Resenha: Nem tudo será esquecido, Wendy Walker

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     Autor: Wendy Walker – Editora: Planeta                 Ano: 2016 – Páginas: 288

Classificação 3.5/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Um dos suspenses psicológicos mais elogiados nos Estados Unidos Tudo parece perfeito na pequena Fairview, em Connecticut, até a noite em que a adolescente Jenny Kramer é violentada durante uma festa. Nas horas posteriores, ela é medicada com uma droga controversa para que as memórias da violência sejam apagadas. Mas, nas semanas que se seguem, enquanto se cura das dores físicas, Jenny percebe que guardou nuances daquela noite. O pai, obcecado por sua incapacidade de descobrir quem abusou de sua filha, busca  justiça, enquanto a mãe tenta fazer de conta de que o crime não abalou seu mundo cuidadosamente construído. Segredos da família e do círculo próximo começam a vir à tona durante a busca incessante pelo monstro que invadiu a comunidade – ou que talvez sempre tenha estado lá –, guiando este thriller psicológico para um fim chocante e inesperado.

“A música tocava muito alto, e ela a teria ouvido da cena do ataque. A playlist estava cheia de mega hits pop, aqueles que ela disse que conhecia bem, com letras do tipo que grudam na cabeça. Mesmo com a música e as risadas que escapavam pelas janelas abertas, ela teria ouvido os outros sons mais próximos, os suspiros sórdidos de seu agressor, suas próprias súplicas guturais”

Jenny é uma garota de 16 anos, tem cabelo loiro comprido, olhos azuis, é esbelta e atlética, ela tem sardas e uma pequena covinha do lado direito da boca. Mora com os pais, Tom e Charlotte, e com o irmão mais novo, Lucas. Em uma noite, que prometia ser melhor que qualquer outro momento de sua vida, ela vai à uma festa.

Havia sido convidada por Doug, mas quando chega lá, encontra ele com outra garota. Desiludiada, Jenny começa a beber sem controle. Depois de passar mal, fica com vergonha de sua atitude e chorando corre para fora da festa, direto para o meio da mata.

Então, o pior acontece: Jenny é estuprada. Após uma hora de violência, tinha sido encontrada por um casal de namorados largada com o corpo esgotado no chão sujo, ela foi salva. Seus pais decidem que o melhor a fazer é autorizar um tratamento para induzir a amnésia anterógrada limitada de acontecimentos traumáticos.

“Não havia emoções ligadas à voz dele nem emoções positivas de ser salva. Eu tinha o poder de dar essa explicação e, ainda assim, não podia, porque eu precisava que ela ficasse com essa teoria, com a falsa memória, mesmo que eu fingisse convencê-la do contrário. Fechei a boca e engoli as palavras. A verdade.”

Quando acorda, Jenny não lembra-se de nada, fica apenas um vazio, além das cicatrizes físicas, incluindo um entalhe nas costas, um machucado feito com um graveto pelo agressor. O detetive Parsons assume o caso sem muito sucesso, o estuprador usou camisinha, havia se depilado e usado luvas, não havia nenhum rastro para seguir.

Num ato de desespero, Jenny resolve por fim à vida e corta os pulsos. Ela é socorrida por sua mãe e seu amante. Após esse incidente, Charlotte, Jenny e Tom começam a fazer tratamento individualmente com o psiquiatra Alan. Nas sessões, Jenny tenta relembrar o que aconteceu naquela noite. Segredos são revelados, como o caso de Charlotte com Bob, dono da concessionária e chefe de seu marido Tom.

Em meio ao tratamento da família, o psiquiatra Alan também cuida do paciente Sean, um ex-fuzileiro naval, que também havia sido submetido ao tratamento para induzir a amnésia, após ter perdido um companheiro de trabalho e o próprio braço durante um ataque com bomba. Jenny e Sean começam a frequentar um grupo de terapia de vítimas de trauma, e ficam mais próximos.

“Um paciente senta diante de você. Ele perdeu o braço em combate. Ele perdeu a memória do combate. Ou, mais precisamente, ela foi tirada dele. Agora ele perdeu a si mesmo para sua própria mente. Esse homem não é merecedor de seu tempo?”

