Resenha: Legend, Marie Lu

legend

Autor: Marie Lu     Editora:  Prumo                  Páginas: 256    Ano: 2012

Classificação 4/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

A Verdade Se Tornará Lenda – Ambientado na cidade de Los Angeles em 2130 D.C., na atual República da América, conta a história de um rapaz – o criminoso mais procurado do país – e de uma jovem – a pupila mais promissora da República –, cujos caminhos se cruzam quando o irmão desta é assassinado e a ela cabe a tarefa de capturar o responsável pelo crime. No entanto, a verdade que os dois desvendarão se tornará uma lenda. O que outrora foi o oeste dos Estados Unidos é agora o lar da República, uma nação eternamente em guerra com seus vizinhos. Nascida em uma família de elite em um dos mais ricos setores da República, June é uma garota prodígio de 15 anos que está sendo preparada para o sucesso nos mais altos círculos militares da República. Nascido nas favelas, Day, de 15 anos, é o criminoso mais procurado do país; porém, suas motivações parecem não ser tão mal-intencionadas assim. De mundos diferentes, June e Day não têm motivos para se cruzarem – até o dia em que o irmão de June, Metias, é assassinado e Day se torna o principal suspeito. Preso num grande jogo de gato e rato, Day luta pela sobrevivência da sua família, enquanto June procura vingar a morte de Metias. Mas, em uma chocante reviravolta, os dois descobrem a verdade sobre o que realmente os uniu e sobre até onde seu país irá para manter seus segredos.

” – A sua República não vai durar mais uma década. E o melhor é que, quando as Colônias dominarem as terras de vocês, elas a utilizaram melhor do que vocês.”

setor lake

Setor Lake, onde mora o Day.

Já começo a resenha avisando que essa é uma saga que todos fãs de distopia devem ler! Eu li sem ver o tempo passar. É uma leitura que flui, que quando acaba você fica desamparado, fica assustado de não ter percebido que chegou ao fim.

No primeiro livro temos a apresentação do mundo que os personagens vivem. Os Estados Unidos agora é dividido entre a República (onde reina o tirania) e as Colônias ( o povo rebelde). Nossos personagens vivem na República e temos June, o prodígio da república. Uma jovem corajosa e talentosa, com apenas quinze anos e já se formando para se tornar um soldado. No lado pobre da cidade temos Day, uma lenda das ruas, que desafia o exército e rouba suprimentos para manter sua família viva. 

” Não se trata disso e sim do jeito que você olhou para ele. Você tem minhoca na cabeça? Nunca olhe para um policial daquele jeito, entendeu? Você quer que eles nos matem?

E no centro de tudo temos o Primeiro Eleitor, o cara que governa. Leis absurdas, desigualdade e mentiras rondam a trama. E em uma dessas mentiras, June é convocada para localizar e matar Day.

” Vou perseguir você até o inferno. Vou vasculhar as ruas de Los Angeles a sua procura. Se preciso vou procurar você em todas as ruas da República.”

E ai meus queridos a trama se desenrola. É uma história com muita ação e romance. É rápida também, o livro tem apenas 256 páginas, mas não deixa de ser surpreendente. Só o que me incomodou foi a tradução, algumas frases estão com as palavras fora de ordem ou repetem.

Eu terminei de ler e fiquei com saudades dos personagens e fiz o que toda ressaca literária adora: emendei o segundo livro hahaha

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Fan Art

” Quando olho para o lado vejo um adolescente estendendo a mão para mim. Ele tem olhos azuis brilhantes, poeira no rosto e um boné surrado na cabeça. Neste momento acho que é o garoto mais gato que já vi na vida.”

E como eu disse, o livro tem muito romance. Se você não gosta disso então nem pegue para ler!

 

Aqui está a saga completa, todos lançados no Brasil:

saga legend

Interessados em ler? Eu não cheguei no terceiro livro mas já estou com saudades!

Super recomendado. Me contem se já leram!

Até a próxima.

Beijo, outro, tchau!

assinatura nova ana

Resenha: A Rainha Vermelha, Victoria Aveyard

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Autor: Victoria Aveyard     Editora: Seguinte Páginas: 424    Ano: 2015

Classificação 3/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses.

Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho?

Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe – e Mare contra seu próprio coração.

“Talvez o que ele tanto esconde seja isto… seu próprio coração”.

Muita gente está falando muito bem desse livro. Tenho quase certeza de que até hoje só ouvi e li maravilhas dele. É aquele rebuliço de que todo mundo quer comprar. Mesmo sem esperar o preço abaixar >.<. E Eu comprei justamente pela grande expectativa que criei.

