Resenha: A Lista de Brett, Lori Nelson Spielman

a lista de brett

Autor: Lori Nelson Spielman         Editora: Versus Páginas:  364                                   Ano:  2014

Classificação 5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Brett Bohlinger parece ter tudo na vida – um ótimo emprego como executiva de publicidade, um namorado lindo e um loft moderno e espaçoso. Até que sua adorada mãe morre e deixa no testamento uma ordem: para receber sua parte na gorda herança, Brett precisa completar a lista de sonhos que escreveu quando era uma ingênua adolescente.
Deprimida e de luto, Brett não consegue entender a decisão de sua mãe. Seus desejos adolescentes não têm nada a ver com suas ambições de agora, aos trinta e quatro anos. Alguns itens da lista exigiriam que ela reinventasse sua vida inteira. Outros parecem mesmo impossíveis. Com relutância, Brett embarca numa jornada emocionante em busca de seus sonhos de adolescência.

“Acredito que uma forte emoção, até mesmo nascida do medo e da ansiedade, seja bem melhor que uma vida de banalidades.”

Eu simplesmente amei esse livro!

Comédia drama eu diria.

Brett Bohlinger tem trinta e poucos anos e acaba de perder sua mãe Elizabeth, uma empresária bem sucedida.

Daí você pensa: “Ah ela vai receber uma gorda herança, vai se recuperar da perda da mãe com o passar do tempo, e depois viajaria para vários lugares…”

Nada disso!

A mãe deixa uma lista de 10 itens para Brett e ela só receberá a herança se cumprir essas metas.

Em meio a tristeza da perda de sua mãe, amiga e companheira, a atrapalhada Brett (é assim que à enxergo, mais ou menos como eu…rsrs) vai se redescobrir.

Descobrir novos amores, novas amizades e reatar alguns laços do passado.

A medida que Brett cumpre suas metas recebe um cartão feito por sua mãe, ( e meu Deus do céu, essa mulher era vidente, não é possível!!! Rsrsrs)

A história é narrada pela própria Brett que entre a tristeza pela morte da mãe, a raiva por ter que cumprir uma lista “idiota” que á faz levantar e sair de sua zona de conforto, ela descobre que sua vida pode tomar rumos inimagináveis.

Eu ri, fiquei brava, surpresa, triste, preocupada….

Já estava ficando louca!!

Acho que senti o que Brett sentiu!! Rs

“Eleanor Roosevelt certa vez disse: “Todos os dias, faça algo de que você tenha medo”. Continue se obrigando a fazer coisas que lhe dão medo, querida. Assuma os riscos e veja onde você aterrissa, pois são eles que fazer a jornada valer a pena.Com todo amor e orgulho, sua mãe.
“O amor é a única coisa sobre a qual você nunca deve chegar a um meio-termo.”

Uma amiga disse que não gostou do fim do livro, mas eu adorei!

Tinha vários finais possíveis e acho que ía gostar de todos.

Acima de tudo, essa leitura leve, tocante descontraída me fez pensar nos meus sonhos, que nunca é tarde demais para realiza-los e que muitas vezes deixamos metas realmente verdadeiras para trás para viver um “meio-termo”.

O que mais me surpreendeu foi a sensibilidade de Elizabeth,  a mãe de Brett, e como ela conhecia a filha, a ligação delas.

Ela conhecia cada pedaço de Brett.

Uma lição, uma aventura entre perdas dolorosas e a descoberta da vida, a ligação eterna entre mãe e filha.

– É verdade. Sou uma pessoa de muita sorte. Mas há um limite para o que as fadas madrinhas podem fazer. Eu acho que cada um tem o poder de realizar os próprios desejos. Só precisamos encontrar coragem para isso.

Beijos,

assinatura natalia

Resenha: 3096 dias Natascha Kampusch

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Autor: Natascha Kampusch, Heike Gronemeier e Corinna Milborn.                                                            Editora: Versus    Páginas: 225   Ano: 2011

Classificação 5 ⭐️ 🚍

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Sinopse: 

Natascha Kampusch sofreu o destino mais terrível que poderia ocorrer a uma criança: em 2 de março de 1998, aos 10 anos, foi sequestrada a caminho da escola. O sequestrador – o engenheiro de telecomunicações Wolfgang Priklopil, a manteve prisioneira em um cativeiro no porão durante 3.096 dias. Nesse período, ela foi submetida a todo tipo de abuso físico e psicológico e precisou encontrar forças dentro de si para não se entregar ao desespero.

“‘-Vou tirar você daqui, prometo. Você ainda não pode fugir, porque é muito pequena. Mas, quando tiver 18 anos, vou dominar o sequestrador e libertar você desta prisão. Não vou abandoná-la.’
Naquela noite, fiz um pacto com meu próprio eu mais velho. E mantive a palavra.”
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Cartazes espalhados pelo bairro pela família de Natacha.

Acho que esse é o único livro autobiográfico que li até hoje, a história é tão forte e impressionante que eu custo a acreditar que realmente aconteceu.

Natascha foi raptada no dia que ganhou o direito de ir sozinha a escola, aos 10 anos de idade, foi raptada, jogada em uma caminhonete e aprisionada durante 8 anos em um cubículo no subsolo da casa de seu raptor Wolfgang Priklopil de 35 anos.

Durante esses 8 anos, Natascha sofreu abusos psicológicos e físicos, abusos que chegam a ser sufocantes ao leitor por serem narrados com tantos detalhes. Com certeza ela teve muita sanidade para passar por tudo e sair ilesa. Não tenho dúvida que Natascha é uma guerreira e sobrevivente. Eu fico imaginando como ela conseguiu discernir o que acontecia, já que os anos que ficou raptada são os que nós formamos nossa personalidade, nossos ideais, e me fez refletir muito.

Foto de Natasha, seu sequestrador e o cativeira que ela viveu por longos anos.

Foto de Natacha, seu sequestrador e o cativeiro que ela viveu por longos anos.

O livro conta a história antes, durante e depois do sequestro, a relação dela com os pais, o sequestro e a vida que ela enfim pode começar. Com certeza durante a leitura você terá diversos sentimentos a flor da pele. Aconselho a leitura sim, até  quem não gosta de autobiografia corre o risco de gostar como aconteceu comigo.

“…ninguém no mundo exterior acreditaria que uma vítima de sequestro pudesse se sentar com seu sequestrador para jogar ludo. Mas o mundo exterior não era mais meu mundo. (…) E havia apenas uma pessoa que podia me tirar da solidão opressiva – a mesma que criara aquela solidão pra mim.” – Natacha

Ahhh e foi lançado um filme sobre o livro, estou louca para ver! Se bem que os filmes baseados em livros sempre decepcionam né….mas eu quero ver mesmo assim, porque não é uma história qualquer é uma história real. Pra quem não viu o trailler, tá aqui ô:

Já leu o livro? Me conte o que achou.

Não leu? Comente também! =D

assinatura ana