Surgem duas pistas, um Honda Civic azul foi visto parado perto da mata na hora do atentado, e um rapaz usando um casaco azul estampado com um pássaro vermelho foi visto entrando na mata. Ao mesmo tempo, Jenny começa a ficar cada vez mais próxima do que realmente aconteceu, surgem como suspeitos o chefe de seu pai Bob e o filho do psiquiatra Jason. Ela segue na ânsia por justiça, tentando achar em sua memória o motivo da sua dor.

Nem tudo será esquecido é uma narrativa do psiquiatra Alan do que se passa em seu consultório, na vida dos personagens e em sua vida desde o atentado, o que nos dá a sensação de como é o tratamento de pessoas que passam por traumas.

Toca de forma delicada no assunto estupro, e em como não só a vítima, mas toda sua família sofrem com o ocorrido. Mostra também que apagar da memória o trauma não é a melhor coisa a se fazer, que o melhor é enfrentar os monstros em nossa cabeça e superar os problemas, mesmo sendo difícil vencer um trauma.

“Só quero que isso acabe.

Ela repetiu isso entre fungadas e lágrimas.”

Noventa por cento do livro acontece dentro do consultório de Alan, e através do tratamento, cada personagem vai enfrentando seus monstros e descobrindo seu verdadeiro eu. A história segue com o objetivo de encontrar o estuprador, e eu tive meus palpites, mas no final é alguém que nem imaginamos, e o leitor descobre que o psiquiatra e a paciente Jenny tem monstros iguais.

Plus: O livro será adaptado para o cinema e a diretora será a talentosa Reese Witherspoon em parceria com a Warner Brothers. Vale lembrar que Reese foi uma das responsáveis pelo sucesso da adaptação de “Garota Exemplar”.

É um livro interessante, eu indico a leitura! Beijocas!

assinatura nova tábata

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Resenha: A garota perfeita, Mary Kubica

A Garota Perfeita

Autor: Mary Kubica     Editora: Planeta         Páginas: 336    Ano: 2016

Classificação 4/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Mia, uma professora de arte de 25 anos, é filha do proeminente juiz James Dennett de Chicago. Quando ela resolve passar a noite com o desconhecido Colin Thatcher, após levar mais um bolo do seu namorado, uma sucessão de fatos transformam completamente sua vida.
Colin, o homem que conhece num bar, a sequestra e a confina numa isolada cabana, em meio a uma gelada fazenda em Minnesota. Mas, curiosamente, não manda nenhum pedido de resgate à familia da garota. O obstinado detetive Gabe Hoffman é convocado para tocar as investigações sobre o paradeiro de Mia. Encontrá-la vira a sua obsessão e ele não mede esforços para isso.
Quando a encontra, porém, a professora esté em choque e não consegue se lembrar de nada, nem como foi parar no seu gélido cativeiro, nem porque foi sequestrada ou mesmo quem foi o mandante. Conseguirá ela recobrar a memória e denunciar o verdadeiro vilão desta história?

” – Você está bêbada. Não pode sair assim.
Ela sorri e diz que minha atitude é meiga. Pensa que estou preocupado com ela. Pobre coitada. Eu não me importava nem um pouco com ela.”

Eu comecei a leitura um pouco chateada, porque a história não estava me prendendo. Mas lá pela página 30 as coisas começaram a mudar e deslanchei na leitura! #Saudades

A história central é sobre o sequestro de Mia, uma jovem de 25 anos e filha de um famoso Juiz. O livro é narrado em primeira pessoa por três personagens: Eve, a mãe de Mia, o detetive do caso Gabe Hoffman e o sequestrador Colin Thatcher. Cada capitulo é dedicado a um personagem e alternam em durante o sequestro e depois. Eu gosto muito de livros assim, principalmente porque você conhece cada personagem “pessoalmente”.  Um ponto importante é que a própria Mia não tem voz no livro, o único capitulo dedicado a ela é o último. Pensem agora na agonia que senti e a vontade de pular para o final haha

E bom, a sinopse já diz que encontram Mia mas ela está sem memória certo? Eu vou mais além e digo a vocês que ela está tão desorientada que jura de pé junto que seu nome é Chloe. 