Temos aqui uma sociedade dividida pelos prateados e os vermelhos. Os do primeiro grupo são mais fortes, mais ricos e mais privilegiados, além de deter certos poderes os dando capacidade de dominar alguns elementos como fogo e água. Não sei se aconteceu com mais alguém, mas achava que as cores sanguíneas fossem apenas uma metáfora.

“Esta é a verdadeira distinção entre prateados e vermelhos: a cor do sangue. Esta única diferença os torna mais fortes, mais inteligentes e melhores do que nós”.

Mare Barrow é vermelha. Isso significa que ela e sua família eram pobres, e que poderia ter o mesmo destino que seus irmãos, ser recrutada para a guerra. É totalmente diferente da irmã caçula, que tem um excelente dom de bordar, assim pode conseguir um trabalho e se  livrar da guerra. Já Mare, o que faz de melhor é roubar.

Depois de um encontro misterioso com um garoto a caminho de casa, a garota é intimada em sua casa para servir no Palácio Real como criada do rei. Acreditando que sua vida se resumiria a isso, decidiu se dedicar ao serviço cada dia a mais, até que no dia da Prova Real, evento o qual seriam escolhidas uma princesa para cada filho do rei, Mare descobre algo dormido dentro de si mesma que nunca ousou imaginar.

Planos foram traçados e pessoas mentiam. Essas foram as medidas tomadas pelo rei e a rainha em relação a Mare. A protagonista descobriu que tinha muito mais em mãos do que nunca ousou imaginar. E com ajuda de alguns amigos vermelhos, se junta a Guarda Escarlate tendo como visão a queda dos prateados.

“Este que é o mundo que estou tentando derrubar, o mundo que está tentando me matar e matar tudo que amo. (…) Mas preciso tentar. Pela Cidade Cinzenta, por aqueles que nunca viram o sol”.

Depois de mais ou menos oitenta páginas o livro surtiu um efeito de curiosidade em mim,

mas não durou muito tempo. Não foi o gênero que não gostei, foi da história. Eu leio de tudo um pouco. Particularmente, A Rainha Vermelha não me prendeu. Contudo, o livo não é ruim, de jeito nenhum. Como eu disse no IG do blog (@estranhoscomoeu), Victoria Aveyard construiu personagens fortes, os descrevendo maravilhosamente bem. O livro é muito bem escrito. A história é descrita com muitos detalhes, que por vezes pode se tornar enjoativo.

Por fim, essa é só a minha opinião como leitora. Os livros surtirão efeitos diferentes sobre cada pessoa. Não consegui me empolgar com o livro, porém, toda leitura é válida. Com isso, faço um convite para vocês lerem o artigo PRECONCEITO LITERÁRIO FEAT. LEITORES HATERS de Ana Buranello aqui no do blog.

Beijos,

assinatura nova luiza

Resenha: Bruxos e Bruxas, James Petterson e Gabrielle Charbonnet

bruxos e bruxas

Autor: James Petterson e Gabrielle Charbonnet                                   Editora: Novo Conceito                      Páginas: 288           Ano: 2013

Classificação 2.5/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Em pleno século XXI, os irmãos Allgood, With e Whisty são arrancados de sua casa no meio da noite e jogados na prisão, acusados de bruxaria. Vários outros jovens como eles foram sequestrados, presos e outros desapareceram.
Tudo isso acontece porque o mundo foi comandado por um novo governo “Nova Ordem”, que acredita que todos os menores de dezoito anos são suspeitos e que praticam bruxaria. Quem comanda a N.O é O Único Que É O Único, e seu objetivo é tirar tudo que faz parte da vida de um adolescente normal, livros, música, arte, comandar o mundo e desvendar todos os segredos da magia.
Qualquer forma de protesto contra a N.O será punida com muita rigidez e tortura, até que a pessoa possa completar dezoito anos, e assim ser condenado a morte.
A missão dos irmãos Allgood é livrar o mundo desse novo regime e resgatar seus pais desaparecidos. Mas será que eles conseguirão enfrentar a Nova Ordem, salvar todos dessa tortura e encontrar seus pais?

