

“A razão humana é capaz de justificar qualquer mal; é por isso que não devemos depender dela”.

A partir daí, o leitor é quem fica responsável pelo resto da história. Eu só tenho agora que parabenizar a autora que nos deu a oportunidade de desfrutar de uma aventura que mexe com a gente. E claro que eu não ficaria sem falar um pouquinho do Quatro. Não quero estragar a surpresa de ninguém, mas ele é maravilhoso com todas as letras. (Acreditem!) Fiquei com um pé atrás da orelha quanto ao ator que o interpretaria, porém, quando eu o vi dando vida a esse personagem, todas as minhas especulações de desconfiança se dissiparam. Eu não posso e nem conseguiria falar o quanto ele é apaixonante. Vocês meninas devem ver isso por si só.

Nunca pensei que Divergente seria tão majestoso quanto Jogos Vorazes, porque convenhamos, não é? No entanto, é indispensável deixar bem claro que as duas sagas podem ser comparadas em certos pontos, mas eu já acho que são mínimos. Não temos um triângulo amoroso, Katniss e Tris são bem diferentes, devo dizer que o cenário aqui comparado é menos “tenso” que em JV, o inimigo não é o líder político, porém tem a ver com ideais poderosos, e por assim vai. Se eu continuar a escrever, darei spoiler. A verdade é que a trilogia de Veronica Roth tem tudo para ser um grande sucesso, tanto quanto Jogos Vorazes. Afinal, não há dúvidas que se uma nova trilogia com um quadro revolucionário aparecer por aí será comparada à majestosa trilogia de Suzanne Collins.

Por último, e não menos importante, destaco aqui que, assim como muitas adaptações, desencontramos no filme certos momentos do livro. Mas devo dizer que mesmo assim ele não perdeu sua essência, até porque o filme é 10.

Bom, espero que essa resenha tenha aguçado a curiosidade de vocês.

Ressalvo que este é meu ponto de vista, assim, abro um caminho para que vocês sintam-se a vontade e comentem quando e o que quiserem, pois a opinião de todos é valida!

Obrigada pela leitura!

assinatura nova luiza

Resenha: A Menina Que Tinha Dons, M.R. Carey

a menina que tinha dons

Autor: M.R. Carey            Editora: Fabrica 231 Páginas: 381                       Ano:  2014

 Classificação 4 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

A menina que tinha dons conta a história de Melanie, uma menina superdotada que faz parte de um grupo de crianças portadoras de um vírus que se espalhou pela Terra e que são a única esperança de reverter os efeitos dessa terrível praga sobre a humanidade. Uma comovente história sobre amor, perda e companheirismo encenada num futuro distópico.

” Qualquer um que experimente o furor para comer carne quando sente o cheiro de carne humana não está inteiramente dentro dos parâmetros normais, concorda comigo?”

Começo dizendo que não ia ler esse livro só por conta da capa. Segundo que a sinopse é horrível, passa mais tempo falando sobre o autor do que o livro. Essa sinopse que você leu é nova viu! Não fiquem achando que eu sou louca! 😏

 WWZ-dog-4Eu sou fã assumida e louca por The Walking Dead e na minha opinião toda e qualquer história sobre zumbis acabará caindo na comparação com eles. E continuo achando que nada será melhor, então quando descobri que esse livro se tratava de zumbis não fiquei muito empolgada por achar que encontraria uma historinha batida e meia boca. Mas sabe que me surpreendi! O autor mostrou uma história diferente, nova! Ok, temos zumbis, ok, temos um vírus que se espalhou, ok, o mundo acabou…mas é diferente! Pra começar, aqui os zumbis não são chamados dessa forma e sim de famintos. Tudo começou com um vírus em Londres que se espalhou para o mundo todo. Surpreendentemente algumas crianças tem esse vírus, são famintos, mas elas conseguem raciocinar, conversar, conviver com humanos e algumas vivem em um quartel general que estudam seu DNA a fim de encontrar uma cura. Elas não sabem o que são, nem porque estão ali. Elas são cobaias do governo.

” As cobaias não são humanas; são famintos. Famintos de alto nível funcional.”

Na história conhecemos Melanie, uma garotinha muito inteligente ( é sério, ela é inteligente mesmo) de 10 anos que tem um rotina dura no quartel. Todas as manhãs ela aguarda em sua cela para ser levada a sala de aula. Quando os militares chegam para buscá-la, o sargento aponta uma arma para ela, enquanto dois soldados a amarram em uma cadeira de rodas, pés, mãos e cabeça. Ela não entende por que eles não gostam dela e brinca que não vai mordê-los, mas eles não acham engraçado. Querem apenas continuar vivos. Aos sábados Melanie fica trancada na cela o dia todo, onde tem a companhia apenas de sua cama, sua cadeira de rodas e uma mesinha. Aos domingos ela é levada ao refeitório onde come uma tigela de vermes e logo em seguida toma banho com um produto químico que queima a pele. Para ela é normal essa rotina, ela não conhece outra. O melhor dia é quando tem aula da Sra. Justineau. Melanie a ama. É a única professora que trata a turma com carinho, que não usa palavrões e principalmente: conta muitas histórias para a turma, de contos de fada a mitologia grega.

O ponto alto do livro é quando a base é atacada e os sobreviventes são obrigados a ir a pé para o centro de Londres. A jornada se torna dias de luta pela sobrevivência, descobertas, esperanças, amor e amizade.

” Está tudo bem – diz ela fraca. – Eu não mordo”
” Ela luta com um animal selvagem e o animal é ela”

Sabe uma coisa que eu sempre fiquei indignada com os zumbis? Eles nunca comem o corpo todo, só tiram uma mordida e partem pra outra e tipo, todo mundo sabe que tem que comer tudo que tá no prato né! E nessa história eles comem tuuuudoooo!!!! Gosto assim! 😍

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E aí já era pro meu lado 💀

Ah e eles correm viu! Quem assistiu “Guerra Mundial Z” aqui? Então, eles correm igual no filme. Eles ficam inertes, mas ao menor barulho ou presença de humanos eles disparam cara! Que medo! 

Tem algumas curiosidades no livro, por exemplo, os famintos conseguem sentir seu cheiro a quilômetros de distância (assim como as vibrações sonoras) então os cientistas criaram um bloqueador, um tipo de creme para passar no corpo que afasta qualquer morto vivo.

Algumas pessoas podem achar a leitura difícil porque tem muitos termos científicos. Teve momentos que eu não fazia ideia do que estava lendo. Eu até pensei em colocar um trecho aqui, mas não quero assustar vocês rs.

Recomendo a leitura? Sim! É uma leitura difícil mas vale a pena.

” Terceiro e último, se tiver um faminto atrás de vocês, não corram. De maneira nenhuma podem derrotá-lo e tem uma chance maior se o enfrentarem de frente”
” Por que você sempre, sempre atira neles na merda da cabeça?”
” Um para me desamarrar, outro para apontar a arma para mim. É de quantos precisamos.”

E tem Booktrailer pra gente!!!! 

 E ai o que acharam? Alguém já leu? Vai ler?

Conta aqui!

Beijo, outro, tchau!

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