“- Como isso funciona? Você se lembra de que eu sou seu pai, essa é sua mãe, mas pensa que seu nome é Chloe…Sabe quantos anos tem e que tem uma irmã, mas não tem ideia de quem é Colin Thatcher. Sendo franca, você não sabe mesmo onde esteve nos últimos três meses?”

Obviamente vocês descobrem o que aconteceu para deixar Mia tão abalada, mas até lá vocês sofrem com ela. É um bom livro para estudantes de psicologia que precisam estudar sobre mudança de personalidade e a tal da síndrome de Estocolmo. Mas além disso, conhecemos pelo ponto de vista da Eve como foi a criação de Mia, com a família está desmoronando e como foi difícil a relação da filha com o pai. Pontos de interrogação começam a surgir…

Outro ponto interessante é como as pessoas sem comportam durante a trama. Eve  se afunda em culpa e a cada dia se martiriza por ter sido uma mãe relapsa. Temos o pai de Mia que é um grosso e acredita que Mia fugiu. Já o detetive passa seus dias decidido a encontrar Mia e encerrar esse caso. Temos o sequestrador Colin, que NÃO.DÁ.PRA.ENTENDER.O.QUE.TÁ.QUERENDO.DA.VIDA. E por fim temos Mia, você não sabe se tudo é encenação, tristeza, realidade…

“E se…? E se ela não estiver bem? E se estiver bem e nunca a encontrarmos? E se estiver morta e nunca descobrirmos? E se estiver morta e ficarmos sabendo quando o detetive nos pedir para identificarmos seus restos mortais?”

Não quero entrar em detalhes para não estragar as teorias antes da leitura. Eu mesma montei várias e no fim fiquei de boca aberta soltando um lindo ” oxeeeeeeee” .

Oxeeeeeee!!!!!???

A autora está de parabéns por criar uma história e conseguir manter o suspense sendo que os leitores já sabem do sequestro e que a vitima foi encontrada. É um ótimo thriller psicológico.

Recomendo a leitura e tenho certeza que poucas pessoas vão descobrir o que realmente aconteceu com Mia antes do final.

E me contem a opinião de vocês!

Até a próxima!

Beijo, outro, tchau!

assinatura nova ana marys

Resenha: Tony e Susan, Austin Wright

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Autor: Austin Wright    Editora: Intrínseca  Páginas: 344               Ano: 2011

Classificação 4/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Há vinte e cinco anos, Susan Morrow deixou Edward Sheffield, seu primeiro marido. Certo dia, instalada confortavelmente na casa em que mora, com os filhos e o segundo marido, inesperadamente ela recebe, pelo correio, um embrulho que contém o manuscrito do primeiro romance escrito por Edward. Ele lhe pede que leia seu livro: Susan sempre foi sua melhor crítica, justifica. Tony e Susan, de Austin Wright, publicado originalmente nos Estados Unidos em 1993, ganha nova edição, dezoito anos depois de seu lançamento, por se tratar, segundo seus editores, da “mais impressionante obra de arte da ficção americana desde Revolutionary Road, de Richard Yeats”, publicado no Brasil como Foi apenas um sonho.
Ao iniciar a leitura, Susan é arrastada para dentro da vida do personagem Tony Hastings, um professor de matemática que leva a família de carro para a casa de veraneio no Maine. Quando a vida comum e civilizada dos Hastings é desviada de seu curso de forma violenta e desastrosa, Susan se vê novamente às voltas com seu passado, obrigada a encarar a própria escuridão e a dar um nome para o medo que corrói seu futuro e que vai mudar sua vida.

“A gente escreve porque todo o resto morre, é para preservar aquilo que morre. A gente escreve porque o mundo é uma confusão desconexa, que não se consegue entender, a menos que se faça um mapa com as palavras. (…) a gente escreve porque lê, escreve a fim de refazer para uso próprio as histórias da nossa vida”.

Antes de começar, o livro é cruel. Pode esquecer quem achou que o autor introduziria algum tipo de narrativa romântica entre sexos opostos. É um perigo para os leitores que se envolvem com facilidade. Como disse Robert Thomson (jornalista australiano): “Um thriller com a pegada de um pit bull”.