” – Você, Wisteria Allgood, foi considerada bruxa pela Nova Ordem! E você, Whitford Allgood, foi considerado bruxo! “

Eu ainda não consegui decidir se gostei desse livro ou não…Tem muitos pontos positivos mas tem muitos outros que são péssimos! hahaha

O contexto da história é bom sim, é um livro de distopia que envolve bruxos. Quantas distopias de bruxos vocês conhecem? Uma né? rs…Por isso o livro é interessante! São raros os autores que se aventuram nesse universo. Mas ao mesmo tempo, parece que os autores estavam de brincadeira enquanto escreviam, puxaram lá um cigarrinho pra colocar comédia na história.

A forma como o mundo reage a Nova Ordem, a forma como os irmãos são presos, condenados , descobrem os poderes e lutam para salvar os pais é muito interessante. Como todo livro de distopia a mocinha é osso duro. O irmão também não fica atrás, apesar de demorar mais para desenvolver os poderes.

” Eu não ia deixar ninguém machucar minha irmã. E não ia dar uma de bonzinho e obedecer as regras idiotas deles.”

O livro faz parte de um quarteto, todos já foram lançados no Brasil, então se você quiser se arriscar, vai conseguir ler a história completa!

livros de 6 a 9

Faço das palavras da Tábata ( na resenha Cidades de Papel)  as minhas: Se você não tem nada melhor para ler, então leia esse livro!

” No lado direito do tribunal, atrás de uma parede mais baixa, um júri nos encarava com uma cara de paisagem. Eram todos adultos, homens e aparentemente não achavam que duas crianças inocentes sendo julgadas em um jaula não era nada de mais.”

Agora passo a bola para vocês. Vão ler?

E alguém ai já leu? Conta aqui!

Até a próxima seus lindos!

Beijo, outro, tchau!

assinatura nova ana

Resenha: Convergente, Veronica Roth

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Autor: Veronica Roth      Editora: Rocco               Páginas: 528      Ano: 2013

Classificação 5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

A sociedade baseada em facções, na qual Tris Prior acreditara um dia, desmoronou – destruída pela violência e por disputas de poder, marcada pela perda e pela traição. Em Convergente, o poderoso desfecho da trilogia de Veronica Roth iniciada com Divergente e Insurgente, a jovem será posta diante de novos desafios e mais uma vez obrigada a fazer escolhas que exigem coragem, fidelidade, sacrifício e amor.

“Será que poderei ser perdoada pelo que fiz para chegar aqui?
Quero ser.
Eu posso.
Eu acredito.”

Talvez se tudo fosse diferente, o agora seria diferente. Ideologias, valores, princípios e escolhas. Esta última te transforma, destrói, mas, sobretudo, te define. As coisas perdem o controle para aqueles que ultrapassam as barreiras da grande cidade de Chicago. Não apenas ao derredor, mas irão descobrir que perderam controle sobre eles mesmos.

“Talvez não tivéssemos nos sentido tão reprimidos…
Talvez tivéssemos nos tornado pessoas diferentes…
Talvez ele pudesse ser um homem amável se este fosse um lugar diferente…”.
“O que aprendi nos últimos dias me fez sentir que não há nada neste lugar que valha a pena salvar”.

Aqui temos dois personagens narradores: Tris e Tobias. Cada capítulo é alternado entre um e outro permitindo o leitor de se envolver à narrativa em diversos cenários. Estes estão transbordando de realidades impensáveis, instigando aos personagens a pensarem em remodelar todas as coisas que acreditavam ser únicas.

“(…) ainda estou viva, mesmo que seja neste lugar estranho, onde tudo em que eu acreditava está desmoronando. Mas ainda sei de algumas coisas. Sei que não estou sozinha, que tenho amigos e que estou apaixonada. Sei de onde vim. Sei que não quero morrer, e, para mim, isso já é alguma coisa”.

Tris se mostra mais forte do que nunca. Não me refiro apenas a sua força física. Ela suportou mortes, decepções, torturas, mentiras e sacrifícios. Seu orgulho totalmente explícito nos livros anteriores finalmente se transforma em discernimento, enquanto a sensatez de Tobias parece desfalecer.

Leitor, se você quiser saber o fim desta história, meu único conselho é: seja corajoso!

Espero que essa resenha tenha aguçado a curiosidade de vocês.

Ressalvo que este é meu ponto de vista, assim, abro um caminho para que vocês sintam-se a vontade e comentem quando e o que quiserem, pois a opinião de todos é valida!