Susan Morrow é uma mulher casada e mora com seus três filhos e seu segundo marido. Antes deste casamento, ela se relacionou com Edward Sheffield; este tinha o sonho de se tornar escritor, mas desistiu dele para trabalhar com corretagem de imóveis. Inusitadamente, recebe uma carta de Edward perguntando se ela queria ler o seu manuscrito: Animais Noturnos. Chocou-se, pois faziam vinte anos que não recebia notícias dele. O homem dizia que ela sempre lhe dava as melhores críticas, por isso fazia questão de que ela o lesse.

Arnold, seu segundo marido, estaria fora por três dias a trabalho. Com a ideia de não aparentar inconveniente, esperou que ele viajasse para iniciar sua leitura de Animais Noturnos.

A história que se passa induz a submetermos inteiramente a ela, sendo exatamente assim o sentimento provocado em Susan. Criou uma relação de envolvimento tamanha em relação ao romance, suscitando vasto ceticismo sobre o rumo de sua vida. Várias lembranças jorraram de sua memória a cada página que virava. Descobrimos uma Susan do passado. A Susan que ainda era de Edward.

“Casta e platônica, essa foi a situação enganosa que levou Edward a seduzir Susan, ou Susan a seduzir Edward, tanto faz, cujo resultado final foi o casamento que tornou necessário o divórcio. Ter o coração partido significa ter uma história, e a história de ambos os uniu”.

Tony e Susan é dividido em sessões de leitura, que são feitas por Susan, e seus interlúdios, o presente da vida dela. Nos interlúdios, Susan demonstra conecção com Tony, o personagem principal de Animais Noturnos, chegando a sentir medo com ele. Já as sessões de leitura são as partes que Susan lê o livro. Incrível é Austin apresentar uma situação na qual mostra um leitor e suas emoções, assim também a história que está lendo.

Em Animais Noturnos, o universo é tenebroso, levando um homem a beira da loucura. Mal sabia o quão grave seria o resultado do momento em que decidiu passar uns dias com sua família em uma casa de veraneio era.

“O dinheiro compensaria os sonhos perdidos”.

Será mesmo?

Espero que essa resenha tenha aguçado a curiosidade de vocês.

Ressalvo que este é meu ponto de vista, assim, abro um caminho para que vocês sintam-se a vontade e comentem quando e o que quiserem, pois a opinião de todos é valida!

Obrigada pela leitura!

assinatura nova luiza

C.L #31 – Livros de terror e suspense

E depois de pedir ajuda dos leitores de um grupo no facebook, eis que surge a lista de indicações!

Preparem-se!

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4 ⭐️O Massacre da serra elétrica, arquivos sangrentos – Em Arquivos Sangrentos, nós ficamos por dentro de como foi todo o processo de criação do filme e de tudo que ele significou para a história do terror. Eu conheci várias curiosidades e achei incrível. Por causa do baixo orçamento, eles não tinham como refrigerar o set e, no calor do Texas, toda aquela carne estava apodrecendo. A atriz Marilyn Burns foi uma das que mais sofreu, tendo até mesmo desmaiado no set após uma filmagem. Em uma das cenas finais, ela manca pois realmente havia se machucado. – Blog Entre Parágrafos

 4 ⭐️ Histórias extraordinárias -> Não há dúvidas que Edgar Allan Poe é, não apenas um mestre, mas um precursor em seu gênero. Pode-se dizer que foi com ele que nasceu a literatura policial e também dele se deriva muitas das imagens do terror fantasmagórico que ainda assombram imaginações de hoje. Histórias Extraordinárias reúne em seu bojo algumas de suas melhores composições e é uma excelente introdução ao mundo criado por Poe. Grande parte dos contos (acho que praticamente todos… exceto A Máscara da Morte Rubra) é narrado em primeira pessoa, causando de imediato uma identificação com o narrador – que, aliás, nunca tem nome. – Blog Coruja em Teto de Zinco Quente


5⭐️ O Chamado de Cthulhu -> Sem mais delongas, eu gostei muito do conto, é interessantíssimo e a forma como Lovecraft descreve a documentação encontrada sobre Cthulhu é extremamente convincente, mas creio que essa é uma característica do próprio autor pois o mesmo se dá em A Cor que Caiu do Céu. Obviamente, achei o Cthulhu um ser magistral e único. Recomendo  a leitura! – Blog Livros de Calla

4,5 ⭐️ Psicose – > O ritmo com que é narrada a história é eletrizante. Não dá para parar de ler. Com alguns capítulos que rondam parte da vida de Norman, e com alguns que contam sobre a busca pela Marie, o leitor é levado principalmente a adentrar nos pensamentos de nosso personagem que foi inspirado em um Serial Killer conhecido: Ed Gein. – Blog Bibliotecária Leitora

5 ⭐️ O fantasma de Canterville – > É óbvio que Oscar Wilde escreveu este conto para ser apreciado por crianças, mas isso não o desqualifica ao gosto dos adultos. Enquanto o lia, eu me perguntei diversas vezes se havia alguma mensagem que o autor tenha pretendido ilustrar em sua história… De modo que se torna coerente colocar em pauta a seguinte questão: do que se deve realmente ter medo? Daquilo que não pode nos tocar? Ou será que no mundo existem fantasmas mais assustadores do que aqueles que já estão mortos? – Blog Admirável Mundo Inventado

4 ⭐️ Fuga de Furnace -> O livro é narrado em primeira pessoa por Alex Swair, um garoto de 16 anos, que foi incriminado pela morte de seu melhor amigo, e sabe por quem? Por um dos guardas da Furnace. Assim como Alex, outros garotos também estavam sendo incriminados e enviados para Furnance, e o motivo ainda permanece desconhecido, ou pelo menos até o final do livro. No meio da noite os guardas sempre pegam alguns garotos da suas celas, e – as vezes – alguns dias depois eles retornam a noite, mas de um jeito diferente, parecendo um animal sem consciência, e só para matar o seu companheiro de cela, e depois ninguém mais os vê. – Blog Perdido em Livros

5⭐️ O cemitério -> Eu gostei muito do livro, muito mesmo. A história é excelente, a trama tem um ritmo acelerado desde o início, um acontecimento causa o outro e é impossível parar de ler. Meu lado emocional sofreu muito com esta leitura, confesso, afinal de contas eu amo crianças, e a forma com que o King descreve as duas presentes no livro é encantadora – Blog Livros de Calla

4 ⭐️ Caixa de pássaros – > A história inteira é repleta de momentos de tensão, na verdade em nenhum momento você tem uma pausa, um momento de paz, e foi isso que me deixou vidrada. Eu ficava tensa, com o corpo tremendo de ansiedade, sabe? Tanto que eu li em apenas três dias, dificilmente eu faço isso. Resenha completa -> aqui <- 

4 ⭐️ O Pacto -> Uma história envolvente com suspense, mistério, drama, romance, humor, com realismo e sobrenatural. Pois a partir do momento que ele recebe as pessoas sem filtro, ele nos faz refletir, e também nos faz duvidar se cada um não tem um “diabo” dentro de si. Pessoas que mente para prejudicar o outro por pura maldade. Pessoas que sentem inveja do outro a ponto de fazer mal, pessoas que querem se machucar, pessoas que traem. Pessoas com comportamento exemplar e pensamentos perversos. Joe nos apresenta o bem e o mal, e que eles podem andar juntos. E em algum momento um deles podem se destacar. E realmente, a frase que diz quem vê cara, não vê coração, se encaixa perfeitamente neste livro. A verdade é que não conhecemos ninguém. E algumas pessoas assustam mais que muitos demônios. – Blog Chalé Cult

5 ⭐️ Nosferatu -> É um livro que começa com ares de suspense psicológico, evolui para um terror que me fez dormir de luz acesa e caminha para uma thriller policial maravilhoso de roer as unhas. A narrativa é toda em terceira pessoa e não nega ação. Cada capítulo é uma aventura. Torturas, personagens paralelos, assombrações cotidianas e acessos de fúria e descontrole. O homem da Máscara de Gás, que é o nome do ajudante de Manx, rouba a cena em vários momentos. O cara é um lunático-solitário-estuprador-torturador que rima o tempo todo e tem a idade mental de um sofá. Victoria é uma boa protagonista louca. Vai fazer qualquer leitor tremer, seja de ódio, de excitação ou de pavor.- Blog Oh My Dog