Obrigada pela leitura!

assinatura nova luiza

Resenha: Insurgente, Veronica Roth

insurgente

Autor: Veronica Roth     Editora: Rocco             Páginas: 512               Ano:  2013

Classificação 5/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Na Chicago futurista criada por Veronica Roth em Divergente, as facções estão desmoronando. E Beatrice Prior tem que arcar com as consequências de suas escolhas. Em Insurgente, a jovem Tris tenta salvar aqueles que ama – e a própria vida – enquanto lida com questões como mágoa e perdão, identidade e lealdade, política e amor.

Somente avance se você é Divergente.

Fogem-me as palavras. Com jeito majestoso, Veronica Roth nos dá uma sequência de perder a cabeça. É difícil um livro conquistar minha total atenção. Com este aqui aconteceu isso. Como eu trabalho durante o dia e estudo a noite, o meu tempo de lazer é curto, mas enquanto eu lia Insurgente, fiz esse tempo crescer e não me pergunte como. Eu queria ler toda hora, e descobri novas maneiras de aproveitar meu tempo que eu não havia percebido antes. O que eu quero dizer com tudo isso (com toda essa enrolação haha) é que a continuação chega a ser mais viciante que a primeira.

O início de Insurgente é exatamente o ponto em que a história parou em Divergente: Tris, Quatro, Caleb, Marcus e Peter estão em um vagão de trem tentando fugir de traidores. Chegam então no complexo da Amizade, onde puderam então desfrutar de alguns momentos felizes, e até descontraídos, mas essa alegria dura pouco. Traidores da Erudição invadem o local, obrigando os nossos principais a correrem como loucos para escaparem. O que os leva a voltarem para dentro de um vagão de trem, cujo espaço era preenchido por algumas pessoas. Conseguem imaginar quem são? Ao que me concerne por hora, é que vocês saibam que tais pessoas são consideravelmente valorosas para a trama.

Tobias e Tris seguem em direção a sede da Franqueza para buscar pistas do que quer que esteja acontecendo. Lá eles são submetidos ao soro da verdade, uma substância capaz de suscitar a verdade de quem o tomar. Ao longo de cada sessão, segredos e medos dos dois são revelados e todos os membros da Franqueza que estavam na sala assistindo Tris e Tobias escutam tudo.

“Talvez eu não devesse sentir medo de falar nada, porque a honestidade vai fazer eu me sentir mais leve”.

Uma particularidade de Tris que para mim é de grande relevância é seu caráter egoísta, cujas práticas provindas de seu âmago são facilmente notórias em Divergente.

“- Eu não era boa o bastante para a Abnegação, e queria ser livre. Por isso escolhi a Audácia.
– Por que você acha que não era boa o bastante?
– Porque eu era egoísta”.

Em insurgente, Tris está muito solta, viciada em adrenalina, se tornando um estereótipo de facção, aspecto que não era seu. Chega ser estupidamente impetuosa. Abriu um abismo entre ela e Tobias, fazendo a cumplicidade que existia entre eles despedaçar aos poucos. Sua postura me incomodou além da medida. Entretanto, apesar de tanto agir como uma criança imprudente, a garota faz o certo tentando ser heroína, ou melhor, ser Insurgente.

“Ser cruel não torna uma pessoa desonesta, da mesma maneira que ser corajoso não faz ninguém gentil”.

Antes tarde do que nunca, Jeanine, como sabem, é quem está por trás de toda essa tramóia, mas saber o que ela está escondendo é o obstáculo.

“Eu costumava acreditar que é preciso ter malícia para ser cruel, mas isso não é verdade. Jeanine não tem o menor motivo para agir de maneira maliciosa. Mas ela é cruel porque não se importa com o que faz, desde que isso a fascine”.

Não posso dizer que fiquei feliz com o livro, quero dizer, há muito sofrimento envolvido. Pessoas pelas quais nós daríamos votos de confiança se revelam traidores. O mundinho por dentro da cerca está desabando. Engraçado como o desalento dos personagens toma conta da gente, e quando percebemos estamos tão apegados a eles. Quanto mais lermos sem pausa, mais envolvidos ficamos.

Esta saga é altamente recomendável para aqueles que conseguem extrair prazer em aventuras distópicas. Dou nota máxima para essa continuação. Minhas expectativas são altas para o desfecho em Convergente.

Bom, espero que essa resenha tenha aguçado a curiosidade de vocês.

Ressalvo que este é meu ponto de vista, assim, abro um caminho para que vocês sintam-se a vontade e comentem quando e o que quiserem, pois a opinião de todos é valida!