3 ⭐️ O Demonologista – > Sim, eu senti medo! Sim, eu cogitei parar de ler! Sabe por que? Minha mãe sempre disse que não pode brincar com essas coisas demoníacas que elas ficam te rodando. E o livro possui partes bem fortes. Credo, me dá até arrepio na nuca falar disso. O livro é uma corrida contra o tempo para salvar a garota e o mundo. Coloque aí uma pitada de Supernatural e pronto, temos O Demonologista.- Resenha completa -> aqui <- 

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Assustados? Ansiosos em ler essa seleção? Só tenho certeza que minha lista de desejos aumentou agora!

Tem mais indicações? Conta aqui!

Até a próxima.

Beijo, outro, tchau!

assinatura nova ana marys

 

Resenha: O Demonologista, Andrew Pyper 😈

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Classificação 3/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

“A maior astúcia do Diabo é nos convencer de que ele não existe”, escreveu o poeta francês Charles Baudelaire. Já a grande astúcia de Andrew Pyper, autor de O Demonologista (DarkSide® Books, 2015), é fazer até o mais cético dos leitores duvidar de suas certezas. E, se possível, evitar caminhos mal-iluminados.

O personagem que dá título ao best-seller internacional é David Ullman, renomado professor da Universidade de Columbia, especializado na figura literária do Diabo – principalmente na obra-prima de John Milton, Paraíso Perdido. Para David, o Anjo Caído é apenas um ser mitológico. Ao aceitar um convite para testemunhar um suposto fenômeno sobrenatural em Veneza, David começa a ter motivos pessoais para mudar de opinião. O que seria apenas um boa desculpa para tirar férias na Itália com sua filha de 12 anos se transforma em uma jornada assustadora aos recantos mais sombrios da alma.

Enquanto corre contra o tempo, David precisa decifrar pistas escondidas no clássico Paraíso Perdido, e usar tudo o que aprendeu para enfrentar O Inominável e salvar sua filha do Inferno.

” Ele é mentiroso David, o diabo mente. Ele quer algo de você. E nesse momento, seja o que for que você esteja fazendo, você está a caminho de entregar essa coisa para ele.”

Darkside está de parabéns! Adoro as edições deles e essa edição em particular me conquistou pelas particularidades. Fiquei encantada com a lombada, até hoje passo a mão e tento entender como fizeram aquilo hahaha…O marca página no estilo de fitinha e o relevo na capa deu todo o charme. Gostei mesmo.

Bom, o livro, vamos falar dele né! E já antecipo que vou deixar escapar alguma coisa sem querer querendo!

A história se concentra em David, um professor de literatura da faculdade de Columbia. Ele está passando por um divórcio e tem uma filha, Tess, com uma forte ligação, que ultrapassa a barreira pai e filha. Uma adolescente com muitos segredos obscuros.

Entre uma aula e outra, David recebe a visita de uma misteriosa mulher que o convida intima a ir a Florença ver um cliente. Convencido de que essa será uma viagem prazerosa, ele leva Tess para fazer companhia. O problema é que a viagem se torna um pesadelo. O cliente está possuído por um demônio e de quebra possui o corpo de Tess e a joga do alto do prédio. O corpo some, a policia declaro suicídio e o demônio avisa que se David não fizer o que ele quer nunca mais verá sua filha. Eita conto mesmo.😘 😂

Pronto. Que comecem os jogos!

O livro é uma corrida contra o tempo para salvar a garota e o mundo. Coloque aí uma pitada de Supernatural e pronto, temos O Demonologista.

“…o inferno é real. Não um fosso escaldante, não um lugar acima ou embaixo de nós, mas em nós, um lugar em nossa mente.”

Sim, eu senti medo! Sim, eu cogitei parar de ler! Sabe por que? Minha mãe sempre disse que não pode brincar com essas coisas demoníacas que elas ficam te rodando. E o livro possui partes bem fortes. Credo, me dá até arrepio na nuca falar disso.

Mas acredita que não gostei do final?! É claro que era o final esperado, mas achei bem sem graça, sem emoção, sem ação…sabe? 

Outro ponto positivo é que o leitor terá uma aula sobre a obra e o autor O Paraíso Perdido de John Milton.  Eu nem sabia quem era e ganhei um resumão interessante dele. 

” O poder demoníaco procede não do mal, mas do conhecimento das coisas.”

E vocês já leram? Vão ler? Comenta aqui, quero falar dele com alguém!

Até a próxima!

Beijo, outro, tchau!

assinatura nova ana

Resenha: Um Grito na Noite, Mary Higgins Clark

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Autor: Mary Higgins Clark            Editora: Record Páginas: 349                                     Ano: 2010

Classificação 4/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Jenny MacPartland, divorciada, duas filhas pequenas, vive num minúsculo apartamento em Nova York, sobrevivendo com seus poucos recursos, trabalhando de maneira esforçada, realizando sempre o seu melhor numa galeria de artes em Manhattan. Tem uma vida simples mas feliz.

Erich Krueger, pintor de fama internacional, solteiro, rico, criador de gado no meio-oeste, em Minnesota, sabe ser encantador. Sempre teve tudo o que desejou.

O caminho dos dois se cruzam quando Erich expõe na galeria em que Jenny trabalha.

Ela conhece sua obra, ele se apaixona por ela.

Sua principal obra exposta, Recordações de Caroline ao mesmo tempo a atrai e lhe dá arrepios por lhe parecer familiar. Caroline era mãe de Erich, e ele era totalmente devotado a ela. Ela tem alguma semelhança com Caroline. Após um breve, porém intenso namoro o conto de fadas se torna real. Eles se casam, se mudam para Minnesota e sua vida de rainha com tudo a sua disposição e a disposição de suas filhas começa. Estaria ela vivendo um sonho?  Mas logo a felicidade que esteve a seu lado nos últimos meses desaparece com a mesma rapidez com que a arrebatou. Incidentes e acidentes alterarão sua rotina, seu casamento, sua família e sua própria vida. Jenny fez a escolha certa ou nem se deu conta de que na verdade nem pode escolher?

“ (…) Case-se comigo, Jenny. Logo.
Uma semana antes , ela nem o conhecia. Sentiu o calor das mãos dele, fitou aqueles olhos interrogativos e percebeu que os dela também refletiam o mesmo amor ardente. E sabia, sem qualquer sombra de dúvida qual seria sua resposta.

 A primeira vista, um amor arrebatador. Um homem rico e talentoso se apaixona por ela, demonstra tanto amor e carinho por suas filhas, suprindo-lhe anos de ausência paterna que elas mal podem esperar para estar com ele novamente. A trata com tanto respeito e reverência que ela sente uma rainha. E garante que tudo o que ele mais quer é vê-la feliz. Ao lado dele, é lógico.

Pra algumas pessoas, principalmente as que já passaram por decepções nas relações amorosas, esse pode ser o início de um sonho, o “finalmente encontrei minha alma gêmea”. Para outros o pensamento que lhes vem a mente é: “- Deve ter alguma coisa errada por trás de tanta perfeição”.

Para Jenny foi a primeira opção. Pelo menos no início. Apesar de sempre ter a sensação de que algo estranho estava ao seu redor, ela optou por viver um sonho. O seu sonho de uma família feliz, sem preocupações financeiras, sem pressa.

Mal podia acreditar no quanto aquele homem era bom pra ela e para suas filhas.

E por isso demorou a perceber os sinais que desde o início ele deu sobre sua personalidade dominadora, controladora.

“Os olhos dele permaneceram fixos no rosto dela.
  • Achei que você ia querer sua camisola , querida – respondeu. – Olhe aqui.
Ele segurava uma camisola azul-clara de cetim com um grande decote em V na frente e nas costas.
  • Erich, eu tenho uma camisola nova. Você comprou essa pra mim?
  • Não – respondeu ele. – Era da Caroline. – Passou a língua nervosamente sobre os lábios. Sorria de forma estranha. (…) – Jenny, use esta camisola hoje; faça isso por mim.
(…) Por alguns minutos, Jenny manteve  o olhar fixo na porta do banheiro, sem saber o que fazer. “Não quero usar a camisola de uma mulher morta”, protestou em silêncio.”