Obrigada pela leitura!

assinatura nova luiza

Resenha: Ordem (Saga Silo), Hugh Howey

ORDEM

Autor: Hugh Howey          Editora: Intrínseca Páginas: 512            Ano: 2015

Classificação 4/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

E se a sobrevivência dos seres humanos dependesse do deslocamento de milhares de cidadãos para uma enorme cidade subterrânea, com gigantescas telas de TV transmitindo imagens desoladoras do mundo do lado de fora e ninguém fosse autorizado a sair?

A narrativa de Ordem, que alterna passado e presente, começa em um período anterior ao descrito em Silo, explicando como o mundo de Juliette foi transformado. São apresentados ao leitor um portador do século XXIII; um senador da Geórgia num futuro próximo; um garoto abandonado, cuja história termina quando a de Juliette começa, e Troy, que acorda em 2110 sem saber quem é.
Em Ordem, os personagens escapam da morte ao serem congelados em cápsulas criogênicas, sendo acordados de tempos em tempos para tomar remédios, realizarem alguns trabalhos alienantes e depois dormir outra vez. O livro volta no tempo, ao ano de 2049, revelando as decisões tomadas por alguns poucos poderosos, responsáveis por bilhões de mortes que deixarão a humanidade em vias de extinção. A narrativa torna-se claustrofóbica e contrita à medida que a humanidade é forçada a viver no silo e a tomar medicamentos que a fazem esquecer a destruição infligida aos amigos e parentes. 

Com uma sinopse dessa, o que sobra para falar?rs

” Preveja o inevitável – disse ela- e um dia você estará certo”.
***Atenção, se você não leu Silo, então não leia a resenha. Ou leia, você que sabe.***

No segundo livro da saga nós voltamos no tempo, em 2049(!), para entender o que aconteceu com o mundo e como fomos parar embaixo da terra. De imediato conhecemos o deputado estadual Donald Keene  que está numa sala de reunião com o  Senador Thurman lhe pedindo que construa uma abrigo subterrâneo, mas sem falar para que finalidade, apenas que se algo der errado a população terá onde se esconder.

” – Espere, não entendi – ele estudou o desenho – por que as luzes de cultivo?
– Por que Donny o prédio que eu quero que projete para mim…ele será subterrâneo.”

No primeiro livro nós vimos que existiam vários silos além do 18 onde mora a Juliette. A vida no silo 1 é completamente diferente dos demais, eles são os ‘capitães do navio’, eles conseguem falar com todos os silos, desativar silos, observar os silos por câmeras, enviar misseis… e o mais desesperador é que eles trabalham em turnos, após esse período são colocados para dormir em câmeras criogênicas, e acordados depois de alguns meses ou anos para voltarem ao trabalho. Algumas pessoas do silo 1 tem mais de duzentos anos e são mais saudáveis que eu. E eles não lembram das suas vidas antes do silo, as memórias foram apagadas ( mas é claro que sempre tem um encapetado para lembrar né).

” Será que fica mais fácil com o passar das gerações, a medida que as pessoas esquecessem, e os sussurros dos primeiros sobreviventes desaparecessem?”

Algumas partes ficaram confusas para mim, como exemplo essas paradinhas criogênicas e o significado de terem construído os silos. Na verdade não vi sentido, até eu faria uma rebelião com a Juliette, minha amiga.

A história é intercalada em anos e em silos diferentes: o mundo como nós conhecemos, o fim do mundo, o começo da vida nos silos, os silos que ‘ caíram’…mas não espere encontrar Juliette. Em compensação nós conhecemos toda a história do Solo, lembra dele? É aquele senhor doidinho barbudo que vivia sozinho no silo 17, sabe?

“- Acho que o estamos perdendo senhor.
– O que? Perdendo contato? Não está conseguindo falar com eles?
-Não senhor. Perdendo o 12, senhor. O silo. A coisa toda.”

O livro continua com aquele regime opressor, com aquela falta de ar e claustrofobia.  É uma história triste, em nenhum momento me senti feliz com os personagens, em nenhum momento eu vi os personagens felizes.

Apesar dele ser muito revelador e não ser previsível, achei cansativo,não sei se isso faz sentido rs. Também não acho que vai atrapalhar a leitura se você pular do primeiro para o terceiro, mas não me arrependo de ter lido, ter conhecido o Solo fez valer a pena.

” Mesmo que houvesse sobreviventes ao seu redor, a única companhia encontrada era do tipo que perseguia ou matava você.” – Solo.

E vocês já leram? Vão ler? Vem bater um papo aqui!

Até a próxima!

Beijo, outro, tchau!

assinatura nova ana