O livro começa com um dos capítulos finais, isso mesmo, o que deixa bem claro quem é bom e quem é mau.

Isso pra muitos pode ser um balde de água fria, uma vez que grande parte do mistério em livros policiais se faz ao redor de suposições sobre em quem você deve ou não confiar. Mas acredite, saber quem é o bandido ou o mocinho nesta obra é o fator menos relevante.

Li algumas críticas que tratam o livro como tendo um início morno até que se desenvolva algum tipo de ação. Mas, uma vez que já li o livro 3 vezes (rsrs…fazer o que?) estou convicta de que o que o torna tão interessante é o terror psicológico vivido pela personagem principal e não a ação que se desenvolve aos poucos. Sim , Jenny demora a perceber o quanto está acuada, o quanto vem sendo abusada, mas ao se dar conta de que não tem nem mesmo o controle sobre suas filhas, começa a agir e aquela sensação estranha que a acompanhava desde a primeira vez que viu as obras de seu atual esposo funciona como um catalisador. É esse medo que traz de volta as rédeas de sua vida.

Você notará desde os primeiros capítulos que é nos mínimos detalhes que a personalidade dominadora de Erich se manifesta. Ele é cuidadoso demais, protetor demais, e o que por alguns momentos pode ser encarado como zelo e carinho nada mais é do que a necessidade de se manter sempre no controle da situação.

Um perfeccionista, no sentido mais doentio. Um opressor que se aproveita de atividades cotidianas para ganhar espaço e cada vez mais anular a personalidade de sua parceira.

Que age friamente manipulando suas próprias enteadas, de 3 e 2 anos, até que estas passem a trata-lo com prioridade, como seu “único papai” e que passem a não mais respeitar sua mãe. O romance intriga por nos fazer pensar em quantas relações doentias se desenvolvem de maneira aparentemente ingênua e casual. Um sonho se tornando um pesadelo.

Mary Higgins Clark é a vovó que eu gostaria de ter (apesar de adorar as minhas!)!

Completará 88 anos em dezembro e continua escrevendo livros de mistério super atuais. Seu primeiro livro Onde estão as crianças? se tornou um best-seller em 1975. Recebeu inúmeros prêmios e honrarias e foi presidente da Associação Mistery Writers of America, chamada de a Rainha do Suspense. Ela trabalha bastante o lado psicológico dos personagens e suas relações, por isso gosto sempre de reler as obras algum tempo depois para absorver alguns detalhes que em uma primeira leitura podem passar despercebidos.

E os livros podem ser lidos fora de ordem, uma vez que as histórias tem começo, meio e fim. Com certeza ela é leitura obrigatória pra quem gosta desse gênero, é lógico que essa a opinião de alguém que é viciada nessa categoria!!!

Boa leitura!

assinatura camila

Dicas de Livros Para Presentear

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Oi Brasil!

Ain gente tá tão difícil minha vida virtual!  Meu tablet quebrou, o hd do notebook queimou…estou numa maré de azar eletrônica.

Mas vamos lá! Vou tentar postar enquanto as coisas se ajeitam!

Hoje estou trazendo uma lista com dicas de livros para presentear e agradar todos os estilos literários! Vou dar duas dicas de cada estilo, assim você já tem por onde começar e lê o post até o fim rs.

Bora lá?! Então pega na mão da tia.

Para os criativos

criativos

Para as românticas

romanticas

Para as fãs de sagas

trilogia

Para quem gosta de vampiro

vampiros

Para as danadinhas

danadinhas

Para quem está louco por lançamentos

lançamentos

Para quem curte um terror de leve

terror de leve

E para quem curte um terror aterrorizante

terror

Para quem curte ficção

ficção

Para quem curte escritores brasileiros

brasileiros

Para as adolescentes

adolescentes

separador-lápiz-3É isso!

Ajudei? Espero que sim!

E se precisar, pode me procurar!

Ah e se você já indicou um livro e a pessoa não gostou me conta! Morro de rir quando acontece isso comigo! 😀

Beijo, outro,  tchau!

assinatura ana